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Empresa atuante em PPPs de hospitais busca associação com construtoras

Vivante, empresa sediada na capital paulista composta pelo fundo de private equity Axxon Group, que
detém 92% de seu capital, e mais dois executivos, Philippe Enaud e Kléber Lima, busca parcerias com construtoras médias.
“O nosso interesse em parcerias com as empreiteiras de médio porte, em grande parte é por decorrência da
operação Lava-Jato, que afetou as maiores construtoras brasileiras”, explica Philippe Enaud, presidente da Vivante. O foco é ter essas empresas para ampliar sua atuação em áreas potenciais de concessão ou parcerias público-privadas (PPPs).
A Vivante já participa no Brasil de quatro PPPs no setor de saúde: Hospital do Subúrbio, em Salvador (BA); Hospital Novo Metropolitano, em Belo Horizonte (MG); Hospital Zona Norte, em Manaus (AM); e Hospital Regional Metropolitano, em Maracanaú (CE) – este último – e com previsão de inauguração em 2018.
“As PPPs no setor de saúde fazem todo o sentido. É uma das respostas mais eficientes às necessidades prementes da população.
A dificuldade atual é orçamentária. Um hospital de 400 leitos custa de R$ 250 milhões a R$ 300 milhões para ser construído. Depois, de R$ 200 milhões a R$ 250 milhões para funcionar”, conta, ressaltando em seguida as dificuldades do poder público assumir tal despesa.
A atuação da Vivante nas PPPs se dá desde o começo do projeto, incluindo estruturação de Sociedade de Propósito Específico (SPE), com participação minoritária no capex. “Em geral, uma construtora regional encabeça o projeto. Aplicamos todo o nosso know how nos serviços não assistenciais e gestão macro do empreendimento, visando à otimização no uso dos recursos”, explica Philippe.
“São desenvolvidos benchmarkings com foco na busca do melhor custo-benefício para o empreendimento,
com monitoramento de indicadores – só se pode melhorar aquilo que é mensurado”.
A empresa trabalha nas atividades de manutenção multitécnica e serviços de facilities. E não só nas PPPs que participa: “Além de hospitais, atuamos com shopping centers e prédios comerciais, além de operações
volantes”.
A estimativa conservadora do mercado de facilities brasileiro é de cerca de 1,5% do PIB, avalia Philippe. “Não há um consenso de quais atividades estão envolvidas neste grupo. Tradicionalmente, estão incluídas atividades classificadas em duas grandes categorias: hard, que é a manutenção multitécnica, e
soft, que são os serviços de apoio”, diz.
A categoria hard envolve serviços de elétrica, mecânica, hidráulica, refrigeração, sistemas de automação, sistemas de combate de incêndio, civil, predial, equipamentos de linha de produção industrial, equipamentos clínicos e engenharia clínica; e gestão e operação de sistemas de utilidades, como ar comprimido, vácuo, energia elétrica, água quente e gelada e vapor. Já a categoria soft inclui serviços de apoio, como conservação e limpeza, jardinagem, mensageria, recepção, higienização hospitalar, controle de pragas etc.
“Há uma janela de oportunidades abertas com a ‘crise’ do Estado brasileiro – essencialmente inchado e muito pouco eficiente se comparado com o de outros países”, afirma.
“O empreendedor privado tem em sua essência a busca pela racionalização: fazer mais com menos, eficiência e eficácia, além da maior dinâmica na busca de inovações e melhorias incrementais e estruturais.
Mas existe a necessidade de ser exigente no que tange às garantias e a segurança jurídica, além de avaliar minuciosamente a viabilidade financeira de cada projeto.”

Fonte: Revista O Empreiteiro

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