Três operadoras globais assinaram em fins de julho as concessões dos aeroportos: Fortaleza (CE) e Porto Alegre
(RS) pela Fraport da Alemanha; Salvador (BA) pela Vinci da França; e Florianópolis (SC) pela Flughafen Zurich, da
Suíça. Os investimentos somam R$ 6,2 bilhões nos quatro terminais. As novas operadoras são vistas pelas empresas de engenharia como forças capazes de mudar a mentalidade de contratação de obras no mercado, a favor da boa gestão, qualidade e custos que cumpram o orçamento e prazos contratuais.
Quanto aos novos leilões de aeroportos, há duas correntes de opinião no governo. O Ministério dos Transportes
propõe que os aeroportos ainda operados pela Infraero sejam concedidos em dois blocos regionais, excluindo Con-
gonhas (SP) e Santos Dumont (RJ). O primeiro bloco teria Cuiabá (MT) e quatro terminais regionais alimentadores:
Rondonópolis, Alta Floresta, Sinop e Barra do Garças.
O segundo bloco é liderado por Recife (PE) e agregaria dez aeroportos da região: Maceió (AL), Teresina (PI), João
Pessoa (PB), São Luís (MA), Aracaju (SE), Campina Grande (PB), Juazeiro do Norte (CE), Parnaíba (PI), Paulo Afonso (BA) e Imperatriz (MA). Estimando-se 14 milhões passageiros/ano, esse conjunto demandaria investimentos de R$ 3,5 bilhões e valor de outorga mínimo de R$ 2,2 bilhões ao longo de 30 anos. Esse novo leilão em dois blocos poderia ser realizado em 12 meses.
A equipe econômica do governo, porém, lança a ideia de se privatizar todo o sistema com 55 terminais operados
pela Infraero, cujos estudos exigiriam prazo bem maior.