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Vanguarda tecnológica a serviço do fluxo viário

O inusitado da obra se dá, em especial, porque os tabuleiros centrais serão em curva com sobre-elevação, características consideradas inéditas por se tratar de pontes estaiadas. Tão importante quanto o ineditismo tecnológico é o benefício que a obra trará para a cidade de São Paulo. As pontes terão papel fundamental na melhoria do fluxo de veículos na região sul da cidade, interligando a avenida Jornalista Roberto Marinho (antiga Água Espraiada) e as duas vias da Marginal Pinheiros (direita e esquerda). O Complexo Viário Real Parque, que deverá ser totalmente entregue à população em março de 2008, foi parcialmente colocado em funcionamento em 24 de março de 2006, quando a prefeitura da cidade de São Paulo inaugurou dois viadutos, denominados José Bonifácio Coutinho Nogueira. Um na conexão entre as avenidas Jornalista Roberto Marinho e Nações Unidas (marginal direita do Rio Pinheiros sentido Interlagos-Jaguaré), passando sobre a Avenida Engenheiro Luis Carlos Berrini. E o outro, no sentido contrário, passando sobre a avenida Dr. Chucri Zaidan. A liberação do tráfego nesses viadutos, segundo a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), melhorou sensivelmente o acesso à Marginal Pinheiros com a eliminação do semáforo no cruzamento das avenidas Jornalista Roberto Marinho e Engenheiro Luiz Carlos Berrini, proporcionando redução de 10 minutos nas viagens em horário de pico. O Complexo Viário Real Parque faz parte da Operação Urbana Consorciada Água Espraiada e tem previsão de custo de R$ 233 milhões. Por se tratar de uma operação urbana consorciada, o valor é financiado pela venda dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepac).

Fonte: Estadão

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Em todas as direções

Apesar do desencontro de interesses dos ministérios, no final do primeiro semestre deste ano o governo Lula resolveu caminhar para a conquista de uma ampla matriz energética, atrás de ações que viabilizem o fornecimento regular de energia ao País, de forma a evitar racionamentos futuros. Ao mesmo tempo em que busca solucionar o impasse para a construção de hidrelétricas, o presidente anunciou a continuidade de Angra 3 e a execução de outras usinas nucleares nos próximos anos. É consenso geral que o Brasil precisa superar problemas como o “apagão” de 2001, que contraiu o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), para 1,3%, e reduziu o ritmo de crescimento da produção industrial – que caiu de 6,6%, em 2000, para 1,5% naquele ano. No início deste ano, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo federal começou a mudar as regras para um jogo que enfrenta grandes desafios: caso a economia brasileira cresça 4% nos próximos anos, segundo estimativa de estudo elaborado pelo Instituto Acende Brasil, o risco de déficit de energia elétrica em 2010 será de 8%. Para romper a inércia do setor de energia, foram anunciados investimentos de R$ 274,8 bilhões, que correspondem a 54,5% do total dos recursos anunciados para o programa. Das 459 ações do PAC, 39% estão em obras. Mas é nos 61% restantes que estão concentradas as maiores obras, como os projetos do Rio Madeira, as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, que, juntas, vão acrescentar quase 6.500 MW à matriz energética brasileira, com investimentos de mais de R$ 18 bilhões. O projeto, recebeu recentemente licenciamento prévio do Ibama para entrar em leilão. O ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, afirma que o governo deve publicar em breve um decreto classificando o projeto na categoria estruturante. Na prática, isto possibilitará compatibilizar o cronograma de entrada em operação das usinas do Rio Madeira com o modelo de contratação das distribuidoras nos leilões de energia. Outro projeto hidrelétrico tido como prioritária é o de Belo Monte, uma hidrelétrica que terá potência instalada de 5.681 MW e investimentos de R$ 7 bilhões. Ao mesmo tempo em que os três principais projetos de hidreletricidade permanecem à espera de licenças ambientais, foi concluída em maio passado a expansão de Itaipu, que recebeu investimentos estimados em mais de R$ 3 bilhões. A partir de agora, a maior hidrelétrica em operação no mundo passou a operar com uma potência de 14 mil MW, em vez dos 12,6 mil MW de até então. O aumento de capacidade permitirá que 18 unidades geradoras permaneçam funcionando o tempo todo, enquanto duas permanecem em manutenção (hoje, 16 operam enquanto é feita a manutenção periódica de duas).

INCÓGNITA QUANTO AOS RECURSOS

Depois que o governo manifestou a disposição de retomar as obras da usina de Angra 3, paralisadas há 21 anos, ambientalistas mais uma vez se declararam contrários à medida, defendendo o uso de alternativas limpas. No entanto, o Conselho Nacional de Política Energética (Cnpe) recomendou a retomada das obras. A energia nuclear, que hoje representa apenas 1,5% da matriz energética brasileira, poderá aumentar esse percentual a 4% ou 5% em 20 anos. Angra 1 tem capacidade para gerar 657 MW e, Angra 2, 1.350 MW. Com a conclusão de Angra 3, que poderá operar a partir de 2013, serão mais 1.350 MW, resultado de investimentos de R$ 7,2 bilhões. Hubner é de opinião que o fato de Angra 3 estar no mesmo sítio que as outras duas usinas nucleares facilita o processo de aprovação, mas a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, afirma que o projeto deve obedecer aos trâmites legais de licenciamento. Segundo Hubner, Angra 3 é a alternativa de menor custo e não emite gás carbônico e, além disso, o preço que será pago pela energia produzida será dividido pelas distribuidoras de energia que atuam no Brasil. Estudos realizados em 2006 e que indicavam tarifa da energia de Angra 3 em R$ 140 MW/h serão atualizados. Seu valor será definido tendo em conta a construção e também a destinação dos resíduos, que é um dos entraves apontado pelos ambientalistas contrários ao empreendimento. Paralelamente às obras de Angra 3, o Brasil deverá investir outros R$ 600 milhões no sistema de produção de combustível nuclear e no reaparelhamento da estatal Nuclep. O desenvolvimento do ciclo de produção de energia nuclear é o primeiro passo. Embora a tecnologia já exista no Brasil, não é usada em escala industrial pela baixa demanda. Duas das etapas não são ainda dominadas: o enriquecimento do urânio e a sua conversão em gás. De acordo com Odair Dias Gonçalves, presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclar (Cnen), a origem dos recursos necessários ainda é uma incógnita. Sabe-se que o governo tinha idéia de exportar urânio, de forma a financiar o projeto, mas nada foi divulgado de maneira categórica a respeito.

FORTALECIMENTO DAS FONTES ALTERNATIVAS

Quando o assunto são as energias alternativas, a tendência mundial traduz-se em aumento da energia produzida a partir da biomassa e de óleos vegetais, além das energias eólica e solar. Atualmente, as fontes de energias alternativas representam 3,5% da matriz de consumo elétrico. Mas, segundo dados do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa), do Ministério de Minas e Energia, essas fontes irão responder por 10% do consumo brasileiro em menos de uma década. No caso da energia eólica, por exemplo, hoje o Brasil tem aproximadamente 300 MW de capacidade instalada e a previsão é de que até o final de 2008 esse valor suba para 1.400 MW. Outro exemplo está no avanço do setor sucroalcooleiro, que poderia possibilitar o aproveitamento de um significativo potencial para a co-geração de energia. Mas isso não está acontecendo. Dados mostram que as centrais em operação geram apenas 400 MW com a utilização da biomassa da cana-de-açúcar. Entretanto, de acordo com analistas, seria possível, com a atual capacidade instalada, aumentar esse número para 9.000 MW. Outra possibilidade é a intensificação da produção de outras fontes alternativas, como o biodiesel, com as previstas instalações de novas unidades industriais e a aplicação de recursos da ordem de R$ 570 milhões; o etanol, com a implantação de projetos do Corredor de Exportação de Álcool, envolvendo a construção de alcooldutos para exportação do produto; e do HBIO, com a implantação de quatro refinarias da Petrobras no valor de R$ 150 milhões. Biodiesel é um composto feito em usinas próprias, onde o óleo vegetal passa por um processo químico chamado transesterificação, juntamente com etanol ou metanol. Já o HBIO é um processo em que o óleo vegetal é introduzido juntamente com o diesel em uma unidade de hidrotratamento dentro da própria refinaria. O produto resultante é um diesel de alta pureza e qualidade.

ESCASSEZ DE GÁS NATURAL

Outra preocupação se refere ao déficit na oferta de gás natural. Em 2003, havia sobra de gás, em virtude da não-concretização das metas do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT), que previam a construção de 40 usinas termelétricas a gás. No ano passado, a situação foi diferente: o País teve um déficit de 30 milhões m³/dia. E há no ar ainda a questão da Bolívia. Especialistas acreditam que em 2015 a falta do insumo se intensificará e chegará a mais de 60 milhões m³/dia. A solução pode estar no incremento significativo da oferta de gás natural liquefeito (GNL), que também está contemplado com ações no PAC. Entre as metas, está planejada a produção interna de mais de 71 milhões m3/dia em 2010, contra os atuais 27 milhões, com as construções de gasodutos e de duas plantas de gás natural liquefeito (GNL), cujos investimentos estão orçados em R$ 15,4 bilhões.

Fonte: Estadão

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Ampliar a participação do setor privado no saneamento

Recentemente vivenciamos a semana do meio ambiente e, claro, mais uma vez foi um momento de reflexão sobre a situação de nosso saneamento básico. Nos últimos 20 anos esta situação só piorou. A universalização dos serviços públicos de água e esgoto nunca esteve tão distante e a agressão ao meio ambiente pela falta de tratamento dos esgotos tornou-se insuportável. O Ministério das Cidades avalia que são necessários R$ 200 bilhões de investimento – R$ 20 bilhões/ano em 10 anos – para que se atinja a sonhada e pretendida universalização. É muito dinheiro. Porém, mesmo que houvesse recursos de origem governamental desta grandeza e, também se a necessária competência para utilizá-los estivesse igualmente disponível neste prazo, a população ainda teria que aguardar todo este tempo para receber os serviços que merece. O setor público prestador destes serviços, onde apenas algumas das empresas estaduais e alguns dos serviços autônomos municipais encontram-se adequadamente capacitados, mantém no geral o desgastado discurso de que desde os tempos do velho Planasa o governo federal não injeta recursos de peso no setor. Mas esquecem que a maior parte dos recursos tomados àquela época como empréstimo, oriundos do FGTS e, portanto do trabalhador brasileiro, não voltou. Assim, é correto que o sistema financeiro estatal pratique uma política responsável. Conclusão natural: o setor público, por sua extensão de atendimento, é e continuará sendo uma peça importante no caminho da universalização do saneamento básico, mas em função da sua vinculação direta a Estados e Municípios e do endividamento elevado destes, não tem e não terá suficiente acesso a linhas de crédito para financiar a expansão demandada dos serviços. Diante disso, o que fazer? A resposta é até simples. Cabe ampliar significativamente a participação do setor privado no saneamento. Nos últimos dez anos este setor demonstrou de maneira clara e objetiva a validade desta opção. Hoje, 210 municípios brasileiros – de pequeno, médio e grande porte – são atendidos por serviços de água e esgoto concedidos por tempo determinado à iniciativa privada. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) revelam que de 2000 a 2005 os investimentos médios por habitante/ano feitos pelo setor privado foram 150% superiores ao do setor público e a tarifa média 20% menor que a praticada pelas companhias estaduais. Se até recentemente a falta de dispositivos legais adequados atuava como fator de inibição para que houvesse ainda maiores investimentos privados no saneamento, os aperfeiçoamentos legislativos ocorridos a partir de 2005 – Lei das PPPs, dos Consórcios Públicos e Marco Regulatório – removeram este último obstáculo. No entanto, como se trata de serviços públicos, a iniciativa de utilizar de forma extensiva o setor privado para universalizar os serviços de água e esgoto no Brasil no menor prazo e com qualidade associada cabe ao poder público. É imperioso que os nossos governantes aproveitem as possibilidades colocadas à sua disposição e ampliem a participação do setor privado no saneamento. Com certeza, a população e o meio ambiente serão gratos. 

* Eduardo Castagnari é vice-presidente Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon).

Fonte: Estadão

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Maior capacidade

Em vias de finalizar o projeto de ampliação de seu sítio, em Mucuri (BA), a Suzano Papel e Celulose, alcançará a meta de 1 milhão t/ano de celulose fibra curta branqueada, volume destinado à exportação. O investimento atinge o montante de US$ 1,3 bilhão e a planta será uma das mais modernas do mundo. O treinamento dos operadores da unidade começou em agosto passado, no início das obras, contando inclusive com um sistema exclusivo de simulação do processo de operação e controle. Segundo Sergio Uliana, diretor do projeto, o empreendimento já prevê a expansão para 1.250 milhões t. “É um projeto muito arrojado, que nunca tinha sido construído antes em todo o mundo”. São oito grandes ilhas de trabalho: Pátio de Madeira, Cozimento, Linhas de Fibras, Secagem, Caldeira de Recuperação, Evaporação, Turbos Geradores, Epcs secundários, além do setor de BOP (Balance of Plant), que responde pela interligação entre as ilhas. Segundo o diretor, por conta das dimensões, as dificuldades do projeto se concentraram na disponibilidade de equipamentos de grande porte para execução das fundações, como hélices contínuas, assim como do grande volume de concreto, que exigiu a operação simultânea de quatros usinas de concreto para atender a todas às áreas. (M.R.S)

Fonte: Estadão

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Uma capa, uma época

Fundada em setembro de 1961, a partir do jornal de mesmo nome, a revista O Empreiteiro completou 45 anos de atividades cobrindo, mês a mês, todos os grandes eventos da Engenharia e da Construção no período. Obras, política setorial, projetos do governo e as mudanças que vieram ocorrendo ao longo de quatro décadas e meia de transformações, estão nas páginas dessa publicação, que se revela o maior registro documental, do gênero, na área da infra-estrutura do País.

A trajetória, longa, abarca a fase pré-regime militar e as obras construídas durante e depois dessa etapa, quando o Estado procurou ocupar todos os espaços dos diversos segmentos de atividades responsáveis pelo crescimento econômico brasileiro.

O I e o II PNB estruturaram as condições para a ampliação da infra-estrutura que, primeiro Getúlio Vargas e, depois, Juscelino Kubitschek, legaram às gerações que os sucederam. Então o País construiu estradas, hidrelétricas, usinas nucleares, redes de abastecimento d’água e esgotamento sanitário, aeroportos, obras de expansão de suas potencialidades de petróleo e gás, plantas industriais em múltiplos segmentos, e planejou e abriu novas fronteiras agrícolas.

O modelo, no entanto, se esgotou, por conta da natureza do regime sepultado pela plenitude da democracia, e por conta, também, das mudanças econômicas que debilitaram o poder de investimento do Estado. As concessões e as privatizações, inauguradas em meados dos anos 90 do século passado, constituíram outra face da necessidade do progresso brasileiro. Assim como a escassez de obras públicas de infra-estrutura nos últimos 20 anos.

Testemunha de todas essas transformações, O Empreiteiro acompanhou as atividades das empresas de Engenharia e o trabalho heróico de seus fundadores para que elas sobrevivessem e se expandissem, diante de instabilidades institucionais e de planos econômicos invariavelmente adversos. A capa, montada com as fotos de alguns dos fundadores das empresas de engenharia, montagens e projetos que derivaram para a construção do Brasil moderno, é uma homenagem que a revista presta a esses pioneiros, no ano em que completa mais de quatro décadas e meia de vivência no jornalismo especializado.

Abrão Loiferman fundou a Brasília Guaíba Obras Públicas, em 1934, associada à construtora francesa Spie-Batignölles. Em 1977, a construtora Guaíba foi incorporada levando à mudança de nome e da sede para Porto Alegre (RS). Em 1983, os sócios franceses saíram da sociedade, que ficou nas mãos dos sócios brasileiros. Entre seu conjunto de obras destacam-se chaminé, torre de resfriamento e obras civis da UTE Presidente Médici, em Candiota (RS), e a barragem e eclusa no Rio Taquari.

Angelo Vecchi é o fundador da Scac, empresa nascida na Itália, em 1920, com importante papel na reconstrução do país após a Primeira Guerra Mundial. Foi pioneira no uso do concreto pré-moldado na construção, quando boa parte do ferro era consumida pela indústria bélica. Ele veio para o Brasil em 1960, introduzindo aqui a centrifugação do concreto. Entre as obras de que a empresa participou está o Terminal de Santos Brasil.

André Jules Balança, Erasmo Moura e Hans Luiz Heinzelmann, entre outros, fundaram, em 1965, a Engevix, dedicada à elaboração de projetos de hidrelétricas. Nos anos 70, já integrando o grupo Rossi, a Engevix passou a atuar em projetos de energia. Em 1997, consumiram o controle seus diretores Cristiano Kok, Gerson Almada e José Antunes.

Antônio Lopes Sant´Anna fundou, em 1952, a Construtora Sant´Anna, que hoje constitui um grupo de empresas que atuam em obras de terraplenagem e pavimentação para infra-estrutura industrial, urbana, rodoviária, ferroviária e aeroportuária e, também, em construção e recuperação de barragens de terra, lavra mineral, além de obras civis, pontes, drenagem e saneamento básico.

João Roscoe e Antônio Mascarenhas – Ambos engenheiros, fundaram a Mascarenhas Barbosa Roscoe há 73 anos, a mais antiga construtora de Minas Gerais e uma das mais antigas do Brasil. A obra que foi um marco na história da empresa foi iniciada em 1936: trata-se do Sanatório São Francisco de Assis, em Bambuí (MG), com 20 mil m² de área coberta.

Artur Rodrigues Quaresma criou em 1961 a Engesolos, com o objetivo de trabalhar em sondagens de reconhecimento de subsolos e ensaios geotécnicos de campo e de laboratório, que acabaram se tornando referência nacional. Há mais de dez anos foi criada a área de Meio Ambiente, que apresenta grande volume de atividades.

Antônio Alves Ferreira Guedes iniciou a Construtora Ferreira Guedes S.A., em 1973, a partir da aquisição da empresa J. Cardoso de Almeida Sobrinho que já existia desde 1936. Destacam-se entre suas realizações, a participação em empreendimentos como Ferrovia do Aço, Projeto Carajás, canais de irrigação do Rio São Francisco, Companhia Siderúrgica de Tubarão e duplicação da Rodovia Fernão Dias.

Cláudio Manoel de Loyola e Silva é o fundador da Cesbe – Engenharia e Empreendimentos, em 1946, que tem atuação diversificada em todo o território nacional. Entre o conjunto de obras da empresa destacam-se a primeira etapa de execução da UHE Segredo, referente a três túneis de desvio do rio Iguaçu (PR), e a segunda etapa, que consiste nas obras de ensecamento e obras civis principais.

Augusto Ferreira Velloso – Em 1928 fundou o escritório de engenharia que leva seu nome e que participou, na mesma ocasião, da obra da Estrada de Ferro São Paulo/Paraná.

Dominique De Petri fundou a Montcalm Montagens Industriais em 1971, prevendo a forte demanda que o emergente parque industrial brasileiro teria por serviços de montagem industrial. A empresa cresceu dentro do modelo de Gestão Participativa, somando hoje 4.000 projetos realizados, 1.300 clientes e 6.000 colaboradores.

Antonio José da Costa Nunes criou a Tecnosolo, em 1957, para atuar no campo da mecânica dos solos e afins. Pioneira na aplicação da técnica das ancoragens protendidas na estabilização de terraplenos, a empresa firmou-se, na década de 80, como empresa de consultoria. Recentemente, entrou no ramo da Construção, executando projetos como a Arena Multiuso dos Jogos Pan-americanos de 2007.

Emílio Baumgart, fundador do escritório Serviços de Engenharia Emílio Baumgart (Seebla) em 1926, é considerado “pai” do concreto armado no Brasil e criador do sistema de balanços sucessivos aplicados na construção de obras-de-arte.

Desenvolveu para a Petrobrás um modelo de tanques de aço de grande capacidade (com teto flutuante) que ajudou a reduzir custos, e atuou em todas as refinarias de petróleo do País, como a Gabriel Passos (Regap). Participou da construção do Estádio do Mineirão (MG) e Albertão (PI).

Bruno Contarini, professor de concreto protendido na PUC/RJ, é notável personalidade da história da Engenharia brasileira. Elaborou o cálculo estrutural de vários edifícios de Brasília, entre eles o prédio do Tribunal Federal de Recursos. Dentre as numerosas obras de que participou estão o Hotel Nacional (RJ), a Torre do Rio Sul (RJ), o Museu de Arte Contemporânea (MAC-Niterói), a Universidade de Constantine (Argélia), a Ponte Rio Niterói e 17 torres da Vila Panamericana, além do Estádio “João Havelange”, no Rio de Janeiro.

Ernesto Woebcke, formado na Escola de Engenharia de Porto Alegre, fundou em 1923 a Empresa Construtora Ernesto Woebcke, em Porto Alegre (RS), tendo executado mais de 1.500 obras, com destaque especial no segmento industrial. Com foco principal na construção de estruturas de grande porte, a obra de destaque em 2006 foi a produção e transporte logístico de aduelas pré-moldadas para a construção das 75 torres do Parque Eólico de Osório (RS), cada uma com 92 m de altura.

Celso Coelho de Souza – Fundador da Empresa Brasileira de Engenharia, em 1939, dedicada desde o início às grandes obras nas áreas de usinas hidrelétricas (como Itaipu), rodovias, ferrovias, entre outros. Um dos mais importantes projetos foi a construção da primeira usina nuclear brasileira Angra I, com contrato de montagem para a Westinghouse. O atual presidente é David Fishel, que ocupa a função desde que o Grupo MPE tornou controlador da empresa, em 1988.

Fernando Bezerra Campanha fundou, em 1948, em Natal (RN), a Ecocil, que viria a ser uma das principais construtoras imobiliárias do Nordeste. A empresa soma hoje 3.455.329, 13 m2 de área construída.

Engenheiro Francisco Dias de Sant´Anna, fundador da Construtora Metropolitana, em 1945, com mais de 60 anos dedicados ao setor de infra-estrutura. Neste período, a empresa diversificou-se passando a atuar na área de concessões rodoviárias e de geração de energia elétrica, além de investir nos processos de qualidade – já conta com a ISO 9001-2000 e está em fase de obtenção do certificado OHSAS 18001.

Francisco Azevedo e Francisco Palma Travassos fundaram, há 85 anos, a Azevedo & Travassos, atuante nos segmentos de engenharia e construção. José Portella Nunes, fundador da Construtora Sultepa 1956, sediada no Rio Grande do Sul, que desde o início focalizou sua atuação na área de rodovias e tecnologias de pavimentação. A empresa executou mais 4.700 km de estradas, participa de concessões rodoviárias e prepara-se para expandir sua presença nessa área, seja no Brasil ou na América Latina.

Henrique Herweg, Milton Vargas, Telêmaco H.M.Van Langendonck, Eugene Yves Josquien, Alberto Giaroli, juntos fundaram a Themag, em 1961, focada na área de energia. A empresa participou das principais hidrelétricas do país, como Jupiá (1.400 MW), Ilha Solteira (3.200 MW), Itaipu (12.600 MW), Tucuruí (7.929 MW), Paulo Afonso IV (2.490 MW), Porto Primavera (2.000 MW), além de obras como a Rodovia dos Imigrantes (SP), Rodoanel de São Paulo, Cosipa (SP) e Aeroporto de Brasília (DF).

José Mendes Junior fundador da Mendes Jr, empresa criada em 1953 que ao longo de sua existência participou dos mais importantes projetos de infra-estrutura no Brasil e no exterior, nos segmentos de petróleo e gás, transporte, energia e saneamento, construção e montagem industrial. Foi uma das primeiras empresas do setor a receber o certificado ISO 9001 (Qualidade), ISO 14001 (Meio Ambiente), OHSAS 18001 (Segurança e Saúde Ocupacional) e SA 8000 (Responsabilidade Social).

Jaime Rostein é o fundador da Sondotécnica, empresa que, em 50 anos de atuação, se consolidou nos segmentos de consultoria e engenharia. Nas últimas décadas, ampliou suas atividades, participando de grandes projetos no Brasil e no exterior, em regime turn-key, desenvolvendo métodos próprios para estudos, projetos, fiscalização e gerenciamento.

Júlio Capobianco, fundador da Construcap em 1944, empresa que em 62 anos de atividades é reconhecida pelo desenvolvimento contínuo de processos e inovações tecnológicas. Responde pela construção do complexo Hoteleiro Jequitimar, no Guarujá (SP) e pelo prédio industrial das salas dos fornos da Companhia Brasileira de Alumínio (SP).

João Carlos Backheuser fundou, em 1947, a Carioca Engenharia, voltada a princípio para projetos de urbanização. Em 1988, adquiriu a Christiani-Nielsen, agregando seu know-how principalmente na construção de terminais marítimos. Passou a se chamar Carioca Christiani- Nielsen Engenharia.

Kazutoshi Shibuya fundou, em 1961, a Kazutoshi Shibuya Serviços Técnicos de Agrimensura Ltda., especializada no segmento de topografia.

José Nacht e Arthur Goldring são os responsáveis pela fundação da Mills do Brasil, em 1952. O primeiro grande contrato da empresa foi a Catedral da Sé, em São Paulo, que deu início à participação em muitas outras obras, como a construção de Brasília, Ponte Rio – Niterói, Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, Rodovia dos Imigrantes, Usina Hidrelétrica de Itaipu e Ferrovia do Aço..

Léo Allas, engenheiro estoniano que participou da construção da Usina de Volta Redonda, fundou a Leme Engenharia (1974) ao lado dos engenheiros Otávio Campos do Amaral, Paulo de Souza e Roberto José Ribeiro Campos (falecido). Especializada em energia, a empresa foi adquirida pela Tractebel Engineering, do Grupo Suez, em 2000.

Lutfala de Castro Bitar é fundador da Estacon, que iniciou sua trajetória em 1969, em Belém (PA), dedicando-se a serviços de sondagem, fundações e obras de saneamento. Entre suas obras destaca-se o Estádio Olímpico do Pará “Edgar Proensa” (Mangueirão).

José Nacht e Arthur Goldring são os responsáveis pela fundação da Mills do Brasil, em 1952. O primeiro grande contrato da empresa foi a Catedral da Sé, em São Paulo, que deu início à participação em muitas outras obras, como a construção de Brasília, Ponte Rio – Niterói, Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, Rodovia dos Imigrantes, Usina Hidrelétrica de Itaipu e Ferrovia do Aço..

Luiz Alfredo Falcão Bauer, fundador da Falcão Bauer Centro Tecnológico de Controle da Qualidade, que há mais de meio século contribui para a melhoria técnica da construção. Primeiro laboratório acreditado pelo Inmetro, em 1983, ampliou suas atividades para o setor de consultoria estrutural, meio ambiente e petroquímica.

Norberto Odebrecht fundou, em 1944, na Bahia, a Construtora Norberto Odebrecht S.A. considerada a primeira multinacional brasileira na atividade de construção e engenharia. As usinas nucleares de Angra I e II estão entre as principais realizações da empresa, além de atuar na Europa, EUA, América Latina e África.

Manoel Marchetti – fundador da Manoel Marchetti Indústria e Comércio, em 1956, empresa que opera o ciclo completo do ramo madeireiro, tendo como carro-chefe o sistema pré-fabricado Modullum. O parque fabril é composto de quatro unidades sendo duas em Ibirama (SC), uma em Lajes (SC) e uma em Juruena (MT), com capacidade total de 8.000 m³ de madeira por mês.

Percival Ignácio de Souza, fundador da Ecoplan Engenharia, uma empresa de engenharia consultiva que realiza estudos, projetos, gerenciamento de programas e supervisão de obras, como a construção, restauração e duplicação da rodovia BR-101/RS, entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Manuel Antônio Lopes foi um dos fundadores, em 1974, da UTC Engenharia, dentro do organograma do Grupo Ultra. Constituída naquela época, a empresa, historicamente especializada em obras de manutenção e montagem industrial na área de petróleo, gás, energia, siderurgia e em outras atividades do gênero, pertenceu também à Construtora OAS até 1992, quando foi adquirida pelos atuais sócios Ricardo Ribeiro Pessôa, Francisco Assis de Oliveira Rocha e João Teive e Argollo (1996/1997). Dentre as obras que estão conferindo renome nacional e internacional à UTC destacam-se a plataforma FPSO P-47, Hidrelétrica de Itaipu, Alto Forno 2/Gerdau-Açominas, Módulos PRA1 e plataforma P-53 da Petrobras, dentre outros empreendimentos.

Sebastião Camargo fundou a Construções e Comércio Camargo Corrêa em 1939, empresa que tem seu nome impresso nos marcos da engenharia brasileira, destacando-se: Gasoduto Bolívia–Brasil, aeroporto internacional de São Paulo – Guarulhos; construção de Brasília; ponte Rio–Niterói, rodovias Presidente Dutra, Castello Branco, Imigrantes, Ayrton Senna, metrô de São Paulo, e as hidrelétricas de Itaipu, Tucuruí e Ilha Solteira.

Mário Franco, formado pela Politécnica da USP em 1951, participou de mais de 2 mil projetos estruturais e é detentor de vários prêmios, entre os quais os prêmios “Emílio Baumgart” (Ibracon) e “Eminente Engenheiro do Ano” (Instituto de Engenharia).

Participou das obras do Parque Anhembi, Museu da Escultura, Cenu, Hotel Unique, Estrutura da Torre Almirante (RJ) e, entre obras mais recentes, o edifício Faria Lima Square (SP), Projeto Rochaverá (SP) e Ventora Towes (RJ).

Siro Palenga, há 45 anos, fundou a Alufer, especializada em projetos, fabricação e montagem de estruturas metálicas de grande e médio porte. Atendendo à indústrias, siderurgia, petroquímica, mineração, obras públicas, entre outras, possui fábrica, localizada em Itu (SP), e capacidade de produção de 11 mil t/ano por turno de trabalho.

Maurizio Thá foi o imigrante italiano que, em 1895, iniciou no Paraná a trajetória do Grupo Thá, que hoje é composto pelas empresas Thá Incorporadora, Thá Engenharia e Imobiliária Thá. No currículo do grupo estão obras como o Hospital do Câncer de São Paulo, torre de resfriamento da Petrobrás na Refinaria Presidente Vargas no Paraná, e conjuntos residenciais em vários Estados. Acumula 112 anos de atividades.

Tamas Makray foi o primeiro presidente e um dos fundadores da Promon S. A. , constituída em dezembro de 1960. A empresa, dotada de modelo inovador, dedica-se a prover soluções para setores-chave da infra-estrutura brasileira, tendo presença nas principais obras do país nessa área, tais como Hidrelétrica de Itaipu (1984), Memorial da América Latina (1990) e AngloGold Ashanti – unidade se aço sulfúrico (2006).

Maurizio Thá foi o imigrante italiano que, em 1895, iniciou no Paraná a trajetória do Grupo Thá, que hoje é composto pelas empresas Thá Incorporadora, Thá Engenharia e Imobiliária Thá. No currículo do grupo estão obras como o Hospital do Câncer de São Paulo, torre de resfriamento da Petrobrás na Refinaria Presidente Vargas no Paraná, e conjuntos residenciais em vários Estados. Acumula 112 anos de atividades.

Tamas Makray foi o primeiro presidente e um dos fundadores da Promon S. A. , constituída em dezembro de 1960. A empresa, dotada de modelo inovador, dedica-se a prover soluções para setores-chave da infra-estrutura brasileira, tendo presença nas principais obras do país nessa área, tais como Hidrelétrica de Itaipu (1984), Memorial da América Latina (1990) e AngloGold Ashanti – unidade se aço sulfúrico (2006).

Mauro Ribeiro Viegas fundou, em 1952, as Empresas Concremat, que são compostas por cinco companhias: Concremat Engenharia, Concremat Tecnologia, Saybolt Concremat, Concrejato e Contemat, que atuam nas áreas de engenharia, inspeções, tecnologia, obras e geotecnia, participando da execução de empreendimentos da fase de estudos de viabilidade até término da obras. Ubirajara Amorim é o fundador da S.A. Paulista de Construções e Comércio, em 1951. A empresa participou de grandes obras da engenharia nacional, como Rodovia dos Imigrantes, Rodovia Marechal Rondon e Via Anhangüera. Atualmente, implanta, entre outras, a UHE Rondon II, em Rondônia.

Fonte: Estadão

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Da área industrial para a habitacional

O Grupo WTorre surgiu na década de 1980 tendo como principal atividade a prestação de serviços de construção de galpões comerciais e industriais. Percebendo a crescente demanda neste segmento por obras mais rápidas, a empresa buscou no exterior a tecnologia til-up, sistema industrializado que elevou a produtividade e permitiu à construtora consolidar-se no segmento da construção industrial. Num passo seguinte, a empresa associou-se ao American Concrete Institute (ACI) e à Tilt Up Concrete Association (TCA), tornando-se pioneira na utilização do sistema no País. Daí a expandir sua atuação na área corporativa foi um passo natural, passando a fornecer soluções completas ao mercado, destacando-se no segmento de obras build to suit, em que a construtora responsabiliza-se pela construção do empreendimento industrial ou comercial sob encomenda para locação. Hoje o portfólio da empresa chega a mais de 4.000.000,00 m² de área construída. Dentre o extenso portfólio de obras executadas pela WTorre, destaca-se o Centro de Distribuição das Casas Bahia, obra que exigiu a aplicação de todos os tipos de fundação em vista das condições geológicas encontradas. O projeto compreendeu 353 docas de recebimento e 27 docas de recepção, em área total construída de 180.161,33 m². O mais recente lance da construtora foi a criação da WT Urbanismo para atuação focada na área industrial e habitacional. “Temos um sistema que permite construir obra limpa com emprego mais racional de mão-de-obra e redução de custos, e capacidade para construir cerca de 800 casas/mês”, destacou o presidente do grupo Walter Torre Jr.

Fonte: Estadão

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Aproveitando os ventos favoráveis

O ano de 2006 foi particularmente positivo para a Engevix Engenharia que, em sintonia com o boom apresentado pelo segmento em que atua, registrou crescimento de 125%, em relação ao período anterior, e atingiu a marca histórica de receita operacional de quase R$ 600 milhões. Esses resultados contribuíram para a classificação da empresa como líder no ranking da Engenharia Brasileira, no segmento de Projetos e Consultoria, da pesquisa publicada pela revista O Empreiteiro, na edição especial das 500 Grandes da Construção. Mas, além dos ventos favoráveis que impulsionaram o setor – no período analisado, a atividade de projeto e consultoria obteve expansão de 42% no faturamento consolidado, o que representou o melhor desempenho setorial dos últimos 12 anos –, a Engevix também teve a seu favor suas próprias iniciativas, conforme destaca o presidente da empresa, Cristiano Kok. Segundo ele, são três os principais fatores que devem ser considerados para justificar a performance da empresa, em 2006. Em primeiro lugar, Kok destaca a entrada da empresa no segmento de óleo e gás. “Nesse aspecto, a Engevix conquistou um importante contrato junto à Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas, no Espírito Santo, cujas reservas de gás estão se mostrando muito maiores do que as previsões iniciais”. O outro fator, na análise do presidente da Engevix, diz respeito ao fato de que a empresa vem dando ênfase às áreas de engenharia, de compras e suprimentos e de construção. O que garante a possibilidade de gerir o empreendimento como um todo. “A gestão integral dos empreendimentos nos possibilitou um salto qualitativo e quantitativo e nos abriu caminho para fazer empreendimentos com custos extremamente competitivos”, constata. Por fim, a terceira grande razão para o sucesso recente da empresa foi a criação de uma área de investimentos em projetos próprios. Kok informa que, nesse aspecto, já se encontra em fase final de construção três pequenas centrais hidrelétricas que gerarão 65 MW. Uma delas já está funcionando, a segunda entrará em operação em setembro e a terceira começara a operar em janeiro de 2008. “Todas elas foram totalmente estudadas, projetadas e construídas, de ponta a ponta, e serão operadas pela Engevix, uma vez que são propriedades de nossa empresa”, destaca o presidente da Engevix. Nesse mesmo segmento, a empresa também já iniciou a construção da Usina de Monjolinho, para 67 MW, tem participação acionária minoritária na Companhia Energética Rio das Antas (Ceran) e figura como sócia da Gerdau no empreendimento Dona Francisca, todas no Rio Grande do Sul. “Essa estratégia que adotamos de ser, ao mesmo tempo, investidor, construtor e operador do negócio, demonstrou ser um sucesso extraordinário, porque criou um fluxo de caixa de longo prazo. Nós temos contratos de geração de energia para mais de 30 anos. Isso dá estabilidade de fluxos futuros e também garante o resultado imediato necessário, na medida em que é possível manter nossas equipes especializada de profissionais abastecidas com serviços”, justifica Kok. Nesses empreendimentos, em geral, o financiador do projeto é o BNDES, que entra com aproximadamente 70% dos recursos. Os 30% restantes é dinheiro que a própria empresa investe no negócio. Para consubstanciar essas estratégias, a Engevix realizou investimentos, da ordem de R$ 6 milhões, na área de CAD em 3D, o que permitiu que toda a sua produção, tanto na área de engenharia de hidrelétricas quanto na área de óleo de gás, seja inteiramente desenvolvida e projetada com esse sistema. Os investimentos foram dirigidos para hardware, software e treinamento de mão de obra. Em agosto, a empresa encerrou um curso MBA em gestão de contratos de geração de eletricidade, para 36 profissionais, na Unisul de Florianópolis. Já iniciou também, neste mês setembro, outro curso MBA em gestão de projetos, para 36 pessoas, na Fundação Getúlio Vargas, em Alphaville. A Engevix também está comprometida com projetos de caráter inovador: “Criamos uma empresa para o desenvolvimento de novas tecnologias. Para isso, entramos no projeto de inovação tecnológica da Finep, captamos recursos e estamos entrando com capital próprio para o desenvolvimento de um programa que estabeleça padrões de análise matemática para diversas aplicações. Nesse sentido, estamos criando um algoritmo para reconhecer odores, que estamos chamando de nariz eletrônico. Isso possibilitará, por exemplo, o desenvolvimento de sistemas de segurança para a detecção de vazamento de gazes”. Cristiano Kok prevê que 2007 também será um bom ano para sua empresa. “Nós temos uma carteira de contratos que nos sustentará pelos próximos três anos, mas não nos acomodamos e estamos sempre garimpando novos negócios. Estamos tendo inclusive que incrementar nossa estrutura para atender ao que já temos em carteira. Com isso, acreditamos num crescimento de 20% a 25% da nossa empresa”, conclui.

Fonte: Estadão

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Acidente agrava crise nas obras do trem rápido na Espanha

No leilão das sete rodovias federais, ocorrido em outubro, a OHL Brasil surpreendeu tradicionais investidores do setor ao apresentar propostas de pedágios bem abaixo da média das concorrentes e dos limites máximos estabelecidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Em alguns casos, o deságio chegou a 65,43% em relação aos valores fixados pela Agência.

Mas além de surpreender o mercado, a estratégia adotada pela OHL Brasil provocou muitas críticas, principalmente dos concorrentes derrotados. Eles argumentaram que as tarifas de pedágio seriam inexeqüíveis para a execução do plano de recuperação e modernização das rodovias, e ainda para assegurar a remuneração dos seus acionistas da OHL.

O resultado do leilão levou o Tribunal de Contas da União (TCU), no dia seguinte à disputa, a determinar que a ANTT reavalie os preços dos pedágios nas rodovias federais entregues à iniciativa privada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

As desconfianças contra a OHL aumentaram depois que a imprensa brasileira passou a divulgar informações de que Juan Miguel Villar Mir, atual presidente da Obrascón, uma das empreiteiras que compõem o Grupo OHL, é alvo de um processo aberto pelo juiz Baltazar Garzón – o mesmo que ordenou a prisão do ditador Augusto Pinochet, em Londres, em 1998 – por suspeita de apropriação indevida, administração fraudulenta e falsidade documental que teriam resultado no desvio de 30 milhões de euros, no caso Recol.

Trata-se de uma suspeita de fraudes cometidas no ano 2000, por acionistas da Recol Networks, da qual Villar Mir era sócio. O empresário e outros nove gestores teriam usado recursos da Recol de forma irregular para cobrir uma oferta pública para captação de fundos. O processo ainda não foi julgado.

Além disso, o Grupo OHL é acusado de “inepto” pela imprensa e autoridades espanholas, pelos atrasos nas obras sob sua responsabilidade, para a construção de um trem de alta velocidade ligando Barcelona a Madri. De acordo com o jornal espanhol El Pais, a OHL poderá ser processada por ter causado prejuízos a outras empresas e por não cumprir os cronogramas acertados com o governo que licitou a obra.

O trem de alta velocidade Madri-Barcelona é a principal obra de infra-estrutura do governo do presidente José Luis Zapatero. Sua inauguração está prevista para 21 de dezembro, mas, com os atrasos, teme-se que o início da operação tenha que ser adiado.

O fato gerou uma crise que ameaça até derrubar a ministra do Desenvolvimento da Espanha, Magdalena Alvarez que, segundo a imprensa da Espanha, permitiu que a situação chegasse a esse ponto.

Um trem fora dos trilhos

Para piorar a situação, no dia 22 de outubro um incidente nas obras de um dos túneis da nova linha causou a interrupção da circulação dos trens em toda a malha ferroviária na região de Barcelona. Em apenas um dia, 400 trens foram cancelados, afetando a movimentação de cerca de 90 mil passageiros. O governo da Catalunha bem como a Renfe, a estatal ferroviária espanhola, querem mover uma ação contra a OHL, pelos prejuízos sofridos.

A OHL afirma que o incidente é resultado da “complexidade das obras subterrâneas, que afetam várias infra-estruturas”. A companhia refuta ainda acusações da imprensa espanhola de que estaria atrasando as obras porque envolvem desapropriações em terrenos de propriedade de uma filial do Grupo Villar Mir.

No Brasil, embora desminta qualquer relação com os problemas registrados na Espanha, a ANTT decidiu adiar a homologação do resultado do leilão que sagrou a OHL como grande vencedora. A Agência alega que o adiamento é decorrente da grande complexidade das propostas comerciais a serem analisadas.

Com o adiamento da homologação, os consórcios derrotados poderão pedir vistas à documentação de qualificação e proposta comercial dos vencedores (OHL, Acciona e BRVias). A expectativa é de que seja dado início a uma fase de disputa judicial na tentativa de invalidar o resultado do leilão.

Procurado para falar sobre a crise envolvendo o Grupo OHL, a OHL Brasil informou através da sua assessoria de imprensa, que não tem “autoridade” para comentar os assuntos relacionados à atuação do grupo na Espanha.

Em nota oficial distribuída à imprensa brasileira, a OHL Brasil declarou que é uma subsidiária da OHL S.A. e da OHL Concesiones, detentoras de 60% do seu capital. Informou ainda que a OHL Concesiones integra o Grupo OHL, juntamente com um outras empresas, algumas delas com mais de 90 anos de tradição. Em 2006, o grupo apresentou faturamento de 3,3 bilhões de euros. Seu valor de mercado, segundo a nota de esclarecimento, é de 3 bilhões de euros, sendo classificado com investiment grade (classificação de grau de investimento, pelas agências internacionais de análise de risco).

A nota continua: “Atuando desde 1999 no Brasil, a OHL Brasil é listada no Novo Mercado da Bovespa (OHLB3). À frente de quatro concessões no estado de São Paulo, – Autovias, Centrovias, Intervias, e Vianorte – a empresa administra uma expansão total de 1.147 km, cerca de 11,6% do total de quilômetros das rodovias sob concessão atualmente no Brasil, gerando 3.731 empregos diretos e indiretos.”

Ainda de acordo com a nota de esclarecimento, “as principais rodovias administradas pelas concessionárias da OHL estão entre as 10 melhores do país, de acordo com pesquisa realizada pela Confederação nacional dos Transportes – CNT. Além disso, suas concessionárias já venceram, por 32 vezes, o Prêmio Vida de Segurança Rodoviária, promovido pela Agência reguladora de serviços Públicos Delegados de Transportes do Estado de São Paulo – Artesp.

Finalizando a nota, a direção da OHL Brasil informa que tem investido significativamente em projetos de responsabilidade social voltados para a saúde, meio ambiente e educação no trânsito e que aguarda os tramites licitatórios que definirão os resultados do leilão de outubro.

Fonte: Estadão

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Tramo 1 em fase final

Enquanto aguarda a liberação de recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) para retomar as obras do tramo 2 do metrô de Salvador – a previsão era de que o convênio de inclusão do projeto fosse assinado ainda em outubro de 2007 -, a Companhia de Transporte de Salvador (CTS), da prefeitura de Salvador, responsável pela implantação do empreendimento, dá continuidade às obras do tramo 1, com 11 frentes de serviço distribuídas na execução das estações Lapa, Campo da Pólvora, Brotas, Bonocô e Acesso Norte, túnel e poços de ventilação, elevados Fonte Nova, Acesso Norte e Bonocô 1, 2 e 3, túnel e poços de ventilação e pátio auxiliar de manutenção.
Atualmente, há 1.300 funcionários no conjunto de obras, que receberam, em 2007, R$ 70,8 milhões de recursos.

Os trabalhos decorrem de uma parceria entre o governo federal, o Estado da Bahia, a prefeitura de Salvador e o Banco Mundial (Bird). Seu inicio se deu em janeiro de 2000, correspondendo à então denominada primeira etapa – trecho Lapa-Pirajá da Linha Norte-Sul, com 12 km de extensão e prazo de implantação de 40 meses. “A conclusão desta etapa, nas condições normais, terminaria em maio de 2003, mas pela descontinuidade no aporte de recursos, a obra sofreu diversas retrações com redução de avanço e paralisação de diversas frentes de serviço”, conta Jackson Cerqueira, diretor administrativo-financeiro da CTS.

No final de 2005, foi assinado um convênio entre os três governos, com a garantia de repasse de recursos. Com isso, a primeira etapa foi redimensionada, sendo dividida em dois tramos: tramo 1 – trecho Lapa / Acesso Norte, com 6,6 km, e tramo 2 – trecho Acesso Norte / Pirajá, com 5,4 km, sendo que o convênio contemplou somente o primeiro.

Ritmo acelerado

A fase atual do tramo 1 compreende a implantação de 6,6 km de ligação entre as estações Lapa e Acesso Norte, sendo 1.500 m em via subterrânea, 4.400m em via elevada e 1.700 m em superfície, com previsão de conclusão em agosto de 2008. “O andamento das obras está em ritmo acelerado”, informa José Hamilton Bastos, diretor de Obras da CTS. A Estação Lapa está com 75% de avanço físico; a Estação Campo da Pólvora com 96%; a Estação Brotas, com 70%; a Estação Bonocô, em fase mais inicial, tem 17% de avanço físico; e a Estação Acesso Norte apresenta 85% concluídos. Os elevados Bonocô 2 e 3 estão 80% prontos e os demais, com 98% finalizados.

O túnel e os poços de ventilação estão em fase de conclusão, com 96% de avanço. Já o principal trecho em superfície, com cerca de 550 m, teve os serviços paralisados devido ao período chuvoso. “Eles serão retomados a partir da segunda quinzena de outubro deste ano e sua conclusão está prevista para fevereiro de 2008”, explica Bastos.

Dificuldades

Ao longo dos 6,6 km do tramo 1 não havia projeto executivo aprovado referente a 2,6 km, o que representava 40% em extensão. Nos demais 4 km, de acordo com a direção da CTS, as obras estavam parcialmente executadas e as metodologias executivas dominadas, não representando risco para o cumprimento do prazo de conclusão. Ao longo dos 2,6 km estão incluídos trechos elevado e em superfície. “Naturalmente, como o trecho elevado apresentava o segmento maior em extensão e complexidade (interdependência entre as etapas executivas), seu projeto e seu planejamento executivo foram priorizados”, esclarece José Hamilton Bastos.

A seqüência executiva foi estabelecida da seguinte forma: fundações – blocos – pilares – travessas – vigas longarinas – transversinas – laje – complementos. “Ou seja, cada etapa depende do andamento da anterior, e dentre todas, as mais críticas são as fundações e a fabricação e o lançamento das vigas longarinas”, destaca.

Com relação às fundações, a ocorrência de interferências não detectadas nas sondagens preliminares, aliada à improdutividade dos equipamentos, mostrou que a rapidez prevista não estava sendo alcançada e as fundações pelo processo mais tradicional, com tubulões, estava sendo mais eficaz e mais rápido. “Portanto, as equipes de tubulão a ar comprimido foram incrementadas e o prazo que estava ficando atrasado foi novamente atingido”, afirma Bastos.

A execução dos elevados estava prevista pelo ataque simultâneo em duas frentes distintas, com dois canteiros para fabricação das vigas pré-moldadas. Se uma das frentes andasse mais rápido, a outra poderia servir de apoio. “O problema inicial apareceu quando foi constatada a impossibilidade de implantação de um dos pátios para fabricação das vigas, e como sua localização era fundamental para o sincronismo com o lançamento, optou-se por somente um pátio com pequena ampliação de área, acréscimo de berços de fabricação e fôrmas metálicas. Desta forma foi possível superar os obstáculos”, explica.

Como um só canteiro, a área de estoque ficou menor do que a idealizada e os lançamentos tiveram de ser realizados com espaçamento de tempo menor para dar saída nas vigas para liberação de frente para fabricação. Bastos conta: “No início foi um pouco complicado, porque era efetuado durante as madrugadas, com todo o aparato de desvios de tráfego em toda a avenida ao longo dos elevados, translado de dois guindastes (250 t cada) e quatro carretas com dole para transporte das vigas (4 por vão por lançamento por dia)”.

Retomada

“Os serviços do tramo 2 foram executados parcialmente de 2000 a 2005 e paralisados em julho de 2005, em função da assinatura do convênio para o tramo 1”, informa Carlos Chamadoira, diretor de Planejamento da CTS. Este tramo complementa o trecho inicial entre as estações Acesso Norte e Pirajá e terá 4,4 km de extensão, três estações – Retiro, Bom Juá (as duas executadas parcialmente) e Pirajá (ainda não iniciada), oito elevados, o túnel da Mata Escura, duas subestações retificadoras e complexo de manutenção, com área de 190 mil m2. Há ainda trecho em superfície (com terraplenagem executada parcialmente) e via permanente e sistema de energia que ainda não foram iniciados.

Para Bastos, os principais obstáculos previstos e que estão recebendo preparo especial para a execução desta fase da obra serão o complexo de manutenção, pela magnitude e prazo estimado de 18 a 24 meses, e o trecho no entorno da Estação Retiro, que é atravessado por região de solo compressível e com aterro da ordem de 10 m.

Fonte: Estadão

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Para além dos estádios

Os investimentos nos estádios são apenas a ponta do iceberg. Num relatório apresentado em outubro de 2007 por inspetores da Fifa, foram avaliadas as áreas em que o Brasil terá que investir para celebrar o Mundial-2014, divididas em transporte aéreo, transporte urbano, hospedagem, hospitais, telecomunicações e segurança. Na conclusão do relatório, os inspetores dizem que o Brasil “está bem estabelecido para sediar uma excepcional Copa do Mundo”. Eles, aparentemente, avaliaram de forma positiva até mesmo itens em que o país tem apresentado grandes falhas, como no caso do setor aeroviário.

Para os inspetores, o Brasil tem 18 “bons aeroportos” nas cidades-sedes. Declararam que “a infra-estrutura do sistema de transporte aéreo é um elemento-chave da candidatura”, prevendo, inclusive, deslocamentos em massa de torcedores em um mesmo dia. Os inspetores admitiram, no entanto, que basearam suas análises apenas em informações cedidas pelas próprias cidades. Não houve menção, por exemplo, ao caos que os brasileiros têm vivido nos aeroportos pelo país, com atrasos de dias para conseguir decolar, empresas aéreas fechando as portas, acidentes, “operações-tartaruga” deflagradas por operadores de vôo etc.

Promessas de investimento no setor, há. O aeroporto Tom Jobim, no Rio, por exemplo, deverá receber R$ 100 milhões para se preparar para a demanda da Copa do Mundo, segundo o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi. Licitações já estão em andamento para obras no Terminal 1, o mais antigo, e prevêem reparos no sistema elétrico, pisos, climatização e banheiros. A Infraero também informa que serão colocados 50 novos aparelhos de raios-X nos principais aeroportos do país, visando agilizar o atendimento de passageiros – os equipamentos serão fornecidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e serão distribuídos pela Força Aérea Brasileira.

“Temos, hoje, cerca de 120 milhões de passageiros/ano circulando nos aeroportos do Brasil. A estimativa para os próximos seis anos, sem levar-se em conta a Copa do Mundo, é que haja um crescimento de 100% no volume de passageiros”, destaca o vice-presidente da Abdib, Ralph Terra, dimensionando o tamanho do desafio que se tem pela frente para evitar um vexame aéreo em 2014.

Sobre o transporte urbano, o grupo da Fifa identificou “um pequeno número de cidades pretendentes em que será difícil atingir a meta de transporte público”. Os inspetores se referiram especificamente a seis cidades: Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, Maceió, Natal e Rio Branco. Não citaram, entretanto, nada sobre os quilométricos engarrafamentos diários da capital paulista.

O secretário estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo, José Luiz Portella, admite que o trânsito, hoje, na capital, é um dos maiores problemas, porque atinge a todos os paulistanos. “Mas vamos investir no plano de expansão R$ 16 bilhões nos próximos quatro anos. São Paulo vai ser uma cidade transformada”, afirma.

Quanto ao sistema de hotelaria, foi considerado suficiente, na maioria das cidades, com exceção de quatro. A Fifa exige 55 mil leitos disponíveis em todo o país. Só o Rio já tem 54 mil, de acordo com a Secretaria Estadual de Turismo, mas em outras cidade não há estrutura para isso, principalmente no norte e centro-oeste. Para Eraldo Alves da Cruz, diretor da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, o setor está à altura de um evento como a Copa do Mundo. “Nós necessitamos apenas de capacitação profissional. Este é o grande gargalo que nós temos: apenas 16% da hotelaria nacional treinam seus funcionários e apenas 18% têm funcionários que falam uma segunda língua”, explica.

No item hospitais, a Fifa se preocupou apenas com a garantia de assistência a membros da federação e das delegações. “Cada uma das 18 cidades têm uma extensa rede de hospitais”, referindo-se à rede particular de atendimento.
Sobre telecomunicações, os técnicos da Fifa também consideraram “a rede atual sufuciente, sem necessidade de melhorias”. Mas profissionais de imprensa discordam. José Silvério, radialista esportivo que já atuou na cobertura de vários mundiais de futebol, cita apenas um exemplo, o Maracanã. “No jogo entre Brasil e Equador pelas Eliminatórias da Copa, teve muito jornalista com problema de comunicação, correndo atrás de uma linha telefônica com o jogo prestes a começar para conseguir transmitir as informações”, lembra. “O pessoal lá de fora não tem essa aptidão do brasileiro para dar jeitinho, eles não sabem fazer isso”, adverte.

Por fim, o capítulo sobre segurança teve apenas uma página dedicada ao assunto, onde os inspetores admitem que é uma preocupação em certas cidades-sedes. “Mas a equipe de inspetores acredita que a percepção geral do público é, talvez, pior do que a realidade.”

Fonte: Estadão

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