Matérias

Empresas formam joint-venture para atuar na Rússia

Uma joint-venture, formada pelo Grupo GAZ, da Rússia, e a Terex Corporation, dos Estados Unidos, que deverá estar operando já no início de 2012, vai possibilitar a fabricação de equipamentos para construção e pavimentação de rodovias na Rússia.
No acordo, a joint-venture irá produzir e comercializar parte dos equipamentos da Terex e todos do Grupo GAZ, bem como distribuir os equipamentos para construção e pavimentação de rodovias da Terex que são exportados para a Rússia.
O Grupo GAZ fornecerá as fábricas e os recursos humanos, bem como o acesso à sua rede de distribuidores dos equipamentos da divisão de construção. A parceria também permitirá acesso à tecnologia e know-how que ajudarão a melhorar os produtos do atual portfólio do grupo.

Fonte: Estadão

0

Governo e empresas versus relação com a imprensa

Um simples episódio, lá no canteiro das obras da Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), a cargo da concessionária Fonte Nova Negócios e Participações (FNP), mostra o quanto ainda é esgarçada, no País, a possibilidade de um relacionamento mais consistente e saudável entre governo, empresas e imprensa. Os interesses, que deveriam priorizar o principal agente em torno do qual eles interagem – o público – acabam sacrificados por uma relação conflituosa.

O episódio a que me refiro começou quando viajei, no início de junho, a convite de uma empresa internacional de máquinas e equipamentos, para visitar as obras de Fonte Nova. Entusiasmei-me. Seria uma oportunidade para dar continuidade ao plano para explorar, de cada estádio que vem sendo construído para a Copa de 2014, algum dado novo, alguma técnica acaso diferente, aplicada no processo de construção de arenas esportivas. Mas, lamentável – não esperava que estivesse fora de agenda.

E, por estar fora de agenda, pois a minha visita à obra, segundo alegação de uma assessora de comunicação, não fora registrada, não pude entrevistar e sequer conversar com nenhum engenheiro no canteiro de Fonte Nova. Pior ainda: a assessora que me atendeu não permitiu, ao menos, que tivesse acesso ao diretor de engenharia a fim de deixar com ele o meu cartão de visitas e um exemplar da revista em que publicara, um mês antes, reportagem sobre as obras da Arena da Amazônia, onde, aliás, tive livre e amplo acesso.

Diante de fato tão surpreendentemente surreal, recebi a explicação de que aquele tipo de comportamento tinha como base um manual elaborado para estabelecer procedimento na relação com a imprensa. O problema, portanto, estava aí: a comunicação fora colocada a reboque de um manual que, pelo jeito, vem sendo seguido à risca.

Mas, o caso de Fonte Nova não foi único e imagino que, por mais efeito bumerangue que ele provoque, jamais será o último.

Ainda recentemente nós, da revista
O Empreiteiro, tivemos problema similar, quando decidimos redigir um conjunto de matéria para a edição em que enfocaríamos a década de ouro da Petrobras. Uma assessora da estatal me fez tantas indagações, me pediu que montasse a pauta com tal nível de detalhamento, que afinal, tive de ponderar: se conseguisse elaborar uma pauta com todos aqueles pormenores, revelando conhecimentos tão amplos sobre programação de obras, volume de investimentos e acervo tecnológico da estatal, acabaria não precisando mais da inteligência da empresa para elaborar a matéria. Resultado: a pauta foi cumprida, mas sem os subsídios solicitados.

As empresas, compreendemos, têm os seus próprios interesses e, o governo, idem. Mas nenhuma dessas partes pode esquecer que acima delas e de seus propósitos está o interesse público.

Quando uma dessas partes acredita que detém nas mãos uma parcela de poder costuma agir como se os seus interesses fossem os únicos. E até passam a difundi-los, ou a escamoteá-los, como se estivessem acima do bem e do mal.

Temos exemplos recentes, até no plano federal, de tentativas para camuflar informações ou de se estabelecer uma regulamentação para inibir o trabalho da imprensa. São iniciativas, no entanto, que não encontram amparo na sociedade. Afinal, ela sabe: o que importa é a prioridade do interesse público.

Estação Arquiteto Walter Toscano

A Estação Largo 13, depois batizada como Estação Santo Amaro, poderia chamar-se Estação Arquiteto Walter Toscano. Ele concebeu o projeto e especificou os elementos metálicos que proporcionaram forma e espaço àquela obra que espelha as possibilidades de integração dos transportes de massa em São Paulo (SP)

Frase da coluna

“O governo federal aparentemente acordou para a urgência de resolver os atrasos nas obras necessárias à boa realização da Copa das Confederações, em 2013, Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016. Mas, o remédio escolhido pode provocar sequelas indesejáveis, em vez de trazer a cura dos problemas: a proposição do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), embutido na Medida Provisória MPV 527/2, destinado a acelerar as licitações e os contratos em tempo hábil, é um equívoco de proporções olímpicas”.

De João Alberto Viol, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco).

Fonte: Estadão

0

NACIONALISMO COREANO

Porém, durante o crescimento econômico coreano, nem tudo foram flores. A democratização do país só aconteceu a partir de 1988 (mesmo ano em que Seul sediou os Jogos Olímpicos) depois de vários anos de ditadura. A crise financeira de 1997, que causou turbulência em algumas nações asiáticas, e a de 2008-2009, exigiram medidas duras voltadas à transparência e ao saneamento do mercado. Além disso, as tensões com a vizinha Coreia o Norte são um permanente barril de pólvora prestes a explodir.

“O Brasil teve situação diferente. Enfrentou inflação e sucessivas crises econômicas”, justifica Alcides Leite sobre a demora do país verde-amarelo para encontrar o caminho da expansão. O economista acrescenta ainda que quando a Coreia do Sul iniciou seu desenvolvimento, as condições de trabalho eram precárias e muito semelhantes a da China hoje.

A formação do povo coreano é também muitas vezes atribuída como grande influenciadora do dinamismo econômico local. O fato de ser um país com uma população de características socioculturais homogêneas, criou um sentimento de nação e de nacionalismo muito forte em seus cidadãos no período de expansão. “Isso é uma maneira de construir um país”, cita o professor da USP.

Independente se a uniformidade territorial influenciou ou não o desenvolvimento, o fato é que a surpreendente expansão econômica levou a Coreia do Sul de uma renda per capita baixíssima no meio do século passado para uma das mais altas do mundo: 20.590 dólares, o dobro da brasileira. Um índice que explica o crescimento incontestável e serve de exemplo ao Brasil.

Comparação entre as grandes corporações de Brasil e Coreia do Sul

Receita
(em bilhões US$)

Número de empregados

Países
presentes

BRASIL

Petrobras

91,8

76,9 mil

28

Itaúsa

57,8

117 mil

8

Bradesco

51,6

85 mil

4

Banco do Brasil

48,1

103,9 mil

24

Vale

23,3

60 mil

38

COREIA DO SUL

Samsung Eletronics

108,9

187,8 mil

62

LG

78,8

186 mil

53

Hyundai

71,6

120,4 mil

193

SK Holding (energia, infra)

64,3

31,6 mil

42

Posco (aço, ferro)

28,8

29,8 mil

12

Fonte: Fortune Global 500/2010

Fonte: FMI (Fundo Monetário Internacional)

Fonte: FMI (Fundo Monetário Internacional)

Fonte: FMI (Fundo Monetário Internacional)

Fonte: Estadão

0

Estaleiro Atlântico Sul amplia área de offshore

Com foco de atuação na produção de navios e plataformas, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, entrou em operação em setembro de 2008, com investimento de US$ 1,3 bilhão (R$ 2,08 bilhões). A atual capacidade de processamento é de 160 mil t de aço/ano. Em 2011, a empresa está ampliando o ESA com a construção da sua área de offshore, com investimentos adicionais de R$ 700 milhões.

Segundo informações do estaleiro, o faturamento do empreendimento passou de R$ 12,4 milhões em 2007 para R$ 248,9 milhões no ano seguinte, e a R$ 757,05 milhões em 2009. No ano passado, o montante foi de R$ 1 bilhão. Estão sendo gerados em torno de 10 mil empregos na planta industrial do estaleiro, sendo 7,4 mil diretos e 2,3 mil indiretos.

O terreno onde está instalado o EAS possui 1,620 milhão de m², área industrial coberta de 130 mil m² e um dique seco de 400 m de extensão, 73 m de largura e 12 m de profundidade. Quanto à área de cais, o Estaleiro Atlântico Sul possui um cais de acabamento com 730 m de extensão, equipado com dois guindastes de 35 t cada.

Os principais equipamentos utilizados pelo estaleiro são dois super guindastes do tipo Goliath. O estaleiro está concluindo o comissionamento do segundo guindaste desse tipo. Cada um deles tem capacidade de 1,5 mil t.

O uso dos dois guindastes simultaneamente reduz de forma expressiva o tempo de passagem dos navios no Dique Seco, já que proporciona uma capacidade de içamento de 2.700 t. Quando os equipamentos estiverem operando, o EAS poderá montar um navio Suezmax com menos de 20 blocos.

O EAS produz navios cargueiros – petroleiros, conteineiros, graneleiros, mineraleiros e de cargas gerais –, além de plataformas offshore, navios de perfuração e embarcações em geral para a indústria de óleo e gás.

A carteira atual de clientes conta com pedidos do Promef I (10 Tankers Suezmax e 5 Tankers Aframax) e do Promef II (4 Tankers Suezmax e 3 Tankers Aframax), da Transpetro. Além disso, o estaleiro é responsável pela construção do casco da plataforma P-55 da Petrobras e sete navios-sonda também da estatal. As encomendas totalizam US$ 8,1 bilhões.

Incentivos fiscais e as vantagens de logística do Complexo de Suape, associados à posição privilegiada de Suape para atender ao segmento de petróleo e gás, foram determinantes para que o EAS fosse instalado.

O complexo está numa posição estratégica em relação ao chamado Triângulo de Ouro, que tem como vértices o Golfo do México, a Costa Ocidental Africana e a região do pré-sal. São três áreas importantíssimas para o presente e o futuro da indústria do petróleo.

Outro motivo, segundo a empresa, foi a localização de Suape. O complexo está conectado às principais rotas de navegação, outro diferencial logístico importante. Além disso, há a disponibilidade de grandes áreas abrigadas numa região litorânea áreas com características propícias à instalação de um estaleiro. Os investimentos que vêm sendo realizados na infraestrutura do porto é outro ponto relevante.

Faturamento do Estaleiro Atlântico Sul

(em milhões R$)

2007

2008

2009

2010

12.407

248.992

757.050

1.000.000

Valor total das encomendas

US$ 8,1 bilhões

Capacidade produtiva

160 mil t/ano de aço

Fonte: Estadão

0

Mão francesa inova a concretagem de degraus em barragem

São diversos os desafios enfrentados durante a construção de uma barragem de 880 m de comprimento total, sendo 430 m da barragem em terra, 450 m da barragem em Concreto Compactado a Rolo (CCR) e altura máxima de 60 m. Responsável pela execução da obra da Barragem Marrecas, em Caxias do Sul (RS), um projeto do SAMAE – Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto – que garantirá o fornecimento de água tratada de qualidade por até 30 anos para mais de 450 mil habitantes da região, a Fidens desenvolveu uma solução inovadora para tornar o processo de concretagem dos degraus mais rápido e eficiente na obra.

A empresa mineira, que conta com mais de 40 anos de expertise no mercado nacional e internacional de engenharia, desenvolve o projeto em consórcio com a SANENCO, e encontrou na ”mão francesa” – elemento inclinado utilizado em algumas situações, como transição ou apoio de estruturas – uma alternativa para superar a concretagem dos degraus a jusante da barragem. A previsão é de que, depois de concluída, a Barragem Marrecas suporte um volume de até 33 milhões de m3 de água.

Devido às condições do local, em muitos casos acidentado, a fixação das escoras tornava-se difícil e, às vezes, inviável. Dessa forma, utilizava-se o escoramento convencional, o que dificultava a movimentação de pessoas e equipamentos. Para encontrar uma solução para o problema, a equipe da Fidens não precisou ir longe. Em substituição ao escoramento tradicional foi criada uma “mão francesa” de madeira, que por ser uma instalação simples e feita de material mais leve, reduziu o tempo de montagem das formas e, consequentemente, o espaço utilizado ao redor delas. Com isso, o acesso dos equipamentos foi facilitado, contribuindo para o ganho de tempo na montagem e liberação das frentes de trabalho.

Outra vantagem foi a mudança no processo de fabricação dos inserts metálicos, sendo que o modelo desenvolvido e aplicado na obra possui apenas um ponto de solda, e a rosca é feita no corpo do insert, o que facilitou a fabricação e a entrega em curto prazo. Também foi possível conduzir simultaneamente mais de uma frente de trabalho sem interromper o lançamento de CCR. Além da eficiência e da redução do tempo de montagem das formas, a nova ferramenta apresentou custos muito abaixo do planejado.

Tratamento de fundações recupera barragem

A Fundsolo realizou seu primeiro projeto internacional junto à Camargo Corrêa.

Trata-se da obra de reabilitação da represa de El Guapo – fase II, iniciada em agosto de 2007, no estado de Miranda, na Venezuela.

Nesse projeto, a Fundsolo executou serviços de cortina de injeção para impermeabilização, perfuração para instrumentação e drenagem, sondagens rotativas e chumbadores.

Para isso mobilizou oito equipamentos capacitados para diversas metodologias executivas, tipos de terreno e que permitam acesso a locais confinados e com limitações de pé direito.

Devido à topografia do local, foi especificado o sistema de perfuração rotativo para evitar instabilizações ocasionadas pelo sistema rotopercussivo. Em algumas situações, como no caso de perfurações com até 80 m de profundidade, onde existe grande ocorrência de cascalho, uso na confecção da barragem de terra, foi necessária a utilização do processo de telescopagem com redução de diâmetro de revestimentos de 8” para 6”, 5”, posteriormente Hw e finalmente Nw para a instalação das instrumentações.

A campanha da cortina de injeção de consolidação iniciou-se na ombreira direita e no plinto (lado montante) da barragem em CCR.

Os furos feitos no plinto da barragem têm 30° de inclinação com o rumo a jusante da barragem e 15 m de profundidade, para posteriormente se cruzarem com os furos da cortina de injeção de dentro da galeria que possuem a inclinação contrária. Neste trecho trabalharam cinco sondas rotativas hidráulicas perfazendo um total de 1.304 m lineares de perfuração e consumindo 565 sacos de cimento em forma de calda, no traço 1:1 em peso.

A metodologia de injeção de calda de cimento é a GIN (Groutin Intensity Number), norma executiva adotada pela fiscalização.

Segundo o presidente da Fundsolo, engenheiro Civil Márcio dos Santos, o cronograma de execução dos serviços pode ser considerado reduzido, devido às dificuldades encontradas, como acessos com alta declividade e instabilidade, perfuração em locais confinados e com limitações de pé direito, alem da perfuração dos tipos litológicos. Apesar dessas dificuldades, a Fundsolo antecipou o cronograma.

Em seguida foram executados os mesmos serviços dentro da galeria da barragem em CCR, com dimensões de 3,80 m de altura e 3 m de largura. As grandes dificuldades encontradas foram os espaços confinados e o desnível entre cotas, incluindo uma extensa escadaria íngreme, que complicou a locação dos equipamentos e a sua execução.

Foram perfurados, no sistema rotativo, 1.339 m lineares de perfuração rotativa e injeção de 690 sacos de cimento, gastos durante a execução dos serviços dentro da galeria.

À medida que a perfuração e a injeção de calda de cimento prosseguiam, uma outra equipe seguia executando os furos para drenagens descendentes até penetrar 2,00 m na rocha.

Fonte: Estadão

0

Operadora investe para suprir aumento de DEMANDA

Bianca Portela

Aoperadora privada de ferrovia — América Latina Logística (ALL) faz seus planos para atender à crescente demanda de carga ferroviária no país.

A ALL, neste ano, pretende investir um total de R$ 650 milhões para viabilizar o crescimento orgânico da companhia, o que inclui compra de equipamentos e manutenção da malha. Cerca de R$ 250 milhões do recurso total serão destinados à continuidade da construção da ferrovia entre Alto Araguaia e Rondonópolis (MT), de 260 km, que integra o Projeto Expansão Malha Norte.

A construção do maior complexo intermodal do país, em Rondonópolis, faz parte das obras de prolongamento da ferrovia no Mato Grosso, e servirá para a movimentação de grãos, combustíveis, fertilizantes, produtos frigorificados, algodão, madeira, entre outros. Projetado para atender a demanda potencial dos próximos 25 anos, o complexo tem na sua maior diagonal 6 km de extensão e prevê a instalação de até 30 empresas, criando um distrito industrial na região, com solução logística incorporada à malha ferroviária da ALL. A construção, com início previsto ainda para este ano, será entregue em 2012, juntamente com a conclusão das obras de construção da ferrovia até Rondonópolis.

O complexo intermodal terá capacidade inicial de 15 milhões de t/ano, podendo chegar até 30 milhões de t/ano, de acordo com a demanda. O terminal pretende atingir a maior produtividade dentro da ALL, planejado para carregar um trem inteiro de 120 vagões em seis horas.

Já o projeto de duplicação de trecho de ferrovia do interior de São Paulo, a partir da região de Campinas, até Santos deve iniciar-se em breve. Com um investimento previsto de R$ 1,2 bilhão ao longo de cinco anos, aplicados em via permanente, pátios, vagões, locomotivas e terminais, a iniciativa se destina ao transporte de açúcar a granel e derivados — com meta é de 9 milhões de t de açúcar movimentadas em 2013.

No final de 2010, a ALL anunciou a criação de uma nova empresa, a Brado Logística, para atuar como operadora logística para consolidação de contêineres no Brasil. A nova companhia pretende destinar investimentos próprios de mais de R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos para melhorias nos terminais e expansão da capacidade da ferrovia.

Concessão questionada

O modelo de concessão de ferrovias tem sido frequentemente questionado. A maior discussão está no chamado direito de passagem. “Quem detém a concessão também tem o direito de controlar a linha. Quem tiver que usar, precisa pagar por isso”, explica Felipe Souza, analista de transporte ferroviário da consultoria Lofis. Segundo ele, o governo quer redefinir o plano de utilização da malha por conta disso, inclusive para viabilizar o transporte ferroviário de passageiros.

Souza aponta outros problemas que impulsionam a necessidade de mudar as regras de concessão no setor, como o fato de 50% da malha em mãos privadas serem de trechos hoje inviáveis economicamente. Ele acredita que a mudança das regras pode até beneficiar o setor que terá oportunidade de renegociar a parte da rede ferroviária não utilizada.

Apesar desse quadro instável, o setor expandiu em produção 12,28% em 2010. “O cenário econômico é muito positivo”, justifica o analista os investimentos das empresas. O anúncio da chegada da empresa espanhola Tefesa, que quer investir em uma fábrica de montagem de vagão no estado do Tocantins para a produção de 5 mil unidades anos, é outro indício do aquecimento do setor.

De acordo com Felipe Souza, os investimentos das operadoras ferroviárias privadas estão sendo destinados à modernização e à segurança para aumentar a velocidade dos trens e a capacidade de transporte de carga.

Indicadores do Setor

Transporte de cargas

2006

2007

2008

2009

2010

2011 (P)

2012 (P)

2013 (P)

Produção Ferroviária

(bilhões TKU)

238,3

257,1

267

243,9

276,3

293,5

318,8

348,3

Variação

7,05%

7,89%

3,85%

-8,65%

13,28%

6,23%

8,62%

9,25%

(P) Perspectiva Lafis

Fonte: consultoria Lafis (dados IBGE, Secex, dentre outros)

Fonte: Estadão

0

REPOSICIONAR a engenharia na escala de VALORES da sociedade

Um conjunto de manifestações de presidentes de entidades nacionais e regionais, com predominância daquelas ligadas à Construção e à Engenharia, e opiniões de outros profissionais de longa trajetória em segmentos de obras públicas e da iniciativa privada, mostram o histórico de reconhecimento que a engenharia brasileira tem conquistado desde o século passado.

Vão aqui publicados artigos do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) e de outras entidades, cada uma especificando uma agenda de interesses, mas confluindo para a necessidade de que o desenvolvimento do País seja contínuo.

Em linhas gerais, as preocupações dos presidentes das entidades acabam estabelecendo um vínculo com o pensamento de professores e de engenheiros que aqui se inter-relacionam em mesa-redonda que discute as condições para a melhor formação profissional do engenheiro, diante do fenômeno da internacionalização dos mercados de obras de engenharia.

A conclusão da direção da revista O Empreiteiro diante da pluralidade dessas manifestações é de que a engenharia tem feito muito pelo Brasil, mas que o Brasil ainda não tem feito o suficiente em favor das obras públicas e da infraestrutura necessária à garantia de seu desenvolvimento. Esse déficit, implícito nos artigos aqui difundidos, fica por conta de uma absoluta ausência de planejamento em diversas áreas, sobretudo, de um Projeto de Nação.

Fonte: Estadão

0

Engenharia do proprietário: muda o recurso, fica o DESAFIO

João Carlos Mello*

Odesenvolvimento de usinas para geração de energia foi um dos maiores trunfos da engenharia brasileira nas últimas décadas. Esse processo garantiu a construção de um parque hidrelétrico que está entre os maiores do mundo e que o País consolidasse uma ampla cadeia de produtos e serviços para as obras dessas usinas, que vai da produção de turbinas e concreto até o fornecimento de serviços de terraplenagem e licenciamento ambiental.

Essa cadeia também inclui o serviço da engenharia do proprietário, que envolve a terceirização do gerenciamento do projeto. É o “olho do dono” na obra. Isso possibilitou que empreendedores que não tinham expertise na área pudessem entrar no setor sem necessariamente ter de desenvolver novas áreas de negócio.

Hoje, em paralelo à construção das grandes hidrelétricas, há uma série de empreendimentos de novas renováveis, como a eólica, um dos maiores acontecimentos do setor elétrico brasileiro nos últimos anos. Entre 2005 e 2010, a capacidade instalada da fonte saltou de 29 MW para 928 MW. Além disso, o volume já contratado deve fazer com que, até 2013, atinjam-se 5 GW instalados.

Esse cenário deve-se à combinação de fatores como incentivos governamentais e a crise global dos últimos anos. O Proinfa fomentou não só a contratação de parques eólicos a custos de energia considerados atraentes, como garantiu condições para a produção nacional dos equipamentos. Além disso, com a desaceleração econômica dos Estados Unidos e Europa, fabricantes de equipamentos se voltaram para o Brasil para escoar pelo menos parte da produção não absorvida pelos tradicionais usuários desses sistemas.

O ambiente favorável atraiu ao segmento tanto empreendedores tradicionais do setor elétrico como investidores interessados em diversificar ativos. Mas, com o tempo, alguns desses novos investidores perceberam que não se trata de uma atividade necessariamente simples. Atrasos nos projetos contratados por meio do Proinfa, dificuldades para obtenção de licenças ambientais e outros desafios mostram que, embora pareçam bem menos complexos do que as grandes hidrelétricas, os parques eólicos também têm particularidades técnicas importantes.

Nada mais adequado, portanto, que a mesma experiência da engenharia do proprietário, adotada com sucesso nas grandes usinas, seja colocada em prática pelos empreendedores dessa e das demais novas renováveis. O “olho do dono” terceirizado, que garantiu tranquilidade nas obras de inúmeras hidrelétricas, também pode contribuir para o desenvolvimento de projetos que são menores em escala, mas não menos importantes em termos de abastecimento de energia do País ou menos complicados de tirar do papel.

*João Carlos Mello é presidente da consultoria
Andrade & Canellas

Fonte: Estadão

0

Liugong fornece frota para porto no México

A LiuGong Machinery Corp., por intermédio de seu concessionário mexicano Ammex, venceu licitação para fornecer 19 máquinas de construção e empilhadeiras para o Porto de Guaymas, que se localiza no Estado de Sinaloa, no México. O valor da venda foi de aproximadamente US$ 900 milhões, conforme anunciado pela empresa. Com essa aquisição, o porto passa a contar com 21 equipamentos da marca chinesa.

“Acreditamos que parte de nosso sucesso ao vencer esta licitação não se deu apenas pelo ótimo valor, mas também pela alta qualidade das máquinas e pela grande confiabilidade nos serviços 24 horas por dia, 7 dias por semana. Temos trabalhado durante as noites e fins de semana para garantir que as máquinas continuem funcionando e, dessa forma, temos ajudado essas pás carregadeiras a atingirem uma taxa de produção de 98%”, afirma Rene Zazueta, Diretor Geral da Ammex.

No Brasil

A LiuGong também acaba de instalar um Centro de Distribuição e Suporte no Brasil, para atender à América Latina. Com essa iniciativa, a empresa passa a manter um estoque de peças no País, reforçando o seu compromisso de atendimento aos seus clientes.

O CD de peças possibilita que a empresa amplie a prestação de serviços aos seus concessionários, ao estocar peças de baixo e médio giro, variando desde motores e seus componentes até eixos e sistemas de transmissão. O presidente da LiuGong na América Latina, Fernando Mascarenhas, lembra que a disponibilidade de estoque local aumenta não só a capacidade de atendimento, como a agilidade no reparo das máquinas na América Latina, cuja demanda e participação de mercado crescem a uma velocidade superior a 50% ao ano.

Fonte: Estadão

0

Destaques das empresas PREMIADAS

Apartir do Ranking da Engenharia Brasileira 2011, publicada na edição 500 Grandes da Construção, da revista O Empreiteiro, foram selecionadas 29 empresas de destaque nos segmentos de Construção, Montagem Mecânica e Elétrica Industrial, Projetos e Consultoria, Serviços Especiais de Engenharia e Responsabilidade Social, que recebem na solenidade para este fim — leia matéria nesta edição sobre o evento — placa comemorativa pelo feito e um troféu patrocinado pelo grupo Pottencial. New Holland, Tovs, Gerdau, Arezza, Solaris e Mecan e Locguel são outros patrocinadores do evento. Todas as demais empresas listadas no Ranking da Engenharia Brasileira receberão por meio de correspondência diploma relativo à participação no levantamento.

A seguir, apresentamos a lista das empresas de destaque do Ranking da Engenharia Brasileira e os projetos e iniciativas importantes que algumas delas realizam no mercado.

Construção — Norberto Odebrecht, MRV Engenharia, Construcap, ARG, Direcional Engenharia, Racional Engenharia, Fidens Engenharia, Toniolo Busnello, Hochtief do Brasil, Sertenge, Construtora Ferreira Guedes, Oriente Construção Civil e Esse Engenharia.

Montagem Mecânica e Elétrica Industrial — UTC Engenharia, MPE, Tomé Engenharia e TKK Engenharia.

Projetos e Consultoria — Engevix Engenharia, Concremat Engenharia, ATP Engenharia, Guimar Engenharia, ECM Projetos Industriais, Enger Engenharia e Núcleo Engenharia.

Serviços Especiais de Engenharia — RIP Serviços Industriais, Codeme Engenharia, Geosonda e Fabio Bruno Construções.

Responsabilidade Social – Construtora Tardelli.

Fonte: Estadão

0
Page 508 of 509 «...480490500505506507508509
Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE