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Acabamento das estações caminhou junto com a implantação de sistemas

Augusto Diniz

As quatro estações (São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstoi e Vila União) que a Concrejato Engenharia realizou acabamento na Linha 15 –
Prata do monotrilho de São Paulo (SP) teve como grande desafio conviver com outras obras em andamento no ramal, essencialmente relacionadas à montagem dos complexos sistemas do novo ramal do metrô paulistano. Continuar lendo →

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EDP tem compromisso de investir R$ 3,1 bi até 2023 em linhas de transmissão

A EDP Brasil, uma das maiores empresas privadas do setor elétrico com atuação em toda a cadeia de energia, destaca suas obras no biênio 2018/2019, dentre elas a conclusão da Usina Hidrelétrica São Manoel, construída na divisa do Mato Grosso com o Pará, no que se refere à geração de energia; além dos recentes investimentos na área de transmissão nos estados do Espírito Santo e Santa Catarina.

A UHE São Manoel, entregue em abril de 2018, foi a terceira usina concluída pela EDP antes do prazo regulatório, segundo o grupo – após
Santo Antônio do Jari (potência instalada de 392,95 MW), em 2014, e Cachoeira Caldeirão (219 MW), em 2016. O empreendimento foi construído numa parceria entre EDP, CTG Brasil e Furnas e a hidrelétrica possui capacidade instalada de 700 MW.

A usina, que opera a fio d’água – configuração que dispensa um grande acúmulo de água para geração de energia, permitindo que seu reservatório seja relativamente pequeno, com 65 km2 – recebeu investimentos de R$ 4,1 bilhões em sua construção. A manutenção do cronograma de geração da usina, após a substituição do epcista original, e a contratação de novas empresas, foi o mais significativo desafio enfrentado na obra da UHE São Manoel (700 MW).

Ao todo, foram mais de R$ 6 bilhões investidos nos três projetos de geração construídos desde 2011 pela EDP no Brasil, ampliando o abastecimento de energia para o Sistema Interligado Nacional em cerca de 1.300 MW.

Maior vencedora do leilão de transmissão organizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em abril de 2017, a EDP assumiu o compromisso de investir R$ 3,1 bilhões até 2023 na construção de cerca de 1,3 mil km de linhas e quatro subestações em Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Maranhão e Rio Grande do Sul.

Em fevereiro de 2018, a EDP recebeu a licença do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo para a instalação da linha de transmissão de energia elétrica de 230/138kV, que irá ligar as subestações de Linhares e São Mateus (ES). O empreendimento é proveniente da segunda etapa do leilão nº 13/2015 para Concessão do Serviço Público de Transmissão de Energia Elétrica.

A obra, sendo realizada pela Engelmig e GE, consiste na construção de 113 km de linha entre as subestações Linhares II e São Mateus II, na ampliação da subestação Linhares II e na construção da nova subestação São Mateus II, no norte do Espírito Santo. O investimento total estimado para a implantação dos ativos é de R$ 116 milhões.

A obtenção da licença representa uma antecipação frente ao cronograma considerado no leilão em 2015, que previa a emissão do documento para outubro de 2018. As obras já iniciaram e representam a estreia da EDP no segmento de transmissão no Espírito Santo.

SANTA CATARINA

A EDP Brasil, em parceria com a Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), está em processo de licenciamento ambiental perante o Instituto de Meio Ambiente para a construção de cinco linhas de transmissão de energia e uma subestação. O investimento, orçado em R$ 1,3 bilhão, vai percorrer 28 municípios do Estado e terá uma extensão de mais de 480 km.

A expectativa é de que a licença de instalação seja concedida no início do segundo semestre de 2018 e a previsão de conclusão é de 24
meses, com possibilidade de antecipação. O empreendimento vai atenuar a dependência atual da energia proveniente da Usina Termelétrica Jorge Lacerda, localizada no município de Capivari de Baixo, além de possibilitar o reforço estrutural do sistema de transmissão já existente.

Já a nova subestação, que será erguida em Siderópolis, por exemplo, vai permitir desafogar a demanda atual sobre a subestação local e, assim, diminuir a dependência da subestação de Forquilhinha.

EXPECTATIVAS

Para este ano, a EDP prevê um investimento de R$ 1,4 bilhão, um aumento de quase 30% em relação ao ano de 2017. Do valor total, R$
630 milhões serão destinados ao segmento de distribuição, aportes em transmissão, aperfeiçoamento operacional da Usina Termelétrica de Pecém (CE) e para a área de geração solar. No primeiro trimestre, foram R$104,6 milhões de recursos disponibilizados para as distribuidoras, destinados principalmente à expansão e melhoria da rede e combate às perdas.

A EDP Brasil possui 15 unidades de geração hidrelétrica e uma termelétrica no País. Em distribuição, atende cerca de 3,4 milhões de clientes em São Paulo e no Espírito Santo. Recentemente, a companhia adquiriu participação na Celesc, em Santa Catarina.

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8 grupos demonstram interesse na concessão da Rodovia de Integração do Sul

Após um mês do lançamento do edital de concessão da rodovia BR-101/290/386/448, do Rio Grande do Sul, conhecida como Rodovia de Integração do Sul (RIS), o governo federal informa que pelo menos oito grupos – inclusive do exterior – já demonstraram interesse em participar do certame.

A concessão será pelo prazo de 30 anos e consiste na exploração da infraestrutura e na prestação do serviço público de recuperação, conservação, manutenção, operação, implantação de melhorias e ampliação de capacidade do trecho de 473,4 km.

Os trechos a serem concedidos são: BR-101/RS, entre a divisa SC/RS até o entroncamento com a BR-290 (Osório); BR-290/RS, no entroncamento com a BR-101 (A) (Osório) até o km 98,1; BR-386, no entroncamento com a BR-285/377 (B) (Passo Fundo) até o entroncamento com a BR-470/116 (A) (Canoas); e BR-448, no entroncamento com a BR-116/RS-118 até o entroncamento com a BR-290/116 (Porto Alegre).

Conforme os estudos e o Programa de Exploração da Rodovia (PER), estão previstos investimentos de R$ 7,8 bilhões e custos operacionais estimados em R$ 5,6 bilhões. O PER traz a duplicação obrigatória de 225,2 km até o 18º ano do prazo da concessão. Isso resultará na duplicação integral da rodovia. Além disso, serão executados 78,8 km de faixas adicionais para ampliação da capacidade. Também está previsto a construção de 85 novos dispositivos de interconexão, 32 passarelas de pedestres, 75,5 km de vias marginais, 59 melhorias em acessos, assim como a iluminação nas travessias urbanas e nas vias marginais.

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Fixação com chumbadores químicos em concreto pode ter norma no País

Há cerca de dois anos, a Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece) criou um comitê para discutir questões relacionadas à regulamentação do uso de ancoragens químicas no Brasil. Atualmente, o trabalho deste comitê finaliza um texto que traz recomendações para projetos de fixação com chumbadores químicos em concreto.

A revista OE conversou com Tiago Carmona, coordenador do comitê sobre chumbadores químicos na Abece, e Renato Shimokawa, engenheiro de especificação da fischer Brasil, empresa que faz parte desse grupo na entidade, para esclarecer detalhes da criação da recomendação técnica que pode se transformar em norma brasileira.

1 – O que representa a criação de norma nacional para projetos de fixação com chumbadores químicos em concreto?

Tiago Caromona: Representa uma evolução técnica fundamental em processos construtivos que, em alguma de suas etapas, utilizam as fixações. Quando se consolidam premissas técnicas mediante um consenso entre os intervenientes (projetistas, fabricantes e aplicadores) se evitam erros de especificação e execução, por meio da definição de regras claras a serem observadas em cada etapa do processo.

Renato Shimikawa: Normatizar sistemas de ancoragens em concreto é aumentar o nível de exigência no que se diz respeito à qualidade de produtos e da execução. Atualmente, falhas de execução e produtos inferiores representam a maior parcela de motivos de problemas em obra. Com a norma, será possível dimensionar e exigir mais dos fornecedores e instaladores, gerando uma competição mais justa em relação à compra e venda de produtos do ramo de fixações e mantendo um nível mínimo (desde que atendendo à norma) de qualidade de material e informação disponível.

2 – Por favor, comente sobre como anda a tecnologia de chumbadores químicos no Brasil, incluindo potencial e vantagens à construção?

TC: O Brasil vem acompanhando com agilidade a evolução dos sistemas de fixação com chumbadores químicos. Novos materiais e equipamentos são apresentados ao mercado da construção pelos representantes de empresas multinacionais que pautam o desenvolvimento desta tecnologia. As fixações com chumbadores químicos se arraigaram na indústria da construção de forma ampla, de pequenas a grandes obras, em função de sua execução rápida, limpa e racional.

RS: A tecnologia dos chumbadores químicos no Brasil tem avançado muito sob a dependência das inovações técnicas oriundas da Europa. As empresas que apresentam os melhores produtos do ramo estão sempre atentas às exigências do mercado nacional, importando suas soluções mais compatíveis com a realidade brasileira. A tecnologia fornecida pelas multinacionais tem atendido perfeitamente a construção civil e indústria por possuir flexibilidade para inúmeras peculiaridades de execução.

3 – Por que a criação de um comitê específico dentro da Abece para esse assunto?

TC: A entidade de classe formada por profissionais da área de estruturas com forte representação na cadeira construtiva, tem como um de seus objetivos o desenvolvimento e disseminação de tecnologia e boas práticas construtivas no Brasil. A constatação sistemática de erros construtivos, a falta de critérios claros de projeto e até mesmo de acidentes envolvendo este tipo de fixação motivaram a criação do comitê. A intenção do grupo é elaborar, inicialmente, uma recomendação técnica que servirá de texto base para uma futura norma brasileira.

RS: Os sistemas de ancoragem em concreto envolvem análises complexas para seu dimensionamento, pois a maioria das possíveis falhas do sistema envolvem o comportamento do substrato. Para isto, nada melhor do que ter à disposição especialistas nos quesitos projetos e cálculos estruturais, pois a “tropicalização” das normas europeias e americanas dependem de um processo clínico e analítico das normas brasileiras de concreto e aço.

4 – O que esse comitê pode contribuir para o mercado da construção no que refere aos chumbadores químicos?

TC: O comitê contribuirá de forma decisiva na regulamentação da prática, definindo tipologias de materiais, situações recomendáveis de aplicação e rotinas de cálculo/projeto. Processos construtivos com respaldo normativo estabelecem requisitos mínimos de segurança e desempenho em serviço, objetivando a qualidade final da construção e protegendo a sociedade.

RS: Impacta positivamente, tendo em vista que muitos profissionais da construção civil não consideram o assunto importante em uma visão macro da obra. Os chumbadores químicos são indicados para aplicações estruturais, portanto, espera-se que, com a normatização, os responsáveis passem a dar melhor atenção para estas instalações. Consequentemente, o mercado exigirá mais de seus fornecedores, aumentando a qualidade dos produtos, informações, comunicação e divulgação de seus serviços pré, durante e pós-vendas.

5 – Quais são os desafios para que essa tecnologia avance no País?

RS: Um dos obstáculos para um avanço na tecnologia dos chumbadores é a cultura “barateadora” da construção civil brasileira. Em nossa realidade, comparam-se valores e preços de produtos de qualidades distintas. A exigência para compra e utilização destes produtos ainda é baixa e a falta de informação (inclusive nas disciplinas oferecidas nas faculdades de engenharia civil) contribui para um mercado cujos produtos com melhor tecnologia são, por muitas vezes, descartados por conta do alto valor.

Com isto, uma das formas de melhor divulgar a necessidade de estudar e avançar na tecnologia dos chumbadores, independentemente das iniciativas estrangeiras, é abordando o assunto nas faculdades, em palestras e atividades extracurriculares; manter o nível de qualidade dos produtos já existentes; forte apresentação técnica e foco na análise estrutural junto aos executores, contribuindo para reverter esta cultura nacional.

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