Grupos pressionam por concessões de aeroportos ainda este ano

Grupos interessados nos três blocos de concessão de aeroportos no País pressionam o governo para licitá-los até o final do ano. A preocupação é que o processo tenha revés por conta do novo governo que assumir em 2019.

A Secretaria de Aviação Civil pretende licitar uma leva de aeroportos hoje administrados pela Infraero em três blocos. O bloco Centro-Oeste é integrado por aeroportos localizados no Estado do Mato Grosso:
Cuiabá, Rondonópolis, Alta Floresta e Sinop.

O bloco Nordeste inclui os aeroportos de Aracaju (SE), Campina Grande (PB), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE), Maceió (AL) e Recife (PE).

Por fim, o bloco Sudeste conta com os aeródromos de Macaé (RJ) e Vitória (ES).

Recentemente, o TCU pediu ajustes ao governo nos editais de licitação. Nos aeroportos de Cuiabá e Vitória, por exemplo, foram solicitados novos estudos de engenharia. No de Macaé, o TCU pediu diminuição dos investimentos previstos.

Grupos nacionais e internacionais têm demonstrado interesse nas futuras licitações aeroportuárias, mas fontes do governo informam que eles pedem pressa por conta de possíveis mudanças que possam ocorrer no processo com o resultado das eleições.

 

 

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Leilão de aeroportos reduz outorga para R$ 3 bilhões

O leilão de concessão dos aeroportos de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS), marcado para 16 de março de 2017, teve o valor de outorga reduzido a pedido dos investidores, com pagamentos a vista de 25% e carência de 5 anos para iniciar o desembolso do restante, além da ausência da Infraero nas empresas concessionárias a serem formadas. Para esquentar mais esse setor, volta-se a falar da concessão do aeroporto de Congonhas (SP), de onde parte a Ponte Aérea Rio-São Paulo, o trajeto mais lucrativo em transporte aéreo.

Fonte: Redação OE

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Obras de modernização do aeroporto de Aracaju

A ampla linha de produtos Ammann estava presente na modernização do aeroporto de Aracaju, em Sergipe. Quatro equipamentos da marca suíça foram usados na reforma e ampliação da pista de pouso e decolagem do complexo aeroportuário. As melhorias, segundo a Infraero, possibilitaram que novos voos fossem incorporados às 20 viagens diárias. Os trabalhos foram iniciados em 2013 e encerrados no primeiro semestre de 2016.

O aeroporto de Aracaju é o único aeródromo público do Estado que recebe voos regulares. Distante 12 km do centro da cidade, o complexo tem movimento diário de cerca de 6 mil pessoas. De acordo com a empresa pública, que administra o aeródromo desde 1975, mais de 1 mil profissionais trabalham no local para atender principalmente executivos e turistas. Também se destacam as operações diárias de helicópteros, que fazem o transporte de funcionários às plataformas de petróleo no litoral de Sergipe e Alagoas.

As obras, realizadas pelo consórcio das empresas Alves Ribeiro Construtora e Conenge, contaram com investimento de R$ 64,2 milhões. Na primeira fase, segundo o diretor de equipamentos da Alves Ribeiro, Rui Sousa, foi refeita a camada asfáltica do sistema de pátio de aeronaves. “Houve melhorias na estrutura e fizemos o recapeamento de 3,5 mil m da pista”, descreve.

No processo de pavimentação, conforme Rui Sousa conta, foram usadas uma usina de asfalto Prime 140 da Ammann, para a produção de mistura asfáltica, uma vibroacabadora AFT500G e três rolos AV110X, AP240 e ARX26, da mesma marca, que executaram os trabalhos de compactação. “Tive conhecimento dos produtos Ammann na Europa. A usina de asfalto da Ammann é mais avançada que a da concorrência”, elogia o diretor de equipamentos.

Segundo ele, uma das principais vantagens da Prime 140 Ammann refere-se aos queimadores, que possibilitam a economia de energia. “O misturador permite uma boa textura, deixando o produto mais homogêneo”, afirma, citando que o maquinário atingiu satisfatoriamente a produção de 140 t de asfalto por hora. “Tanto a vibroacabadora quando os rolos compactadores atenderam perfeitamente as necessidades das obras. Não tivemos problemas técnicos com nenhum deles”, garante.

Obras tiveram auxílio de vibroacabadora

Fonte: Redação OE

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Alojamentos voltados ao conforto, higiene e segurança

A Domus presta serviços de alojamentos e hospedagens voltados ao mercado corporativo, especialmente para empresas de engenharia nos setores de montagem, construção civil e infraestrutura. Com sede em São Paulo (SP), tem atendimento nacional.

O diferencial da empresa está na preparação dos alojamentos e hospedagens de maneira personalizada para cada empreendimento, iniciando pela análise das necessidades específicas, passando pela montagem e preparação das instalações, culminando em uma gestão eficiente que proporciona conforto, higiene e segurança aos alojados.

A empresa foi responsável pelo alojamento no projeto de expansão da Samarco, conhecido como P4P, em Mariana (MG). Foram alojadas mais de 1.300 pessoas em uma cidade com perfil histórico e com escassez de estruturas para alojar. No total, mais de 80 repúblicas foram estabelecidas, em uma logística complexa. Com o projeto, foi obtido alto índice de satisfação, com a Domus sendo submetida a rigorosos e sistemáticos procedimentos de fiscalização durante o contrato.

Fonte: Redação OE

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A engenharia aplicada para solucionar conflitos

Os projetos atuais têm cada vez mais limitações de tempo e recursos, o que torna usual a realização de suas fases de forma concomitante. E é neste novo e dinâmico cenário que surge a pactuação de negócios por meio de instrumentos contratuais, os quais tentam especificar e impor um número imenso de regras aos acordos. Entretanto, é impossível prever-se tudo o que irá ocorrer no transcurso de um projeto. Situações inesperadas podem surgir durante a execução dos trabalhos, descaracterizando o negócio e causando, para uma das partes, um desequilíbrio que obriga a mesma a apresentar uma reivindicação (ou claim).

O mercado ainda não assimilou esse novo cenário, e as questões relacionadas à administração de contratos, que devem permear toda e qualquer atividade de engenharia, ficam em segundo e terceiros planos, contribuindo para o fracasso de muitos projetos. Nesse contexto, enquanto em países como Inglaterra e Estados Unidos os assuntos de desvios de contratos são tratados no dia a dia por engenheiros experientes, no Brasil esse tema ainda é abordado de forma amadora, e o profissional de engenharia focado na avaliação dos desvios de contrato e nas suas correções ainda não é participante comum nos empreendimentos.

A brasileira Hormigon tem estudado esse fenômeno no País. Para oferecer expertise nessa área, ela firmou aliança estratégica com a Navigant Consulting, empresa norte-americana com expertise global na engenharia aplicada à solução de conflitos.

A Hormigon foi fundada em 2003, e tem em seu currículo mais de 500 contratos de engenharia avaliados, no Brasil e no exterior, seja com foco preventivo ou corretivo. Do ponto de vista preventivo, a empresa acompanha empreendimentos desde seu início, com foco em assegurar que esses projetos sejam eficientemente geridos e tenham seus riscos controlados. As análises centram principalmente em indicadores econômicos do contrato (dados de proposta x reais), e na qualidade dos registros elaborados, essenciais em caso de reivindicações ou na defesa delas. Já no aspecto corretivo, a empresa avalia os desvios de contrato, e calcula os danos econômicos por meio de exercícios que possibilitam opiniões objetivas e sólidas a respeito de causas de atrasos, de perda de produtividade e de outros danos.

A experiência dos profissionais da Hormigon em ambientes de mediação, arbitragens e negociações de conflitos colaboram na formação de suas opiniões. Atualmente a empresa participa de arbitragens envolvendo engenharia, principalmente nos setores de mineração, siderurgia, energia, infraestrutura, imobiliário, óleo e gás e manutenção.

Fonte: Redação OE

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Aeródromos a serem concessionados devem receber R$ 6 bi em obras

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que o investimento estimado nos quatro aeroportos a serem concessionados neste segundo semestre deve chegar a R$ 6 bilhões. Boa parte do recurso terá que ser usado nos primeiros anos de concessão.

O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), receberá investimentos de R$ 1,6 bilhão. Já o Aeroporto Internacional Hercílio Luz, de Florianópolis (SC), tem recursos previstos de R$ 887 milhões.

O Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, de Salvador (BA), deverá alcançar R$ 2,2 bilhões; e o Aeroporto Internacional Pinto Martins, de Fortaleza (CE), os investimentos chegam a R$ 1,3 bilhão.

O prazo de concessão será de 30 anos, com exceção do aeroporto de Porto Alegre, que terá prazo de 25 anos.

De acordo com proposta do edital, obras imediatas deverão ser feitas pelas concessionárias que assumirem os aeroportos, incluindo banheiros, sinalização, iluminação, estacionamentos, climatização, escadas e esteiras rolantes, elevadores e esteiras de restituição de bagagens, além de melhorias nas edificações.

No aeroporto de Porto Alegre, as obras envolvem ainda construção de novo terminal de passageiros e reforma do existente, expansão da pista de pouso e decolagem, ampliação do pátio de aeronaves, aumento do estacionamento de veículos e melhoria no terminal de cargas.

No de Florianópolis, as intervenções concentram-se no sistema de pista, pátio de aeronaves, terminal de passageiros, estacionamento e terminal de cargas.

O aeroporto de Salvador terá que construir nova pista de pouso e decolagem, ampliação da área de pátio de aeronaves e do terminal de passageiros, além de aumento do estacionamento e terminal de cargas.

Por fim, no aeroporto de Fortaleza, pelo edital de concessão, existem obras a serem realizadas na pista, pátio de aeronaves, terminal de passageiros, estacionamento e terminal de cargas.

Fonte: Programa de Aceleração do Crescimento

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Construção do aeródromo na década de 70 teve inovações

A construção do Aeroporto do Galeão, na década de 1970, foi destaque na engenharia brasileira naquela época por causa da implantação da primeira pista de concreto protendido do País, realizada a partir do processo alemão Dywidag, além de um trem concretador, capaz de proporcionar alta produção.

Na aplicação do processo de protensão Dywidag, era preciso desenvolver a placa na profundidade correta para o novo aeroporto. A alta produtividade obtida com o método causou surpresa.

Alemães vieram para o Brasil transferir tecnologia, mas conseguiam produzir, no máximo, sete placas no mês. Os brasileiros aprenderam tão bem o processo que chegaram ao recorde de 51 placas mensais.

O trabalho exigia cuidado para que as placas não fissurassem devido ao atrito delas com o solo, enquanto o concreto ainda apresentava baixa resistência. Assim, era necessário aplicar protensão nos cabos quando o concreto ainda tinha baixa resistência e aumentá-la gradativamente.

Para proteger as extremidades dos cabos de aço protendido Dywidag e, para evitar a corrosão, os engenheiros brasileiros tiveram a ideia de utilizar copos plásticos de café cheios de uma mistura epóxica. A solução, embora simples, agradou muito os alemães.

Outro aperfeiçoamento brasileiro ao método alemão foi a criação de uma espécie de ábaco, desenvolvido com base em medições das primeiras placas concretadas. Ele permitia que as extremidades das várias faixas de concretagem de uma mesma placa (seis faixas na pista de pouso e três na de rolamento) ficassem perfeitamente alinhadas depois de prontas.

Cada faixa tinha cerca de 100 m de comprimento e era ajustada de acordo com a hora de concretagem e a temperatura. Dessa forma, depois da protensão, as extremidades tinham o mesmo alinhamento, coisa que até então não tinha sido conseguida na Alemanha. Embora do ponto de vista técnico não fosse relevante, o cuidado garantia um resultado estético perfeito.

O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro foi inaugurado em janeiro de 1977.

Em 1992 foi iniciada a construção de um segundo terminal de passageiros do aeroporto. Uma das inovações do Terminal 2 foi uma estrutura espacial sustentando a laje pré-moldada de cobertura, com vão de 37 m, algo inédito no País, que substituiu a laje de concreto tradicional. Outra mudança em relação ao primeiro terminal, que teve sua estrutura em concreto toda moldada in loco, foi a utilização de vigas pré-moldadas. Já o edifício garagem foi executado com estrutura mista, incluindo laje steel deck. (Fonte: acervo revista O Empreiteiro)

Fonte: Redação OE

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Compatibilizar a montagem foi a última etapa de ampliação do Galeão

Novo píer de 100 mil m² é entregue para os Jogos Olímpicos; multiplicidade de sistemas revela o intenso trabalho de integração
Augusto Diniz – Rio de Janeiro (RJ)

Quando a revista O Empreiteiro esteve há pouco mais de um ano no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim – Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), realizando reportagem sobre o andamento das obras de ampliação do local, a estrutura toda pré-fabricada do Píer Sul, de 100 mil m² com três alas (A, B e C), já estava quase pronta. Na época, Pedro Moreira, diretor de contratos do Consórcio Construtor Galeão (Odebrecht Infraestrutura – 90% e MPE – 10%), ressaltara o intenso trabalho das obras civis.

Um ano depois, poucos dias antes da inauguração do novo píer, a conversa com engenheiro civil responsável foi outra. A entrevista centrou-se na montagem dos modernos sistemas implementados na estrutura.

“Em primeiro lugar, explico que se implantou o que tem de mais moderno em aeroporto”, conta Pedro. “Mas a compatibilização de todos os sistemas não foi fácil.”

Pedro Moreira: Compatibilizações

Os sistemas incluem iluminação, som, dados, ar condicionado, controle de acessos, computadores de portão, esteiras e escadas rolantes, elevadores, pontes de acesso às aeronaves (os chamados fingers), combate a incêndio e redes hidráulicas e de elétrica.

O Píer Sul tem 26 pontes de embarque – no extremo da asa A estão as seis pontes de embarque para aviões do tipo A 380, o maior do mundo para passageiros.

“Tem-se um projeto para cada item. Precisou-se fazer a compatibilização de todos eles e depois integrar”, diz. Para auxiliar no processo de compatibilização, foi usado o software Solidworks, o mesmo aplicado no desenvolvimento das complexas plataformas de petróleo.

Pedro conta que as instalações tomam tempo e exigem sincronismo. Em alguns casos, é preciso até fazer intervenção física na estrutura já construída. “Curiosamente, os itens mais trabalhosos são os pequenos, como iluminação e som. Eles demandam muita mão de obra no local. Ao contrário dos sistemas eletromecânicos (escadas rolantes, esteiras etc.), que chegam prontos e exige-se apenas sua montagem”, afirma.

Para se ter uma ideia do trabalho que deu somente a montagem de iluminação, foram 17 mil luminárias instaladas. Já o conjunto de cabos elétricos e eletrônicos introduzidos na estrutura passou de 3 milhões de m.

26 novas pontes de embarque no aeroporto

Em agosto de 2014, o consórcio RioGaleão, formado pela Odebrecht Transport e Changi Airports International (Cingapura), assumiu por 25 anos a administração e operação do Aeroporto Internacional Tom Jobim – Galeão. Até o fim do período de concessão, o RioGaleão terá investido R$ 5 bilhões no aeroporto.

Sistemas diversos implementados onde somente a iluminação conta com 17 mil itens

Na ligação dos sistemas com o Terminal 2 existente, que é a partir dele que o passageiro tem acesso ao novo píer, o consórcio construtor encontrou outro desafio. “Revitalizamos 35 mil m² do Terminal 2, dos cerca de 100 mil m². Mas ele tem uma estrutura diferente, pé-direito mais baixo, com passagem de redes mais estreitas”, menciona Pedro. Isso exigiu a compatibilização também dessa interligação do novo com o antigo.

O Terminal 2, no trecho de intervenção, sofreu demolição de alvenaria existente e colocação de divisórias drywall; execução de contrapiso e colocação de piso de granito e porcelanato; e introdução de forro e instalações eletromecânicas. É neste espaço que se dará o check in e controle de passaporte de passageiros, antes dos mesmos ingressarem no novo píer.

O diretor da Odebecht lembra ainda que tudo isso tinha que ser feito sem atrapalhar o funcionamento do aeroporto.

Foram 3 mil pessoas envolvidas na etapa de instalações – no pico, no segundo semestre do ano passado, o total de trabalhadores alcançou 7.800 na obra.

O engenheiro explica que uma central de controle, instalada no Terminal 1, fará todo o monitoramento dos sistemas, desde definir a intensidade de luz até a temperatura do ar condicionado no novo píer.

Terraplenagem

Com o novo píer no Aeroporto do Galeão, foi necessária também a construção de pátio de aeronave com 260 mil m² – na verdade, uma extensão do existente.

O solo removido foi levado para a área próxima ao mesmo local de onde se retirava solo para o aterro – a localização da jazida fica no lado oposto ao pátio do aeroporto, dividido pela estrada de acesso aos terminais do aeródromo.

A ordem do trabalho nesta etapa, no trecho de pavimento rígido, foi a seguinte: retirada do solo, serviços de geotecnia e fundação, aterro comum, tratamento de solo (rachão e geotêxtil) e drenagem com tubos de PEAD de até 1,50 m de diâmetro, aterro compactado e controlado, impermeabilização, colocação de camada de BGS e BGT, compactação e camada de concreto de 36 cm.

A terraplenagem do pátio começou em setembro 2014 e só terminou em dezembro 2015.

Descrição das obras dos pavimentos rígido e flexível do pátio de aeronaves, na área do Píer Sul

Cobertura

O cone de aproximação aérea – área de segurança de tráfego aéreo – exigiu que a montagem da cobertura do novo píer se procedesse de maneira a não invadir a zona especial, durante o posicionamento da estrutura metálica.

Assim, as peças da cobertura foram elaboradas em tamanhos suficientes para serem erguidas por guindastes de até 300 t, sem que os trabalhos invadissem o cone de aproximação aérea.

A cobertura possui duas camadas para garantir estanqueidade e, ao mesmo tempo, diminuir a incidência de calor no píer, relata Pedro Moreira. Primeiro, foi feita uma laje de concreto, posteriormente impermeabilizada com poliuretano (PU). “O concreto com impermeabilizante foi desenvolvido pelo consórcio construtor e substitui a tradicional manta asfáltica, que exige o uso de maçarico e toma tempo”, expõe. Depois da laje, montou-se a estrutura com telhas metálicas.

As fachadas foram cobertas de pele de vidro antirruído e antitérmico, com cada peça, em média, medindo 1,25 m x 3,00 m.

Edifício-garagem no Terminal 2

O edifício-garagem do Terminal 2 do Aeroporto do Galeão foi ampliado e recebeu quatro pisos na estrutura (além dos três existentes), com 53 mil m² de área nova construída, e mais 2 mil novas vagas de estacionamento. Já totalmente em operação, a sua ampliação fez parte do projeto de melhorias do aeródromo para os Jogos Olímpicos.

A inovação dessa construção foi a adoção de lajes pré-fabricadas, com o uso da tecnologia BubbleDeck, que utiliza esferas de plástico no lugar do concreto que não desempenha função estrutural.

As esferas de polipropileno, com 36 cm de diâmetro, são inseridas de forma uniforme entre a armação de aço. Foram usadas mais de 180 mil esferas plásticas em cerca de 3.800 lajes pré-fabricadas. A carga de cada laje é de 450 kg/m².

As lajes pré-fabricadas já vêm com o sistema BubbleDeck. As lajes pré-fabricadas são lançadas na estrutura e posteriormente finalizadas com armadura complementar para consolidação. O uso do método representa economia de custo e diminuição de prazo de implantação, com elementos 35% mais leves do que os convencionais.

Qualidade

Em dezembro do ano passado, o consórcio obteve o ISO 9001 de obra aeroportuária pelo Bureau Veritas. Segundo Pedro, trata-se de um reconhecimento e tanto, porque, na maioria das vezes, a certificação em obras alcança apenas uma parte dela. “O ISO em obras desse tipo se limita muitas vezes a uma atividade, mas no nosso caso foi tudo”, afirma.

Houve uma intensa busca pela qualidade, conta o engenheiro. Ele relaciona testes de instalação feitos no período de concorrência, o acompanhamento no fornecedor de fabricação de sistemas para o novo píer e até a qualidade de insumos, como brita. “Queríamos fazer o melhor possível dentro de uma política de austeridade”, diz.

O período curto da obra, iniciado em setembro de 2014 e encerrado em abril, para o píer operar plenamente nos Jogos Olímpicos, é apontado por Pedro como um empecilho extra no desenvolvimento do projeto.

Pisos de lajes pré-fabricadas com adoção de esferas no lugar do concreto

Ficha Técnica – Construção do Píer Sul do Aeroporto do Galeão (RJ)

Consórcio Construtor: Odebrecht Infraestrutura (90%) e MPE (10%)

Projetista: Intertechne

Parceiros destacados: Brafer (estrutura metálica – cobertura), CPC Estruturas (edifício conector, pontes de embarque e edifício-garagem), Cassol, CPI, Engemolde (pré-fabricados), Construtora LPV (obras), Holanda Engenharia (controle), NEC (integrador de sistemas), ThyssenKrupp (esteiras e escadas rolantes, elevadores e pontes de embarque), Ulma (fôrmas e escoramentos), Confiança (alumínio e vidro), Leth (gesso), Tec Dutos (ar condicionado), Composite, Radial, Solepoxy (revestimentos), Alubauen (esquadrias e fachadas), Zocal (locação de equipamentos), 3Z (guindastes).

Fonte: Redação OE

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