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New Holland lança linha nacionalizada de escavadeiras

A New Holland Construction lançou oito novos modelos de escavadeiras hidráulicas, sendo que seis são fabricadas na planta de Contagem (MG) da marca. Segundo a empresa, foram investidos R$ 36,5 milhões no projeto envolvendo desenvolvimento e linha de montagem.

Os novos modelos de escavadeiras hidráulicas são as E145C EVO (13 t), E175C EVO (18 t), E215C EVO
(21 t), E245C EVO (24 t), E385C EVO (35/40 t), E405C EVO (45 t), E485C EVO e E505C EVO (50 t) – os dois
últimos modelos é que continuarão sendo importados e o restante fabricado no Brasil. Marcelino Baião, diretor comercial da New Holland Construction Brasil, diz que os estudos de desenvolver essa nova linha de máquinas no País começaram há cerca de cinco anos. “Fazíamos escavadeiras, mas se pensava numa oferta maior de modelos”, diz.

Segundo ele, percebeu-se que os clientes passaram a exigir um número maior de produtos nessa linha, para obras de maior porte e exigências. “Houve migração para outros modelos, antesmuito concentrado em escavadeiras de 20 t a 24 t”, conta.

Os modelos E405C e E245C são mais voltados ao mercado de mineração, para atender situações mais severa, com reforço no braço, contrapeso maior e caçamba robusta.

Os diferencias da nova linha incluem motores Tier 3 com injeção eletrônica. “Investimentos pensando no
futuro dos negócios da construção e na adequação tecnológica da linha de produtos”, afrma Marcelino.

O diretor comercial da marca conta ainda que tem sido crescente a busca por sistemas tecnológicos de
controle de obras e produtividade de máquinas. A New Holland tem duas soluções nesse campo: FleetForce e FleetGrade.

A FleetForce é uma ferramenta para monitoramento da frota de máquinas capaz de controlar pelo computador todo o desempenho do equipamento, sua produtividade e consumo. Já a FleetGrade permite que os equipamentos trabalhem de forma guiada, seguindo o estabelecido em projeto. “Essas tecnologias
ainda estão sendo oferecidas de forma opcional, mas já há quem exija isso”, conclui Marcelino.

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Indústria aposta em máquinas compactas e multifuncionais

escavadeira industria de maquinas
Na esteira de um mercado com obras de menor porte e em locais confinados, como nas metrópoles, grandes marcas apresentaram na última edição da Conexpo, realizada em março em Las Vegas, Estados Unidos, linhas de máquinas para atender este segmento. Há também um foco da indústria em desenvolver máquinas multifuncionais, em meio à necessidade do setor de construção em adquirir equipamentos com maior flexibilidade de uso.

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Brasil continua sendo país-chave da LiuGong

(Augusto Diniz)
Das marcas chinesas de máquinas de construção que chegaram ao Brasil nos últimos anos, algumas poucas fincaram raízes de fato em território nacional. Um desses casos é a LiuGong, que manteve o País entre seus mercado-chaves e por aqui investiu.
Bruno Barsanti, vice-presidente da LiuGong na América do Sul, explica que a inauguração da fábrica em 2015 em Mogi Guaçu (SP), funcionando em sistema de CKD e SKD, representou um novo momento da empresa no País. “Mudamos o modelo de negócios por aqui”, conta.
A nova proposta da marca no Brasil é ter um distribuidor local em cada estado, ao invés de atuar com grupos de venda por região. A ação localizada já acontece em Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Pará e Ceará. “O distribuidor local pode mostrar mais valor agregado da marca. Além disso, ele conhece a localidade”, expõe.
O executivo da LiuGong ressalta que a empresa quer atuar mais nos mercados médios e grandes de construção. Segundo ele, os produtos da linha amarela da empresa têm tecnologia de ponta semelhante às conhecidas marcas do segmento. “A nossa diferença e que não adicionamos produto que não agregue diretamente valor à máquina. Oferecemos alto desempenho, mas com máquinas simples de operação. Além de componentes que não sejam uma caixa fechada ou de difícil manutenção”, menciona.
A LiuGong chegou ao Brasil em 2007 por meio de uma representação. Em 2009, a empresa chinesa abriu escritório próprio em Belo Horizonte (MG). A fábrica paulista da LiuGong possui 26mil m² de área total e 6 mil m² de área construída. Além da parte industrial, possui departamentos de estoque de peças, serviços de
pós-venda e treinamento.
A marca mantém quatro fábricas fora da China: Índia, Polônia, Argentina e Brasil. No País, a marca monta a escavadeira de esteira 20 t a 22 t e que atualmente está sendo submetida à nacionalização. Outras máquinas da linha amarela que a marca oferece, incluem escavadeiras, pá-carregadeiras, motoniveladoras,
rolo compressor e minicarregadeira.
A partir do início deste ano, a empresa passa a vender também no Brasil o trator de esteira da Dressta, marca polonesa adquirida pela LiuGong em 2013. Com 30% de seus negócios hoje fora da China, a marca quer chegar em 2020 com 45% das vendas distantes de seu território de origem. “Há um esforço de globalização da marca”, diz Bruno. De acordo com ele, a matriz quer dar mais autonomia às subsidiárias.
Recentemente, na linha de agregar tecnologia às suas máquinas, a LiuGong apresentou a pá carregadeira articulada de rodas com cinematismo vertical. A inovação está no braço da carregadeira. O braço com cinematismo vertical acentua a função principal da carregadeira de rodas, que é erguer e transportar carga,
proporcionando maior carga operacional e altura de elevação. O produto estará pronto para produção a partir de 2017 e disponível no mercado latino-americano em 2018.

 

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Caterpillar embarca mais tecnologia em novas carregadeiras

(Augusto Diniz – Piracicaba/SP)
As novas carregadeiras de roda lançadas pela Caterpillar no Brasil apostam em novas tecnologias embarcadas para gerar mais produtividade e eficiência. As máquinas de porte médio 950, 962, 966 e 972 das Séries L e M já estão sendo fabricadas na unidade da empresa em Piracicaba (SP).
O investimento no Brasil somente para pôr em produção as duas novas linhas foi de US$ 3 milhões. Segundo Odair Renosto, presidente da Caterpillar Brasil, faz parte da estratégia do grupo apresentar novos produtos ao mercado, mesmo com a estagnação econômica. “Preparamos para nos posicionar para a retomada. Sabemos que há muitos projetos represados”, ressalta. Ele acredita em crescimento nos próximos anos e diz que a empresa está pronta para o novo ciclo de expansão.

SOBRE AS NOVAS LINHAS

Nos novos lançamentos, os motores Cat ACERT estão atualizados para oferecer uma potência Hp 22% maior na carregadeira 950, 8% maior na 962, 10% maior na 966 e 5% maior na 972, em comparação com a série anterior. A 950 e a 962 têm transmissão Power Shift contra-eixo de 5A/3R, enquanto a 966 e a 972 usam transmissão Power Shift planetária de 4A/4R.
O sistema de Controle Eletrônico de Produtividade Avançada da marca mantém o fluxo de torque durante as mudanças de faixa de marcha, para proporcionar aceleração mais rápida em rampas e mudanças mais suaves no modo de comando direto da transmissão. De acordo com a Caterpillar, para todos os modelos das Séries L e M, o Sistema de Frenagem Integrado regula a redução de marchas proporcionalmente à força de frenagem necessária, resultando em reduções de marcha mais suaves e maior controle de desaceleração.
Para expandir a versatilidade de todos os modelos da Série M e de modelos da Série L com ferramentas de trabalho, como garfos, caçambas com garras, lâminas, ancinhos e grades aradoras, o Sistema Acoplador Cat Fusio permite trocas rápidas de ferramenta.
O novo compartimento do operador tem cabine com Estrutura Protetora Contra Acidentes de Capotagem. Controles do implemento eletro-hidráulicos instalados no assento e desengates programáveis (na cabine) fornecem o controle ideal da ferramenta de trabalho.
A Caterpillar oferece ainda para as novas máquinas o sistema Product Link, que ajuda a gerenciar a utilização da frota por meio da interface online com o VisionLink, rastreador de itens críticos, como localização, horas, consumo de combustível, códigos de diagnóstico e tempo de inatividade.
Já a tecnologia Payload, como o sistema opcional Cat Production Measurement, pesa com precisão os materiais que estão sendo carregados e transportados. A interface de usuário intuitiva no display secundário, com tela padrão e sensível ao toque, fornece informações sobre a carga útil. Os responsáveis pelas máquinas podem acessar esses dados por meio do portal do VisionLink para medirem a produção e monitorarem a eficiência.

 

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Manutenção recorde de 132 válvulas em 12 dias

A Metso participou da manutenção do parque de válvulas de uma grande empresa industrial latino-americana. Além dos reparos pré-estabelecidos, o processo envolveu o upgrade da automação dos equipamentos instalados. A otimização aconteceu com a ativação de posicionadores inteligentes, modelo ND9000.
Com a instalação, os dispositivos fabricados pela Metso passam a enviar informações online do funcionando do parque de válvulas, permitindo que os especialistas da companhia possam realizar análises preditivas dos equipamentos recém-reparados.
“No caso de paradas de plantas, o maior diferencial é o cumprimento do prazo de entrega, o que conseguimos fazer mesmo com os desafios que tínhamos”, explica Alex Bernini, gerente de Operações da Metso. Além da criticidade do tempo de entrega, ele cita o envio de algumas válvulas fora do cronograma especificado e a complexidade de instalação dos posicionadores, como os pontos de atenção do processo.
A maior parte das válvulas foi enviada para o Centro de Serviços da Metso, em Sorocaba (SP). A partir do deslocamento, o cliente passou a receber um relatório diário do avanço da manutenção, peça a peça. A empresa, por sua vez, montou um sistema de fiscalização – quase diário – para acompanhar o reparo dos
equipamentos em Sorocaba.
Objetivas, as visitas ao Centro de Serviços da Metso foram reduzidas em sua periodicidade à medida que se comprovou o cumprimento do cronograma. Os encontros ao longo dos 12 dias serviram para alinhar os objetivos: a Metso recebia o direcionamento do cliente em relação às prioridades de entrega e a contratada detalhava as eventuais dificuldades, caso do fornecimento de peças em caráter emergencial. Em conjunto, as duas equipes técnicas acertavam os detalhes.
O caminho inverso – ida de técnicos da Metso à empresa – também aconteceu. Apesar de um planejamento detalhado, a equipe da Metso responsável pelo processo fez pelo menos duas visitas à unidade durante os 12 dias. Os encontros reforçaram o alinhamento entre os técnicos envolvidos e serviram para reorganizar as
atividades, com a meta de não comprometer o cronograma.

Fonte: Redação OE

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Margui muda para nova fábrica

A jovem Margui Engenharia de Equipamentos, empresa 100% nacional criada há seis anos, inaugurou nova unidade industrial. Com isso, a empresa aumenta sua capacidade de produção e também permite fazer crescer seu portfólio.

“Ampliaremos nossa capacidade em três vezes. Não podemos divulgar ainda, mas vamos expandir nossa linha de produtos”, afirma o engenheiro mecânico Gilberto Luz, sócio da Margui. A antiga fábrica ficava em Caxias do Sul (RS), com cerca de 2 mil m² de área construída, mas agora passou a ser em Flores da Cunha (RS), município vizinho, tendo aproximadamente 5 mil m² de área construída.

A empresa oferece ao mercado usinas de asfalto a partir de 5 t até 160 t/h, além de usinas de solos (50 a 600 t/h), secadores rotativos (5 a 150 t/h) e tanques móveis e fixos. O carro-chefe da empresa é a usina de asfalto móvel de 20 a 40 t/h, com uso em áreas urbanas.

“Atuamos no nicho de mercado de empreiteiras de pequeno e médio portes, em trabalhos de alta complexidade”, conta Gilberto, que no passado, antes de fabricar equipamentos, projetava para clientes máquinas de usinas de asfalto.

O diferencial da marca é a fácil operação de seus equipamentos, com pouca eletrônica embarcada. “Oferecemos soluções diversas aos clientes e temos flexibilidade de preços”, diz.

Durante a sexta edição da Brazil Road Expo, realizada em São Paulo (SP), no final de março último, a Margui levou à feira uma usina de asfalto móvel de 40 a 60 t/h.

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Ammann mostra o estado da arte em pavimentação


Minipavimentadora de asfalto AFW 150-2

Foi realizado recentemente o 1º Ammann Asphalt Forum, em São Paulo. A proposta da marca foi reunir especialistas do segmento de asfalto, para um debate sobre novas tecnologias e tendências na produção e aplicação de misturas asfálticas.

Com a presença de mais de 100 participantes, um dos temas apresentados refere-se à construção de rodovias sustentáveis utilizando usinas asfálticas com alta tecnologia em métodos de reciclagem, misturas mornas etc., convertendo em benefício ao usuário final e também para o fabricante de misturas asfálticas.

Segundo a marca, uma das vantagens resultantes é o consumo de energia elétrica, representando queda de 30%, além da capacidade de produzir mistura asfáltica com 99% de material reciclado.

Em termos de tecnologias de pavimentação a Ammann apresentou no evento a minipavimentadora de asfalto AFW 150-2 G, equipamento para trabalhos em locais compactos e para a pavimentação de ciclovias, calçadas, trincheiras etc. Outro diferencial apresentado pela máquina, segundo a marca, é o sistema de tração 4×4 e 6×6, nas pavimentadoras de asfalto série 350 e 500.

Ainda durante o fórum, as tecnologias apresentadas na linha de compactação de solos pode se destacar o sistema ACE (Ammann Compactaion Expert). A tecnologia monitora e realiza ajustes de frequência e amplitude conforme a leitura de compactação do solo. Além dessas funções, o sistema faz todo o registro documental do trabalho, criando e mantendo um histórico da compactação.

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Link-Belt lança nova geração de escavadeiras

A fabricante Link-Belt lançou nos Estados Unidos e Canadá nova geração de escavadeiras, com o modelo 210X4. A máquina possui motor de 160 HP e é equipada com controle eletrônico, que reduz a emissão de poluentes, conforme a norma Tier 4 da Agência de Proteção Ambiental do Estados Unidos (Environmental Protection Agency).

Segundo a marca, o novo modelo de médio porte atende obras como escavação de fundações, instalação de tubulação e abertura de valas. Entre as melhorias, inclui-se o tempo médio de ciclo, que se tornou até 9% mais rápido que o modelo anterior.

De acordo com o gerente de produto da LBX nos Estados Unidos, Nori Kumagai, uma nova válvula com vias de passagem hidráulica 30% maiores viabilizou esse ganho no desempenho. “Nós também aumentamos os tamanhos do braço, da lança e das bobinas auxiliares para reduzir a perda de pressão e distribuir o óleo de forma mais suave. Com tantas mudanças no desempenho, ainda conseguimos reduzir em 12% o consumo de combustível”, acrescentou Kumagai.

O bem-estar do operador e a manutenção também foram contemplados na 210X4. De acordo com a Link-Belt, a cabine desse modelo é certificada para ROPS (Roll Over Protective Structure), que significa estrutura protetora contra capotamento; e FOPS (Falling Objects Protective Structure), traduzido como estrutura com proteção contra queda de objetos, garantindo mais segurança na operação.

5 anos de Brasil

A Link-Belt chegou ao quinto ano de operação no Brasil. A empresa norte-americana considera a operação brasileira bem sucedida, com mais de 300 escavadeiras em campo.

Somando fatores como proximidade geográfica e facilidade do idioma, em 2016, a filial brasileira passou a responder pela direção dos negócios, marketing institucional e de produtos, além de vendas diretas para América Latina. Com a reorganização, boa parte das demandas do mercado latino-americano passou para a gestão da Link-Belt no Brasil.

De acordo com o diretor de vendas da América Latina, Kurt Engelhart, a mudança impactou positivamente no relacionamento com os oito distribuidores em todo o País. Atualmente, os distribuidores das escavadeiras Link-Belt no País são: TranspoTech (Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul), Trakmaq (Vale do Paraíba paulista), Maquilinea (Noroeste paulista), Vilmaq (Região de Ribeirão Preto, em São Paulo), J.Azevedo (Sul da Bahia e Espírito Santo), Mult-Máquinas (Tocantins, Distrito Federal e Goiás), SP Máquinas (Acre, Rondônia, Mato Grosso e Sul do Pará) e SRR (Rio de Janeiro). Na Grande São Paulo e no interior do Estado, a empresa também trabalha com vendas diretas.

A marca planeja no País intensificação de treinamentos avançados para operadores de escavadeiras, contemplando montagem e desmontagem da bomba e do motor hidráulicos, dos redutores, entre outros tópicos. A primeira turma está prevista para o segundo semestre de 2016.

Instalada em Sorocaba, interior de São Paulo, LBX do Brasil afirma disponibilizar mais de 15 mil itens em estoque, assegurando a disponibilidade de peças.

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Bodoquena prepara aumento de produção e da linha de agregados

A Mineração Bodoquena espera o reaquecimento da economia para ampliar seu portfólio de produtos oferecidos ao mercado. Com atuação significativa na oferta de calcário agrícola, respondendo por mais de 50% do insumo produzido no Estado do Mato Grosso do Sul, a empresa pretende atuar também com carbonato de cálcio para ração e areia industrial – além de calcário agrícola, a mineradora já trabalha com brita, pedrisco e pó de pedra.

Frederico Aranha, diretor da empresa, acredita que o investimento inicial nos dois novos produtos deverá alcançar pelo menos R$ 2 milhões. Além disso, o executivo crê para este ano que a produção da mineradora ultrapasse 1 milhão t. “Em 2015, a produção chegou a 850 mil t. Pretendemos atingir em 2016 o resultado de 2014, que foi de 1,1 milhão t”, diz. Segundo ele, a boa safra agrícola irá contribuir para este resultado.

Antônio Aranha: Calcário carregado no braço

Mecanização

Fundada em 1973 em Bela Vista, na região sul do Mato Grosso do Sul, a Mineração Bodoquena está instalada em área total de 700 ha, sendo que a lavra possui 15 ha – a lavra pode ainda ser explorada por mais 50 anos, mas em toda área a extração pode se estender por várias gerações. Segundo o fundador da empresa, Antônio Aranha, a região é rica em calcário dolomítico, usado para correção de acidez de solo.

“A terra do cerrado é ácida e por isso precisa de calcário para dar mais produtividade”, explica Antônio, ou Toninho, como é conhecido, ressaltando a qualidade do insumo extraído na mineradora. O crescimento da agricultura de exportação no Centro-Oeste a partir dos anos 2000 impulsionou a venda de calcário agrícola no País.

Toninho lembra que no começo, “carregava no braço” as pedras de calcário para o caminhão. No início, a produção era de apenas 8 mil t/ano. “Extraía-se calcário de uma montanha de 27 m. Hoje, a lavra se transformou em uma cavidade de 16 m de profundidade”, conta.

O processo de mecanização da mineradora começou para valer em 1978, lembra Frederico. Em 1983, deu-se início a parceria com a Case Construction Equipment, que perdura até hoje. Na mineradora, há 17 máquinas da marca operando em todo o processo.

Oito pás-carregadeiras 821E (18 t) e 721E (14 t), com balança embarcada para pesagem de material recolhido, fazem limpeza de lavra e carregamento de caminhões de calcário para entrega.

Duas escavadeiras hidráulicas CX470B (47 t) trabalham na pós-detonação (realizada de duas a três vezes por semana na lavra), subindo no desmonte e carregando o caminhão com pedras de calcário antes de ir para britagem.

Existem ainda seis pás-carregadeiras W20 e uma escavadeira 350E da Case para limpeza e apoio na mina e área de britagem primária e secundária – o conjunto de britadores é da marca Piacentini.

A mineradora tem ainda uma frota com três caminhões de 27 t e um caminhão de 35 t. Frederico Aranha informa que a mineradora tem previsão de adquirir mais duas pás-carregadeiras. O local possui serviço de manutenção das máquinas. “Somente motores é que não fazemos manutenção e enviamos à concessionária”, afirma o diretor.

Hoje, a Mineração Bodoquena, com o total de 120 funcionários, tem sede nos municípios de Jardim, vizinho ao município da mina, e Dourados, ambos no sul do Mato Grosso do Sul. Em Jardim, a empresa mantém um centro de formação de línguas e informática à população há mais de dez anos.

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Bauma 2016 valoriza engenharia e tecnologia

Laje de concreto de alta resistência sobre deck de aço de ponte existente é uma das inovações a serem apresentadas

Carregadeira Liebherr XPower

Prêmio de Inovação elege como finalistas melhorias concebidas pela indústria de equipamentos e componentes — e ainda uma solução estrutural que reforma pontes metálicas obsoletas por um décimo do custo de uma nova Joseph Young – Munique (Alemanha)

Nesta premiação, tamanho não é documento. Gigantes globais competem com indústrias locais e empresas de engenharia com quadros modestos. Foi a receita adotada pelos organizadores da exposição Bauma 2016, que se realiza em Munique, Alemanha, em abril próximo, para valorizar as inovações técnicas mais criativas independente do porte das participantes.

Na prévia oferecida aos jornalistas que foram à conferência de imprensa, organizada pela Bauma, em janeiro último, os finalistas, selecionados por um júri independente para concorrer ao Prêmio de Inovação, primaram pela originalidade em suas iniciativas.

O projeto estrutural da Leonard Weiss GmbH, que adota uma laje de concreto de alta resistência sobre o deck de aço de pontes obsoletas, consegue estender a vida útil dessas estruturas metálicas a um custo que é um décimo de uma nova.

Há milhares de pontes antigas na Alemanha para serem recuperadas. Pontes de concreto também podem ser restauradas de forma similar, inserindo-se barras de aço vertical para solidarizar a laje nova de concreto com a existente, mas nesse caso o ganho econômico é menor.

Já a Liebherr, como a maior marca global alemã em equipamentos de construção e mineração, vai apresentar na feira uma série de desenvolvimentos à altura da sua tradição tecnológica.

Uma inovação inclusive eleita como uma das finalistas do prêmio propõe substituir o velho e conhecido cabo de aço por cordoalhas de material sintético, que pesa bem menos e “alerta” o proprietário do guindaste quando chega o momento da troca — tirando o fator humano dessa decisão que pode definir a segurança de toda a operação de rigging.

O cabo sintético foi desenvolvido pela Liebherr em conjunto com a empresa austríaca Teufelberger.

A nova série XPower de carregadeiras da marca alemã equipada com trem de força de potência dividida, já alcançou 70 mil horas de testes operacionais, e terá seu lançamento europeu realizado na Bauma em abril próximo, seguido por países onde as normas de emissão Estágio IV/Tier 4f se aplicam. São seis modelos pesando de 17,7 a 32,6 tm, caçamba de 3,2 a 6 m³, e motor de 191 a 354 HP.

Novidade da Liebherr substitui cabo de aço por material sintético

A fábrica alemã vai apresentar em Munique o primeiro trator de esteiras do mercado, na classe de 70 t, com tração hidrostática variável de forma infinita. Batizado de PR776, seu motor de 759 HP se sobressai pelo baixo consumo. A R9200 é a novidade em escavadeira de mineração na classe de 200 tc, destinada ao carregamento de caminhões de 100 t e 140 t, em versão backhoe ou shovel. Na Bauma será possível ainda ver lançamentos da Liebherr em guindastes móveis e sobre esteiras: o modelo LTM 1250-5.1 já se encontra à venda como o guindaste móvel de maior capacidade sobre cinco eixos — 250 t, alcance de 108 m, rádio de 96; o protótipo de um guindaste de oito eixos com lança telescópica muito longa; e o LR-1500, cujo módulo realizou um programa de testes com sucesso, destacando sua capacidade de 500 tc mesmo utilizando componentes de dimensões típicas de um guindaste de 400 t.

Tecnologia

A participação da Caterpillar na Bauma 2016 gira em torno do tema Tecnologia para Elevar Produtividade e Eficiência. A empresa sediada em Peoria, Estados Unidos, conduz um programa recente que visa reduzir em US$ 1 bilhão seus custos operacionais, mas isso não parece afetar os projetos de desenvolvimento na sua gama de equipamentos de construção e mineração, tido como a mais extensa da indústria.

O foco central da apresentação na Bauma com mais de 60 máquinas e implementos está na Tecnologia de Conexão, que permite interligar equipamentos da frota, independente de marca, para melhorar a produtividade nas tarefas executadas.

O módulo LINK captura dados de desempenho e saúde das máquinas, disponibilizando- os na web, facilitando tomadas de decisão para evitar falhas não programadas; os módulos GRADE e COMPACTO dão suporte aos operadores para movimentar mais material em menos passadas; e PAYLOAD é o sistema embarcado em caminhões e equipamentos de carga que reduz tempos de ciclo e custo por tonelada movida.

A nova escavadeira Cat 323F oferece como sistema standard o GRADE with Assist, que automatiza os movimentos da lança e da caçamba, com menos intervenção do operador e dando mais qualidade e velocidade ao trabalho executado; os modelos 336F LE XE e 352FnL XE possuem sistema hidráulico inteligente que prioriza economia de combustível, além dos sistemas GRADE e PAYLOAD; o trator D6N com GRADE integrado a Slope Assist dá alta produção do primeiro corte ao acabamento.

A Caterpillar vai ainda exibir três novas pavimentadoras na Bauma: AP300F, AP355F e AP555F, dotadas de tecnologias mais intuitivas e amigáveis aos operadores e sistema de mesa com aquecimento rápido para reduzir o tempo ocioso das máquinas; no mesmo segmento, há um novo rolo compactador vibratório CD54B.

Na mineração, desponta a escavadeira hidráulica 6015B que sustenta novos parâmetros de velocidade e potência, visando otimizar o carregamento dos caminhões 773, 775 e 777 em 4, 5 e 7 passadas; os motores industriais apresentados na Bauma atendem às normas EU estágio IV/US EPA Tier 4 para múltiplas aplicações.

A Hyundai vai exibir quatro novas escavadeiras — HX145 LCR sobre esteiras, para construção; HX235 LCR, sobre esteiras, para operação florestal; HW140, sobre rodas, para construção; e HW210 sobre rodas, para manuseio de entulhos e reciclagem.

Pá-carregadeira Hyundai HL980

Algumas características avançadas: cabine nova, motor Tier IV Cummins, quatro câmeras de 360° que eliminam pontos cegos para o operador e exclusivo detector de movimentos no entorno da máquina. A fábrica coreana também vai apresentar quatro novas carregadeiras.

A HL940 TM, para construção e trabalho com implementos, composta ainda com motor Scania, cabine reforçada, caçamba que não derrama, e sistema de gestão standard que detecta paradas prolongadas e reduz a RPM do motor.

Estarão também na Bauma os modelos HL955 TM, para implementos variados, inclusive florestal; HL950, para construção; e HL980, para pedreiras e mineração, cujas especificações técnicas serão reveladas em abril próximo em Munique. A Volvo CE comemora 50 anos ao lançar o primeiro caminhão articulado no mercado e vai celebrar o fato com o novo modelo A60H, de 55 t, a maior capacidade até agora disponível na categoria, cujas características serão divulgadas somente na feira — dando continuidade à tradição da marca nessa linha de equipamento, reconhecida por ter uma cabine de operador das mais confortáveis.

Escavadeira compacta Volvo EW60E

Facilidades de manutenção também caracterizam esses caminhões, como a grelha frontal que gira para abrir e o capô do motor que levanta a 90° para livre acesso. Sua linha será ampliada com o compactador de rolo SD115B, escavadeiras compactas EW60E, EW150E de traseira curta, e ECR35D; e carregadeiras compactas L45H e L50H.

Compactas

Retroescavadeira compacta JCB 3CX Compact

A JCB eleva o conhecido padrão da retro compacta 2CX a um novo nível operacional — com o novo 3CX Compact, de olho nas exigências dos canteiros do futuro nos espaços urbanos confinados das cidades, com características apropriadas para trabalhos de repavimentação, reparos de redes de utilidades municipais etc.

Medindo 1,9 m de largura por 2,74 m de altura, a 3CX é na prática 25% mais compacta em termos físicos, mas possui a mesma potência. Viaja a 40 km/h com transmissão hidrostática, possui hidráulica com 19% a mais de fluxo e a direção nas quatro rodas faz giro num raio de 5,8 m — largura de uma via urbana.

Na faixa intermediária de carregadeiras, a JCB está replicando as características avançadas do modelo 457 para as unidades 427 e 437, além das 411 e 417 de menor capacidade.

Essa tecnologia inclui um motor dentro da norma Tier 4 Final/Estágio IV, e a cabine CommandPlus e seu sistema de controle inovador, que permite ao operador ajustar os fluxos hidráulicos auxiliares através do seu monitor, e comandar a reversão do ventilador para efeito de limpeza.

Pavimentação

Planta asfáltica Ammann ACM Prime 100

Há diversas novidades na extensa linha de usinas de asfalto da Ammann, a ser exibida na Bauma 2016: a planta chamada ABT QuickBatch foi projetada em módulos equivalentes a contêineres, facilitando o transporte inclusive internacional, na qual componentes chaves como as unidades de secagem/filtro e a torre de mistura usam cabines em forma de contêiner, que são simplesmente içados para os veículos de transporte.

As plantas ABCSolidBatch 140 e 180, com essa capacidade horária em toneladas curtas, são baseadas em conjuntos padronizados, os quais são customizados pelos próprios clientes através de implementos opcionais.

Uma nova planta asfáltica ACM Prime 100, com capacidade de 100 tc/h, é uma versão altamente móvel da conhecida usina ACM140 Prime.

Em pavimentadoras, as versões sobre esteiras ou rodas dos modelos AFW/T 350 e AFW/T500 foram repotenciados para atender às novas normas de emissão. A elas se soma a minipavimentadora AFW 150-2, com sensor de fluxo de material e uma mesa extensível hidraulicamente, além de um divisor de material que pode orientar o fluxo para os dois lados ou apenas um deles.

Placa vibratória autônoma Ammann

Pavimentadora Dynapac SD2500

Fresadora Bomag BM 2000

Em placas vibratórios, Ammann vai exibir o protótipo de um modelo autônomo que dispensa operador. Uma vez fixado o perímetro em que vai operar, via comando remoto, a placa se orienta por GPS, compasso eletrônico e sensor de colisão.

Compactadores de solo de um só tambor – ARS 200 Taf e ARS 220 T4f – são equipados com controles intuitivos, sistema ACE que controla a qualidade da compactação, tração hidrostática sem eixo traseiro, e sistema dual que combina vibração e amplitude.

A Ammann está lançando ainda os rolos tandem ARX 90 e ARX 110, que utiliza o princípio da oscilação para eliminar o stress nos materiais do entorno. Ao combinar a oscilação para frente e trás do tambor com uma carga estática constante, o grau de compactação é alcançado em menos tempo.

A Atlas Copco introduz na Bauma o serviço RigScan, já disponível no mercado dos Estados Unidos, que faz o diagnóstico do estado operacional de uma perfuratriz, sem precisar desmontar ou remover componentes. Diversas ferramentas high tech são utilizadas, inclusive imagens térmicas feitas por um aparelho manual, na avaliação de cerca de 500 parâmetros como vazamentos de fluidos, bloqueios etc.

Essa revisão dá suporte à identificação de falhas potenciais que operadores ou mecânicos podem sentir de forma intuitiva.

A linha Dynapac passa a adotar o nome Atlas Copco e suas pavimentadoras SD2500/SD2550 começam a operar com o TruckAssist, que utiliza duas barras LED nas pontas do silo de massa asfáltica para posicionar o caminhão no centro; um sensor indica o intervalo físico de espaço entre as duas máquinas.

A alimentadora MF2500CS foi projetada para esvaziar um caminhão em menos de 35 segundos, com a correia de 2,55 m de largura; e pode receber implemento opcional chamado Swingapp para alimentar duas pavimentadoras ao mesmo tempo, com giro de 55° em ambos os lados e capacidade de 2000 t/h.

O grupo Fayat concluiu a aquisição das marcas CMI e Cedarapids, e fixou um centro de produção em Ridgeway, Carolina do Sul, Estados Unidos, de modo que as plantas de asfalto Marini e as linhas da Bomag passam a operar fábricas em diversos países, inclusive Brasil.

Na Bauma, a marca vai introduzir duas novas plantas de asfalto por batelada — a XPRESS 2500, 200 t/h, modular e de rápida montagem; e a BE Tower, que produz 160 t/h e é compatível com tecnologias como asfalto morno e 30% de material reciclado.

A Breining-Secmair é uma divisão do grupo que oferece o equipamento GreenSwift para executar microtratamento de superfície em operações tapa-buraco e, ao mesmo tempo, pode também lançar uma nova capa de emulsão para desgaste na largura total da via.

O trabalho pode ser inteiramente automatizado com um único operador ou incluir etapas que exigem intervenção humana.

A Bomag exibirá na Bauma sua linha de alimentadoras BMF, que objetiva manter um fluxo interrupto de material na via pavimentada, evitando a ocorrência de juntas transversais.

As novas fresadora BM 2000/75 e RS 500 chegam para ampliar esta linha especializada.

A LiuGong chinesa prossegue a sua trajetória de globalização, com mais ênfase nas escavadeiras, ao lançar sete novos modelos de 15 a 50 t, a serem exibidos na Bauma em abril próximo; quatro modelos de bulldozers Dressta produzidos na sua fábrica europeia, inclusive um equipado com transmissão hidrostática, e mais um assentador de tubos. Sua linha ainda abrange carregadeira de rodas, caminhões rígidos, guindastes, pavimentadoras, frezadoras etc.

Escavadeira LiuGong 925E

Após estabelecer sua sede europeia na Holanda, em 2012, incluindo um centro de peças, a empresa ingressou com sucesso no mercado britânico e, em outubro de 2015, assinou com o distribuidor Drimat na França.

As escavadeira da serie E — 915EIV, 925EIV, 933EIV e 939EIV — incorporam motor Cummins turboalimentado, de baixa rotação e alto torque, que atende as normas europeias de emissão. O sistema IPC de controle inteligente de potência integra os sistemas mecânico, elétrico e hidráulico, incluindo o motor, e otimiza o consumo de diesel, com redução automática de velocidade quando em neutro.

Seis modos de operação, incluindo Fine (acabamento), Lifting (içamento), Breaker (rompedor) e Attachment (outros implementos) adequam a potência ao trabalho escolhido.

Eurásia

Coincidindo com a realização da Bauma 2016, eis que o túnel Eurásia que atravessa o Estreito de Bósforo, em Istambul, na Turquia, em construção por um consórcio de empresas turca e sul-coreana, entra na reta final, para ligar a Ásia e Europa — como que para mostrar que megaprojetos de tal magnitude ainda podem ser concebidos e executados por economias emergentes, desde que sob gestão adequado e utilizando ferramentas de última geração. A ligação física por túnel entre Ásia e Europa, ao entrar em serviço, vai desafogar a ponte do Bósforo que sofre com o tráfego congestionado na maior parte do tempo.

Fonte: Revista O Empreiteiro

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