O governo paulista saiu na frente ao lançar em fins de 2015 um pacote de concessões de rodovias, aeroportos, metrô e sistema de ônibus intermunicipal cujo valor em investimentos pode chegar a mais de R$ 13 bilhões, projetando a criação de 280 mil empregos e agregando R$ 10 bilhões ao PIB estadual.
As rodovias paulistas a serem concedidas respondem por R$ 10 bilhões de investimentos. Dos quatro lotes de estradas que cruzam o Estado, predominam os corredores interligando Minas Gerais e Paraná. O lote da rodovia dos Calçados foi vencido pela Arteris, e o das Rodovias do Oeste foi ganho pelo fundo Pátria. Entidades de construção criticaram o modelo adotado nos editais porque dificultou a participação de consórcios compostos
por médias empresas, favorecendo os grandes grupos, o que de fato ocorreu.
Em transporte metropolitano está prevista a concessão da operação da Linha 5-lilás do metrô de São Paulo, que dos atuais 9,3 km vai passar a ter mais 11,5 km até 2018, com 10 novas estações, sendo nove programadas para entrega ainda em 2017.
Essas obras em curso demandaram R$ 9,5 bilhões do Estado. A concessão da operação da Linha 5-lilás pode ser isolada ou em conjunto com o monotrilho da Linha 17-Ouro, que vai interligar futuramente a estação Jabaquara da Linha 1-Azul com a estação São Paulo-Morumbi, da Linha 4-Amarela, com parada no aeroporto de Congonhas, servindo ainda para interligar as linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda, esta última da CPTM.
A futura Linha 6-Laranja do metrô, entre Brasilândia e a estação São Joaquim, na região central da capital paulista, seria construída na modalidade parceria público-privada (PPP).
A única linha hoje operada por concessionária privada em São Paulo é a 4-Amarela, pertencente ao grupo CCR, cujos trens são automatizados e não possuem condutor. Ela aguarda a entrega de estações em construção pela Cia. do Metropolitano, para aumentar a frequência dos trens.
Esse pacote do governo paulista inclui ainda a concessão de cinco aeroportos para aviação executiva, num lote único, localizados em Bragança Paulista, Campinas, Jundiaí, Ubatuba e Itanhaém. O projeto requer investimentos de R$ 92 milhões — R$ 34,5 milhões nos primeiros quatro anos do prazo de concessão de 30 anos.