Multinacional quer intensificar atuação na compra de ativos na construção

A centenária empresa norte-americana Gordon Brothers, especializada na compra e venda ativos, restruturações e investimentos, quer intensificar atuação no Brasil. Segundo o diretor da companhia no País, Marcos Brandt, o momento é ideal para expansão por conta de perspectiva positiva à infraestrutura, um setor que se movimentará de forma rápida dentro desse quadro.

“Nós não somos banco. Somos uma empresa de fomento com muita experiência. O nosso objetivo é monetizar os ativos das empresas, a partir daquilo que pode se transformar em venda, ou por que estão ociosos ou por necessidade de renovação de frota ou por que precisam mesmo para continuar o negócio”, conta.

A Gordon Brothers tem um histórico de trabalho nos Estados Unidos muito forte na área de varejo, mas atua em vários outros setores.

No País, a companhia acredita que pode avançar sua atuação nos mercados de construção e mineração junto a construtoras e mineradoras.

“Temos várias formas de atuação e podemos auxiliar as empresas aqui a terem liquidez”, afirma, ressaltando tratar-se de uma companhia que usa capital próprio nas suas operações.

Ele argumenta que a compra e venda de máquinas aqui e no exterior é um mercado muito promissor, onde muitas vezes uma empresa quer se desfazer de parte ou de toda frota para se reposicionar no mercado.

“No entanto, essas avaliações precisam ser feitas com muito cuidado e planejamento, para que o negócio seja bom para os dois lados”, diz.

Ele acredita que o trabalho sendo feito de forma profissional rentabiliza mais, criando novas oportunidades.

Marcos afirma que a companhia não tem restrição em trabalhar com empresas em recuperação judicial, mas destacou que a Gordon Brothers não compra firmas nem participa de gestão. “Ficamos apenas no período em que a empresa precisa da gente”, ressalta.

A Gordon Brothers está presente em 25 países e com uma movimentação de transações e avaliações de US$ 70 bilhões por ano. No Brasil, a companhia abriu escritório há cerca de dois anos.

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