Mudança da plataforma impressa à digital conduziu a concepção do novo prédio da Infoglobo

O projeto de arquitetura do novo prédio da Infoglobo, na Cidade Nova, no Rio de Janeiro (RJ), previa um empreendimento que refletisse a velocidade das notícias, hoje renovadas rapidamente pela mudança cada vez maior na disposição da informação da plataforma impressa à digital. Isso exigiu a construção de uma edificação em que a interação entre as equipes da empresa fosse mais ágil, atendendo ao novo modelo de se produzir o relato de fatos e acontecimentos.
Assim, um átrio central foi criado para integrar todos os ambientes, com a edificação disposta em torno desse átrio, com paisagismo e cobertura de vidro, capazes de proporcionar conforto e, ao mesmo tempo, a incidência de luz natural no ambiente. As salas de redação e reunião, como blocos de vidro, se projetam sobre o átrio, mostrando a relevância dessas áreas para a empresa.
Foi respeitando essas características singulares que a HTB Engenharia e Construção executou esta obra, que durou de agosto de 2012 a agosto de 2016. No pico ela chegou a ter 550 colaboradores diretos na construção. O prédio, com 29.251 m² de área construída, tem seis andares, cobertura vegetal (para diminuir incidência de calor), dois pisos no subsolo composto por estúdios de foto, filmagem e transmissão pela internet, além de áreas técnicas. Nos andares, data center, auditório para 173 ocupantes, salas de redação e escritórios administrativos.
De acordo com a HTB, o sistema construtivo da estrutura do prédio foi um misto de concreto convencional com lajes com cubetas, e vigas e lajes protendidas. Na cobertura, uma claraboia em vidro com cabos tensionados. Já na fachada, foi utilizado alumínio com sistema unitizado de pele de vidro, além de pórticos
em pedra natural e corian.Há ainda um sistema de brise automatizado na fachada, que se movimenta de acordo com a incidência solar e que, segundo o projeto, dá “cara nova todo dia” ao prédio.
Os pavimentos da edificação possuem pisos elevados com divisórias acústicas. O sistema de ar condicionado tem insuflamento pelo piso elevado. Os forros são modulares e de gesso acartonado – especificamente no auditório o forro e as paredes acústicas são revestidas em madeira.
A subestação do empreendimento e´ do tipo blindada, com capacidade de 3,15 MVa, com tensão de 13,8 kV / 380 – 220 V.
Há ainda um grupo de geradores com capacidade de 2,2 MVa, 380/220 V, que atua em caso de falta de energia da concessionária.
Esses geradores atendem todas as cargas elétricas do edifício. Nas instalações hidrosanitárias, o projeto aplicado previu um reservatório de retardo no primeiro pavimento, dois reservatórios de reúso e dois de água potável, com reserva técnica de incêndio localizados no segundo subsolo. Destaca-se para essa aplicação
o sistema de drenagem pluvial instalado em sua cobertura, o qual consiste em captação de águas da chuva através de vórtice, garantindo assim escoamento rápido, com menores diâmetros nastubulações de captação e, consequentemente, menores impactos nas instalações no entreforro.
A cobertura verde possui diversidade de espécies de árvores, diminuindo as ilhas de calor. A água captada da chuva é direcionada ao reúso para irrigação, bacias sanitárias e mictório, reduzindo em 26% o consumo de água.
O sistema de brises da fachada colabora com a redução em 12% do consumo de energia. Já o sistema de controle de luminosidade interna interligada a sensores de luminosidade na fachada, “dimerizam” a iluminação interna, bem como nos ambientes internos fechados.
Segundo a Johnson Controls, uma plataforma de gerenciamento predial com um conjunto de controladores, sensores, softwares e serviços contribuem para a gestão inteligente e efetiva de redução dos custos de energia elétrica, possibilitando ganho de eficiência ao ar condicionado, e também permitindo controle inteligente de luminosidade dos ambientes e controle dos brises da fachada.

Fonte: Revista O Empreiteiro

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