Drones e softwares já podem dispensar levantamentos de campo

 

A agência CHSRA – California High Speed Rail Authority é responsável pela implementação do 1º TAV (trem de alta velocidade) nos Estados Unidos, ligando San Francisco a Los Angeles e menos de três horas a mais de 320 km/h. O consórcio Jacob/Zephyr UAS foi contratado para o projeto preliminar do traçado para os estudos ambientais da ferrovia. Nesse corredor de 67 km entre Burbanks a Los Angeles e Anaheim, drones de alta precisão de uma empresa especializada foram empregados para o mapeamento aéreo do traçado e da faixa de domínio, dispensando a mobilização de voos tripulados ou de equipes terrestre.

Os arquivos de mapeamento aéreo dos drones eram descarregados diariamente em escritórios do consórcio, onde eram processados 24 h por dia. Esses dados foram utilizados pelos projetistas para traçar mapas do traçado da ferrovia, que foram compartilhados por escritórios localizados em diferentes cidades nos EUA. O uso de drones e de softwares como Power Rail e ProjectWise da Bentley pelas equipes envolvidas permitiu que o mapeamento fosse concluído em oito semanas, comparado a 18 semanas se forem mobilizados veículos tripulados — reduzind em 78% o prazo de entrega e em 87% os custos de mapeamento do corredor.

Atualmente, 190 km do traçado estão em três pacotes de obras, contratados sob modalidade projeto mais construção, com os consórcios Tutor-Parini/Zachry/ Parsons, Dragados-Fratiron, e o chamado California Rail Builders, cujas equipes estão mobilizadas em mais de 20 canteiros, com 2 mil trabalhadores. O prazo para o TAV entrar em operação é 2029 – mas há considerável oposição e controvérsia, com risco até de ser paralisado pelo candidato republicano a governador da Califórnia, caso ele ganhe as próximas eleições estaduais nos EUA.

 

 

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Um comentário em “Drones e softwares já podem dispensar levantamentos de campo

  • 23 de agosto de 2018 em 15:46
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    Há anos como diretor da Engefoto S/A, atuando tanto na área de aerolevantamentos como na área de projetos viários, aprendemos que não há mágica! Com sensores tripulados ou não, os dados coletados devem ser adequadamente tratados para atender a precisão requerida em cada situação. No caso em pauta não me parece que a economia de tempo tenha se dado pelo uso de drones e sim pelo uso de softwares mais modernos e poderosos.

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