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Contratação de empreendimentos de geração chega a R$ 18,2 bi para entrega em janeiro de 2021 e de 2023

No último mês de 2017, foi retomada a contratação de novos empreendimentos de geração de energia elétrica no Brasil por meio de leilões, depois de mais um ano sem ocorrer este tipo de certame. No dia 18 de dezembro foi realizado leilão de energia nova “A-4”, para início de suprimento em de janeiro de 2021, e no dia 20 foi realizado leilão de energia nova “A-6”, para começo de fornecimento em janeiro de 2023.

No “A-4”, foram viabilizados 25 novos projetos de geração, com investimento estimado de R$ 4,3 bilhões e 220,2 MW de energia contratada, sendo uma pequena central hidrelétrica (PCH, com geração de 5 MW), uma central de geração hidrelétrica (CGH, com 0,8 MW), uma térmica movida a biomassa (8,6 MW), duas usinas eólicas (35,6 MW) e 20 usinas solares fotovoltaicas (170,2 MW). Enel Green Power e AES Tiete são as duas principais vencedoras nas usinas solares. Os dois projetos de eólica é da Voltalia na Paraíba. A empresa Jalles Machado viabilizou uma usina a biomassa, em Goiás. A Enervix comercializou energia da PCH Santa Luzia (Espírito Santo) e a Fockink da CGH Buriti (Mato Grosso).

Os estados que tiveram empreendimentos contratados foram Piauí (8 usinas), Pernambuco (5), Bahia (4), São Paulo (3), Rio Grande do Norte (2) e Mato Grosso, Espírito
Santo e Goiás (1, cada).

No leilão “A-6”, foram contratados 63 novos empreendimentos de geração, representando 3.841 MW de potência comercializada, cujos investimentos estão estimados em R$ 13,9 bilhões. A eólica viabilizou 49 parques (1.386 MW), além da contratação de seis PCHs (139 MW), seis térmicas movidas a biomassa (177,05 MW) e duas térmicas
a gás (2.138 MW).

Destaque para a térmica a gás Porto do Açu III, no Rio de Janeiro, com 1.672 MW de potência. A Enel Green Power vendeu energia de 21 eólicas no Piauí. Força Eólica, Omega e Voltalia também contrataram projetos de geração.

As 63 usinas contratadas estão localizadas nos estados de Bahia (4), Goiás (1), Maranhão (4), Mato Grosso (1), Minas Gerais (2), Paraíba (9), Paraná (1), PernamPernambuco (3), Piauí (17), Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Norte (12), Rio Grande do Sul (2), Santa Catarina (2) e São Paulo (3).

Considerando o conjunto de energia negociada nos dois certames foram contratadas 88 usinas, com investimentos de R$18,2 bilhões. Os prazos dos contratos variaram de 20 a 30 anos, em função da fonte e do leilão.

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