Petroquímica impulsiona aumento das vendas para o Exterior

O aumento das exportações para a China e o impulso nas encomendas de produtos petroquímicos impediram que as vendas do Grande ABC ao mercado internacional despencasse ainda mais.

A região registrou no primeiro quadrimestre uma queda de 39% no faturamento obtido com negócios no Exterior frente a igual período de 2008, devido à forte retração nas encomendas do setor automotivo, por causa da crise global, que gerou recessão em grande parte do mundo.

Outros segmentos, no entanto, como as resinas termopláticas (matéria-prima para a produção de embalagens e peças de plástico) como o polipropileno, fabricado pelo grupo Quattor no Grande ABC, se saíram melhor.

Em Mauá, esse item petroquímico – que lidera a pauta de exportações no município neste ano – ampliou em 62% a receita obtida com outros países, ao alcançar US$ 15 milhões. Em Santo André, outra resina, o polietileno, também apresentou aumento (de 18%, para somar outros US$ 15 milhões) dos pedidos de clientes no Exterior.

Segundo o diretor do departamento de Economia da regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Roberto Gianinni, as aquisições de commodities (produtos básicos, como minério de ferro, resinas e celulose) por parte da China neste início de ano ajudaram essa expansão.

As vendas de Mauá para o mercado chinês cresceram 928% de janeiro a abril deste ano em relação aos primeiros quatro meses de 2008 e as de Santo André para esse país tiveram salto de 901%.

Para o consultor João Luiz Zuñeda, diretor da Maxiquim Assessoria de Mercado, a Quattor busca sobretudo o relacionamento comercial de longo prazo, já que a cotação desses produtos caiu no Exterior e o Oriente Médio têm custos mais competitivos. “Também foi uma opção porque o mercado interno caiu”, afirmou.

Ribeirão Pires – Outra atividade que impediu uma queda mais forte das exportações das sete cidades foi a produção de cartuchos para espingardas e carabinas, produzidos pela CBC em Ribeirão Pires. Esse item teve crescimento de 26% nas encomendas ao exterior (ao somar US$ 27 milhões.

Fonte: Estadão

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *