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Linha para Guarulhos enfrenta cinco grandes transposições

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) deve entregar no início de 2018 a Linha 13-Jade, que faz a ligação ferroviária de passageiros da capital paulista ao aeroporto Internacional de Guarulhos. Cinco transposições desafiam ao engenharia neste projeto.

As obras desse outro modal de transporte público de acesso ao terminal aeroportuário mais movimentado do País – além de rodoviário – começaram em final de 2013.

Segundo o governo do Estado de São Paulo, a obra tem custo estimado de R$ 2,2 bilhões. A linha deve transportar diariamente 130 mil pessoas. Serão utilizados na linha oito trens de oito carros cada – espaços destinados a bagagens estão previstos nos vagões.

Os trabalhos se dividem em quatro lotes e são executados por dois consórcios: HFTS Jade (Heleno e Fonseca, Trail, Spavias) e CST Linha
13-Jade (Consbem, Serveng e TIISA).

A nova linha terá 12,2 km de extensão – uma parte do trajeto será feita em superfície (4,3 km) e outra em elevado (7,9 km). A linha da estação Engenheiro Goulart, no distrito de Cangaíba, na Zona Leste de São Paulo, ao aeroporto, foi basicamente construída paralela às
rodovias Ayrton Senna e Hélio Smidt.

A linha terá duas estações novas: Guarulhos Cecap e a do próprio aeródromo. A linha férrea faz a transposição sobre os rios Tietê e Baquirivú-Guaçú, e das rodovias Ayrton Senna, Hélio Smidt e Dutra, além da Avenida Monteiro Lobato, uma importante via de Guarulhos que liga o bairro de Cumbica ao centro da cidade.

Nessas cinco transposições, uma é realizada por meio de um viaduto estaiado e quatro pelo método de balanço sucessivo. A principal
transposição em balanço sucessivo fi ca na rodovia Dutra e tem um vão livre de 120 m. Já o viaduto estaiado será composto por dois mastros de aproximadamente 70 m de altura e o maior vão a ser vencido será de 180 m no entroncamento entre as rodovias Ayrton Senna e Hélio Smidt.

O trecho em superfície é executado com trilho fixado em dormentes de concreto sobre lastro de brita. Já o trecho em elevado é executado por meio de fixação direta em laje – ele foi projetado com uma estrutura básica de fundações compostas de estações ou estacas raiz, consolidadas em um bloco de fundação de onde sai o pilar com travessa que suporta quatro vigas longitudinais.

Ao longo do trajeto da Linha 13 encontra-se solo mole nas regiões de várzea do Tietê, rochas ou rocha mista em outros trechos. As alturas
dos pilares são definidas de modo a garantir os gabaritos das vias e rodovias ultrapassadas pelo elevado, conjugados com os limites de rampa que os trens têm capacidade de vencer (2% máximo de inclinação).

O trecho em superfície da Linha 13 compartilha a faixa da Linha 12 da CPTM, a qual está sendo remanejada e para isso toda a infraestrutura de via está sendo preparada para implantação.

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