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A força das fronteiras e dos mercados regionais

Conforme matéria de capa de maio último (OE 519), da revista O Empreiteiro, o governo federal desembolsou, através de diversos ministérios, um volume de R$ 11,3 bilhões para pagamentos a construtoras e a outras empresas de engenharia, por obras e serviços licitados com valor acima de R$ 1,5 milhão em 2012. No mesmo período, os estados, o Distrito Federal e prefeituras realizaram 16.369 concorrências públicas para obras e serviços, que se tornam obrigatórias por lei quando o valor supera R$ 1,5 milhão.

Se considerarmos hipoteticamente que todas essas concorrências realizadas nos estados, DF e prefeituras tivessem piso no valor de R$ 1,5 milhão, essas obras e serviços teriam movimentado um total de R$ 24.553.500.000,00 — um índice 117% superior ao montante pago pelo governo federal em 2012.

Essa conta, embora hipotética, dá uma ideia clara do potencial representado pelos mercados regionais de obras públicas do ponto de vista estadual e municipal, cujo volume financeiro real pode ser muitas vezes superior. A eles se somam os empreendimentos privados típicos das fronteiras econômicas regionais, como a expansão contínua da mineração no Pará e Maranhão, e que vai receber uma planta gigante de celulose em Imperatriz (MA), já em fase final de montagem.

No Nordeste há uma profusão de indústrias diversificadas voltadas à exportação nos polos portuários do Pecém (CE) e Suape (PE), cujo número cresce ano após ano; prossegue a expansão do polo automotivo de Camaçari (BA), complementando a cadeia de fornecedores de componentes; fervilham de encomendas os estaleiros de construção naval desde o sul da Bahia até São Paulo e Rio de Janeiro, que trabalham para a indústria do petróleo e miram ansiosos o novo ciclo do pré-sal.

No Centro-Oeste, o agronegócio convive com projetos de mineração em Goiás e Mato Grosso, produzindo cobre, ouro e outros metais; surge uma retomada de exploração mineral no Vale do Ribeira, em São Paulo, e a concessão anunciada de aeroportos estaduais vai gerar novos negócios; a infindável descoberta de novos depósitos minerais em Minas Gerais impulsiona uma indústria que busca agregar maior valor aos produtos finais originários do subsolo.

Os portos de exportação na parte sudeste do País vão atravessar um ciclo de modernização com a chegada dos investimentos privados, consequência direta da nova Lei dos Portos; a transformação do Rio de Janeiro num polo cultural, na esteira da renovação urbana propiciada pela Copa 2014 e Olimpíada 2016, pode se materializar desde que o legado pós-jogos receba a merecida prioridade do governo e dos empreendedores privados.

O quadro mostra a dinâmica dos estados e cidades que buscam modernizar a infraestrutura local e atrair os empreendedores privados às fronteiras regionais, que a despeito do custo Brasil, da tributação massacrante, legislação trabalhista antiquada e logística de transporte precária vão desbravando mercados e gerando empregos, empurrando o PIB para cima. É o Brasil real que faz acontecer. (Joseph Young)

Fonte: Revista O Empreiteiro

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EAS realiza flutuação do petroleiro Zumbi dos Palmares

O Estaleiro Atlântico Sul realiza hoje (23) a flutuação (lançamento) do petroleiro Suezmax Zumbi dos Palmares. Esta etapa é um dos marcos mais importantes na construção da embarcação. O navio está com 100% da estrutura pronta, 80% do acabamento executado e todos os 237 equipamentos na posição final.

Para a operação que está sendo realizada nesta sexta-feira, será mobilizada uma força de trabalho de aproximadamente 300 funcionários do EAS, a fiscalização do armador (Transpetro) e a classificadora internacional responsável pela certificação do navio, o American Bureau of Shipping (ABS). A classificadora emitiu no dia 31 de outubro passado, a chamada “Liberação de Flutuação”, atestando que o Zumbi atende a todas as condições técnicas exigidas para a saída do dique seco. O navio será rebocado do dique – alagado até a equalização com o nível do mar – para o cais do EAS.

Após a atracação no cais, será completado o acabamento final e comissionamento da embarcação. O planejamento desta etapa envolve a conclusão da instalação dos equipamentos; a interligação de sistemas; a complementação elétrica, de instrumentação e do sistema do Plano de Segurança (prevenção e combate a incêndios), além da conclusão da pintura. Também serão realizados os serviços complementares na Casaria (cabine de comando, acomodações e passadiço), a instalação de âncoras e amarras, o comissionamento (teste e operação) de todos os equipamentos e a preparação para a entrega.

No primeiro semestre de 2013, o Zumbi sairá do cais para as provas de mar e, em seguida, para a entrega à Transpetro. A estimativa é de um contingente de 1.600 de trabalhadores envolvidos em todas as etapas de produção do Zumbi, do corte de chapas até a entrega ao cliente. O presidente do EAS, Otoniel Reis, destaca os avanços registrados na produção do segundo petroleiro da série encomendada pela Transpetro, no âmbito do Programa de Modernização e Expansão da Frota (PROMEF).

“Implementamos um processo amplo de reestruturação da empresa e investimos em treinamento contínuo de nossa mão de obra e em segurança. Isso se somou ao fato de nossos trabalhadores estarem mais experientes. O resultado foi mais produtividade”, afirma. “Também contamos com os dois pórticos Goliath de 1.500 toneladas em operação, permitindo que a embarcação fosse edificada a partir de nove megablocos, alguns deles com 2.750 toneladas, praticamente a capacidade máxima dos Goliath funcionando sincronizados. Com isso, ganhamos velocidade”, destaca.

Além do Zumbi dos Palmares, o EAS está construindo os Suezmax 3 e 4 do PROMEF. O navio C-003 está em fase de edificação, com cerca de 40 % da estrutura edificada. O Suezmax C-004 se encontra em fase inicial de montagem de blocos. Esses petroleiros têm as mesmas características: capacidade de 1 milhão de barris, porte bruto de 157,7 mil toneladas, as dimensões máximas para passagem no Canal de Suez, comprimento total de 274,2 metros e boca moldada (largura) de 48 metros. São os primeiros petroleiros produzidos no Brasil com o padrão das mais modernas embarcações para transporte de petróleo em operação no mercado internacional.

Petroleiro Zumbi dos Palmares• Capacidade: 1 milhão de barris
• Porte bruto (peso da embarcação mais a carga máxima): 157,7 mil toneladas
• Tipo de navio: Suezmax (tem as maiores dimensões para a passagem no Canal de Suez, que liga o Mar Vermelho ao Mar Mediterrâneo)
• Comprimento total: 274,2 metros
• Comprimento entre perpendiculares: 264 metros
• Boca moldada: 48 metros
• Pontal moldado: 23,2 metros
• Calado de escantilhões: 17 metros
• Demanda de aço: 24,5 mil toneladas
• Velocidade de serviço: 14,80 nós
• Consumo de tinta na construção: 300 mil litros (estimativa)
• Motor principal: Doosan 6S70ME-C7 – MCR 22.920BHP x 91 RPM (Licença Man)
• Hélice de passo fixo
• Número de segregações: 3

Fonte: Padrão

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Inaugurada última fase do Complexo Viário Jacu Pêssego

A terceira e última fase do Sistema Viário Jacu Pêssego, em São Paulo, foi inaugurada nesta sexta, 23, pelo governador Geraldo Alckmin. A obra viária permitirá a integração de Mauá, dos municípios do ABC e da zona leste da capital com o Rodoanel Sul. Garantindo fluidez ao tráfego rodoviário, o complexo auxiliará o rápido escoamento da produção industrial da região.

"Estamos entregando hoje uma obra muito importante para São Paulo, especialmente para a zona leste, e para os municípios de Mauá e Santo André. Novo viaduto, nova ponte, quatro quilômetros de pistas em todo esse complexo", afirmou Alckmin, que ainda destacou que a obra, além de interligar a região ao trecho sul do Rodoanel, também elimina a passagem de nível da estação Capuava da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Orçada em R$ 86 milhões (valores de dezembro de 2008) e financiada totalmente com recursos do Tesouro Estadual, as intervenções da terceira fase começaram em junho de 2011 e foram coordenadas pela Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa). As obras foram contratadas com desconto de R$ 14 milhões. O secretário de Logística e Transportes, Saulo de Castro, e o presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, também estiveram na inauguração.

Fonte: Padrão

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Crowdfunding pode viabilizar ação cultural

Em 2006, nos Estados Unidos, surgiu a expressão crowdfunding, uma plataforma de negócios voltada ao empreendedorismo e à aceleração de projetos baseada em modelos de negócios colaborativos, tanto para pessoas físicas quanto para jurídicas. Em 2008, por exemplo, este modelo de arrecadação foi usada na campanha eleitoral americana e foi decisivo para a eleição de Barack Obama, que recebeu doações de mais de 1 milhão de pessoas, projetando o crowdfunding em nível mundial.

Essa experiência, somada à internet como ferramenta de captação de recursos, que possibilitou o desenvolvimento das plataformas de relacionamento como Facebook e Twitter, além dos sistemas de micropagamento, favoreceu a reunião de pessoas e empresas interessadas em projetos sem limites geográficos, físicos ou idiomáticos. Ao final, os investidores também podem receber uma recompensa, dependendo do valor investido – o que no crowdfunding constitui prática usual.

A participação de empresas (pessoa jurídica) é fundamental para contribuir de forma decisiva para o sucesso da arrecadação, por exemplo, que visa construir o Teatro da Casa do Sol, onde morou a escritora Hilda Hilst, em Campinas. Tal projeto tem sido objeto de reportagens em blogs especializados e na imprensa – em veículos como Folha de S. Paulo, Correio Popular, UOL Notícias e TV Band, entre outros.

O objetivo do Instituto Hilda Hilst (IHH) é fundar um espaço cênico e artístico alternativo na área externa da Casa do Sol, conforme era o desejo da escritora. A Casa do Sol foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Campinas em 2011 e pretende resgatar a vocação do passado de ser um centro aglutinador de artistas e intelectuais. O teatro, com arquibancadas móveis e capacidade para 200 pessoas, será o primeiro passo dado pelo IHH no sentido de ampliar a visibilidade sobre a obra de Hilda Hilst, considerada pela crítica uma das autoras em língua portuguesa mais importantes do século XX.

Valores e contrapartidas

R$ 1.000,00

Contrapartida: Isenção fiscal + espaço para banner no site Teatro Hilda Hilst + nome como apoiador no site do Teatro + banner de apoiador na temporada de estreia (1 mês) + 4 ingressos para o espetáculo inaugural + 20% de desconto na compra de ingressos.

R$ 5.000,00

Contrapartida: Isenção fiscal + espaço para banner no site Teatro Hilda Hilst + nome como apoiador no site do Teatro + banner de apoiador na temporada de estreia (1 ano) + 10 ingressos para o espetáculo inaugural + 50% de desconto na compra de ingressos.

R$ 10.000,00

Contrapartida: Isenção fiscal + espaço para banner no site Teatro Hilda Hilst + nome como apoiador no site do Teatro + banner de apoiador na temporada de estreia (1 ano) + espetáculo teatral fechado para até 100 pessoas convidadas da empresa + Placa permanente de apoiador no mural do Instituto Hilda Hilst.

Para doar clique aqui: http://soulsocial.com.br/projectlist/teatro-do-instituto-hilda-hilst

Fonte: Padrão

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Faturamento do setor de bens de capital cai 12,3% em setembro

O setor de bens de capital mecânico no mês de setembro de 2012 obteve o faturamento bruto real de R$ 6,1 bilhões, o que representa uma queda de 12,3% sobre o mês anterior. Na comparação com o mês de setembro do ano anterior, houve uma retração de 19,6% e no acumulado de janeiro a setembro de 2012, o setor acumula queda de 2,2% comparado com o mesmo período do ano anterior, alcançado hoje o valor de R$ 59,9 bilhões.
Esse resultado não foi de maior queda devido ao crescimento das exportações, uma vez que o mercado interno teve uma retração de 11,2 no acumulado do ano em relação ao mesmo período de 2011.
O consumo aparente, que representa o consumo total de máquinas e equipamentos no mercado nacional, fechou o acumulado de 2012 em R$ 84,6 bilhões, resultado 1,4% superior ao mesmo período do ano anterior, sendo que os importados representaram 60,1% desse valor, seguido do mercado interno 24,9% e da revenda e incorporação à produção de bens de capital importados 15%, o que evidencia a forte participação dos produtos importados no mercado doméstico.

Balança Comercial

Em setembro de 2012, as exportações alcançaram o total de US$ 1,2 bilhões, apresentando uma queda na comparação com o mês imediatamente anterior 3,4%. Quanto às importações, o resultado de setembro, US$ 2,2 bilhões, ficou 8,5% abaixo do total alcançado em agosto de 2012. Na comparação com setembro do ano anterior, essas variáveis, exportações e importações, tiveram um resultado de alta de 5,6% e queda de 4,7%, respectivamente.
O déficit da balança comercial de janeiro a setembro de 2012 foi de US$ 12,8 bilhões, 4,1% inferior ao resultado observado no mesmo período de 2011.

Carteira de pedidos e NUCI
No acumulado do ano, o número de semanas para o atendimento dos pedidos em carteira passou em média de 17,6 semanas em 2011 para 15,6 semanas em 2012, enquanto o NUCI passou de 81,6% para 75,3%.

Fonte: Padrão

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TAV tem edital adiado por 15 dias para ser reformulado

A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) decidiu adiar por 15 dias o lançamento do edital de licitação para a construção do trem-bala que ligará São Paulo e Rio de Janeiro. A previsão era que o edital fosse disponibilizado ao público hoje (31).
O anúncio foi feito pelo presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, que participou de debate na comissão mista do Congresso Nacional, responsável por analisar a medida provisória que criou a empresa e novas regras para infraestrutura de transportes. Bernardo Figueiredo disse que o adiamento é para reformular o edital, com o objetivo de acolher 150 sugestões recebidas.
Uma das alterações, por exemplo, é a redução do prazo de dez anos de tempo mínimo de experiência da empresa interessada em disputar a licitação. A diminuição viabilizaria a inclusão de mais uma empresa na concorrência – um grupo coreano, liderado pela Hyundai, que opera no setor de trens de alta velocidade, acrescentou o presidente da EPL. Bernardo Figueiredo informou que, até o momento, seis grupos econômicos estão aptos para apresentar as propostas.

Fonte: Padrão

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Nordeste precisará de R$ 25,8 bi para escoar produção até 2020

Responsável por 13,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a região Nordeste precisa investir R$ 25,8 bilhões em infraestrutura nos próximos oito anos para garantir o escoamento da produção. Esse valor é necessário para tocar os 83 projetos de ampliação e modernização de rodovias, ferrovias, hidrovias e portos em Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. O diagnóstico está no estudo Nordeste Competitivo, que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta terça-feira (30), em parceria com as federações das indústrias dos estados da região. De acordo com o estudo, apenas um quarto dos 83 projetos considerados prioritários está em andamento.

Com o Nordeste Competitivo, a CNI pretende ajudar o governo a planejar no médio e longo prazo a infraestrutura de transporte e logística para integrar os estados da região. "A baixa eficiência de transporte de cargas compromete o esforço de adequação do setor produtivo aos padrões de competição e qualidade internacionais. Os custos de transporte são, em média, bastante superiores aos do mercado internacional", afirmou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, durante a apresentação do estudo. "O nosso objetivo é aumentar a eficiência do transporte de cargas no Brasil. Planejar é se preparar para o futuro e o Nordeste precisa de obras urgentes", completou.

O setor produtivo quer contribuir com um volume maior de investimentos. Atualmente, 15,7% dos projetos que estão em estudo ou em andamento na região Nordeste contam com a participação da iniciativa privada. Aumentar esse volume é necessário para alavancar a competitividade da indústria nacional. "A infraestrutura não está colaborando como poderia, e deveria, para aumentar a competitividade do nosso país. A infraestrutura é um meio de elevação da eficiência da indústria", disse o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), José de Freitas Mascarenhas.

A CNI já divulgou os estudos Norte Competitivo e Sul Competitivo. Terceiro dos estudos regionais, o Nordeste Competitivo levantou os gargalos que podem, dentro de alguns anos, travar o escoamento da produção dos nove estados para o mercado interno e para exportação. As ferrovias e os portos são os que mais precisam de investimentos. Juntas, as duas malhas vão demandar 90% dos R$ 25,8 bilhões. Outros 9% devem ser investidos nas rodovias e 1% nas hidrovias.

O retorno do investimento total poderia se dar em pouco mais de quatro anos com a economia de gastos logísticos. Atualmente a região gasta em torno de R$ 30,2 bilhões com transportes, incluindo custos com frete interno, pedágios, transbordo e de terminais, tarifas portuárias e frete marítimo. Mas, no longo prazo, O Nordeste demanda investimentos mais robustos. A análise é de que para solucionar os problemas de logística totais da região seriam necessários R$ 71 bilhões para 196 projetos.

No limite da capacidade

Para aumentar a competitividade da região, é preciso investir R$ 12 bilhões nas ferrovias e R$ 11 bilhões nos portos da região, de acordo com o estudo da CNI. Das ferrovias do Nordeste, dois trechos da EFC – um que liga São Luiz a Açailândia e outro que liga Açailândia a Marabá operam próximo do limite de capacidade. Mas a previsão é que cheguem a um estado crítico em 2020. O trecho Açailândia–Marabá, por exemplo, tem capacidade para suportar o transporte de 311 mil toneladas por dia. Atualmente passam por ela 279 mil toneladas diariamente. A expectativa é que com o aumento da produção esse volume cresça para 877 mil toneladas por dia em 2020.

No caso dos portos, atualmente apenas o Complexo Portuário de São Luís e o Porto de Recife utilizam mais do que suas capacidades permitem. Em 2020, no entanto, seis portos vão operar acima da capacidade e outros dois estarão com potenciais gargalos. Os casos mais críticos devem ser os do Complexo Portuário de São Luís e do Porto de Natal.

Das rodovias que cruzam a região, três já apresentam gargalos atualmente. A utilização delas pelos carros e caminhões de carga ultrapassa em até 65% a capacidade de peso que suportam em um determinado período, o que reduz a velocidade dos veículos e gera congestionamentos. Uma simulação do crescimento da produção até 2020 mostra que, se nenhum investimento for feito nos próximos oito anos, nove rodovias estarão sendo utilizadas acima do que suas capacidades permitem. Desses nove gargalos, dois estarão em estado crítico, ultrapassando em até 151% a capacidade permitida.

Produção regional

As indústrias da região produzem o equivalente a R$ 29,2 bilhões por ano, sendo que 81% desta produção estão concentrados no setor de bebidas, de papel e celulose, de açúcar, de álcool, de combustíveis, de biscoitos e bolachas, de autopeças, de farinha de trigo e de petroquímicos.

As principais cadeias agropecuárias do Nordeste são a de cana de açúcar, de bovinos, de fruticultura, de mandioca, de soja e de milho. Juntos, os seis produtos respondem por 93% de toda a produção agropecuária. A produção extrativista mineral e florestal da região é muito concentrada em petróleo e gás natural, madeira, calcário, sal e potássio. Esses produtos respondem por 92% do que é extraído na região.

Estudos regionais

O Nordeste Competitivo é o terceiro estudo que a CNI e as federações estaduais divulgam. Os primeiros foram o Norte Competitivo e o Sul Competitivo. No Norte, são necessários R$ 13,8 bilhões para obras prioritárias de infraestrutura. No Sul, a necessidade é de R$ 15,2 bilhões. Atualmente a equipe da Macrologística, empresa responsável pelo levantamento, está em campo identificando os gargalos da região Centro-Oeste. O objetivo da CNI é elaborar um planejamento dos sistemas de transporte de logística de cargas de todo o país.

Sumário executivo e a apresentação do projeto Nordeste Competitivo

Uma das obras em desenvolvimento para facilitar o escoamento da produção,

é duplicação da BR-116/BA, de Feira de Santana até a divisa com Minas Gerais

(Foto: ViaBahia)

Fonte: Padrão

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Comissão avalia incidente com avião em Viracopos para evitar novos prejuízos

A demora na retirada do avião cargueiro que, recentemente, provocou a interdição da pista do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), por 48 horas, motivou o governo federal a constituir um grupo de trabalho específico para avaliar mudanças no Código Brasileiro de Aeronáutica e nos procedimentos operacionais adotados pelos principais aeroportos brasileiros.
Por causa do problema, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) multou em R$ 2,8 milhões, no último dia 19, a empresa norte-americana Centurion Cargo, dona do avião MD-11 cujo trem de pouso se quebrou durante o pouso em Viracopos. A Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República estima que, ao provocar o cancelamento de quase 500 voos, o fechamento da pista causou prejuízo de cerca de R$ 3 milhões.
Segundo o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, a decisão foi tomada no dia 24, durante reunião de três horas e meia na qual os representantes da Casa Civil, da Anac, da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) analisaram o acidente.
“Avaliamos o acidente, os problemas causados e como podemos, no futuro, melhorar os procedimentos e a regulação para termos um serviço cada vez melhor e mais seguro, além de mais velocidade na solução dos problemas”, disse Bittencourt, ao fim da reunião.
Segundo o ministro, “mesmos as experiências negativas são importantes para que possamos identificar problemas e avaliarmos que procedimentos e que regulações podem ser melhoradas”.
Não revelando as mudanças que começaram a ser discutidas para evitar futuros problemas, o ministro sugeriu que uma das ações sobre a qual o grupo de trabalho vai se debruçar será a obrigatoriedade de futuros investimentos a serem feitos tanto pelas empresas vencedoras de licitações para gerir aeroportos quanto pela própria Infraero.
Bittencourt justificou que nem todos os aeroportos mundiais têm um equipamento semelhante ao usado para remover o MD-11 e liberar a pista do aeroporto. “Esse tipo de equipamento é o mais adequado para este tipo de avião, naquele tipo de situação. Ele existe em poucos aeroportos mundiais. Nos Estados Unidos, ele só é encontrado em três locais. No Japão, como aqui no Brasil, só há um”, disse.
Segundo explicou, uma das alternativas a discutir é a necessidade da compra de mais um equipamento, definindo “onde faria sentido haver mais um e como fazer sua aquisição e utilização para, em termos de logística, atendermos a todo o país”. O ministro não descartou a hipótese de a própria Infraero arcar com os custos de adquirir o equipamento, estimado por ele entre US$ 2 milhões e US$ 4 milhões.
Bittencourt afirmou ainda não haver nenhuma definição quanto outras possíveis punições à Centurion além da multa de R$ 2,8 milhões, aplicada pela Anac. A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Infraero ainda estudam a possibilidade de ingressar com uma ação indenizatória contra a empresa cargueira.

Foto Agência Estado: Denny Cesare

Fonte: Padrão

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Petrobras diz que vai atingir meta, mesmo com queda de produção

Apesar da queda na produção deste ano, a Petrobras pretende atingir a meta de extrair 2,02 milhões de barris de petróleo por dia ainda em 2012. A informação foi divulgada ontem (29) após a empresa confirmar queda expressiva da produção em setembro, influenciada por paralisações programadas para a manutenção de plataformas na Bacia de Campos.

De acordo com a direção da estatal, as paralisações operacionais foram necessárias nas plataformas P-52, no Campo Roncador, e na P-19, no Campo Marlim, ambas na Bacia de Campos, uma das mais produtivas do país. Por causa do mau tempo, no entanto, o período em que ficaram sem produzir foi maior que o planejado, afetando o resultado do mês.

Em relação à agosto, a produção nacional de petróleo diminuiu 4,4% e chegou a 1,8 milhão de barris diários. Entre janeiro e setembro, a queda foi 2%, de 1,9 milhão de barris por dia.

“Houve uma simultaneidade de paradas programadas em unidades pesadas, de grande produção, que se estenderam mais do que o que estava previsto”, explicou o diretor de Exploração e Produção, José Formigli.

Com o término da manutenção e a retomada da produção, a expectativa é aumentar a eficiência até o final do ano. Para outubro, a estimativa é produzir, em média, cerca de 1,941 milhão de barris por dia e bater o ano com os 2,02 milhões de barris.

“Essa produção de setembro já não está acontecendo, temos uma projeção de outubro significativamente melhor. Daí em diante, podemos dizer que projetamos produções melhores com a entrada em operação do [navio-plataforma] FSPO Cidade Anchieta [na porção capixaba da Bacia de Santos], além de não ter tantas paradas programadas”, reforçou Formigli.

A estatal também revelou que o reajuste salarial previsto no acordo coletivo com os funcionários influenciou as contas do trimestre, mas serão diluídos nos próximos meses e não atrapalham o cronograma de contenção de custos.

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Almir Barbassa, confirmou que a defasagem de preços dos combustíveis ainda é um problema, por causa das importações para atender o mercado brasileiro. O resultado da balança comercial da Petrobras é negativo desde o começo do ano. Porém, o diretor não anunciou novos reajustes.

“Não temos data predefinida, mesmo na situação que estamos de defasagem já há algum tempo, não tenho uma data para dizer”, informou o diretor. Ele acrescentou que a revisão faz parte da política de preços da companhia. “O importante é que no médio prazo a gente terá o equilíbrio entre os valores cobrados internacionalmente e o que vigora no país”, completou.

Fonte: Padrão

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BNDES deve financiar até 66% do plano de concessão

O presidente do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)", Luciano Coutinho, informa que o banco deverá participar "pesadamente" do financiamento das infraestruturas de logística do País. Essa participação pode chegar a 66% do investimento nas concessões de portos e aeroportos, incluindo obras em rodovias e ferrovias.

"Deveremos financiar um porcentual importante, dois terços em média, de todo o investimento em portos e aeroportos, que são infraestruturas com prazo de maturação maior e demandam crédito de longo prazo", explica.

Para o próximo ano, a emissão de debêntures para infraestrutura tem potencial de R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões. Isso valerá para investidores estrangeiros, mas o financiamento será em reais.

O programa de logística, lançado em agosto pelo governo federal, tratou de concessões de ferrovias e rodovias, estabelecendo aporte de R$ 133 bilhões do BNDES, em 25 anos. Desta vez, entram os portos e aeroportos, em um plano tem por objetivo incentivar investimentos públicos e privados na infraestrutura do País.

Fonte: Padrão

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