525 km, de Minas ao mar

A Anglo American está superando, dentro do cronograma, obstáculos impostos por estradas, rios e maciços rochosas, a fim de concluir aquele que é considerado o maior mineroduto atualmente em construção

Marisa Marega – São Paulo (SP)

Omineroduto que vai ligar Minas Gerais ao Rio de Janeiro, e terá 525km de extensão, é composto de tubos enterrados a cerca de 3 metros de profundidade, além de uma faixa de terra de 30 metros de largura que será destinada para a manutenção. O minério de ferro será transportado com água por essa tubulação percorrendo esse trajeto, a fim de evitar o transporte por caminhões ou por trens nas estradas entre MG-RJ.
O projeto Minas-Rio ligará a mina e uma unidade de beneficiamento de ferro da Anglo Ferrous Brazil em Minas Gerais, ao porto do Açu, no Rio de Janeiro.
A divisão brasileira da Anglo American para construir o mineroduto foi criada em agosto de 2008,quando as obras marítimas já haviam começado em outubro do ano anterior. O projeto inclui uma mina de minério de ferro e uma unidade de beneficiamento em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, em Minas Gerais; o mineroduto que corta aproximadamente 1.200 propriedades e atravessará 32 municípios mineiros além do Noroeste e Norte fluminenses, saindo da região de Alvorada de Minas até o porto marítimo de Açu; e uma participação de 49% no terminal de minério do Porto de Açu,localizado em São João de Barra (RJ).Ali, A Anglo fez uma joint-venture com a LLX, uma das empresas do grupo EBX, de Eike Batista.Durante a implantação do projeto serão criados 10 mil empregos no pico das obras entre Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O Sistema Minas -Rio tem 4,5 bilhões t de recursos geológicos certificados de minério de ferro, que garantem a operação por mais de 20 anos, com expectativa de prolongar a extração por mais de 40 anos.
A Anglo American está investindo US$ 3,8 bilhões na implantação do projeto que deve ficar pronto em janeiro de 2012, quando terá capacidade de produção de 26,5 milhões de toneladas anuais de minério de ferro para abastecer o mercado externo. É o maior investimento do grupo em todo o mundo.

Mina e unidade de beneficiamento
A diretoria de operações do sistema Anglo Ferrous informa que a mina Serra do Sapo será do tipo a céu aberto e dispõe de reservas de 1,5 bilhão t, com teor 37,9% Fe203.
A licença para iniciar as obras de construção civil da planta de beneficiamento e da barragem de rejeitos foi obtida pelo grupo em 9 de dezembro último junto à Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável-Supram, em Jequitinhonha(MG).
Junto com os grandes equipamentos o grupo comprou instrumentação, estruturas metálicas e tubulações já entregues na obra. Em Conceição do Mato Dentro(MG), a terraplenagem das instalações industriais da planta de beneficiamento do minério está em andamento e já foram executados cerca de 50% do volume total de 7.500.000 m³; as obras civis também já foram iniciadas e, em pouco tempo a empresa prevê que comecem as obras da barragem de rejeitos e a adutora de água. A montagem eletromecânica ocorrerá a partir de setembro deste ano.

Mineroduto
Segundo portaria aprovada pelo Ministério de Minas e Energia, o empreendimento é dividido em três trechos: a) Trecho I – da Estação de Bombas 1 até o km 133,638 do mineroduto;b) Trecho II – do final do Trecho I até o km 316,120 ; e c) Trecho III – do final do Trecho II até o km 524,751.
Além disso, as obras também incluem a instalação de tubulação de aço com revestimento externo em polietileno tripla camada; instalação de caixas de passagem e tomadas para atender as estações de monitoramento de pressão, em dez pontos de amostragem; obras especiais(cruzamento de estradas, tubulações, rios, etc.); construção de sistemas especiais de proteção catódica e de fibra óptica; e construção de uma Estação de Válvulas, duas Estações de Bombas, Estações de Lançamentoe Recebimento, e uma Estação Terminal.
A tubulação de ø26" e ø24" já foi enterrada em boa parte da extensão do mineroduto, com cobertura média de 0,76 m acima da geratriz superior dos tubos. Todo o conjunto de tubos já foi fornecido pela empresa nacional Confab, pelo valor aproximado de R$ 600 milhões, e estocado nos pátios construídos ao longo da extensão do mineroduto
Foram entregues 44.500 tubos, equivalentes a 131,6 mil toneladas. Foram transportados durante 8 meses, começando em 19 de maio de 2008 e terminando em 22 de janeiro de 2009, com 7.405 viagens de caminhão realizadas, resultando em 72.000 horas de operação.
Os demais equipamentos principais para o Mineroduto tais como bombas e válvulas, também já foram comprados ou fabricados. A empresa responsável pela execução das obras é a Camargo Correa. O contrato, de R$ 1 bilhão de reais, mobiliza cerca de mil profissionais.
No mineroduto já foram concluídas as obras de terraplanagem na extensão correspondente ao trecho no Estado do Rio de Janeiro, que teve 170 km de tubos lançados.
Várias frentes de obras de terraplenagem ao longo do Estado de Minas Gerais estão sendo atacadas simultaneamente. Dos sete furos direcionais previstos (3.785 m), dois estão concluídos: um no Rio Carangola (530 m) e outro no Rio Paraíba do Sul, com extensão de 1.500 m. Essa última é a maior obra desse gênero já executada na América Latina. Os outros furos direcionais estão sendo iniciados.
Dos 6 túneis previstos (3.172 m): 2 estão concluídos (1.000 m) e, outros 2 estão em fase de licitação. E os demais, em início de execução. As obras civis das duas estações de bombeamento, estação de válvulas e terminal do mineroduto, no Porto, estão concluídas; a montagem eletromecânica dessas estações será iniciada nos próximos 60 dias.
As obras marítimas no Porto do Açu(RJ) estão em fase avançada. Foi concluída a ponte de acesso ao píer de embarque de minério, com extensão de 3.100 m e largura de 27 m. O píer de minério, com extensão de 440 m e 25 m de largura, está com 300 m construídos e será concluído até junho próximo. A dragagem geral (13.000.000 m³) está em fase final e o aterro hidráulico está em curso, com previsão de conclusão para agosto/11.

Mineroduto tem 13 pátios de estocagem
A Camargo Corrêa iniciou a obra em abril de 2008 e sua participação consiste em duas partes: terraplenagem e montagem. Atualmente, as obras estão em fase de terraplenagem nas cidades de Tombos, Faria Lemos, Pedra Dourada e Carangola. A montagem d
o duto tem previsão de término para janeiro de 2012.
Para tocar a projeto existem 13 pátios de estocagem dos 44.500 tubos que operam integralmente desde janeiro de 2009.Além disso, a Anglo American tem quatro canteiros de apoio para a logística da construção situados em Campos(RJ), Itaperuna(RJ),Jatiboca(MG) e Nova Era(MG).
Também foi construído um canteiro de máquinas em Itaperuna/RJ, onde está instalado o serviço de manutenção pesada dos equipamentos, áreas de almoxarifado, vestiários e refeitório.
As obras de construção e montagem estão sendo realizadas em São João da Barra, Campos, Bom Jesus de Itabapoana , Cardoso Moreira, Itaperuna , Natividade e Porciúncula.
Nos canteiros operacionais os tubos, após curvados e concretados (quando necessário), foram levados pelos caminhões ao seu local de aplicação. Lá foram soldados, testados, revestidos, enterrados para posterior teste hidrostático (teste de alta pressão) e comissionamento.
A tubulação, cuja montagem foi feita pela Techint, foi fabricada no Japão e na Argentina e foi armazenada nos pátios de tubos. O diâmetro predominante do mineroduto é de 26 polegadas, mas em alguns trechos, como o de descida de serra, é de 24 polegadas. Os tubos são em aço carbono com especificação do material API 5L Gr. X70 e revestimento externo de polietileno extrudado de tripla camada. As espessuras variam de 0,406 polegadas a 0,906 polegadas.
Os tubos chegam até a obra com 12 m de extensão, onde são soldados por processos manuais e automáticos. Nos manuais a soldagem é elétrica com eletrodo revestido (SMAW) e soldagem a arco com proteção gasosa e eletrodo de tungstênio (GTAW). Nos processos automáticos a soldagem é a arco submerso (SAW), soldagem a arco com eletrodo de tungstênio (GTAW), soldagem a arco, com eletrodo metálico e gás de proteção (GMAW), soldagem de arco em alma fundente com fluxo gasoso de proteção externa (FCAW).
Mas para atravessar os 525 km entre a planta e o porto, o mineroduto encontrou muitas interferências, principalmente de rios, além da geografia montanhosa de Minas Gerais. Em alguns pontos foi necessário utilizar a técnica de Furos Direcionais Horizontal (HDD), bem como túneis, entre os quais se destaca o localizado em Sem Peixe (MG), com 1.200 m de extensão.
Para a instalação da tubulação foram abertas valas com 1,06 m de largura, utilizando escavadeiras hidráulicas para terreno de 1ª categoria e fresas(cortadores de metais que giram em movimento contínuo) nos locais onde havia material de 2ª e 3ª categorias. A terra que cobre a tubulação tem 0,76 m, no mínimo.
O projeto do mineroduto prevê ainda a construção de duas estações de bombeamento e uma estação de válvulas redutoras de pressão. A polpa contendo o minério de ferro deverá percorrer todo o trajeto do mineroduto em 85 horas e 14 minutos.

Estações de Bombas
Em Santo Antônio do Grama (MG), estão sendo executadas as obras civis da Estação de Bombas 2 (EB2), e em Conceição do Mato Dentro (MG), com a terraplenagem da Estação de Bombas 1 (EB1).
A Estação de Bombas 2 (EB2) terá 10 bombas principais, um tanque de homogeneização, uma subestação de energia elétrica e uma barragem de emergência, que já está pronta – e será responsável por dar o empuxo adicional à polpa de minério que partirá de Conceição do Mato Dentro (MG) até chegar ao porto. Já a EB1 utilizará oito bombas para dar partida inicial à viagem da polpa de minério.
Atualmente estão mobilizados 7.500 trabalhadores nos canteiros de obras do mineroduto que deverá estar pronto até março de 2012.

Porto do Açu
Na outra ponta do mineroduto, no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, que está em obras desde outubro de 2007, duas mil pessoas trabalham no empreendimento do Sistema Minas-Brasil; destas, 75% da região. O terminal portuário privativo, de uso misto, tem área total de 7,8 mil hectares e deve colocar o Brasil no seleto grupo de países que dispõe das maiores plataformas logísticas do mundo. O complexo é composto por Ponte de Acesso com 27m de largura e 2,9km de comprimento, Pier de Rebocadores, Pier de Minérios e, no futuro, Pier de Carvão, Terminal de Conteineres e de Terminal de Óleo, Gás e Produtos Siderúrgicos.
Estão previstos seis berços de atracação para navios graneleiros e quatro berços de atracação para contêineres, produtos siderúrgicos, carga geral e embarcações de apoio a atividades offshore. Em contêineres, a capacidade anual será de 330 mil TEUs (unidade que corresponde a um contêiner de 20 pés).
Devido à profundidade de 18,5 metros, o novo complexo portuário permitirá a atracação de navios capesize com capacidade de até 230 mil t, assim como a nova geração de "superconteineiros" com capacidade para até 11 mil TEUs.
A LLX informa que : " As obras estão adiantadas. A ponte de 2,898km de extensão foi concluída com 111 dias de antecedência, o píer de rebocadores já está concluído e o píer de minério de ferro está com 65% da obra executada".
A ponte de acesso que segue perpendicularmente à linha de costa, mar adentro, tem largura total de 26,5 m e vãos de 18 m, constituídos por estacas, travessas e vigas longitudinais.
Entre a plataforma em aterro e o início da ponte de acesso sobre o mar, no trecho da restinga, foi construída uma estrutura de transição com 540 m de extensão e 31 apoios, com quatro colunas apoiadas em oito estacas de perfil metálico, com comprimento médio de 39 m, totalizando 272 estacas.
A ponte de acesso aos píeres sobre o mar começa no apoio 32 e termina no apoio 162, totalizando 2.340 m de extensão. Os apoios são compostos por quatro, cinco e até seis estacas de concreto pré-moldado, verticais e inclinadas, com comprimento de 48 m e ø 80×15 cm. Foi realizada também uma cravação de estacas mistas de concreto pré-moldado e parte em aço, com comprimento médio de 65 m, totalizando 667 estacas.
O píer de rebocadores tem início logo após o apoio 162 da ponte de acesso, na mesma direção. Tem largura total de 40 m e 18 vãos de 9 m, sendo o comprimento total de 162 m. O detalhamento do projeto indica os apoios compostos por cinco estacas mistas, com comprimento médio de 54 m e ø 80×15 cm, sendo 38 m de concreto pré-moldado e 16 m em aço.
O píer de minério de ferro começa no início do píer de rebocadores e é transversal a este. Ele tem largura total de 23,4 m e 15 vãos de 6 m e 117 vãos de 3 m, sendo o comprimento total de 440 m. Os apoios são compostos por cinco estacas mistas, com comprimento mé
dio de 54 m e ø 80×15 cm, sendo 38 m de concreto pré-moldado e 16 m de estrutura metálica, totalizando 356 estacas (276 estacas verticais e 80 estacas inclinadas). Será instalado ainda um sistema de carregamento de navio com capacidade nominal de 10.000 t/h.
Além disso, já está terminada também a infraestrutura da primeira fase do Pátio de Estocagem e Manuseio do Minério de Ferro. O local vai receber, preparar, estocar e embarcar o minério de ferro, transportado de Minas Gerais até o Porto do Açu.
A Sondotécnica realizou o projeto executivo de infraestrutura no porto do Açu, que contemplou a elaboração de projetos de terraplenagem. Em acréscimo, fez a impermeabilização do terrapleno por motivos ambientais, drenagem, impermeabilizações, drenagem para o Pátio de Estocagem e Manuseio de Minério de Ferro.

Obras do mineroduto estão no prazo
A parte que liga o duto de Conceição de Mato Dentro (MG) a São João da Barra (RJ), iniciada pelo lado do Rio de Janeiro, já ultrapassaram a divisa fluminense com Minas Gerais.
Em Minas Gerais
Trecho 2 -Mineroduto em Tombos e Carangola
Ali estão os pontos mais adiantados da construção no sentido Rio de Janeiro/Minas Gerais, principalmente nas obras de terraplenagem.
Estação de Bombas 1- Conceição do Mato Dentro
A terraplenagem está concluída e foi iniciada a construção das bases de concreto armado onde serão montadas oito bombas principais e quatro tanques. Ali a polpa do minério de ferro vai passar pelos tanques antes de ser bombeada ao longo do mineroduto.
Estação de bombas 2- Santo Antônio do Grama
As obras de terraplenagem da barragem de emergência e as obras civis também foram finalizadas. No momento, está sendo terminada a montagem do tanque.
No Rio de Janeiro
Trecho 3- De Campos de Goytacazes a Natavidade
A preparação do terreno para que fique plano está pronta. Agora, as valas estão abertas e a tubulação sendo enfileirada, para ser soldada e depois, enterrada.
Porto do Açu – São João da Barra
O avanço na implantação é de 58%. A parte da estrutura do porto dentro do mar(offshore) já está concluída. Falta apenas o quebra-mar. O porto já começou a receber os primeiros equipamentos para para a movimentação do minério.
Filtragem- São João da Barra
A parte de construção civil foi concluída em dezembro passado. No momento, está sendo realizada a montagem eletromecânica. Esse setor de filtragem vai receber a polpa do minério de ferro que chegará pelo mineroduto, vai secá-la a fim de que possa ser embarcada para o exterior através dos navios do Porto do Açu. A mais nova data de embarque está prevista para 01 de julho de 2013.

Travessia Direcional

Usando técnicas de última geração em construção, a Camargo Corrêa, contratou as empresas Toniolo Busnello, J. Dantas, Telar e Benepar para executar a travessia do rio Paraíba do Sul, em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.
Através de um método conhecido como furo direcional, foi realizada a escavação de 1,5 km de uma margem à outra do rio, a 16 metros de profundidade para não alterar o curso natural da água. É a maior obra do tipo já feita na América Latina.
Para transpor o leito abaixo do rio foram usados 125 tubos. Ao todo, no trecho a partir do km 460, foram realizados seis furos do tipo direcional que totalizam 3,3 km de extensão e utilizados 45 mil tubos.
Pelo tamanho e pela largura da perfuração, o furo direcional no Paraíba do Sul representa o maior desafio em toda a construção do mineroduto, segundo disse à revista O Empreiteiro, Marcos Milo, gerente geral de engenharia do empreendimento. " Apesar da complexidade, tudo ocorreu sem transtornos e terminou em tempo recorde", relata Marcos.
A obra durou apenas 48 dias já que o solo arenoso da região permitiu adiantar o processo que consumiu pouco mais da metade dos 90 dias previstos.
Um obra parecida, no rio Carangola, que fica entre os municípios flumineses de Itaperuna e Natividade, foi concluída em agosto passado. Embora menor, o uso do sistema HDD( Horizontal Directional Drilling), o do furo direcional de 420 metros, deu mais trabalho porque existiam maçiços rochosos debaixo do leito do rio. Ali foram instalados 38 tubos.


Segurança do mineroduto

Quando entrar em operação, o mineroduto será monitorado por um sistema inteligente, integrado com tecnologia de ponta, a fim de assegurar confiabilidade e segurança ao transporte da polpa de minério. A transmissão de dados será realizada por uma rede de fibra ótica instalada ao longo de todo o traçado. Esse sistema enviará todas as informações referentes ao processo de transporte do minério, condições do duto, velocidade da polpa de minério, vazão, temperatura, pressão interna e nível de corrosão do tubo.
Segundo a Anglo American, o mineroduto é um meio de transporte que tem como uma de suas principais vantagens a segurança operacional. O monitoramento permitirá acompanhar full time o movimento da polpa de minério em todo o trajeto da tubulação. Mesmo assim, o mineroduto tem um plano de emergência desenvolvido pelos técnicos da empresa em parceria com consultores externos, que permite aos especialistas agir com rapidez em caso de vazamento na tubulação.
A empresa diz que casos de vazamentos são raros, mas devem ser previstos porque podem causar danos ao ambiente.O plano de segurança que estará pronto junto com a obra permite apontar locais onde um vazamento traria mais prejuízos e quais os recursos disponíveis em cada ponto, tanto do ponto de vista de equipamentos, como de trabalhadores.
A Anglo American pretende fazer convênio nas cidades vizinhas ao mineroduto, para conseguir soluções locais de apoio ao longo de todo o percurso. Outra precaução, será a instalação de um telefone gratuito para que os habitantes que moram nas cidades vizinhas à obra possam avisar sobre problemas encontrados na tubulação
Fornecedores do Sistema Minas-Rio
1.Porto:
– Consórcio ARG-CIVILPORT: obras civis marítimas
– SDC: dragagem e aterro hidráulico
ARCOENGE: operação da pedreira
– LINTRA: linha de transmissão 138 kv (50 km)
– ARTECH: subestação principal
– TMSA: sistema de correias transportatoras de minério
– BARDELA: máquinas de pátio (02 empilhadeiras e 01 retomadora) e 01 carregador de navios

2.Mineroduto:
CAMARGO CORRÊA – contratada principal: obras de infraestrutura e lançamento de tubos (diam 24/26")
– INTEGRAL: terraplanagem/drenagem e obras civis das Estações de Superfície; LEÃO: terraplanagem/drenagem
– MEGADRILL e BRASFIX trabalham nos furos direcionais
– TONIOLO BUSNELO ; J.DANTAS; TELAR e BE- – NEPAR fazem os túneis
– WEIR: bombas de polpa
– VTI: válvulas especiais
MEDABIL: estruturas
metálicas

3. Beneficiamento:
– ARG: terraplanagem e drenagem geral
– MASCARENHAS BARBOSA: obras civis
– CONSTRUCAP: obras civis
– CONSTRUTORA BRASIL: barragem de rejeitos
– BATISTA FIGUEIREDO: linha de transmissão 230 kv (90 km)
– INTEGRAL: captação
– METSO; FL SMIDTH: equipamentos mecânicos

Anglo American no Brasil

A empresa é um dos maiores grupos em mineração e recursos naturais do mundo. De origem sul-africana,tem sede no Reino Unido e capital aberto tanto em Londres como em Joanesburgo. Com suas joint ventures, associações e subsidiárias é líder global em platina e tem participação relevante nos mercados de diamante, níquel, minério de ferro e carvão. Opera em mais de 30 países da África, Europa, América do Sul e do Norte, Ásia e Áustrália.
Instalada no Brasil desde 1973 a Anglo American tem duas unidades de negócios: a primeira, de Níquel em Niquelândia(GO) e Barro Alto, onde está investindo US$ 1,8 bilhão para ampliar sua produção de ferroníquel. A partir deste ano, a nova planta fornecerá, em média, 36 mil t/ano de níquel. A unidade conduz ainda os estudos de viabilidade nas reservas de Jacaré (PA) e Morro Sem Boné (MT). A segunda unidade é a de minério de Ferro da qual fazem parte o sistema Amapá(AP) já em operação, e o sistema Minas-Rio em implantação (MG/RJ) que é o maior investimento da Anglo American no mundo na atualidade.
O maior mineroduto do planeta:
525 km de extensão
7 túneis num total de 3.500 m
6 furos direcionais num total de 3.300 m
45 mil tubos
32 municípios atravessados
26,5 milhões m³ de polpa de minério serão escoados/ano
7 km/h será a velocidade média percorrida pela polpa de minério
Tempo que o minério percorrerá o mineroduto Minas/Rio: 85h14min
Ficha Técnica:Frota envolvida na obra do mineroduto
Sideboom – 350
Caminhões basculante – 360
Escavadeiras – 60
Curvadeiras – 06
Conjunto de solda automática – 03
Carros e picapes – 550

Características do mineroduto:
Estações de bombeamento (EB): a EB1 será localizada no km 0, a EB2 no km 239 e a estação de válvulas(EV) no km 347.
Comprimento: 525 km
Diâmetro da tubulação: 26" até o km 314; 24" do km 314 até km 480; 26" do km 480 até km 525)
Vazão de bombeamento: 1826 m3/h com 68,0% sólidos em peso
Velocidade da polpa na tubulação: 1,6 m/s
Pressão na saída da EB1: 186 kgf/cm2
Pressão na saída da EB2: 210 kgf/cm2
Tipo de tubulação: API 5L série X70

Fonte: Estadão

Um comentário em “525 km, de Minas ao mar

  • 25 de abril de 2018 em 23:21
    Permalink

    Gentileza checar veracidade dos seguintes dados Pressão na saída da EB1: 186 kgf/cm2 e Pressão na saída da EB2: 210 kgf/cm2, valores aparentemente acima do usual para transporte de polpa.

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