A venda dos ativos da Eletrobras, Cemig e Cesp — além das termelétricas e terminais de regaseifi cação de GNL da Petrobras — deve atrair mais investimentos estrangeiros. Até aqui se sobressaíram as empresas chinesas China Three Gorges (CTG) e State Grid, que já investiram bilhões no País para arrematar hidrelétricas, como Ilha Solteira e Jupiá (SP); além das operadoras europeias Enel — vencedora do leilão da distribuidora Celg, por R$ 2,18 bilhões, Iberdrola e Engie (antiga Tractebel), que está vendendo suas termelétricas a carvão — Jorge Lacerda, William Arjona e Charqueadas – para se concentrar em fontes renováveis.
Já a Brookfield canadense é candidata natural de ativos. Entre as empresas brasileiras, despontam a Energisa e a Equatorial, que já tem experiência nesse tipo de negócio.
A Cemig depende da justiça para manter as hidrelétricas de São Simão, Jaguara e Miranda, que equivalem a 50% da sua capacidade instalada, e colocou à venda ainda sua participação nas usinas de Belo Monte e Santo Antônio.
Calcula-se que somam mais de 20 GW de potência as usinas que podem ser privatizadas pela Eletrobras e outras estatais — cerca de quase duas vezes a geração nominal de Belo Monte.
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