Gerdau vai investir US$ 400 milhões na produção de aços planos no Brasil

SÃO PAULO – O Grupo Gerdau anunciou hoje que investirá US$ 400 milhões na produção de aços planos no país. O montante será usado na instalação de um laminador de chapas grossas, que deve entrar em operação em 2010 e atender tanto o mercado interno externo.

A companhia diz que ainda não está definida a unidade brasileira que receberá o equipamento, cuja capacidade instalada será de 870 mil toneladas anuais. Calcula-se que a unidade mais preparada para receber a expansão é a Gerdau Açominas, que já tem estrutura para esse tipo de produção, mas a companhia não confirma essa informação.

A empresa, que vinha apenas comercializando a produção de outras empresas no país, diz que está apostando na expansão da demanda por parte da construção civil, da indústria de máquinas e equipamentos, além da naval e petrolífera, que fazem uso intensivo desse tipo de aço.

“Estamos expandindo nossa experiência em aços planos da área comercial para a área industrial no Brasil, com objetivo de prestar melhores serviços aos nossos clientes, oferecendo uma linha de produtos mais completa”, informa o diretor-geral de Operações, Claudio Gerdau Johannpeter.

Para Rodrigo Ferraz, analista de siderurgia e mineração do Banco Brascan, a Gerdau estaria aproveitando um nicho de mercado que dá sinais de desequilíbrio forte por conta do aumento de demanda.

“A Usiminas, que tem praticamente o monopólio desse produto, já chegou no limite de produção”, lembra, reforçando que uma produção adicional de 500 mil toneladas anuais da Açominas só deve entrar em mercado a partir de 2011.

Com a perspectiva de preços ainda altos para o produto, Ferraz acredita que o investimento visa a atender principalmente o forte crescimento do setor naval.

Desde 1971 a Gerdau atuava apenas no comércio de aços planos produzidos por outras siderúrgicas no país, já que sua produção de aços planos é concentrada no Peru, por meio da Siderperu, e nos Estados Unidos, em uma joint venture com a Gallatin.

Fonte: Estadão

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