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Mini ETE reduz impacto ambiental nas obras de um shopping

Com quase todas as obras concluídas, será inaugurado até o meio do ano o Aparecida Shopping, na Região Metropolitana de Goiânia (GO). O empreendimento possui 48 mil m² de área construída e um terreno de área total de 52 mil m². A área bruta locável (ABL) total é de 27.000 m² e ela deve ser entregue em duas etapas.

A Toctao é a responsável pelo gerenciamento da obra. O investimento no novo shopping chega a R$ 250 milhões e foi aplicado pela Saga Malls – pertencente ao grupo Saga, JC Distribuição e Mará Participações. O grupo possui seis centros comerciais já em operação, três em desenvolvimento (incluindo o Aparecida Shopping), além de torre empresarial e hotel – todos localizados na região Centro-Oeste.

Na construção, foi implementado o projeto Ecoágua no canteiro, que consistia de uma estação compacta e portátil de tratamento de e?uentes de obras – a iniciativa chegou a receber ano passado 21º Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade.

Desenvolvido pela Toctao, em parceria com o Senai-GO, o projeto destinou de forma mais adequada os e?uentes gerados pelos processos de execução, especialmente dos serviços de pintura, produção de argamassa e aplicação de concreto, bem como do uso dos chuveiros dos vestiários pelos funcionários.

Assim, a cada 25 minutos, o equipamento produzia 300 l de água de reúso tratadaA gerenciadora conta que pagava pelo metro cúbico de água potável da Companhia Saneamento de Goiás (Saneago), consumida na obra do Aparecida Shopping, o valor de R$ 15, enquanto o custo da água de reúso tratada pela mini ETE representava R$ 3,35 – valor 4,47 vezes menor, que reduz o uso de água potável em cerca de 80%, segundo a gerenciadora da obra. Os valores foram estimados em um consumo médio no canteiro de 5 m³ (5 mil l) por dia, por 20 dias por mês, durante 12 meses, o que totaliza 1.200 m³ de água.

O produto fnal é uma água transparente e inodora, com condições sanitárias para manuseio. “A ideia é que a mini ETE seja uma alternativa viável a qualquer obra, mesmo que o seu projeto não ofereça este recurso sustentável”, explica a gestora ambiental da Toctao, Cinthia Martins, que coordenou o projeto.

Os trabalhos no canteiro tiveram início no segundo semestre de 2014, e a estrutura do shopping é toda pré-fabricada em concreto armado e protendido (pilares, vigas e lajes).

Já a cobertura foi erguida em estrutura metálica com telhas isotérmicas, que proporcionam redução do consumo de energia elétrica de 36% a 42%. Os fechamentos laterais são também em painéis isotérmicos, com capacidade de redução do consumo de energia de 14% a 20%.

O centro comercial é 100% climatizado (inclusive subesta-ções), em sistema de condicionamento realizado através de expansão direta, com a utilização de unidades condicionadoras tipo multisplit de alto rendimento.

A fachada conta com painéis isotérmicos nas cores branca e alaranjada, ventilada em porcelanato, com pele de vidro nas entradas principais para aproveitamento da entrada de luz natural. O shopping receberá 180 lojas, salas de cinema e praça de alimentação. Segundo a administradora, mais de 90% do espaço
já foi comercializado.

Ficha Técnica – Aparecida Shopping em Aparecida de Goiânia (GO)

Gerenciamento e construção:Toctao

Estrutura pré-moldada:Concrebem
Fechamento lateral (painéis wall pur):Isoeste
Estrutura metálica e cobertura:Medabil
Instalação elétrica:CEL
Pavimentação e terraplenagem:Costa Brava

Fundação:Engesol

Elevadores e escadas rolantes: Atlas Schindler e Orona

Forro e paredes drywall:Gessolar
Estruturas metálicas internas:Construgyn e Barsoni
Pintura:Pontual
Esquadrias de alumínio:Gynglass

Vidros:Tempervidros

Ar Condicionado:Joule
Automação:E-Vertical
Instalação de incêndio:Montmec
Gás: Ultragaz

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Complexo multiuso integra prédios tombados e novas edificações

Augusto Diniz
Em um terreno de 30 mil m², numa região altamente adensada a duas quadras da Avenida Paulista, realiza-se hoje uma das mais importantes obras na capital paulista.
Trata-se da construção da Cidade Matarazzo. No local funcionou por quase 90 anos um hospital e uma maternidade. Inaugurado em 1904, o complexo hospitalar foi mais um entre os vários projetos desenvolvidos na capital paulista pelo Conde Francisco Matarazzo e expressa a arquitetura italiana estabelecida naquela época no Brasil. Integrado ao espaço, funcionava uma capela. Em 1986, antes de seu fechamento em 1993, boa parte do conjunto foi tombada pelo patrimônio histórico.
Agora, o Boulevard Matarazzo, que adquiriu a área em 2008, investe para recriar o espaço com um hotel (a ser operado pela rede Rosewood), uma torre e um prédio comercial, além de um centro de compras. O projeto é do premiado arquiteto francês Jean Nouvel.
Porém, para fazer tudo isso, uma extensiva operação de escavações e contenções está em andamento. Além disso, será preciso ainda fazer um minucioso trabalho de restauração das edificações tombadas.
Todo o complexo terá aproximadamente 140 mil m² de área construída. – desde o ano passado, a entrega do empreendimento está prevista para 2019.
FRENTES DE TRABALHO
As execuções na Cidade Matarazzo estão divididas emvárias frentes de trabalho, de acordo com a Tessler Engenharia, gerenciadora da obra.
A primeira delas contemplou a demolição controlada de construções existentes (inclusive uma edificação de oito andares) não tombadas no grande terreno do complexo – apenas uma edificação não tombada, anexa ao antigo hospital, ficou de pé e aguarda definição do destino.
Ainda nesta frente estão incluídos os trabalhos de terraplenagem, além da aplicação do Termo de Compromisso Ambiental (TCA) acordado com os órgãos responsáveis.
Na segunda frente, ocorrem os serviços de escavação e contenção da área da torre de 25 andares que será erguida.
As contenções vão a 30 m de profundidade. O motivo disso está relacionado à construção no subsolo de estacionamento que terá de 5 a 8 andares, dependendo do trecho.
O estacionamento não se restringe a área da torre a ser construída e parte dele avança no subsolo do terreno, por debaixo das construções já existentes no local – o que exige novas contenções, além de reforços estruturais nas edificações existentes.
Estacões e tubulões foram posicionados para as contenções onde se construirá a torre e o estacionamento. As fundações desse novo prédio estão sendo executadas com estacas escavadas retangulares (barrete).
A torre a ser erguida terá 22 andares construídos em concreto e três em estrutura metálica. Ela possui um formato bastante peculiar. A estrutura em concreto será moldada in loco com concreto auto adensável.
A partir do 22º andar, será construída uma penthousecobertura) de três andares com pé-direito duplo em estrutura metálica.
Os fechamentos externos de toda a torre são em caixilhos de vidro e venezianas apoiadas sobre a laje, com brises e pérgulas metálicas fixadas na fachada para controle da luz solar.
Plantas e flores ornamentarão as quatro faces da torre, lembrando uma “floresta vertical”, como se define na descrição do projeto do empreendimento.
A terceira frente de trabalho envolve a construção de um prédio de escritórios de seis andares. Já a quarta frente inclui a reforma e restauração do bloco da antiga maternidade, de 6.700 m² e quatro pavimentos, que se transformará em hotel.
O hotel, o primeiro da rede Rosewood no País, terá restaurantes, bares e piscina. Ele será integrado a torre, que terá além de apartamentos, lojas, academia, estúdio de música e spa. Já o prédio de escritórios contará com a parte de uso de apoio ao hotel, com centro de convenções, ballroom e cinema.
O hotel terá interligação com a torre e o edifício de escritórios – um túnel de vidro conectará a área social do hotel com a torre. Haverá também um túnel de ligação com uma rua adjacente ao empreendimento a partir do hotel.
A Tessler relata que no serviço de restauro, a configuração da maternidade será mantida, preservando a circulação interna e fachadas, além do saguão principal devido ao tombamento.
As áreas receberão novos acabamentos e revestimentos de alto padrão. Destaca-se que onde será feito o hotel já se deu o início do preparo para a montagem das instalações, que envolverão elétrica, hidráulica, ar condicionado, automação, sistema de circulação vertical, sistema de prevenção e combate a incêndio e tratamento acústico.
Os trabalhos na edificação existente, que funcionava como um hospital e se transformará em um centro comercial, compõem a quinta frente de trabalho. Este prédio tombado tem cinco blocos e estava previsto o início de limpeza e remoção de entulho de seu interior.
Por fim, a última frente de trabalho envolve uma antiga capela também tombada, que passa atualmente por reforço estrutural – depois de restaurada novamente receberá cultos.
Há hoje aproximadamente 170 trabalhadores no canteiro de obras, mas esse número vem aumentando progressivamente.
No pico, programado para o primeiro semestre de 2018, cerca de 2 mil pessoas devem estar trabalhando na
obra, principalmente por conta dos serviços de montagem, instalação e acabamento em todo o empreendimento. Atualmente, os trabalhos estão concentrados no desenvolvimento
da infraestrutura.
A Tessler esclarece que pelo fato do complexo estar localizado em área altamente adensada, trabalhou-se com restrição de ruído em acordo com a vizinhança.

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Saint-Gobain comemora 350 anos, 78 só no Brasil

O Grupo Saint-Gobain estabeleceu três diretrizes para o crescimento na América do Sul, região da qual o Brasil detém sua maior participação. O primeiro deles é crescer de forma orgânica, o segundo é buscar novos mercados e o terceiro é trabalhar a excelência operacional de suas mais de 60 fábricas no continente, entre elas, 53 no Brasil. Essa estratégica foi apresentada pelo presidente da companhia para o Brasil, Argentina e Chile, Thierry Fournier, durante evento, no início deste mês de novembro, em São Paulo, que marcou as comemorações dos 350 anos da companhia no mundo.

 

“No Brasil, este ano foi complicado, e o próximo não será diferente”, admitiu Fournier. Porém, o principal executivo da empresa no Brasil ressaltou que, “ao longo de todos esses anos de operação por aqui, já passamos por várias crises econômicas, mas nossa visão do País é sempre de longo prazo”. Segundo ele, o que ajuda é que o Brasil tem muitos recursos naturais e um grande mercado consumidor.

 

Fournier lembrou que a Saint-Gobain investiu R$ 500 milhões no Brasil neste ano. “Inauguramos cinco novas fábricas e três lojas Telhanorte, desde 2014”, destacou. Porém, sem especificar valores, ele adianta que os investimentos no País serão naturalmente menores em 2016. Porém, o executivo destaca que a empresa vai buscar novas oportunidades de crescimento geograficamente e que vai intensificar a melhoria da produtividade do seu parque fabril.

 

O presidente da Saint-Gobain se diz decepcionado com o desempenho do setor de infraestrutura, notadamente nos negócios de água e saneamento básico. “O Brasil precisa de água, e todos os projetos nessa área estão atrasados”, frisou.

 

A companhia fabrica tubos de fero fundido para saneamento em sua unidade de Barra Mansa, no interior do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com o diretor geral da Saint-Cobain Canalização, David Molho, o segmento de obras públicas teve forte redução neste ano, em comparação ao ano anterior. Em 2014, utilizávamos 100% da capacidade de produção da nossa fábrica de tubos. Neste ano, estamos com índice entre 60% e 70%”, disse. O executivo lembra, ainda, que a fábrica de Barra Mansa havia ampliado sua capacidade de produção de 130 mil para 150 mil t por ano.

 

Molho afirma que 80% das soluções de água e esgoto da Saint-Gobain são voltadas ao mercado de saneamento básico. Os outros 20%, atendem o mercado industrial, dos quais 10% se referem à construção civil. “E a construção civil nem cresceu este ano.”

 

O diretor disse que a linha predial cresceu muito em 2014, por conta das obras da Copa do Mundo. Mas esse resultado não se repetiu neste ano. “Buscamos diversificar nossos mercado, atuando em obras de aeroportos, como o de Guarulhos, em São Paulo, e do Galeão, no Rio de Janeiro”, explicou. Também a empresa reforçou a participação no segmento de hotelaria e de shopping centers, com produtos customizados para drenagem e captação de água.

 

A Saint-Gobain foi fundada em 1665,  na França, com a criação da Manufatura Real de Vidros, durante a construção do Palácio de Versailles, por Luis XIV.  De lá para cá, acompanhou todas as mudanças arquitetônicas do mundo.

 

Hoje, está presente em 66 países, com faturamento global de 41 bilhões de euros (em 2014) e 170 mil funcionários em todo o mundo. Posiciona-se como um grupo global, mas com respostas locais em cada país em que atua. Atua em vários mercados, como o de construção civil, indústrias automotiva, pesada e manufatureira, de petróleo e gás, de ponta (aeroespacial, eletrônica e médica), além do varejo de materiais e produtos para construção. No Brasil, são 39 lojas Telhanorte. (José Carlos Videira)

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Várzea Grande Shopping utiliza geração própria nos horários de ponta

Obra vertical aproveita ao máximo o terreno em frente ao Aeroporto de Cuiabá

 

Torre de termoacumulação com 4 bilhões de litros de água gelada contribui ainda para a melhor eficiência do sistema de ar condicionado

José Carlos Videira – Várzea Grande (MT)

 

A Saga Malls inaugurou, no último dia 17 de novembro, o Várzea Grande Shopping, primeiro centro de compras da cidade de Várzea Grande, no Estado do Mato Grosso. Construído em 30 meses, o empreendimento está localizado bem em frente ao Aeroporto Internacional de Cuiabá – Marechal Rondon, uma das áreas mais valorizadas do município mato-grossense, colado à capital, Cuiabá.
 

A localização privilegiada, porém, num terreno de 25 mil m², exigiu dos projetistas uma estrutura verticalizada, para aproveitar ao máximo o espaço exíguo. Edificado em cinco pavimentos, o shopping center totaliza 102 mil m² de área construída, perfazendo uma área bruta locável de 35 mil m².

 

O shopping abriu as portas para o público com 112 operações, mas deve chegar a 144 no final do ano, prevê o CEO da Saga Malls, Fernando Maia. “O público consumidor esperado para este novo empreendimento deve chegar a cerca de 900 mil por mês”, calcula o empresário.

Maia, da Saga Malls: público de 900 mil/mês
 

O empreendimento é o resultado de investimento de R$ 200 milhões realizado pela Saga Malls, juntamente com o Grupo São Benedito, a GMS Imobiliária e Construtora e o Grupo AS. De acordo com Maia, o Estado de Mato Grosso tem um grande potencial para esse tipo de empreendimento. “A crise por aqui é amortecida por conta de toda a pujança do agronegócio”, explica o empresário.

 

O conforto térmico e a economia de energia são destaques no projeto do Várzea Grande Shopping. O centro de compras, que está numa das regiões mais quentes do Brasil, conta com uma torre de água gelada com 4 bilhões de litros de capacidade para contribuir com a eficiência do sistema de ar condicionado. O shopping possui ainda uma miniusina de força, movida a diesel, com capacidade de 3,5 MW, que vai garantir a demanda total do prédio durante 3h por dia, de segunda a sexta-feira.

 

Dois por ano

A Saga Malls, com sede em Goiânia (GO), desenvolve, comercializa e faz a gestão de shopping centers, e tem atuação importante nesse segmento no Centro-Oeste. Segundo Maia, os investimentos da empresa em novos shoppings vão continuar. “Temos mais três projetos em andamento na região”, ressalta.

 

O empresário afirma que o DF Plaza, em construção em Águas Claras, no Distrito Federal, deve ser inaugurado em abril do próximo ano. Outro empreendimento a cargo da Saga Malls, segundo Maia, é o Aparecida Shopping,  na cidade de Aparecida de Goiânia  (GO ). “Esse ficará pronto ainda no primeiro semestre do ano que vem”, garante. Já o América  Shopping,  em obras na cidade de Trindade, a cerca de 30 km de Goiânia, segundo o CEO da Saga Malls, está previsto para 2017.

 

De acordo com o diretor da Saga Malls Fernando Castanheira, a meta da empresa é inaugurar dois shoppings centers por ano, até 2018. A empresa, que integra o Grupo Saga, com mais de 40 anos de atuação no mercado varejista nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil, tem participação em cinco shoppings em operação, que somam 140 mil m² de ABL.

 

Conforme antecipado à revista O Empreiteiro, em sua edição de julho, Castanheira ressaltava que a Saga Malls tem planos que vão além do Centro-Oeste. Segundo ele, a empresa também pretende chegar ao Tocantins, na Região Norte, e também à Região Sudeste, sem especificar o Estado. Além disso, vai continuar a construir mais shoppings em Goiás e no Distrito Federal.

 

Ficha Técnica – Várzea Grande Shopping (MT)

 

– Empreendedor: Saga Malls, São Benedito Imobiliária e Construtora, GMS Imobiliária e Construtora e Grupo AS

– Valor: R$ 200 milhões

– Área do terreno: 25.845,71 m²

– Área construída: 102.591,21 m²

– Conclusão da obra: Outubro de 2015

– Projeto de arquitetura: Griffe Arquitetura

– Projeto estrutural: Entec Engenharia Técnica e Econômica e Medabil Sistemas Construtivos

– Gerenciamento e construção: Várzea Grande Investimentos e Participações

– Projeto de instalações hidráulicas e elétricas: Tecno Projetos e Automatize Engenharia

– Paisagismo: Takeda Arquitetos Paisagistas

– Empresa responsável pelos serviços de terraplenagem: Escavarocha Locações e Transportes, Escavoeste,Terraplanagem e Alvarenga Escavações

– Empresa responsável pelos serviços de fundações: Funsolos Construtora e Engenharia

– Montagem industrial: Medabil Sistemas Construtivos

– Principais fornecedores de máquinas, equipamentos,   materiais e insumos: ArcelorMittal, Votorantim, Copacel, Concremax, Marcon Guindastes, J.C. Munk, Mills Rental, Atlas, Ciplan – Cimentos Planaltos, CEL Engenharia e JAM Engenharia

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Pré-construção otimiza obra de shopping

Empreendimento com quase 100 mil m² de área construída entra na fase final de obras

 

Prática permitiu compatibilizar projetos complementares, gerando ganho de prazo, acréscimo de área construída e melhoria em vários itens

Augusto Diniz – Nova Iguaçu (RJ)

 

A etapa de pré-construção estava prevista para cinco meses, mas durou oito. Porém, a ampliação deste estágio de trabalho deu resultado. A obra obteve ganho de prazo, acréscimo de área construída e diversas melhorias no projeto.
 

O processo aconteceu no Shopping Nova Iguaçu (RJ), na Baixada Fluminense. O período de pré-construção do empreendimento começou em janeiro do ano passado. Nesta fase, foi realizado o desenvolvimento dos projetos básico e executivo e estabelecidas as soluções construtivas com foco na qualidade, alinhando as experiências dos envolvidos.

 

Foi nessa etapa que se deu a otimização da obra. Entre as alterações, acréscimo de área de 92.613 m² para 97.488 m², além de outras mudanças, como ganho de prazo de nove meses na construção da estrutura de concreto pré-moldado, e redução de quatro meses na obra de fechamento com painel pré-moldado.

 

 Além disso, para a fundação, optou-se na fase de pré-construção por sapatas isoladas apoiadas em rocha – ressalta-se que o empreendimento foi implantado em área de duas desativadas pedreiras; nos fundos do shopping sobressaem cortes de rochas de altura nada desprezível, dando ao local aspecto incomum.

 

Paulo Brito: realização das fundações foi crítica
 

 “A equipe se deparou com inúmeras variáveis durante a elaboração das disciplinas de infraestrutura, devido às características do terreno, que era anteriormente uma operação de pedreira”, conta Paulo Brito, diretor de Engenharia da Ancar Ivanhoe, empreendedor do shopping. ”Foram necessários vários ensaios, laudos e estudos  para mapeamento das rochas, o que possibilitou o desenvolvimento da fundação e da estrutura mais adequadas às características do subsolo encontradas”.

 

Segundo Paulo Brito, a terraplenagem foi executada em três platôs, acompanhando o greide natural do terreno, minimizando os volumes de corte e aterro e mitigando, o máximo possível, interferências com rocha.

 

Aldo Roberto: Junção de equipes com conhecimento facilitaram mudanças
 

“Por se tratar de um terreno rochoso, 70% da fundação foi especificada com fundação direta (sapata apoiada em rocha) e 30% de fundação profunda (estaca raiz)”. Ele conta que a desmontagem de rocha necessária no período de fundação foi um momento crítico, pois deveria atender o cronograma da obra.

 

O trabalho de pré-construção significou mudanças ainda no forro de gesso do shopping por um painel TS (forro tegolado), que permite acesso fácil às instalações em todo o mall (um benefício para o lojista, que em condições normais necessitaria romper o gesso).

 

Houve também alterações na cobertura, com redução de área de impermeabilização; e posicionamento da área técnica isolada do prédio do shopping, o que facilitou os trabalhos de construção, instalação, comissionamento e manutenção do setor. A prática é pouco comum nesse tipo de empreendimento.

 

Com fim da pré-construção, deu-se início da obra, em setembro de 2014 – a inauguração está prevista para 28 de abril.

 

Aldo Roberto Medardoni, engenheiro da Concremat, gerenciadora da obra, ressalta que a junção de equipes com conhecimento das diversas disciplinas envolvidas – como a Racional, responsável pela obra e experiente em construção de centros comerciais – permitiu que as alterações fossem executadas com eficiência.

 

Plano de ataque

Outra mudança na construção do shopping foi o plano de ataque. Começou-se pela metade da frente. Somente depois se procedeu a construção da parte do fundo. Com empreendimento construído dentro de área de uma antiga pedreira, cercado nos fundos por um morro cortado sem acessos, seria natural definir a progressão da obra de trás para frente – e não ao contrário, como ocorreu no Shopping Nova Iguaçu.

 

O objetivo de se construir antes a primeira metade do shopping, localizada na parte da frente do terreno, foi para que as obras das salas de cinema (localizadas nesta parte do empreendimento) fossem concluídas para a operadora do local iniciar as instalações o mais rápido possível.

 

 “A obra priorizou a parte frontal para que se cumprisse o prazo. O cinema é uma caixa de estrutura metálica (opção mais rápida)”, explica o engenheiro Aldo Roberto Medardoni. De acordo com Paulo Brito, da Ancar, “a obra foi dividida em setores, visando criar uma sequência lógica que direcionasse ao atendimento das datas marcos, acelerar a liberação das áreas técnicas e abrir maiores frentes de trabalho”.

 

Com o único acesso da obra por meio de uma rodovia estadual na face frontal do empreendimento, foi preciso construir um “bolsão” para veículos pesados dentro dos limites do terreno do shopping, como exigência da prefeitura, para evitar que veículos de carga ficassem parados na via.

 

Também foi necessário colocar sinalização de acesso de entrada e saída da cidade, a partir da rodovia Dutra, que corta a cidade, para o tráfego de caminhões e carretas.

 

“Não havia restrição de tráfego, mas as entregas de insumos e materiais foram feitas à noite para não se criar nenhum tipo de gargalo”, acrescenta o engenheiro da Concremat.

 

Além do shopping, projeto prevê a construção de torres comerciais no terreno
 

Hoje, encontram-se na obra 650 trabalhadores, mas a previsão é que no pico, no final do ano, 950 pessoas estejam no canteiro – somam-se a eles 400 da mão de obra dos lojistas que se instalarão no empreendimento.

 

Atualmente, segue em andamento construção da estrutura metálica e cobertura; posicionamento dos painéis pré-moldados na fachada de estrutura metálica e ACM; trabalhos de alvenaria e drywall; impermeabilização; instalações elétricas e hidráulicas, de ar condicionado e de automação; acabamento, colocação de piso, pavimentação e outros serviços complementares.

 

Hoje, a execução é da ordem de 56%, incluindo civil e eletromecânica.

 

No total, 85% da obra adotou elementos pré-fabricados, incluindo pilares e vigas – 7.800 peças, sendo 800 painéis de fachada. No pico das obras civis, foram 40 máquinas pesadas trabalhando, sendo 12 guindastes de 40 t a 200 t.

 

Características

O Shopping Nova Iguaçu está sendo erguido em terreno de 113 mil m² – a área construída do empreendimento é de 97.488 mil m². A área total alcança 345 mil m² e prevê no futuro a construção de torres comerciais. São no total 45 mil m² de área bruta locável (ABL) – 210 lojas, 15 lojas-âncora, sete salas de cinema, quiosques, praça de alimentação com restaurantes e academia.

 

O centro comercial tem cinco pavimentos e o piso central é ocupado por estacionamento – o estacionamento também se estende para a parte descoberta, atrás do empreendimento, perfazendo um total de 2.200.

 

Ficha Técnica – Shopping Nova Iguaçu (RJ)

 

– Empreendedor – Ancar Ivanhoe Shopping Centers

– Projeto arquitetônico – Paulo Baruki Arquitetura

– Gerenciamento e fiscalização da obra – Concremat Engenharia e Tecnologia

Construtora – Racional

– Estrutura metálica (fabricação, transporte e instalação) – Bassano

– Instalações – Qualieng Engenharia

– Pré-fabricados – Sudeste

– Terraplenagem – Cupim

– Ar condicionado – JAM

– Fôrmas, andaimes e escoramentos – SH

– Elevadores – Atlas Schindler

    – Locadora de Equipamentos – Transloq

 

 

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Unidade de gás

O projeto de construção e montagem da UPGN 4 de Urucu foi um empreendimento emblemático. Desenvolvido pela Método Potencial para a Petrobras, a iniciativa tornou-se um dos grandes cases da engenharia no Brasil nos últimos anos.

 

 O projeto, que teve a duração de 725 dias (cumprindo rigorosamente o prazo), compreendia a desmontagem, condicionamento e transferência da URGN3, Unidade de Recuperação de Gás Natural, com capacidade de processamento de 2,5 MM m³/dia de Gás Natural, do município de Pojuca, na Bahia, para o Polo Arara, na Província Petrolífera do Rio Urucu, no município de Coari (AM). Quando instalada no Polo Arara e adaptada às suas novas condições, a unidade passaria a ser a UPGN4 de Urucu.

 

 Entre os muitos desafios deste empreendimento, ressaltam-se as dificuldades logísticas de desmontar toda uma unidade de processo, condicioná-la e coordenar atividades de transporte e logística envolvendo grandes deslocamentos rodoviários, aéreos e fluviais. Somam-se a estas dificuldades, as extremas condições climáticas e naturais da região Amazônica. Mais especificamente na região da Província Petrolífero de Urucu, distante 630 Km de Manaus, com acesso via aérea ou fluvial, a partir de Manaus, passando pelo rio Solimões e em seguida pelo rio Urucu, este que é o segundo mais sinuoso do mundo, com períodos alternados de secas e cheias, que alteram ou impedem suas condições de navegação. 

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Pautada pelo desafio

A Makro, que teve seu início nos anos 70 com realização de operações em obras de terraplenagem e saneamento, já na década seguinte adquiriu os primeiros equipamentos de movimentação de cargas, para atendimento das obras de montagem de subestações e linhas de transmissão, mudando de vez o foco da empresa para atuação nessa área.

 

As primeiras obras marcantes e desafios que a empresa assumiu foram os trabalhos no polo industrial de Camaçari (BA), como na implantação da Fábrica da Ford, além de plantas da Petrobras em Mossoró (RN), Aracaju (SE) e Urucu (AM). Nos anos 90, a Makro voltou seu foco para o segmento de mineração e inaugurou filiais em Parauapebas (PA) e São Luís (MA), com atenção ao atendimento à Vale e subsidiárias, nas minas, correias transportadoras e no terminal marítimo, áreas até então pouco exploradas pelo mercado.

 

Nos anos 2000, o início de obras do segmento de energia foi o ponto alto da Makro, com forte presença no setor eólico, por meio de fornecedores e montadoras, como GE, Wobben, Alstom, Vestas, Gamesa, Acciona e Suzlon, desenvolvendo parques com solução turn key, de montagem e içamento de aerogeradores, por todo o Nordeste. 

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Expansão no setor industrial

Fundada em 1997, com sede em Bento Gonçalves (RS), a Bripaza Construções & Incorporações reforça experiência em obras de infraestrutura industrial e construção civil. 

 

Entre seus principais serviços, destacam-se adutoras, emissários, captação de água, estações elevatórias, terraplenagem e galpões industriais. Suas obras realizadas envolvem a adutora e emissário do projeto Puma (PR), da Klabin; ETE e ETEI da fábrica da Ambev, em Ponta Grossa (PR), e o centro de distribuição da MVLog, em Cabreúva (SP).

 

Com contínuo investimento em aperfeiçoamento técnico e de segurança do trabalho, a empresa conquistou certificações e qualificações. As mais importantes, relacionam-se: NBR ISO 9001:2008: Controle de processos na execução de obra, e PBQP-H/SIAC NÍVEL A: Execução de obras de saneamento básico.

Fonte: Revista O Empreiteiro

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40 anos de expertise em edificações industriais

No mercado há 40 anos e com um histórico diversificado de obras projetadas, em diferentes regiões e segmentos de atuação, a MHA fortificou também sua experiência e capacidade técnica em projetos de edificação industrial.

 

A empresa já projetou e gerenciou importantes complexos industriais, nos mais diferentes segmentos da engenharia civil, como indústrias automotivas, eletromecânicas, farmacêuticas, alimentícias, cosméticas, petroquímicas, de bens de consumo e indústrias de base, entre muitas outras.

 

O grande desafio em projetos de edificação industrial é a diversificação das atividades no complexo, com suas várias etapas de processo e tecnologia envolvida. Isso exige soluções específicas para cada caso. Assim, todos os projetos da MHA são criteriosamente analisados de acordo com as necessidades da indústria, buscando apontar soluções para redução de custo operacional e otimização do uso energético.

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Ribeirão Preto (SP) constrói hotel 4 estrelas em área de expansão

Fachada de alvenaria rebocada, pele de vidro e molduras verticais de ACM
 
 

Obra do empreendimento tem 60% de avanço e trata-se de primeiro investimento de grupo local na indústria hoteleira 

Augusto Diniz – Ribeirão Preto (SP)

 

O bairro Alto da Boa Vista, em Ribeirão Preto (SP), é uma das áreas de expansão da cidade. Por lá se instalam novos centros comerciais e prédios residenciais e empresariais.
 

Em breve, o local ganhará um hotel quatro estrelas, o Santo Emiliano, de bandeira Tryp, com 256 apartamentos com seis diferentes padrões. Trata-se do primeiro investimento neste setor do grupo local Santa Emília, que atua com concessionárias de veículos na região. O investimento total é de R$ 115 milhões.

 

Manoel Barros: Novo negócio
 

O empreendedor Manoel Penna de Barros Cruz lembra que, no passado, sua família já havia construído um hotel no centro de Ribeirão Preto, durante a crise do café, a partir de 1929, mas não se tratava de um investimento tradicional.

 

 “Construímos para ocupar a mão de obra ociosa por conta da crise do café, que deixou muitos desempregados. Como a construção civil emprega muita gente, a obra do hotel se deu para tentar manter a economia ativa”, lembra.

 

Depois do café, Ribeirão Preto passou a ser a capital do açúcar e do álcool e, mais adiante, um importante polo econômico do interior do País. É de olho nesse pessoal que vai à cidade a negócios que o hotel de Manoel Barros, ou Sr. Barros, como é chamado, irá atender.

 

Pedra no caminho

Barros vai semanalmente visitar as obras do hotel. “Nada substitui ver com os próprios olhos”, ensina o empreendedor de sucesso. Quem em geral o recebe é o engenheiro civil Rodrigo Antunes, responsável pela obra.

 

“A vinda dele é importante para que ele acompanhe nossas dificuldades”, afirma Rodrigo. O engenheiro cita uma, que ele considera o momento mais crítico da construção.

 

Rodrigo Antunes: desa o de tirar obra da inércia
 

“Fazíamos a escavação no terreno, em solo de terra vermelha típica da região, quando encontramos rocha. Era pouco, algo em torno 2 m x 3 m, mas tivemos que remover, porque ficava no fosso do elevador. Mas isso exigiu mobilização diferente, com rompedores, e podia atrasar nosso trabalho”, relata. “Esse é o mérito do empreendedor por perto, de ter visto o problema e compreendido, e que estávamos preocupados em resolvê-lo”. 

 

A escavação foi feita para abrigar dois subsolos de garagem do hotel. Rodrigo acrescenta que aquele momento era também o início dos trabalhos, o que aumentou a tensão. “No começo tem que tirar a obra da inércia, e são muitas coisas pra ver”, diz.

 

A construção do hotel está hoje com 60% de avanço no total. Já as instalações hidráulica e elétrica, de combate a incêndio e ar condicionado estão com avanço de 15%.

 

É esperada para o início do ano que vem a entrada da operadora do hotel, a Tryp, para iniciar os trabalhos de preparação do estabelecimento para o seu funcionamento. A entrega da obra está prevista para maio de 2016 – as obras tiveram início em 2014.

 

O pico, previsto para este final de ano, deve colocar na obra entre 250 e 300 trabalhadores.

 

O prédio tem área construída de 22.727 m² (em terreno de 5,2 mil m²), feito em estrutura tradicional, com uso de blocos de vedação, mas as divisórias são de drywall.

 

A estrutura é composta de dois subsolos, térreo, um andar de serviços e salas de convenção, 13 andares de apartamentos e cobertura com piscina, bar e academia.

 

Estrutura

Após escavações, contenções e fundações, começou a ser erguido o prédio. O engenheiro Rodrigo Antunes conta que “houve um planejamento muito detalhado na execução da estrutura de concreto armado na região em torno do corpo principal do prédio”, permitindo que a estrutura tradicional fosse feita até o 6° andar, quando normalmente iria até o 3°.

 

 “Estas periferias eram responsáveis por travar o corpo principal do prédio e, ao mesmo tempo, fazer a contenção do terreno na região dos subsolos. Com esta logística ensaiada, foi possível subir o prédio três andares acima do inicialmente calculado, dando mais velocidade à obra”, descreve o engenheiro. 

 

O ciclo de concretagem de cada lâmina (com 900 m²) levou de seis a sete dias para ser feito, um trabalho considerado rápido e acima da média. “Mantínhamos estoque de aço para produção de três lajes, que chegava já cortado à obra, mas que era montado no canteiro, conta. “A fôrma também vinha pronta para a obra.”

 

Do 10° andar para cima, foi usado concreto especial aditivado que antecipou a cura total da lâmina em sete dias (quando o normal seriam 28 dias). Havia ainda cinco lajes para serem construídas.

 

“Você não pode usar esta fórmula em todo o prédio por questão estrutural”, explica Rodrigo. “Mas em local com esforço menor, pode-se adotar a solução para acelerar a obra.”

 

As fachadas do empreendimento são de alvenaria rebocada, pele de vidro e duas molduras verticais de ACM. A pele de vidro, com módulos encaixados no modelo stick (estrutura de aço horizontal e vertical ancorada na estrutura do prédio), será totalmente posicionada até o final do ano.

 

Ficha Técnica – Hotel Santo Emiliano Tryp Ribeirão Preto (SP)

 

– Projetos arquitetônico e executivo: Ricardo Julião & Arquitetos e Associados

– Construção: Somague MPH

– Gerenciamento: Engexpor

– Terraplenagem e fundações (projeto): Apoio

– Instalações eletromecânicas e climatização (projeto): Gera e Green – Solutions

– Instalações eletromecânicas e climatização (execução): Epime e Konar

– Formas e escoramentos: Geoform e Mills

– Aço: Gerdau

– Subempreiteiras: HF Borian Estrutura, Paganini, Águia, Unimper  
   Impermeabilizações, Risso Investimento e Auddi Pinturas

    – Volumes da obra: Concreto: 6.740 m³ / Aço: 840.000 Kg / Revestimento de fachada em massa: 6.800 m² /       Revestimento de fachada em ACM: 1.500 m² / Pele de vidro: 2.220 m²

 

 

Fonte: Revista O Empreiteiro

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