Barra do Furado (RJ) terá primeiro estaleiro de reparos para embarcações de apoio offshore

Terminal de Serviços e Logística da Barra do Furado contará, ainda, com moderna base de apoio marítimo e condomínio industrial e de serviços. Investimento é de R$ 450 milhões.

A BR Offshore anuncia oficialmente a construção do Terminal de Serviços e Logística da Barra do Furado – TSLBF, no Canal das Flechas, Barra do Furado, entre os municípios de Campos Goytacazes e Quissamã, no norte do Estado do Rio de Janeiro. O empreendimento tem investimento estimado de R$ 450 milhões e será construído dentro do Complexo Logístico e Industrial Farol – Barra do Furado, que está sendo constituído pelos dois municípios, com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e do Governo Federal, para a instalação de empresas do setor de Óleo e Gás.

O TSLBF terá um estaleiro de reparos navais direcionado para as embarcações de apoio offshore e uma base de apoio marítimo, com áreas para instalação de empresas do segmento de óleo e gás. As obras do empreendimento, que será o primeiro do Complexo, deverão ser iniciadas em abril de 2012. A previsão é que já esteja operando até o final de 2013.

A companhia também avalia a instalação de investimentos semelhantes em outras localidades do País, voltados à indústria de apoio offshore. “A empresa foi criada com o objetivo de atender a demanda por serviços de logística e infraestrutura, que devem crescer consideravelmente nos próximos anos, com o aumento da exploração de petróleo, em especial nos poços em águas profundas”, comenta Paulo Salles, presidente do Conselho de Administração da BR Offshore.

O crescimento das atividades de perfuração e exploração na Bacia de Campos tem criado gargalos logísticos importantes, com a sobrecarga dos portos hoje utilizados para apoio offshore, gerando custos significativos nas operações de logística para as plataformas.

“O nosso primeiro terminal de serviços, com 950 m lineares de cais, na Barra do Furado, chega em um momento importante para viabilizar a crescente movimentação de embarcações e equipamentos na Bacia de Campos”, complementa Ricardo Vianna, presidente executivo da BR Offshore.

As obras de dragagem do Canal das Flechas, bem como o aumento dos moles necessários para a proteção da entrada do Canal das Flechas têm o apoio do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal e estão sendo realizadas pelo Consórcio Terra e Mar, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e OAS. A previsão é que sejam concluídas ainda em dezembro de 2012.

A operação do Terminal

O Terminal de Serviços e Logística da Barra do Furado terá capacidade de atracação para até 10 embarcações, e contará com moderno sistema de docagem e transbordo, além de um armazém alfandegado, áreas de estocagem de líquidos e granéis, e ainda uma estação de passageiros e um heliporto.

O estaleiro de reparos navais contará com o maior shiplift (elevador de embarcações) no Brasil, com a capacidade de içamento de embarcações com até 6 mil t, e na primeira fase poderá docar simultaneamente, em seco, até quatro navios.

Meio ambiente e impactos socioeconômicos

Para viabilizar a implantação do Complexo Logístico e Industrial Farol – Barra do Furado foram realizados diversos estudos ao longo dos últimos anos, que comprovaram que a instalação de empreendimentos no Canal das Flechas não causará impacto ambiental negativo. As obras preveem, inclusive, a recomposição de uma parte da praia da Boa Vista que vem sofrendo um processo de erosão contínua. O Complexo Industrial irá também revitalizar a atividade pesqueira na região ao assegurar a navegabilidade no Canal das Flechas. Além disso, uma série de melhorias nas estradas de acesso ao Complexo também já começaram a ser realizadas.

O empreendimento BR Offshore deverá gerar cerca de 1 mil empregos diretos e cerca de 2 mil indiretos. Apenas durante as obras, cerca de 600 pessoas devem ser empregadas. Em todo o Complexo Logístico e Industrial Farol – Barra do Furado deverão ser gerados entre 5 mil e 8 mil empregos.

TSLBF em números:

  • Área total de 611 mil m², com 950 m lineares de cais;
  • Base de Apoio de 450 mil m²
  • Sete berços para atracação para barcos de apoio offshore;
  • Três dárcenas para embarque e desembarque de cargas, com pontes rolantes;
  • Área de armazenamento de produtos como combustível, óleo diesel, água potável e água de perfuração, lama, salmoura, glicol, lubrificantes, solventes, metanol, cimento a granel;
  • Ampla área de retroporto, disponível para fornecedores de equipamentos e serviços da cadeia de óleo e gás;
  • Terminal alfandegado;
  • Heliporto;

  • Estaleiro de reparos navais de 115 mil m²
  • Shiplift (sistema de elevação das embarcações), oficinas, área administrativa e capacidade para trabalhar com até quatro embarcações em seco simultaneamente
  • Áreas Comuns: 46.000 m²
  • Vias de acesso interno e de acesso aos berços
  • Área administrativa, refeitórios, vestiários
  • Área de proteção ambiental

Fonte: Estadão

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