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Infra-estrutura recebe prioridade do bndes

O entendimento da diretoria do BNDES é de que os serviços que possam ser oferecidos pela área de infra-estrutura do País devem estar à frente da demanda. Somente assim, eles não poderão se tornar fator capaz de provocar interrupções no processo de crescimento e de evolução das atividades produtivas.

Em razão desse entendimento, o Banco está dando prioridade a projetos que tenham em vista a expansão e a modernização do setor elétrico; a diversificação da matriz energética; o desenvolvimento do mercado de gás natural; a promoção de energias renováveis; o aumento da oferta de biocombustíveis; o equacionamento dos “gargalos logísticos” identificados no contorno de cidades e nos acessos a portos e ampliação dos sistemas de telelcomunicações, de modo a contribuir para o desenvolvimento de produtos de tecnologia nacional de ponta.

É na linha dessas prioridades, segundo a diretoria, que o Banco já aprovou, dentre outros inúmeros projetos, o apoio financeiro para a implantação de empreendimentos elétricos localizados no rio Madeira, objeto dos leilões realizados pela Agência Nacional e Energia Elétrica (Aneel): a usina hidrelétrica Santo Antônio, com capacidade instalada de 3.150 MW e a usina hidrelétrica Jirau, com 3.300 MW de potência instalada, ambos no Estado de Rondônia; e os projetos em curso nos segmentos de petróleo e gás, dentre os quais a construção do Gasene (investimento total de R$ 5,6 bilhões), o gasoduto Urucu-Manaus, a construção do estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, que vai fabricar navios da Transpetro e outros empreendimentos.

Os financiamentos

Ao longo do ano passado, os desembolsos da área de infra-estrutura do BNDES alcançaram o patamar de R$ 14 bilhões, representando 21,6% dos desembolsos totais do Banco, que somam R$ 64,9 bilhões. Aqueles desembolsos foram assim distribuídos:

No segmento da energia elétrica, os recursos se destinam a projetos de geração (hidroelétricas, PCH´s, co-geração e fontes alternativas), e, principalmente, de transmissão e distribuição de energia elétrica.

Em gás e petróleo, os desembolsos têm em vista, majoritariamente, os projetos de transporte e distribuição de gás natural. Entretanto, conforme aquela diretoria, projetos de construção naval (apoio marítimo), combustíveis renováveis e exploração e produção de petróleo também receberam recursos.

Em logística, os desembolsos priorizaram projetos nos segmentos de ferrovias, rodovias, portos e armazéns, navegação e transporte aéreo. Mas a prioridade maior ficou por conta das ferrovias.

Já para telecomunicações, os recursos visam os planos de investimento das operadoras de telecom.

Ainda em 2007, houve um esforço para os desembolsos destinados às obras listadas no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC. Os recursos disponibilizados deram prioridade à infra-estrutura, somando R$ 3,8 bilhões dos desembolsos daquela área do Banco. As distribuições foram feiras assim:

As aprovações

As aprovações da Área de Infra-Estrutura alcançaram o patamar de R$ 35 bilhões, representando 35,4% das aprovações totais do BNDES (R$ 98,8 bilhões) em 2007. Elas tiveram a seguinte distribuição:

Nesse segmento, as aprovações ocorreram principalmente para o setor geração de energia elétrica, com ênfase para os projetos de geração hidrelétrica, mas levando em conta, também, os projetos de PCH´s e biomassa. Tiveram destaque, nesse caso, os projetos de linhas de transmissão e planos de investimento das distribuidoras. Para se ter uma idéia da prioridade dada pelo Banco a esse segmento, a diretoria informa que os projetos de geração, aprovados no período, vão agregar 3.587 MW ao Sistema de Interligado Nacional (SIN). Além disso, serão construídos 2.819 Km de linhas de transmissão.

Quanto a petróleo e gás, as aprovações ocorreram, majoritariamente para os projetos de construção de gasodutos. Mas não foram deixados de lado aqueles que previam investimentos para a construção naval (apoio marítimo), distribuição de gás e combustíveis renováveis.

No segmento de logística, a aprovações destinaram-se principalmente a projetos de construção de embarcações, enfatizando simultaneamente o segmento ferroviário, que tem sido uma prioridade do governo federal.

Considerando as obras listadas no PAC, as aprovações em 2007 somam R$ 24,7 bilhões assim distribuídos:

Geração de Energia Elétrica – aprovações de R$ 8,0 bilhões, representando 3.546 MW a serem adicionados ao Sistema Interligado Nacional;

Os financiamentos e os respectivos desembolsos, segundo a diretoria do BNDES, espelham um esforço em favor da infra-estrutura do País.

Fonte: Estadão

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Fórum de engenharia

A empresa mexicana Concretos Reciclados S.A acaba de adquirir uma usina de asfalto da Ciber Equipamentos Rodoviários. A empresa elabora concretos asfálticos mornos e frios, em parceria com uma das maiores produtoras de asfalto modificado com polímero e de emulsões asfálticas em seu país, a SemMaterials, para produção de asfalto morno.

O equipamento brasileiro vai servir para incorporar às misturas, os materiais reciclados derivados da fresagem das capas de asfalto. O engenheiro da Concretos Reciclados, Arturo Valdez, explica que a elaboração de concretos asfálticos mornos ou frios é basicamente a mesma, com a inclusão de aditivos que permitem temperaturas menores que as misturas quentes, abrindo a possibilidade de empacotamento, armazenagem e uso até seis meses depois da elaboração, com resultados garantidos.

Outra vantagem do equipamento é o menor consumo de combustível. A usina possibilita a adição de materiais reciclados, retirados por meio de fresagens (cortes) de capas asfálticas e além de econômica, está conquistando os consumidores, inclusive em lugares distantes onde não há opções de misturas asfálticas.

Energia renovável também está entre as preocupações do google

Ao completar seu 10° aniversário e lançar um novo navegador para a Internet, o Google, principal sistema de busca na rede mundial de computadores, também anuncia o investimento de mais de US$ 10 milhões no desenvolvimento de tecnologia para a produção de energia renovável.

De acordo com a divisão filantrópica da empresa, Google.org, o investimento objetiva incentivar os sistemas geotérmicos, pelos quais se obtém vapor para movimentar uma turbina ao passar água por uma zona subterrânea a altas temperaturas.

Os fundos, segundo a empresa, serão aplicados no desenvolvimento de instrumentos mais precisos para localização de recursos geotérmicos e para obtenção de mais informação sobre esse tipo de energia, além de contribuir para a inclusão da energia geotérmica na agenda política.

O Google planeja investir na redução dos custos derivados da produção elétrica de fontes de energias renováveis abaixo do preço das atuais usinas poluentes, para tornar competitiva a energia limpa. A empresa está interessada nas tecnologias solar, térmica e eólica e, até o momento, já investiu em uma central de energia solar e em outra de energia eólica na Califórnia.

Juntamente com o processamento de dois terços das buscas mundiais na Internet, o Google detém cerca de 40% da publicidade online e tem acesso a informações potencialmente confidenciais de cerca de 650 milhões de pessoas que usam diariamente seu serviço de busca e demais produtos, como o YouTube, Google Maps e o Gmail.

Dez novas plataformas para o pré-sal

A Diretoria Executiva da Petrobras aprovou a contratação de 10 novas plataformas do tipo FPSO – plataformas flutuantes que produzem, estocam e escoam petróleo – para as áreas do Pré-Sal na Bacia de Santos. As duas primeiras serão fretadas de terceiros, terão alto índice de conteúdo nacional e serão destinadas aos projetos-piloto de desenvolvimento. A capacidade de produção diária de cada unidade será de 100 mil barris de petróleo e 5 milhões de m3 de gás natural, e serão instaladas em 2013 e 2014, em locações ainda por definir, na área do Pré-Sal.

As oito unidades restantes serão de propriedade da Petrobras e terão capacidade de produção de 120 mil barris/dia de petróleo e 5 milhões de m3 de gás natural e serão instaladas em 2015 e 2016. Serão fabricadas em série, iniciando com a construção dos cascos no dique-seco do Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, já alugado pela Petrobras pelo período de 10 anos. Os módulos de produção, a serem instalados sobre os cascos, serão definidos futuramente, após a implantação dos projetos-piloto e do teste de longa duração.

As novas plataformas vão operar em águas ultra-profundas, entre 2.400 e 3.000 m.

Abrava cria departamento de refrigeração industrial

A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) acaba de criar o Departamento Nacional de Refrigeração Industrial, que tem na presidência, Enio Nadal, diretor de refrigeração da Johnson Controls, e como vice Hitiro Otani, assessor de diretoria da Mayekawa. O desafio deste novo grupo é coordenar e desenvolver um trabalho com maior abrangência em questões relacionadas à refrigeração industrial.

Segundo o presidente da entidade, João Roberto Minozzo, "entre os departamentos nacionais da entidade, já existe o de Refrigeração Comercial, que atua especificamente na área que representa, mas identificamos uma lacuna na área industrial que precisava ser mapeada e estruturada. Por esta razão criamos este departamento para a área de Refrigeração Industrial".

Entre os desafios deste novo departamento está o de acabar com a carência de informação e normalização para o setor. O mercado de refrigeração industrial não tem dados que permitam saber o posicionamento e o perfil deste mercado no Brasil, operado até então sob responsabilidade de cada uma das indústrias pertencentes ao mesmo. Faltam profissionais capacitados e não há programas de capacitação por falta de números de empregabilidade do segmento.

Para normalizar o segmento, o novo departamento fará uso do CB-55, que é o comitê de normas da ABNT do setor de Refrigeração.

Equipamentos para usina de Santo Antonio, no Rio Madeira

Por cerca de US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 1,3 bilhão), a Alstom Hydro fornecerá os equipamentos eletromecânicos e hidromecânicos para a usina hidrelétrica de Santo Antônio, a ser construída no Rio Madeira, em Rondônia. O contrato de fornecimento foi firmado com a Construtora Norberto Odebrecht, líder do consórcio que venceu a concorrência para a construção da hidrelétrica, em regime de EPC (Engineering, Procurement and Construction – Engenharia, Suprimento e Construção). A usina deverá entrar em operação em 2012, com capacidade instalada de 3.150 MW. O projeto prevê a instalação de 44 unidades geradoras do tipo Bulbo, das quais a Alstom Hydro deve fornecer 19 turbinas e 22 geradores, além de 50% do equipamento hidromecânico e os equipamentos de levantamento do projeto.

As unidades Bulbo são especialmente apropriadas para um baixo fluxo de água e para projetos hidrelétricos que aproveitam a correnteza do rio, como é o caso a UHE de Santo Antônio. Elas oferecem alta eficiência, pois ficam completamente submersas na água, sendo assim capazes de lidar com grandes variações no fluxo de água.

A Alstom Hydro vai fabricar as turbinas e geradores nas suas instalações em Taubaté (SP). Os equipamentos hidromecânicos e de levantamento serão fornecidos a partir de uma nova fábrica em construção em Porto Velho, Rondônia, pela Indústria Metalúrgica e Mecânica da Amazônia (IMMA), joint venture entre a Alstom Hydro e a Bardella, uma empresa brasileira de bens de capital.

A fábrica, dedicada principalmente a projetos na região da Amazônia, deve entrar em operação completa no fim de 2009 e vai abrir aproximadamente 300 postos de trabalho.

Inaugurado o novo CD da BSH Continental

A Bracor Investimentos Imobiliários, responsável pela construção do Centro de Distribuição da BSH Continental (ver matéria na OE de agosto de 2008), concluiu as obras e fez a entrega oficial do empreendimento ao cliente no dia 16 de setembro. Localizado no Parque Industrial de Hortolândia, interior de São Paulo, o CD tem aproximadamente 42 mil m2 de área construída e está próximo à fábrica de fogões da BSH.
Essa é a segunda operação que a Bracor faz com a BSH. A primeira foi a construção da fábrica de fogões, com 30 mil m2 de área construída e entregue em fevereiro deste ano. Os dois empreendimentos foram realizados por meio da solução build to suit, ou seja, os imóveis foram projetados de acordo com as necessidades do cliente.
A inauguração do Centro de Distribuição faz parte do novo conceito de negócios da BSH Continental: reunir todas as unidades industriais em um único local.

Licitações para duplicação da Marginal Tietê

Cerca de R$ 1 bilhão. Esse é o orçamento estimado para o conjunto de obras necessárias para a duplicação da Marginal do Tietê, em São Paulo, previstas pelo governo do estado para ter início já em 2009 e com licitações a serem publicadas em outubro desse ano.

Importante via de tráfego que interliga as regiões oeste, norte e leste da capital paulista, com 24,5 km de extensão, a Marginal Pinheiros deverá ser ampliada com a construção de 15 km de pistas nos dois sentidos, além de alças de acesso entre o entroncamento com a Avenida do Estado e a Ponte do Tatuapé. Para 2010, está previsto o início da ampliação das pistas num trecho de 4 km entre a Rodovia Ayrton Senna e a ponte de acesso à Via Dutra. Os dois conjuntos de obras somarão um total de 19 km à extensão original da marginal.

Com a duplicação, a expectativa é de que haja uma redução de 12% nos congestionamentos, de 40% no tempo de viagem e de 50% no número de acidentes ao longo da via. Atualmente circulam pela marginal do Tietê cerca de 750 mil veículos, diariamente, dos quais 84,4% são automóveis e motocicletas, 15,4% caminhões e 2,2% ônibus. Para as obras está prevista a participação da iniciativa privada. O primeiro lote de obras, estimado em R$ 805 milhões, ficará por conta do governo do Estado, enquanto que o segundo será bancado pela empresa que ganhar a concessão do complexo Ayrton Senna-Carvalho Pinto – com obras atualmente orçadas em R$ 27,1 milhões.

O projeto prevê a redução de áreas livres entre as pistas locais e expressas, além de um estreitamento de faixas e acostamentos. Em alguns trechos as pistas serão alargadas, Em outros serão construídas pistas adicionais. Haverá locais com até 11 pistas de cada lado.

A ampliação da Marginal ficou definida no edital de concessão da Ayrton Senna, lançado em 1º de setembro. O licenciamento ambiental está concluído e o processo de concessão está sob a coordenação da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

Lançada nova linha de quadros para instalações elétricas

A Steck está lançando uma linha de quadros para o segmento de instalações elétricas. Com ampla aplicação nos segmentos industrial, comercial e predial, tanto na composição de quadros de automação como para centros de disjuntores, a linha Belbox incorpora novo conceito, pois usa o material termoplástico em sua estrutura monobloco, substituindo os quadros tradicionais.

De acordo com o fabricante, este produto tem características que o diferenciam da concorrência, tais como peso reduzido, grande resistência a intempéries, ampla versatilidade de aplicação, rapidez de uso da mão-de-obra e extrema racionalidade na montagem, devido a diversos componentes, como suportes trilho DIN, placas modulares e sistema basculante para fixação e movimentação dos conjuntos, entre outros. Tais características possibilitam regulagens de profundidade e o uso mínimo de ferramentas nas montagens dos componentes.

A nova linha de Quadros Belbox possui grau de proteção IP 65 até IP67 (sob consulta) conforme a Norma IEC 60529. É apresentada em quatro modelos, na cor cinza, com portas transparentes fumê ou opacas. Suas principais dimensões variam de 370X350x250mm (LAP) até 625X650X300mm. O quadro de maior capacidade pode admitir o equivalente de 24 até 104 disjuntores.

Siemens fornecerá compressores para oito refinarias

A Siemens fornecerá dez compressores que serão empregados na produção de combustíveis com baixo teor de enxofre em oito refinarias da Petrobras. O contrato, de mais de € 77 milhões, prevê o fornecimento das máquinas para as refinarias Regap, Reduc, Refap, Repar, Replan, Revap, Rlam e RPBC .

O contrato foi firmado com a Siemens Alemanha e inclui, além da fabricação, transporte dos equipamentos, serviço de supervisão e treinamento para manutenção e operação das máquinas nas refinarias de petróleo. Nacionalmente, a Siemens será responsável pelo serviço de supervisão, treinamento para manutenção e operação dos compressores.

A adaptação das refinarias é necessária para adequação da qualidade dos combustíveis aos padrões de emissão de poluentes estabelecidos pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), como parte do Programa de Controle de Emissões Veiculares (Pronconve), possibilitando a redução da quantidade de enxofre no combustível comercializado para 50 ppm (partículas por milhão) de enxofre, a partir de janeiro de 2009.

Sete, dos dez compressores centrífugos de eixo único modelo STC-SV que a Siemens irá entregar para a Petrobras serão acionados por turbinas a vapor tipo SST-600, também de fabricação Siemens. Essas máquinas serão alimentadas pelo vapor do processo nas refinarias. As três máquinas adicionais, do mesmo modelo, serão acionadas por motores elétricos. Esse conjunto de tecnologia, para operação dos compressores, permitirá uma utilização altamente eficiente dos recursos de vapor disponíveis nos processos de refinaria para produção de combustíveis de baixo teor de enxofre.

Fonte: Estadão

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Metrofor reinicia obra parada

Para o metrô de Fortaleza, o governo federal destinou do PAC um montante de R$ 579,8 milhões, que começou a ser aplicado no ano passado, com previsão de conclusão em 2010. Para a Linha Sul (trecho Vila das Flores-João Felipe), os investimentos são da ordem de R$ 493,5 milhões; ficando o restante para a Linha Oeste (trecho João Felipe-Caucaia). Em 2007, foram aplicados desses recursos R$ 76,9 milhões.

As obras do metrô começaram em janeiro de 1999, com a construção de uma linha de trens de carga independente da linha de passageiros para fazer a conexão da linha Tronco Norte com a Tronco Sul, da Companhia Ferroviária do Nordeste. A atual Linha Sul do metrô comecou a ser construída em 2001, mas desde então vem sofrendo uma paralisação atrás de outra.

Agora, com a retomada do projeto por conta dos recursos do PAC, está prevista a duplicação e eletrificação de toda a Linha Sul, numa extensão de 24,1 km, com alteração do traçado para passar em subterrâneo pelo centro da cidade de Fortaleza e 2,2 km em via elevada, além da construção de 17 estações, sendo quatro subterrâneas, uma elevada e 12 em superfície. Os recursos contemplam, também, a aquisição de dez TUEs para Linha Sul.

Na Linha Oeste, com 19,6 km de extensão, será implantado sistema de bilhetagem eletrônica, será feita recuperação da via permanente e das 10 estações existentes e há uma proposta, ainda em estudo, para a substituição das locomotivas a diesel e dos carros atuais por seis veículos Leves sobre trilhos (VLTs), com quatro carros cada, e que seriam produzidos aqui mesmo no Brasil.

Após a conclusão do projeto, em 2010, o sistema deverá passar dos atuais 30 mil passageiros transportados por dia para 185 mil. Benefícios indiretos também estão sendo contabilizados, como a geração de cerca de 550 novos empregos para operar o sistema e R$ 159 milhões de tributos advindos dos investimentos realizados.

Divisão de responsabilidades

Para as obras da Linha Sul, a União entrará com os R$ 493,5 milhões do PAC e, em contrapartida, o Estado do Ceará arcará com investimentos da ordem de R$ 101,4 milhões. Para a Linha Oeste, o estado entrará com R$ 10 milhões. Até 2006, o metrô de Fortaleza já havia recebido investimentos de R$ 1,526 bilhão.

O cronograma de desembolso geral do PAC, que em 2007 já destinou às obras R$ 153,1 milhões, prevê que este ano serão investidos R$ 104,2 milhões. Em 2009, o volume total previsto é de R$ 121,8 milhões e para 2010 está destinado o maior desembolso, de R$ 200,7 milhões.

A garantia de que dessa vez o metrô da capital cearense vai operar a plena força, conforme previsto no projeto original, é a inclusão do Sistema de Fortaleza no Projeto Piloto de Investimento (PPI) 2007-2010, uma segurança a mais para surpresas como o contingenciamento dos recursos programados, possibilitando o aporte significativo e suficiente de recursos para a conclusão do projeto até 2010.

Fonte: Estadão

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Os vencedores da 6° Edição

O Prêmio Talento Engenharia Estrutural, promovido pela Gerdau e pela Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece) distinguiu, em sua 6ª edição, desta vez, os profissionais que desenvolveram os projetos de cálculo estrutural da Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira e o Projeto Rochaverá Torres A e B – ambos em São Paulo; o Condomínio Riviera Residences, em Minas Gerais, e a Estação Ciência e Arte, na Paraíba. Também foram entregues menções honrosas a engenheiros do Rio Grande do Norte, Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro. A premiação que foi realizada no último dia 22 de outubro, em São Paulo, é a principal na área de engenharia estrutural no Brasil.

Na oportunidade, José Roberto Braguim, até então presidente da Abece, destacou a importância do prêmio, que vem contribuindo para a difusão da criatividade dos engenheiros que atuam nesse segmento.

Já Cláudio Gerdau Johannpeter, diretor geral de operações do Grupo Gerdau, disse que a cada ano o prêmio se consolida como uma referência nacional na área da engenharia estrutural, ao valorizar e estimular o profissional e estimular o aperfeiçoamento da Engenharia do País. Ele disse que a empresa é líder na produção de aços longos nas Américas e líder mundial em aços longos especiais para a indústria automotiva. Assegurou, em sua mensagem, que apesar da crise que tem afetado o sistema financeiro internacional, o grupo prossegue, consistente, com os seus programas de investimentos aqui e no exterior. A Gerdau possui hoje 46 mil colaboradores e desenvolve operações nas Américas, Europa e Ásia, somando capacidade instalada de 26 milhões de t de aço.

Os premiados

Os trabalhos foram julgados por uma equipe de profissionais formada por membros da Gerdau e da Abece. Durante a avaliação, os jurados verificaram se cada obra atendia aos itens estabelecidos no regulamento do prêmio, entre eles uso apropriado de materiais, economia de produtos durante a construção, originalidade e criatividade de layout e adequação harmônica ao ambiente no qual o projeto está inserido.

Cada uma das quatro categorias (edificações, obras especiais, infra-estrutura e obras de pequeno porte) contou com um vencedor e uma menção honrosa. Os primeiros colocados ganharam troféu e certificado, além de passagens, mais estadia, para participação na feira World of Concrete, a ser realizada em Las Vegas (EUA), em fevereiro. Os profissionais responsáveis pelos projetos com menção honrosa receberam placa alusiva ao evento além de certificado.

O prêmio na categoria infra-estrutura foi para o engenheiro Catão Francisco Ribeiro, com a Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira. O projeto é a mais recente obra pública realizada em São Paulo e é a maior ponte estaiada em curva do mundo. Inaugurada há cerca de cinco meses, a obra tem 138 metros de altura e utilizou aproximadamente 500 toneladas de aço. A ponte, que liga a Marginal Pinheiros à Avenida Roberto Marinho, tem capacidade para 8 mil carros por hora e tornou-se o novo cartão postal da cidade. Durante a noite, as linhas futuristas da obra são realçadas com luzes coloridas, que podem variar em função de datas comemorativas. Este mesma técnica é utilizada no Empire State Building, de Nova York.

O primeiro colocado na categoria edificações foi o engenheiro Mário Franco, responsável pelo Projeto Rochaverá – Torres A e B, em São Paulo. A categoria leva em conta as estruturas verticais e horizontais. O Projeto Rochaverá compreende torres de edifícios comerciais ao redor de uma praça central localizados próximo aos Shoppings Morumbi e Market Place e à Estação Morumbi da CPTM. Os edifícios têm formato inusitado, com uma de suas faces inclinada sobre a praça.Na categoria obras especiais, o vencedor foi o engenheiro Mário Terra Cunha, com a Estação Ciência, Cultura e Arte, em João Pessoa (PB). A obra ainda está em andamento, mas sua estrutura já foi fi nalizada. O projeto ocupará um espaço de mais de cinco mil metros quadrados no núcleo central da Zona Especial de Preservação (Parque do Cabo Branco) e não provocará interferências no ambiente. A Estação será composta de cinco edifícios destinados à difusão cultural e realização de pesquisas na área de meio ambiente. A obra proporcionará uma visão panorâmica das belezas do entorno.

Já na categoria pequeno porte, o primeiro prêmio foi para o engenheiro Márcio José de Rezende Gonçalves, com o projeto Condomínio Riviera Residences, em Nova Lima (MG). O condomínio de casas com terrenos que variam de 1.000 a 5.000 m² está localizado no alto de uma montanha, às margens da BR-040, e prevê o acesso direto à cidade, sem sinais de trânsito.

A premiação reconheceu também outros profissionais que desenvolveram projetos de destaque em cada uma das categorias com menção honrosa. Em edifi cações, foi escolhido o engenheiro George Magalhães Maranhão, com a obra Edifício Residencial Estrela do Atlântico, localizada em Natal (RN). Em obras de arte, o engenheiro Altair Baggio recebeu menção honrosa pelo Ginásio Poliesportivo Aecim Tocantins, em Cuiabá (MT). Na categoria pequeno porte, o homenageado foi o engenheiro Gil Chinellato, com o Auditório Alcina Dantas Feijão, obra realizada em São Caetano do Sul (SP). E a menção honrosa na categoria obras infra-estrutura foi para a engenheira Mônica de Moraes Seixas, com o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Fonte: Estadão

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A estratégia para contratos no exterior

Nos últimos anos, a Concremat vemcrescendo a taxas bastante elevadas, o que nos obriga a repensar e a adequar permanentemente a estrutura da empresa, para atender a um volume cada vez maior e diversificado de contratos. Isto leva os principais executivos da empresa a acumularem funções durante períodos de implantação de cada mudança.

Hoje, simultaneamente à função de diretor executivo comercial dos segmentos Transportes, Petróleo e Gás e Energia, com a incumbência de orientar os líderes destes segmentos na estratégia e ação comercial, tenho acumulado as funções de líder do segmento Transporte e de líder regional exterior, onde faço a coordenação dos assuntos comerciais no Exterior, notadamente América Latina, América Central e Caribe.

Nossa estratégia para a internacionalização da empresa está calcada em três pilares centrais: o primeiro é atuar seletivamente em países que apresentam características de mercado com bom potencial de crescimento ebaixo nível de risco, inclusive político; o segundo é atuar em projetos em queefetivamente ela detenha capacidade técnica e operacional diferenciada para oferecer a nossos clientes e o terceiro é focarem projetos de infra-estrutura de porte, com financiamentos internacionais como BID, BIRD e CAF, e especialmenteaqueles com apoio eparticipação de bancos brasileiros como o BNDES.

Nos último ano conquistamos dois contratos importantes e de porte no exterior: o gerenciamento e fiscalização da construção da Hidrelétrica de Palomino, na República Dominicana, e o outro, de Onwer Engeneering, para a implantação de um complexo de mineração de carvão para a Vale em Moçambique.

Nestes dois contratos, estamos enfrentando com sucessoo desafio de vencer asbarreiras naturaisde iniciar uma operaçãoem países com cultura e costumes distintos. Em ambos os casos, por serem serviços de nossa expertise, não enfrentamos problemas de ordem técnica, mas aqueles inerentes ao desconhecimento de detalhes da cultura local.

Nossas próximas ações no exterior devem focar os mercados da Colômbia e Peru, onde já fizemos isoladamente um extenso trabalho de prospecção.

Estamos atualmente em fase final de negociações para adesão a um convenio com a APEX patrocinado pela Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE) e Sindicato Nacional das Empresas de Engenharia e Arquitetura Consultiva (Sinaenco), onde desenvolveremos um trabalho em conjunto com outras empresas de consultoria para conquista de contratos nestes paises.

Ariovaldo dos Santos, líder executivo comercial dos Segmentos Transportes; Petroleo e Gás e Energia

Fonte: Estadão

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Ibama publica licença para instalação de Jirau

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) publicou, no dia 19 de novembro último, a licença de instalação para o início do canteiro de obras e a construção de uma ensecadeira, que servirá para desviar o rio enquanto se realizam as etapas subseqüentes da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO).

O presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, enfatiza que a licença refere-se à viabilidade dos aspectos ambientais do projeto, cabendo à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) responder aos questionamentos sobre edital e usina.

Ao conceder a licença, o Ibama vai exigir que o consórcio realize uma série de medidas mitigatórias, como a aplicação de R$ 36 milhões para projetos de habitação e saneamento em Porto Velho. As empresas também terão que adotar permanentemente as reservas biológica e extrativista de Cuniã, em Rondônia, bancando o custeio e a manutenção delas. Além disso, o consórcio terá que destinar recursos para pesquisa de espécies em extinção como o tamanduá-bandeira, o tatu canastra, a onça pintada e o boto vermelho.

A licença de instalação é a segunda etapa do processo de licenciamento ambiental e viabiliza o início dos trabalhos de construção do empreendimento. A licença para todo o empreendimento deve sair até o fim do ano. A Usina de Santo Antônio, também no Rio Madeira, recebeu a licença de instalação em agosto deste ano. A licença prévia para as duas usinas foi dada em conjunto, em julho do ano passado.

Entre o anúncio da decisão relativa a esta licença e sua emissão, transcorreu o prazo das formalizações documentais, como o pagamento das taxas pelo empreendedor e a verificação de regularidade junto ao Cadastro Técnico Federal, e a consolidação do processo administrativo.

Alguns pontos da licença

• A licença é referente ao Canteiro de Obras Pioneiro, constituído de cascalheiras, jazidas de solo, pedreira, caminhos de acesso, bota-fora, estação de tratamento de esgoto, paiol, estruturas de apoio industrial e administrativo e ensecadeiras provisórias de primeira fase da margem direita do Rio Madeira, com uma área total de 140,2 hectares.
• É vedada a instalação de quaisquer estruturas referentes à casa de força, vertedouros, turbinas, tomada de água e outras relacionadas ao arranjo geral de engenharia da usina.
• Antes do início de sua execução física das ensecadeiras, é exigida a apresentação dos seguintes documentos:
– Pareceres técnicos dos especialistas de área sobre os impactos relacionados às fases construtivas das referidas ensecadeiras, com proposição de programa ambiental que considere os impactos e suas respectivas medidas mitigadoras.
– Programa de monitoramento dos processos erosivos que venham a surgir em função do possível aumento da vazão na margem esquerda do Rio Madeira.
– Parecer técnico de hidrossedimentologia, abordando também os impactos sobre os sedimentos/fluxo relacionados com a ensecadeira, em todas as suas fases construtivas.
– Decreto de Utilidade Pública (DUP), para intervenção em Área de Preservação Permanente (APP) e posterior emissão de Autorização de Supressão de Vegetação (ASV).
– Manifestação da Secretaria de Patrimônio da União, no que se refere às intervenções em áreas de propriedade do União.
– Outorga de Uso dos Recursos Hídricos para ensecadeiras, conforma a Resolução Conama 371/06.
– Fases construtivas das ensecadeiras.
• Esta licença não autoriza supressão de vegetação.
• O Programa de Saúde e Educação Ambiental dos Trabalhadores deverá ser desenvolvido por equipes técnicas distintas. Em relação ao Programa de Educação Ambiental, a equipe deverá contemplar no mínimo as formações de pedagogos e educadores ambientais com experiência.
• Sobre o Programa de Educação Ambiental dos Trabalhadores, deverão ser desenvolvidas ações visando a melhor relação com a comunidade local, além de abordar necessariamente a temática da prostituição infantil.
• Prever campanha de informação microrregional, para minimizar a possibilidade de atração de população migrante.
• Quaisquer obras de engenharia ou de intervenção de sub-superfície de solo só poderão ser iniciadas após a apresentação, e análise pelo GEPAN/IPHAN, dos relatórios do projeto de prospecção/salvamento arqueológico concomitante ao cronograma de obras.
• Em relação ao Programa de Afugentamento e Resgate de Fauna, atender ao disposto na IT CEFA/CGFAP/DFLO/IBAMA 373/2008.
• Em relação ao Programa de Ictiofauna, seguir o disposto no RCA/PCA e incluir: registro da abundância por espécie, medições de variáveis básicas de limnologia, como temperatura, oxigênio dissolvido, e registro da taxa de sobrevivência.
• Em relação ao Programa de Limnologia, seguir o disposto no RCA/PCA e incluir:
– Incluir outros cinco pontos de coleta: dois na área de canteiro de primeira etapa, em ribeirão com potencial de impacto ambiental, como instalação de estação de tratamento de esgoto, lançamento de efluentes, bota-foras, entre outros, sendo um localizado a montante e outro a jusante da instalação; dois na área de canteiro de segunda etapa, em ribeirão com potencial de impacto ambiental, como instalação de estação de tratamento de esgoto, lançamento de efluentes, bota-foras, entre outros, sendo um localizado a montante e outro a jusante da instalação; e um ponto na área de jusante de todo o canteiro pioneiro, no rio Madeira.
– Em termos de periodicidade, considerar os ciclos hidrológicos de cheia, seca, enchente e vazante.
– Acrescentar de acordo com Resolução Conama 357/2005, os seguintes parâmetros: materiais de fontes antrópicas, resíduos sólidos objetáveis, sólidos dissolvidos totais.
– Monitoramento de todos os parâmetros e em todas as estações e períodos de amostragens deverão se prolongar por todo o período de canteiro pioneiro, devendo ser revisto na etapa de elaboração de PBA, para análise de concessão de LI para toda a obra.
• Apresentar no prazo 15 dias um Programa para a gestão ambiental de todos os outros programas.
• Promover o fortalecimento da infra-estrutura urbana de Porto Velho: mobilidade urbana e urbanização de assentamentos precários.
• Retificar no prazo de sete dias a publicação do requerimento de Licença de Instalação, conforme Conama 06/86.
• Atender às condicionantes da Licença Prévia 257/2007.
• Promover a assinatura do Termo de compromisso referente à Compensação Ambiental do AHE Jirau.
• Apresentar em até 60 dias anuência/autorização do Órgão Gestor da Unidade de Conservação Estadual, diretamente afetada.

Fonte: Estadão

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A rodovia que encantou o Presidente da República

“Estou encantado com o que vi”. Com essa frase, dita em uma cerimônia realizada na altura da cidade de Lavrinhas (SP), o então Presidente da República, general Eurico Gaspar Dutra, inaugurava no dia 19 de janeiro de 1951 a BR-2, nova rodovia entre Rio de Janeiro e São Paulo, com 405 km de extensão. A nova ligação substituía a antiga Rio-São Paulo, inaugurada em maio de 1928 pelo presidente Washington Luís, da qual aproveitou poucos quilômetros do antigo traçado, com 508 km de extensão.

Na cerimônia de 1951 a rodovia ainda não estava completamente pronta, mas já permitia o tráfego de veículos entre a então Capital Federal (Rio de Janeiro) e o pólo industrial de São Paulo. Cerca de 339 km estavam pavimentados, incluido todos os serviços de terraplenagem e 115 obras-de-arte especiais. Faltavam concluir um trecho de 60 km entre Guaratinguetá e Caçapava e outros 6 km próximo a Guarulhos. A rodovia contava com pista simples, operando em mão-dupla, com exceção de dois trechos onde as pistas eram separadas: no Rio de Janeiro, entre a Avenida Brasil, na área urbana da cidade e a garganta de Viúva Graça (hoje Seropédica); e entre São Paulo e Guarulhos, ao longo de 10 km.

A eliminação de 110 km no traçado em relação à estrada de 1928, reduzindo o tempo de viagem de 12 horas (em 1948) para seis horas, foi possível por conta do esforço da engenharia na época, que conseguiu superar obstáculos naturais de vulto nos banhados da Baixada Fluminense e na área rochosa da garganta de Viúva Graça, na região de serras entre Piraí e Cachoeira Paulista, e no trecho da Várzea de Jacareí.

A pequena parte aproveitada da rodovia anterior, apenas 8 km, foram no trecho da Serra das Araras, que passou por alargamentos e correções de pista.

O projeto, avançado para a época, incluiu aclives e declives menos acentuados e curvas mais suaves. Um dos maiores obstáculos vencidos pela engenharia foi na região de Jacareí (SP), onde cerca de 6 km estão sobre turfa, terreno instável e de transposição considerada quase impossível nos anos 1940. Para construir a estrada naquele trecho, foram usados 12 milhões m3 de terra, o equivalente a 1,6 milhão de caminhões cheios, em um aterro submerso a 15 m de profundidade.

O trecho desafiador para a engenharia era a garganta de Viúva Graça, um trecho rochoso ao pé da Serra das Araras que precisava ser transposto dentro do projeto em encurtar distâncias. Ali, foram realizadas escavações complexas e demoradas para permitir o rebaixamento em 14 m do paredão de granito.

Apesar das inovações tecnológicas e dos benefícios que representou para o transporte entre as duas cidades e o desenvolvimento da economia, o investimento de 1,3 bilhão de cruzeiros, valor considerado muito elevado na época, fez com que a obra fosse criticada como “luxuosa”. Mas o governo rebateu as críticas, já na inauguração, afirmando que o tráfego mínimo de mil veículos/dia ao longo de 10 anos em uma rodovia daquele porte representaria uma economia nos transportes efetuados da ordem de 10 bilhões de cruzeiros, sem contar a economia de divisas com a redução nos gastos com combustíveis, lubrificantes e peças de reposição, todos então importados.

Duplicação

Com o crescimento da economia ocorreu o aumento do volume de transporte de cargas entre Rio de Janeiro e São Paulo, fazendo com que a rodovia ficasse saturada de tráfego já em meados dos anos 1960. Com isso a Dutra acabou sendo duplicada entre 1965 e 1967 e passou por outras melhorias nas décadas seguintes.

Na década de 1990, a falta de investimentos por parte do governo federal em manutenção e conservação levou a rodovia a se deteriorar rapidamente. Nessa época, o governo lançou seu Programa de Concessões de Rodovias Federais e, em 1996, a Dutra foi concedida para a concessionária NovaDutra. Era o começo de uma nova etapa para a rodovia, que recebeu, de março de 1996 a dezembro de 2007, investimentos de R$ 6,349 bilhões em obras, equipamentos e serviços. Para 2008 a concessionária estima o investimento de R$ 155,6 milhões e projeta outros R$ 56 milhões para 2009, segundo dados apresentados no CCRDay4, realizado pelo holding na Bovespa.

Fonte: Estadão

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Primeira PPP já mostra resultados

A primeira Parceria Público-Privada (PPP) do setor de infra-estrutura rodoviária surgiu em junho de 2007, quando foram entregues trechos da rodovia MG–050, BR–265 e BR–491, para o controle operacional e administrativo da Concessionária Nascentes das Gerais, da Cibe Participações e Empreendimentos, holding que reúne os grupos Equipav e Bertin em licitação realizada pelo governo de Minas Gerais.

O contrato de concessão, com duração de 25 anos, contempla 371,4 km, no centro-oeste de Minas Gerais, divididos da seguinte forma: 22,3 km da BR 265 (do km 637,2 ao 659,5 – de São Sebastião do Paraíso à divisa MG/SP), 4,7 km da BR 491 (do km 0 ao 4,7 – contorno de São Sebastião do Paraíso) e 344,4 km da MG 050 (do 57,6 ao 402 – de Juatuba a São Sebastião do Paraíso).

A concessionária, desde o início, priorizou a recuperação de todo o complexo viário. Para isso, foi previsto o investimento de R$ 712,27 milhões, ao longo do período de concessão. Desde que iniciou a operação do sistema MG-050/BR-265/BR-491, a Nascentes das Gerais investiu mais de R$ 90 milhões nos 371,4 km da malha viária que liga Juatuba, Mateus Leme, Itaúna, Divinópolis, Formiga, Piumhi, Passos e São Sebastião do Paraíso. Foram recapeados 150 km de pista.

Do ponto de vista de ampliação da capacidade da rodovia, foram construídos 3,4 km de terceira faixa e iniciada a Travessia Urbana de Córrego Fundo, entre o km 212 e o 213 da MG-050, cidade, cujo término e liberação para uso estão previstos para o primeiro semestre de 2009. Já foram colocadas as 15 vigas que sustentarão a ponte da travessia. Ao todo, serão investidos R$ 6,1 milhões e haverá a geração de 150 empregos diretos. Pelo local, passam diariamente cerca de 2,5 mil veículos. A população do entorno beneficiada diretamente é estimada em 20 mil pessoas.

A ponte exigirá algumas intervenções locais, como a construção de um novo trecho de rodovia de 700 m e a adequação de acesso a Córrego de Baixo e Córrego Fundo de Cima, promovendo o retorno para os bairros em dois níveis. Haverá também a passagem para pedestres em dois níveis, com a construção de passeios.

Na prática, a obra permitirá a separação do tráfego local da rodovia, eliminando cruzamentos na pista principal e promovendo a segurança viária. É benefício para quem viaja pela rodovia e para quem necessita cruzar a rodovia naquele ponto, sobretudo para os moradores dos bairros locais.

Segurança e conforto

A Concessionária Nascentes das Gerais já promoveu dezenas de intervenções no complexo MG-050 para torná-lo mais seguro e confortável. Entre as principais, estão reparos localizados, recuperação de pavimento, sinalização ostensiva, pintura de faixas, implantação de tachas e tachões, instalação de novas placas em película de alta retrorreflexão, recuperação de erosões de médio e grande porte, roçada, limpeza das margens e da faixa de domínio, implantação de defensas, recuperação de pontes e viadutos e execução de barreira rígida tipo New Jersey.

Além dos benefícios proporcionados pela melhoria do padrão viário, os usuários têm à disposição a linha 0800 (282 0505), o atendimento a incidentes em parceria com a Polícia Militar Rodoviária, serviços diversos (com banheiros, fraldário, estacionamento, café, água e a presença de um funcionário 24 horas por dia para prestar informações), balanças, guinchos e socorro médico em parceria com o Corpo de Bombeiros. Outro benefício gerado aos municípios é o pagamento do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN), tributo que favorece as 22 cidades cortadas pela MG-050.

A concessionária também mantém ativo o seu Programa de Gestão Social (PGS), estabelecendo contato aberto e participativo de comunicação com a sociedade, com campanhas direcionadas aos usuários, comunidades, autoridades e empresários da região. O Programa de Educação para o Trânsito já capacitou 600 professores de todas as 68 escolas dos ensinos médio e fundamental localizadas a até um km da MG-050, levando o tema para 21 mil estudantes. Até 2010, o programa será ampliado para todos os estabelecimentos até cinco km da MG-050, totalizando mais 139 escolas.

Fonte: Estadão

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O fim das incertezas reais ou fictícias nas obras de engenharia

Joseph Young

Empresa especializada em software de projeto mostra como isso já é factível ao criar um modelo virtual da obra em 3D, inserido na paisagem real, antes de se mover o primeiro m³ de terra.
Ele facilita o monitoramento transparente da obra e pode evitar os tradicionais aditivos de contrato

A visualização virtual ajuda a convencer o público a apoiar os projetos de infraestrutura que ambicionam transformar uma região, com impactos ambientais mitigados, que podem ser vistos no modelo digital.

Imaginem o polêmico projeto da Transposição do Rio São Francisco se ele tivesse sido detalhado minuciosamente num modelo digital não só nos seus aspectos construtivos, mas considerando os impactos ambientais e as medidas mitigadoras. Ele seria observado como num vídeo de imagens virtuais mostrando, no final, a água fluindo nos canais artificiais e os efeitos positivos na economia regional e na qualidade de vida da população. Seriam vistas também as margens recompostas do rio, recobertas de vegetação. A polêmica sobre a real importância da transposição poderia até continuar, mas essa visualização, com modelagem em 3D, ajudaria a reverter as opiniões divergentes.

Essa tecnologia digital foi divulgada durante o evento chamado Autodesk University, que a conhecida empresa de software de projeto realizou em Las Vegas, EUA, no início de dezembro passado, reunindo seis mil profissionais entre usuários, distribuidores, e especialistas em programas de computação. Ela atraiu a atenção de uma audiência online de 16 mil internautas, com a transmissão em tempo real das principais sessões.

Um dos projetos pioneiros a empregar essa tecnologia digital foi a obra da via expressa Presídio Parkway, em San Franscico (EUA), na reconstrução e modernização de uma rodovia existente há décadas, a Dove Drive, que se encontrava deteriorada, atravessando uma região histórica – o parque da ponte Golden Gate – daquela cidade costeira da Califórnia.

Ao aplicar o método Building Information Modelling (BIM) e uma série de softwares de projeto da Autodesk para construir um modelo digital em 3D da rodovia, a empresa de consultoria e gerenciadora Parsons & Brinckerhoff pôde desenvolver um conjunto de análises sobre soluções alternativas em todas as etapas de execução, visualizando imagens virtuais dos resultados finais, inclusive as condições operacionais da rodovia pronta como, por exemplo, a iluminação noturna das pistas.

Essa modelagem virtual com simulação dinâmica em imagens foi colocada à disposição de todos os envolvidos – contratantes, como as agências federais e estaduais de transportes, a prefeitura de San Francisco, as comunidades afetadas pelas futuras obras e usuários da rodovia, organismos ambientais e ONGs. Ela possibilitou uma ampla troca de informações e colaboração mútua sobre as melhores soluções para o sequenciamento das obras, que tinham de considerar inclusive a reorientação do intenso fluxo de tráfego, uma vez que a rodovia permaneceria aberta aos usuários o tempo todo.

Uma das percepções das comunidades era a de que seria mais um projeto de freeway que viria a causar danos irreparáveis ao parque Golden Gate, junto à ponte suspensa que é o símbolo de San Francisco. Essa idéia preconcebida foi superada com a modelagem virtual dinâmica em 3D do projeto, que mostrou a rodovia Parkway Presídio mergulhando num túnel para passar sob o parque. Foi ainda possível comprovar nas imagens que o tráfego de automóveis seria remanejado em sucessivas etapas, durante as obras, sem ser interrompido em nenhum momento.

Através dessa modelagem digital, os orçamentos das principais etapas e soluções alternativas também podem ser atualizados em tempo real, simulando o impacto de eventuais mudanças no custo da obra, assim como no avanço físico e no cronograma, sempre de forma transparente, a fim de que todos os agentes públicos e privados envolvidos possam influir na tomada das principais decisões.

Por exemplo: o público pode ver, num vídeo simulado virtual, como será a sequência de execução dos diversos trevos sobre as pistas, a interdição temporária destas, o desvio do tráfego e os resultados finais, com o Presídio Parkway pronto e a paisagem recomposta. A tecnologia digital permitiu, neste caso, que as hipóteses mais polêmicas fossem materializadas visualmente e discutidas, antes de se mover o primeiro m3 de terra.

Esta abordagem transparente de uma obra rodoviária complexa e sua discussão pública romperam com o preconceito de que obra pública é geralmente resolvida a portas fechadas em gabinetes de governo. Com isso, os agentes públicos e privados (que no caso poderia ser uma concessionária), ganharam o apoio do público para o Presídio Parkway, antes visto como uma freeway que causaria danos irreversíveis ao parque Golden Gate. Com essa transparência, inclusive sobre os orçamentos da obra, qualquer estouro de custos ou atrasos no prazo também se tornam mais difíceis de ocorrer, por conta do monitoramento sistemático do público. É o fim dos misteriosos aditivos de contrato, que costumam multiplicar o valor original das obras.

O evento

O evento AutodeskUnivertity, em Las Vegas, na sua 19a edição, incluindo uma realizada na China este ano, exibiu alguns protótipos físicos de projetos desenvolvidos por seus softwares. Um deles é o motor turbo prop para um avião executivo projetado pela Stratasys, pelo engenheiro aeronáutico Nino Caldarola, cujo modelo mede 3 m de diâmetro e possui 200 peças de plástico ABS, entre elas algumas móveis, como a hélice. Esse modelo digital em 3D em dimensões reais facilitaria muito a validação do seu projeto e seu processo de fabricação, já que migra para os projetos de fabricação.

Outro exemplo é o Shanghai Tower, na cidade de mesmo nome, na China, que será um dos edifícios mais altos do mundo. Até aí essa competição pelo porte já não atrai muita atenção. O escritório de arquitetura Gensler, juntamente com o Instituto de Projeto e Pesquisa Arquitetônica da Universidade de Tongji, desenvolveu modelos digitais com softwares da Autodesk, reproduzidos em modelos reduzidos testados em túneis de vento. A configuração final é constituída por nove cilindros empilhados verticalmente, que gira de forma suave à medida que ganham altura. Esse modelo reduziu os custos de construção em US$ 57 milhões.

Outro case curioso é da empresa Mission Motors, que chamou Yves Behar para projetar uma motocicleta de tração elétrica, de emissão zero, capaz de atingir 150 milhas por hora e garantir uma autornomia de 150 milhas por carga de bateria. Usando software de prototipagem digital, conseguiram criar a primeira unidade em apenas um ano, para testes de campo.

A modelagem BIM vai revolucionar a engenharia

A agência de transportes da Califórnia, Caltrans, vem estudando o projeto Presídio Parkway há mais de dez anos, desenvolvendo diversas alternativas técnicas no formato 2D. Foi ela que executou o escaneamento a laser em 3D do traçado da rodovia, cujas imagens foram transformadas em "nuvens de pontos" georeferenciados utilizando GPS, substituindo os tradicionais levantamentos topográficos de campo.

A projetista e gerenciadora ParsonsBrinckerhoff realizou a migração desses estudos em 2D da Caltrans para 3D. Acionou o grupo de visualização de projeto para criar desenhos, vídeos e simulações 4D utilizando softwares AutoCAD Civil 3D, 3ds Max e Navisworks da Autodesk. Todo esse processo em essência constitui o chamado Building Information Modelling (BIM), que deverá provocar uma revolução na forma como uma obra de engenharia é estudada, projetada e executada, além de proporcionar uma documentação minuciosa para uso posterior.

O Presídio Parkway é um projeto a ser construído em três anos, ao custo de US$1 bilhão, que já iniciou a relocação das redes de utilidades e as obras de um trevo. Deverá ser concluído em 2013. A rodovia antiga Doyle Drive foi aberta ao tráfego em 1936, ligando o distrito de Marina de San Francisco, passando pelo presídio que era um antigo posto do Exército fechado ao público, até a praça de pedágio da ponte Golden Gate.

A abordagem do projeto é incomum. Enquanto a Caltrans desenvolve o projeto da rodovia propriamente dita, o consórcio formado pelas projetistas Arup e ParsonBrinckerhoff cuida dos aspectos ambientais e arquitetônicos e das comunicações ao público.

As simulações em 4D e a sequência detalhada da construção por meio do programa Navisworks geraram valioso feedback aos projetistas da Caltrans, otimizando soluções previstas e mudanças quando necessárias prevenindo retrabalhos de alto custo na fase de obras. Animações drive-through em 3D possibilitaram avaliar por exemplo sistemas alternativos de iluminação no cenário diurno e noturno. Visualizações foram criadas para estudar elementos arquitetônicos como muros de arrimo, sinalização vertical, e o paisagismo nos portais do túnel que faz a rodovia passar sob a área do presídio, ao invés de atravessá-la.

Nos modelos desenvolvidos no programa 3ds Max, a equipe técnica pode decompô-los em tarefas de construção, que são linkadas com o sequenciamento das etapas realizado através de simulação 4D pelo programa Navisworks. Uma das aplicações no campo do projeto em 3D é alimentar diretamente o sistema de orientação automática de uma escavadeira, por exemplo, fornecendo as coordenadas para localizar uma rede de utilidades a ser realocada.

O princípio está
na AutoCAD

Há mais de 25 anos, os 16 empregados da Autodesk revolucionaram as atividades de projeto ao automatizar o processo com a introdução do software AutoCAD. Nos anos 90, através de desenvolvimento estratégico de produtos e de aquisições, a empresa ingressou em diversos novos segmentos de atuação como construção, manufatura industrial, design automotivo, infraestrutura, cinema e videogames. Hoje, seus usuários ultrapassam nove milhões, entre designers, projetistas, artistas, arquitetos e engenheiros. É impensável atualmente projetar algo sem a tecnologia digital em 2D e 3D.

Segundo Carl Bass, presidente da Autodesk, a tecnologia é cada vez mais importante como vantagem competitiva. E, para que isso venha a permear a cultura de uma empresa, é preciso pôr em prática as seguintes abordagens:

– Exploração: valorizar as novas ideias, sejam elas de conceitos em qualquer campo, sejam de formas, como na arquitetura;

– Análise: a tecnologia esta à mão para permitir a análise de um grande número de modelos digitais, antes de se tomar a decisão;

– Colaboração: através de processamento distribuído através do internet, envolvendo grande número de computadores e especialistas de diferentes áreas, a colaboração caminha para se realizar em tempo quase real;

– Visualização: as estórias podem ser contadas em termos virtuais, porque os software de criar protótipos digitais permite "construir" os objetos ou obras para serem visualizados pelo público ou usuário;

– Acesso facilitado: as tecnologias digitais vão se difundir na medida em que se facilitem o seu acesso e uso, como o progrma Autosketch, que permite fazer desenhos com a ponta do dedo no tela do iPhone; outro exemplo é a computação remota, mobilizando maquinas poderosas situadas em locais longínquos.

Scanner a laser "fotografa" o sítio
da obra em 3D

O processo de produzir um modelo virtual de uma obra de engenharia tem início no escaneamento a laser do sítio da obra. Posteriormente, o curso da obra pode ser registrado da mesma forma, milimetricamente, usando georeferência via GPS, comparando a obra executada com o projeto existente. Qualquer discrepância é detectada. Complementando o scanner, pode-se também instalar câmeras via web que fotografa a obra em períodos predeterminados.

Falta desenvolver, enfim, uma tecnologia digital que dispare um alarme toda vez que uma obra estoure seu orçamento, ou ganhe um aditamento que eleve seu custo, ou quando um contrato não respeite o prazo estipulado. A tecnologia para fiscalizar uma obra, sem necessidade da presença física do fiscal, já existe na prateleira. Algum contratante se habilita?

Fonte: Estadão

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Desvio do Tocantins mantém Estreito dentro do cronograma

A usina hidrelétrica Estreito, uma das maiores do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),tem tudo para entrar em operação comercial em outubro próximo.O desvio do rio, realizado em setembro do ano passado, mantém o prazo

A obra, dimensionada para uma potêcia instalada de 1.087 MW é um dos maiores aproveitamentos do rio Tocantins e está entre as mais importantes hidrelétricas em construção no País. O sítio do aproveitamento está a montante da ponte que transpõe o Tocantins, na interligação das rodovias federais Belém-Brasília (BR-010) e Transamazônica (BR-230). Compreende área de 12,77 km², assim distribuídos: margem direita do Tocantins: 8,85 km²; margem esquerda: 1,30 km² e, sobre o rio: 2,62 km².

O aproveitamento foi identificado quando da realização do inventário da bacia do rio Tocantins na década de 1970. A definição final do eixo da barragem de núcleo argiloso, com face de enrocamento, das estruturas da casa de força e vertedouro, considerou os aspectos geológicos das ombreiras tendo em vista as condições de construção, operação e segurança necessária para o empreendimento. O comprimento do barramento, incluindo as estruturas de concreto localizadas nas margens, é da ordem de 1.300 m.

As operações de desvio do rio foram planejadas em duas fases: na primeira, o Tocantins prossegue em seu leito natural, enquanto são executadas as instalações do circuito de geração – casa de força, tomada d´água, áreas de descarga e montagem e canal de fuga – na margem direita, e do vertedouro na margem esquerda. Para isso, foram executadas nas duas margens ensecadeiras em forma de U. Na segunda etapa (o que ocorreu em setembro de 2009) o rio foi desviado para o vertedouro, constituído de 14 vãos, seis dos quais rebaixados para este fim.

Concreto refrigerado e peças pré-moldadas

As estruturas da obra, incluindo o vertedouro, agregam uma combinação de diversas técnicas construtivas, tais como lançamento de concreto refrigerado e o emprego de peças pré-moldadas, uma solução que se verificou eficiente considerando o cronograma dos trabalhos. O vertedouro possui largura de 335 m, altura dos pilares de 42,50 m e 14 vãos de comportas de 19,10 x 30,0 m cada. O volume de concreto por pilar é da ordem de 8.000 m³.

Os estudos definiram para essa obra o lançamento de concreto a temperaturas entre 15º e 25 º graus centígrados, quando refrigerado. A operação de lançamento de concreto utilizou mastros lançadores; bombas-lança e estacionária; caçambas pneumáticas e telebelts. Simultaneamente optou pela utilização de formas deslizantes na execução dos pilares do vertedouro, bem como o uso da pré-armação de aço.

A combinação dessas técnicas teve em vista reduzir o prazo de execução e, ao mesmo tempo, introduzir melhorias no sistema de segurança durante os trabalhos. A construtora recorreu também à técnica da cura a vapor nas vigas da ponte do vertedouro. A otimização obtida na pré-moldagem e com a movimentação das peças do pátio de concretagem refletiu-se na redução do prazo na linha de produção.

No conjunto, o vertedouro absorveu um volume da ordem de 315 mil m³ de concreto. A bacia de dissipação, com 106 m de comprimento, 330 m de largura e 1,50 m de altura, absorveu mais de 55 mil m³ de concreto.

O circuito de geração, que inclui as estruturas da tomada d´água, casa de força, área de descarga e montagem e canal de fuga, tem 360 m de extensão e é constituído de oito unidades de geração. Serão pré-moldadas as lajes da galeria mecânica e da tomada d´água e do pórtico rolante.

A barragem

A barragem de enrocamento, com núcleo de argila, tem 600 m de comprimento. O volume de enrocamento é da ordem de 775.000 m³ e o volume do material para transição soma 182 mil m³. Ali serão aplicados 188.000 m³ de argila. Nesse serviço serão utilizados caminhões fora de estrada CAT 777; escavadeiras Liebherr 984; tratores de esteira D6, D8 e D9; caminhões basculantes de 20 m3 e motoniveladora 160 H e 140 H .

Levando-se em conta a área do conjunto dessas grandes estruturas de concreto, bem como a área da construção das ensecadeiras, a terraplenagem ali realizada movimentou um volume de 11.336 milhões de m³. Para essas frentes de trabalho foram mobilizado 10 tratores de esteira, 20 caminhões fora de estrada CAT 777 , 15 caminhões basculante de 20 m³ e 11 escavadeiras hidráulicas .

Para a segunda fase do desvio do rio quando houve necessidade da remoção das ensecadeiras, o serviço de terraplenagem atingiu um volume de cerca de 12 milhões de m³. A área total, objeto desse serviço, soma 1.155.707 m².

Soluções técnicas

A Leme Engenharia, que responde pelo gerenciamento do projeto da obra, informa que tem acompanhado as diversas fases, incluindo os trabalhos da segunda parte das obras civis e a montagem eletromecânica. Algumas das soluções técnicas mais significativas que ela relaciona, são as seguintes:

Montagem das comportas do vertedouro sobre o fluxo d´água. – Devido a circunstâncias do cronograma, as 14 comportas do vertedouro são montadas após o desvio do rio e sobre o fluxo de água. Para tanto, foram construídas plataformas auxiliares, montadas a 19 m de altura em relação ao piso dos vãos por onde o rio foi desviado. As comportas-segmento são divididas em 10 painéis que são montados a partir da plataforma. Quando concluída a montagem, as comportas serão suspensas para a retirada das plataformas e liberação do curso total.

Cortinas de Jet Grouting para impermeabilização das fundações das ensecadeiras de 2ª fase. – A geologia local consiste de uma rocha arenítica sobre a qual, no leito do rio, existem depósitos aluvionares de espessura variável e de alta permeabilidade. Com o objetivo de impermeabilizar as fundações das ensecadeiras de 2ª fase, que obturam o leito principal do rio para a construção da barragem, foram construídas cortinas triplas de colunas de 70 cm de diâmetro com tecnologia Jet Grouting, totalizando cerca de 2 mil colunas, processo que vem tendo desempenho altamente satisfatório.

Parede-diafragma plástica para impermeabilização da fundação da barragem principal. Será construída no primeiro semestre deste ano uma parede-diafragma plástica de 5 mil m² utilizando Hidrofresa, para impermeabilização da fundação da barragem principal. O arenito existente no local não aceita injeções para formação de uma cortina impermeabilizante. Daí, a seleção da tecnologia mencionada.

Ficha técnica

– Consórcio Estreito Energia – Ceste – responsável pela Usina Hidrelétrica Estreito

– Investimentos: R$ 3,3 bilhões

– Construtora OAS Ltda. – responsável pelas obras civis – terra e concreto.

– Consórcio Eletromecânico Estreito (Ceme), formado pelas empresas
Voith-Siemens/Alstom

– Leme Engenharia (Engenharia do Contratante)

– Consórcio Intertechne/CNEC (projeto básico e executivo civil)

– Consórcio Isolux Corsan S. A. e Siemens
(instalações do sistema de transmissão restrito)

– PCE – Projetos e Consultoria de Engenharia
(Planejamento da integração e gerenciamento de interfaces)

– Novatecna Consolidações e Construções S. A.
(Execução de coluna Jet Grouting)

– Sondosolo Geotecnia e Engenharia Ltda (sondagem)

– Flapa Mineração e Incorporações Ltda. (Produção e fornecimento de agregados)

– Techdam Tecnologia para Barragens Ltda.
(Serviços de controle tecnológico laboratorial de concreto)

– Damasco Penna Engenheiros Associados (Prospecção Geotécnica)

– Principais prestadores de serviço:

Drilling do Brasil Ltda

Arcoenge Ltda

U&M Mineração e Construção S/A

Dandolini & Peper Ltda

Protende Sistemas e Métodos de Construção Ltda

Mills Estruturas Ltda

Arenita Mineração Ltda

Fonte: Estadão

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