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Inteceptores são instalados ao lado do Rio Tietê

 

trabalhadores escavando tunel

 

Augusto Diniz

O Consórcio ITI-7, integrado pelas Construtoras Telar, Trail e Augusto Velloso, realiza na capital paulista as obras do Coletor Tronco Anhangabaú e o Interceptor Tamanduateí-1 (ITA-1J) e o Interceptor Tietê-7 (ITI-7) – este último o maior deles -, além da construção da Estação de Tratamento de Esgoto (EEE) Nova Piqueri.

O empreendimento todo faz parte do Projeto Tietê, considerado o maior programa de saneamento ambiental do País. Em sua quarta etapa,
o Projeto Tietê tem como objetivo contribuir para revitalização progressiva do Rio Tietê, na Bacia Alto Tietê, por meio da ampliação e otimização do sistema de coleta, transporte e tratamento de esgotos. O investimento total previsto nesta obra da Sabesp é de R$ 358 milhões.

O Interceptor Tietê-7 (ITI-7) possui 7.542,80 m de extensão, e está localizado na margem esquerda do Rio Tietê, com início na área onde se situa a EEE Nova Piqueri, também em obras, até a Estação Elevatória de Esgotos Tamanduateí, que será desativada.

Esta estação elevatória terá finalidade de elevar os esgotos transportados pelo Interceptor do Tietê, efetuando o lançamento dos mesmos na Célula Direita do Interceptor ITi-1 existente – este se conecta a Estação de Tratamento de Esgoto Barueri, que foi ampliada
recentemente justamente para receber a nova carga.

Já o Interceptor Tamanduateí-1 (ITA-1J), de 3.057 m de extensão, no diâmetro de 1.800 mm, teve sua execução prevista em método não destrutivo (MND), através do processo tubo cravado e está sendo implantado na margem esquerda do Rio Tamanduateí, onde se conectará com o novo Interceptor Tietê -7.

Há também obras do Coletor Tronco Anhangabaú e Interligações que se conectam ao novo Interceptor Tamanduateí-1, que se ligará ao Interceptor Tietê-7; além do Coletor Tronco Estádio de Baseball, que também se conectará ao ITI-7, numa extensão total de 1 km de coletores tronco e 3,4 km de Interligações.

Por conta disso, várias EEE no trecho serão desativadas, como da Barra Funda, Dom Pedro II e Tamanduateí, já que o esgoto percorrerá pelos Interceptores por gravidade.

A obra beneficiará 740.000 habitantes nos bairros da Bela Vista, Consolação, Vila Buarque, Santa Efigênia, República, Anhangabaú, Luz, Sé, Liberdade, Aclimação, Cambuci, Ipiranga e Sacomã.

O Interceptor Tietê-7 está sendo construído pelo método NATM, com largura de 3,40 m por altura de 2,65 m em concreto projetado. Neste trecho, há 2 km de rocha sã que está sendo perfurada por meio de detonação. Este túnel tem 3 m de diâmetro, sendo escavado numa profundidade média de 14 m, por debaixo da pista local da Marginal Tietê no sentido sul-norte.

Já há de avanço 5,3 km, do total de 7,5 km. Foram previstos 24 poços de 6 m de diâmetro cada (cerca de 500 m entre um e outro) para execução do túnel. Os poços possuem pórticos equipados com talhas elétricas para içamento do material escavado, silo para armazenamento do material até a chegada do transporte, além de todos equipamentos necessários para a execução das
obras de construção do túnel e dos trabalhos em espaço confinado.

Foram realizadas sondagens ao longo do caminhamento das obras lineares, para identificação e caracterização do solo, antes do início dos
trabalhos. Também é feita instrumentação ao longo do trecho e controle geotécnico, com equipe de topografia e geologia.

Para consolidar o maciço a ser escavado na execução do túnel, são utilizadas enfilagens, cravadas ou injetadas; concluída a escavação, o
concreto é projetado. Por questões de organização construtiva, o avanço é realizado pela abóbada do túnel, mantendo pelo menos 1 m de piso (invert) sem escavar, para estabilizar aquela área do maciço enquanto as demais áreas são escavadas. Quando finalizada a escavação e projeção de concreto na abóboda, este piso é retirado para a construção do piso definitivo. Há um avanço de 1 m/dia no túnel.

No total, são utilizadas 13 miniescavadeiras para auxiliar os trabalhos de remoção do material escavado. O túnel está sendo construído com declividade que garante o melhor escoamento do esgoto.

A Estação Elevatória de Esgotos Nova Piqueri será implantada no terreno da Sabesp com área de cerca de 4.500 m², situado entre a a venida Embaixador Macedo Soares (marginal esquerda do Tietê) e rua Professora Suraia Aidar Menon, próximo à Ponte do Piqueri, onde existia a Estação Elevatória Piqueri hoje desativada.

Serão instaladas três bombas centrífugas garantindo uma vazão de até 2 m³/s para cada bomba, em eixo vertical. Para a retenção do material sólido flutuante, afluente à estação elevatória, será realizada a instalação de grades metálicas e trituradores.

A EEE Nova Piqueri irá recalcar o esgoto por 15 m de altura, lançando o no interceptor ITI-1 existente, que levará o esgoto à ETE Barueri.

O Interceptor Tamanduateí 1-Jusante tem 3.057 m de extensão, e é executado através da metodologia não destrutiva tubo cravado (MND),
utilizando equipamento de microtúnel pressurizado (shield), de frente fechada e balanceada, operada de forma remota, com uso de sistema de remoção do solo escavado por meio de lama (slurry). Neste interceptor, os poços de emboque possuem 8 m de diâmetro para descer o equipamento shield. A construção do conduto com diâmetro de 1.800 mm será realizado utilizando tubos tipo JP de concreto armado.

As obras do Coletor Tronco Anhangabaú são localizadas na região central de São Paulo e tem início na avenida Prestes Maia, passando pela avenida Senador Queirós até a confluência da rua Cantareira onde será interligado ao Interceptor ITA-1J. O coletor tem 652 m de extensão e será executado em método não destrutivo (MND), com o uso de shield no diâmetro de 1.200 mm.

As Interligações também estão sendo construídos pelo método não destrutivo tubo cravado com auxílio de shields de pequenas dimensões,
sendo nos diâmetros de 300 mm a 1.200 mm.

O efetivo atual deste empreendimento é de cerca de 400 profissionais. A previsão de operação de parte do Interceptor Tietê -7 e da EEE Nova Piqueri, é para o final deste ano. As obras do Interceptor Tamanduateí, coletores e interligações seguem o cronograma previsto de até janeiro de 2020.

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