Posts Tagged 'Mineração'

Investimento na produtividade

A MIP Engenharia é uma empresa especializada na execução de obras industriais e gestão de empreendimentos. Com mais de 50 anos de atuação no mercado de engenharia e montagem eletromecânica, a empresa realiza projetos nos segmentos de mineração, metalurgia, siderurgia, petróleo, energia, papel e celulose.

 

 

Diante da situação atual do mercado, a MIP tem investido na melhoria de seus processos para atingir seus objetivos, como a elaboração e implementação do projeto de ganho da produtividade.

 

Os benefícios identificados durante a introdução do projeto de melhoria da produtividade foram documentados e inseridos nos procedimentos revisados, incorporando-se aos ativos de processos organizacionais da MIP. Com isso, houve uma difusão das melhores práticas para todas as iniciativas realizadas pela empresa.

 

Para viabilizar e efetivar estas ações, foi criado o escritório de gestão de projetos (PMO – Project Management Office). O PMO atua fortemente na melhoria da gestão dos projetos da MIP com foco nos objetivos dos clientes. 

Fonte: Redação OE

0

De hospital a indústria siderúrgica

A Mascarenhas Barbosa Roscoe se fortaleceu dois anos depois de sua criação, quando a empresa venceu a concorrência pública para construção do Hospital Estadual Colônia São Francisco de Assis, em Bambuí (MG), impondo sua filosofia de serviço de qualidade e preço competitivo.

 

Em 1941, ganha outra licitação importante: drenagem em João Monlevade, para a Companhia Siderúrgica Belgo Mineira. Em 1958, inicia a construção da trefilaria da Belgo, em Contagem (MG) – uma obra completa, toda construída em galerias subterrâneas. Em João Monlevade, a empresa assume a construção do teleférico da Belgo, com 52 km de extensão, deslizamento de quase mil caçambas, transportando até 50 t de carvão por hora e atravessando três municípios.

 

Em 1963, realiza obras de drenagem para a Refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG). Em 1965, realiza a Estação de Tratamento de Água, a primeira de várias obras em Brasília (DF). No mesmo ano, inaugura o Viaduto da Prainha, na Rodovia do Aço, o segundo maior vão-livre do Brasil à época.

 

Em 1971, realiza obra inédita: a construção de uma rede subterrânea de dutos para a Companhia de Força e Luz, antecessora da Cemig. De 1974 a 76, a empresa participa da construção das instalações da Fiat em Betim, com inauguração antecipada em um ano.

 

A partir de 1986, participa da construção do Metrô da capital mineira, realizando um complexo de obras que visavam integrá-lo à rede viária urbana.

 

Assim, a Mascarenhas Barbosa Roscoe iniciou a década de 2010 como uma das maiores e mais respeitadas construtoras do País, com um moderno sistema de gestão e ações efetivas de responsabilidade social. Atualmente, está presente nas obras da CSN Cimentos em Arcos (MG), da VSB em Jeceaba (MG), e na maior indústria siderúrgica do Brasil, ThyssenKrupp CSA, no Rio de Janeiro (RJ).

Fonte: Redação OE

0

Expansão da Ponta da Madeira

Fundada em 1982, a Milplan é uma empresa voltada à execução de obras de construção e montagem eletromecânica de unidades e complexos industriais, para as maiores e mais importantes indústrias de base e de transformação do Brasil. São mantidos até dez canteiros de obras nas diversas regiões do Brasil, onde são gerados até 4 mil empregos diretos. Com mais de 350 contratos executados, a Milplan mantém posição de destaque nos setores de mineração, siderurgia, cimento, químico e óleo e gás.

 

A Milplan está em operação nas obras de expansão do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, realizadas pela Vale, em São Luís (MA). A obra consiste na montagem eletromecânica e testes dos carregadores de navios e sexta linha de embarque (transportadores e casas de transferências) a ser realizados no Píer IV – Berço Norte.

 

Com duração de dois anos, a obra tem seu término previsto para dezembro de 2016, incluindo a montagem eletromecânica, testes e operação assistida. No total, 899 colaboradores estão envolvidos na obra, que é o maior sistema de carregador de navios – do tipo dual quadrante, com capacidade de 16 mil t/h – já instalado no mundo, tanto pela envergadura (tamanho e peso), como pela capacidade produtiva.

 

Toda a montagem dos módulos será através de transporte via mar, utilizando balsa com rebocador, que carregará os módulos em uma área externa de pré-montagem próxima à Vale, no Porto do Itaqui, até o Píer IV.

 

Um guindaste de 400 t sobre esteira, posicionado na laje do berço, será utilizado para descarga e respectivos içamentos dos módulos. Nesta operação, as maiores dificuldades são as caraterísticas do local e o comportamento das marés e fortes correntezas durante a atracação da balsa.  

 

Diariamente, a montagem convive com o trânsito de betoneiras para concretagem, passagem de pessoas, movimentações de guindastes e equipamentos. O planejamento da montagem tem que identificar e programar as interfaces e prioridades de interdições de ruas e acessos no berço, de forma a garantir a execução das atividades tanto de construção civil como de montagem dentro dos prazos estabelecidos no projeto, garantindo a execução da obra.

Fonte: Redação OE

0

Recuperação das commodities ficou para 2017

A tendência do mercado é substituir minas de maior custo por operações novas e mais eficientes, como o projeto S11D da Vale

Augusto Diniz

 

O aspecto cíclico – para cima ou para baixo – de desenvolvimento, produção e preço de venda que marca o setor de mineração pode retomar movimento de alta a partir de 2017. Um fator deve ajudar muito o Brasil nessa recuperação. É que, no final do ano que vem, o maior projeto de mineração de ferro em andamento no mundo, conduzido pela Vale, está previsto de entrar em operação.

 

“Recuperação mesmo somente em 2017. Trata-se de uma contribuição importante (o comissionamento do projeto S11D), já que o minério de ferro responde por boa parte das exportações no setor”, explica Marcelo Ribeiro Tunes, diretor de Assuntos Minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Segundo a instituição, em 2014, o minério de ferro representou US$ 25,1 bilhões em exportações, num total de US$ 34,2 bilhões de produtos de origem mineral.

 

De acordo com Tunes, as dificuldades para a recuperação do setor se centram no preço da energia e a necessidade de melhoria da infraestrutura no País. Ele cita que há empresas reduzindo a produção total por conta dos altos custos de operação.

 

Com relação à infraestrutura, ele menciona a Bahia Mineração (Bamin), que tem projeto no Sul da Bahia, mas aguarda a conclusão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que prevê a ligação do Estado do Tocantins ao porto de Ilhéus (BA). “A infraestrutura é fundamental para a movimentação de carga do setor”, afirma Tunes.

 

De acordo com o diretor do Ibram, vive-se hoje um período de turbulência. “Vai passar, mas o que estamos sentindo é forte. Os preços caíram muito. É verdade que eles estavam artificialmente altos em 2011”, avalia.

 

Com relação ao cenário internacional, ele explica que era sabido que a alta demanda de minerais pela China, fruto da intensa urbanização naquele país, não iria persistir por muito tempo, fazendo com que o mercado se adequasse à nova realidade.

 

“Acredita-se que a Índia possa desempenhar esse papel da China na compra de minérios, mas de forma menos vigorosa”, informa. O governo reformista de Narendra Modi, que assumiu o poder no país ano passado, trabalha em várias frentes para alavancar a economia – a previsão de crescimento do PIB este ano é de 7,5%.

 

 

“Em breve, a Índia será mais populosa que a China e precisará atender a essa população”, diz Tunes. Ele citou também a recuperação da economia norte-americana como aspecto importante para a retomada do setor de mineração em novo ciclo de expansão.

 

Uma questão que preocupa o Ibram é a ambiental. “O licenciamento tem ficado agudo, mais difícil. A legislação está anacrônica”, analisa. O diretor conta que há mineradoras que levam dez anos para obter todas as licenças ambientais para operar uma mina. “Existe ainda o problema de que as regras ambientais diferem em cada Estado, também atrapalhando o mercado”, lembra.  

 

A preocupação tem a ver com o potencial de exploração mineral no País. “Apenas 30% do território brasileiro tem mapeamento mineral”, afirma.

 

 

 Foco no S11D

O projeto Ferro Carajás S11D, localizado na Serra Sul de Carajás, no Pará, tornou-se foco absoluto da Vale. A iniciativa, que se destaca pelo baixo impacto ambiental, tem firme avanço nas obras, para que a operação comece até o final 2016.

 

Com a expectativa de produção anual da ordem de 90 milhões de t, a exploração de minério de ferro se dará por meio de lavra a céu aberto, bem como o beneficiamento do minério com umidade natural (sem a necessidade de adicionar água no processo).

 

As obras se dividem em três grandes frentes e, no total, há pelo menos 14 mil operários trabalhando no projeto hoje. Uma está relacionada às obras do empreendimento, em área de 1.400 ha. As outras duas, ao âmbito logístico. Juntas, elas somam investimentos de cerca de US$ 17 bilhões.

 

Para transporte do minério, está sendo feita a construção da Ferrovia Sudeste do Pará, de 101 km e quatro túneis, que ligará a planta à ferrovia de Carajás – que se encontra em expansão em trecho de 504 km e reestruturação de 206 km das linhas existentes. O porto Ponta da Madeira, no Maranhão, também está em obras para escoamento desta produção.

 

Alguns módulos da usina de beneficiamento estão sendo posicionados. Recentemente, foi colocado na base de sustentação um módulo de 1.200 t, 22 m de comprimento e 25 m de altura. Para instalá-lo, foi preciso erguê-lo a 10 m de altura e movimentá-lo por mais de 40 m.

 

A operação foi quase de guerra. Métodos inéditos de jacking (suspensão) e skidding (deslizamento) foram usados. A técnica de jacking permitiu a sincronização entre as nove torres de “macaqueamento” para içar e baixar o módulo. Já a técnica de skidding foi usada para movimentar o módulo até a base.

Fonte: Redação OE

0

Terminal tem montagem complexa

A Milplan participou da implantação do Projeto CLN 150 (Capacitação Logística Norte 150 milhões de t/ano), no Terminal Ponta da Madeira da Vale, em São Luís (MA).

Foram firmados três contratos com a Vale para a execução de obras de montagem eletromecânica.

O primeiro contrato foi celebrado em associação com a fabricante de equipamentos Metso Minerals, tendo os viradores de vagões 5 e 6 como objeto. Os viradores descarregam as composições de vagões que trazem o minério de ferro beneficiado de Carajás (PA).

Um segundo contrato foi firmado em associação com a fabricante Sandvik MGS, tendo como objeto o sistema de transportadores de correia da quinta linha de embarque. A quinta linha leva o minério de ferro até o Píer IV para carregamento de navios.

O último contrato foi firmado isoladamente com a Vale, tendo o sistema de transportadores de correia do Lote B2 como objeto. O Lote B2 faz a interligação entre o pátio de produtos, após a saída dos viradores de vagões, com a quinta linha de embarque.

Durante a execução dos três contratos, destacou-se muito o manuseio e içamentos de peças de enorme porte, e sobre instalações existentes que não poderiam ser paralisadas.

No Lote B2 foram içadas três galerias (grandes estruturas que suportam os transportadores de correia) sobre a pera ferroviária que recebe as composições vindas de Carajás. Para fazer esta transposição da pera, foram içadas duas galerias de 36 m e uma de 54 m – esta última com seção de 10 m de largura e 7 de altura, e peso próprio de 270 t. Foram utilizados dois guindastes sobre esteira com capacidade de 600 e 450 t.

Na quinta linha de embarque foram também içadas três galerias sobre a estação de tratamento de efluentes, sendo a maior com 60 m comprimento, seção de 12 m de largura e 11 m de altura, e peso próprio de 290 t. Foram utilizados dois guindastes sobre esteira com capacidade de 450 t.

Toda a transposição da pera ferroviária foi executada sem a necessidade de paralisação total da circulação de vagões, e consequentemente a produção da Vale.

No total, foram montadas aproximadamente 20 mil t de estruturas, caldeirarias e equipamentos mecânicos.

Fonte: Revista O Empreiteiro

0

Novo marco regulatório divide opiniões

Tatiana Bertolim e José Carlos Videira

Depois de meses de expectativa, o governo apresentou em junho sua proposta para o novo código de mineração. A reforma do marco regulatório vigente há mais de 40 anos tem o objetivo de modernizar o setor, mas o projeto de lei enviado ao Congresso Nacional ainda divide opiniões.

Alguns especialistas afirmam que as novas regras podem criar um oligopólio ao dificultar o acesso de pequenos exploradores às jazidas. Outros ainda veem com apreensão a definição dos novos royalties – o teto será de 4%, mas a alíquota de cada minério será estipulada em decreto da presidente Dilma Rousseff.

As mudanças no marco regulatório vêm num momento de perda de competitividade do setor. O Índice de Produção Mineral (IPM), publicado pelo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), recuou 0,88% no ano passado em relação a 2011. O minério de ferro, item mais relevante da cadeia, apontou queda de 1,9% na produção nesse mesmo período. Itens como zinco, potássio, manganês, cobre e caulim também recuaram. O desempenho foi atribuído às dificuldades econômicas enfrentadas por países desenvolvidos.

O valor da produção mineral brasileira foi estimado em US$ 51 bilhões no ano passado, inferior aos US$ 53 bilhões obtidos em 2011. Os dados são do DNPM e do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

Mas não é apenas isso. Segundo dados do USGS, órgão de pesquisa geológica dos Estados Unidos, a participação brasileira na produção mundial de minério de ferro caiu de 20% para 12,5% na última década. No ano passado, ficou em 375 milhões de t.

Na solenidade em que apresentou o desenho do novo código, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que é preciso criar um ambiente favorável aos investimentos no setor. “Apesar de sua riqueza mineral, o Brasil não aproveita todo o seu potencial”, destacou.

Um dos pilares da proposta do governo é a criação de um título único para pesquisa e lavra mineral. As concessões serão válidas por 40 anos e poderão ser prorrogadas por outros 20 anos.

Caberá ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), órgão que será criado a partir do novo marco regulatório, definir quais áreas serão licitadas. Será necessário um investimento mínimo das mineradoras para explorar cada área.

O argumento do governo é que esse modelo acabaria com a especulação por parte de exploradores que se aventuram na busca por jazidas.

Novo órgão cria mais burocracia

No entanto, o advogado Plínio Gustavo Prado Garcia, especialista em mineração, afirma que as regras propostas pelo governo tornarão o setor acessível apenas aos grandes grupos, com o risco de que se crie um oligopólio.

“Hoje, qualquer um pode assumir o risco de fazer pesquisa”, diz o advogado. “Com as regras propostas, quem é pequeno hoje, e poderia ser grande amanhã, fica sem oportunidade.”

Outro ponto negativo, de acordo com Prado Garcia, é a criação de um órgão para definir as jazidas que serão colocadas em licitação para exploração e produção mineral. “É a burocracia que vai definir quais áreas poderão ser licitadas. Como vão licitar sem saber qual é o risco da pesquisa mineral?”, questiona. “Hoje, o sistema premia quem se lança à empreitada. Agora, vai depender da decisão do governo.”

O CNPM não é o único órgão que passará a existir com a reforma. Também foi anunciada a criação da Agência Nacional de Mineração (ANM), em substituição ao Departamento Nacional de Pesquisa Mineral. A ANM funcionará nos moldes das demais agências reguladoras, atuando na implementação das políticas estabelecidas pelo governo. Ela terá autonomia financeira.

O Ibram, que reúne as principais empresas do setor, considerou positivos os princípios que norteiam o novo código, tal como sugerido pelo Executivo. “É importante frisar que temas que o Ibram debateu durante todo esse tempo com o governo estão contemplados: segurança jurídica, atratividade e respeito aos contratos”, diz o presidente do instituto, José Fernando Coura. “Houve muito diálogo com a Casa Civil e o Ministério de Minas e Energia.”

O executivo também destaca que o novo código chegou ao Congresso Nacional na forma de projeto de lei – e não de medida provisória. É diferente do que foi feito em relação ao setor portuário, que foi enviado como MP e obrigou o governo e a base aliada a se mobilizarem para aprovar o texto no prazo necessário.

Outra diferença marcante em relação à nova Lei dos Portos diz respeito ao fato de que, na mineração, os contratos vigentes com as regras atuais serão mantidos. Na solenidade de apresentação da reforma, a presidente assegurou que haverá regras claras de transição, com respeito aos direitos adquiridos.

Alguns meses antes, as mineradoras haviam levado um susto. O ministro Edison Lobão disse que as jazidas que já tinham requerimentos de lavra aprovados também seriam objeto de licitação. As empresas reclamaram e o governo recuou.

Um ponto ainda a ser esclarecido das novas regras diz respeito à Contribuição Financeira por Exploração Mineral (Cfem), como são chamadas as royalties do setor. O projeto estabelece uma alíquota máxima de 4%, o dobro da atual. Além disso, ela será incidente sobre o faturamento bruto das empresas, e não mais sobre a receita líquida. O repasse desses recursos permanecerá o mesmo de hoje: 65% para municípios, 23% para Estados e 12% para a União.

No entanto, a proposta do governo não define qual será o percentual das royalties de cada minério, podendo variar entre 0,5% e 4%. Elas serão estipuladas por meio de decreto presidencial. A expectativa é que apenas o minério de ferro e o ouro tenham as alíquotas elevadas para o teto.

A alíquota escalonada decepcionou a Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Amig). Para a entidade, faltou clareza no projeto, que já deveria estipular os valores da Cfem para cada produto. A associação lembrou ainda que a cobrança é uma compensação aos municípios pelo impacto que a atividade mineradora causa.

Para o líder do setor de Mineração da KPMG no Brasil, Eduardo Martins, a regulamentação do setor é fundamental. “O fato de não se ter uma regulamentação definida faz com que os investidores fiquem num compasso de espera”, resume. Segundo ele, o setor vai se desenvolver melhor no Brasil na medida em que se tenha a regulamentação. “Independentemente do que vier, tem que vir”, enfatiza Martins.

Para o especialista da KPMG, não adianta nada ter uma nova lei do setor mineral se não houver infraestrutura para retirar o minério da área de extração. “Por isso, é preciso ter a regulação definida para todos os elos da cadeia”, defende.

English Version

New regulatory framework split opinions

Tatiana Bertolim and José Carlos Videira

After months of expectations, the government submitted in June its new mining code proposal. The change in the regulatory framework which has been effect for over 40 years aims at modernizing the sector. However, the bill sent to the Brazilian Congress still divides opinions.

Some experts say that the new rules may create an oligopoly by making it the access of little exploiters to the mines harder. Others still see the establishment of new royalties – the cap will be 4%, however each ore’s aliquot will be established by a Decree from President Dilma Rousseff.

The changes in the regulatory appear at a time of loss of competitiveness in the segment. The Mineral Production Index (IPM), published by the National Mineral Research Department (DNPM) has decreased 0.88% last year, compared to 2011.

Iron ore, the most relevant item in the chain had a 1.9% fall in production within this same period. Items such as zinc, potassium, manganese, copper and kaolin also showed a decrease in production. Such bad performance was attributed to the economic difficulties faced by developed countries.

The value of the Brazilian mineral production was estimated in US$ 51 billion last year, less than the US$ 53 billion obtained in 2011. This data was provided by DNPM and Instituto Brasileiro de Mineração (Brazilian Mining Institute) (Ibram).

But that is not all. According to data provided by USGS, an American geological research agency, the Brazilian participation in global iron ore production fell from 20% to 12.5% in the last decade. Last year it was of 375 million t.

In the solemnity that introduced the new code’s design, the Minister of Mines and Energy, Edison Lobão, said that is necessary to create an environment that encourages investments in the sector. “Despite its mineral wealth, Brazil does not use all its potential”, said he.

One of the pillars of the government proposal is the creation of a single name for mineral research and mining. The concessions will be valid for 40 years and may be extended for 20 more.

It will be the Conselho Nacional de Política Mineral (National Mineral Policy Council) (CNPM)’s, an agency that will be created after the new regulatory framework, responsibility to define which areas will be bid. It will be necessary a minimum investment by the mining companies to exploit each area.

Government argues that such a model would end speculation by exploiters who venture in the search for mines.

New agency creates more bureaucracy

However, lawyer Plínio Gustavo Prado Garcia, an expert in mining issues, says that the rules proposed by the government will make the sector accessible only for big groups, running the risk of becoming an oligopoly.

"Nowadays anyone can assume the risk of making research”, says the lawyer. “With the rules proposed, a small investor or company, which could become big tomorrow, has no chance”.

Another negative aspect, according to Prado Garcia, is the establishment of an agency to determine which mines will be bid for exploitation and mineral production. “It is bureaucracy that is going to determine the areas that can be bid. How are they going to put into tender without knowing what is the a mineral research risk?", asks he. “The system as it is today rewards those who launch into the venture. Now it is going to depend on the government’s decision."

CNPM it is not the only agency that is going to be created with the reform. It was also announced the creation of the Agência Nacional de Mineração (National Mining Agency) (ANM). ANM will work as the other regulatory agencies, acting in the implementation of the policies established by the government. It will be financially autonomous.

Ibram, which gathers the main companies in the sector, found the principles that guide the new code, as suggested by the Executive Branch, positive ones. “It is important to emphasize that the issues discussed by Ibram during all this time with the government are contemplating: legal security, attractiveness and contract fulfillment”, says the chairman of the institute, José Fernando Coura. “There has been a lot of dialog with the Chief of the Staff and the Ministry of Mines and Energy”.

The executive also points out that the new code was submitted to Congress as a bill, not as a provisional measure. That is different from what was made regarding the port sector, which was sent as a Provisional Measure and made the government and its allies to act to approve the text within the required period of time.

Another striking difference regarding the new Ports Act is the fact that, in the mining segment, the contracts in effect with the current rules will be valid. In the reform introduction ceremony, the chairman ensured that there will be clear transition rules regarding vested rights.

A couple of months before, the mining companies took quite a scare. Minister Edison Lobão Said that the mines that already had the extraction requirements would also be put into tender. The companies complained and the government backed out.

An issue still to be elucidated in the new rules is the Contribuição Financeira por Exploração Mineral (Financial Contribution for Mineral Exploitation) (Cfem), as the sector’s royalties is being called. The project establishes a cap aliquot of 4%, which is twice the current one. Furthermore, it will be charged over the companies’ gross revenue and no longer over net income. These funds will be transferred in the same percentage they are today: 65% to the cities, 23% to the States and 12% to the Union.

However, the government’s proposal does not establish each ore’s royalties percentage, which may range between 0.5% and 4%. Such royalties will be determined by presidential decree. It is assumed that only iron ore and gold will have their aliquots raised to the cap.

The staggered aliquot has disappointed the Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Minas Gerais Mining Cities Association) (Amig). In the entity’s opinion the Project lacked explicitness and should already define the CFEM amounts for each product. The Association also reminded that such charge is to compensate the cities for the impact the mining activity causes.

According to Eduardo Martins, the head KPMG’s Mining sector in Brazil, regulating the sector is essential. “Not having an already defined regulation makes investors stay at a standstill”, summarizes he. In his opinion, the sector is going to develop much better Brazil when a regulation is established. “Come what may, it has to come”, stresses Martins.

According to KPMG’s expert, it is no use having a new law for the mineral segment if there is no infrastructure to take the ore out of the extraction area. “That is why it is necessary to define a regulation for all the links of the chain”, argues he

Fonte: Revista O Empreiteiro

0

50 unidades vendidas

A LBX do Brasil, subsidiária da americana Link-Belt Excavator Company, empresa do grupo japonês Sumitomo, registrou a venda da 50ª escavadeira Link-Belt. Segundo Robert Harvell, presidente e CEO da LBX Company, este número alcançado pela unidade no país reforça a expectativa de crescimento, em um curto período de atuação. As máquinas da empresa começaram a desembarcar em território brasileiro ano passado.

“Chegamos no Brasil há pouco mais de um ano, acreditando neste imenso canteiro de obras em que se tornou o país, bem como no investimento de outros setores de interesse, como o de mineração”, comenta Harvell.

A 50ª escavadeira Link-Belt representa um crescimento de vendas de mais de 330% em apenas seis meses. A previsão da companhia é investir US$ 7 milhões nos próximos 24 meses.

A LBX do Brasil está instalada em Sorocaba (SP) e atualmente disponibiliza duas linhas de escavadeiras: Série X2 (formada por modelos com pesos operacionais que variam de 12.900 kg a 35.900 kg e potência líquida SAE de 95 hp a 271 hp) e a Spin Ace 80 (uma escavadeira compacta, ideal para aplicações em espaços confinados, devido ao seu giro traseiro radial compacto e lança com movimento lateral).

Fonte: Revista O Empreiteiro

0

Estrada de Ferro Carajás terá 115 km de duplicação

Com 892 km de extensão, a Estrada de Ferro Carajás (EFC) liga a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, em Carajás (PA), ao porto de Ponta da Madeira, em São Luís (MA). Por ano, a EFC escoa 120 milhões de t de minério e transporta cerca de 350 mil passageiros.

A EFC integra a malha ferroviária operada pela Vale, com 10 mil km de extensão no Brasil, onde se inclui ainda a ferrovia Vitória-Minas. A EFC também ganha especial relevância no transporte de passageiros, propiciando o acesso seguro às cidades do Pará e do Maranhão.

Para comportar a produção do projeto S11D, a empresa prevê a duplicação de 115 km da EFC, aquisição de locomotivas e vagões, além da construção de um quarto píer no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís (MA).
No início de julho, a companhia finalizou a primeira fase de expansão da estrada de ferro. A etapa envolveu a duplicação de 63 km de trechos, todos em municípios maranhenses.

Estrada de Ferro Carajás (ECF)

• Extensão: 892 km de Carajás (PA) a São Luís (MA)

• Capacidade: 120 mil t/ano
350 mil passageiros/ano

Números da ECF

Maior trem do mundo circula na Estrada de Ferro Carajás (ECF), operada pela Vale. Cinco locomotivas tracionam 330 vagões formando um comboio de 3 km de extensão.

English Version

Railroad Carajás will have 115 km duplicated

892 km long, the Estrada de Ferro Carajás (Railroad Carajás) (EFC) connects the biggest open air iron ore mine in the world, located in Carajás (PA), to port Ponta da Madeira, in São Luís (MA). Every year, the EFC outflows 120 million t of iron ore and carries about 350 thousand passengers.

The EFC integrates the railroad network operated by Vale, which is 10 thousand km long in Brazil and includes the Vitória-Minas railroad. The EFC is also of particular importance regarding passenger transportation, offering safe access to the cities of the states of Pará and Maranhão.

To handle the production of project S11D, the company is contemplating the duplication of 115 km of the EFC, buying locomotives and wagons and building a fourth pier at the Sea Terminal of São Luís (MA).

In the beginning of June, the company concluded the first stage of the railroad expansion, which included the duplication of 63 km of sectors, all of them in cities of the state of Maranhão.

Estrada de Ferro Carajás (Railroad Carajás) (ECF)

• Extension: 892 km from Carajás (PA) to São Luís (MA)

• Capacity: 120 thousand t/year

350 thousand passengers/year

ECF Figures

The biggest train in the world circulates in Estrada de Ferro Carajás (ECF), which is operated by Vale. Five locomotives pull 330 wagons, which form a 3-km long convoy.

Fonte: Revista O Empreiteiro

0

Vale investe R$ 19,5 bilhões no projeto S11D

O maior projeto de extração de minério de ferro da Vale, batizado de S11D, irá consumir investimentos de US$ 19,7 bilhões. O programa completo é composto por mina, plantas de processamento, aumento da capacidade ferroviária e do porto. Com início da operação, em Canaã dos Carajás, previsto para o segundo semestre de 2016, aumentará a extração de minério em 90 milhões de t/ano. Segundo a companhia, esse é o maior projeto da história da Vale e da indústria de minério de ferro do mundo.

Somente em logística, o investimento consumirá US$ 11,6 bilhões do total, destinados ao projeto de implantação do chamado Canal Logístico Norte (CLN) e da expansão da Estrada de Ferro Carajás (EFC). Enquanto isso, o desenvolvimento da mina e da planta de processamento consumirão mais de US$ 8 bilhões do total do investimento.
No início de junho, a companhia organizou uma ação de logística especial, para atender o projeto S11D, que durou cerca de 65 horas, envolvendo a própria empresa, órgãos municipais de Canaã dos Carajás (PA) e a comunidade, para transportar o primeiro módulo que vai compor sua usina de beneficiamento. Percorrendo uma distância de 43 km pelas rodovias do município, vindo do canteiro de obras Sudeste do Pará, da Vale, onde suas estruturas foram pré-montadas, o equipamento a ser instalado na unidade pesa ao todo 570,2 t e tem altura de um prédio de seis andares.

Para tamanha operação, foi utilizado um transportador modular autopropelido com rodas, sistema de alta tecnologia e que conta com suspensão hidráulica para garantir o nivelamento lateral e longitudinal em terrenos irregulares, podendo corrigir igualmente as grandes inclinações laterais das vias.

A operação serviu como teste para a empresa, uma vez que esse foi somente o primeiro dos 109 módulos que irão compor a usina.

A construção do Ramal Ferroviário Sudeste do Pará e a expansão da ECF ampliarão a atual capacidade logística da Vale, que é de 130 milhões de t/ano, para 230 milhões de t/ano. O investimento compreende a construção de um ramal ferroviário, duplicações de trechos da EFC, terminal ferroviário e investimento em terminais portuários.

O minério que será extraído é de melhor qualidade com menor custo operacional, e tem demanda crescente no mundo. Segundo a Vale, o empobrecimento progressivo da qualidade do minério de ferro no mundo faz crescer a necessidade de blending, o que torna o material que será extraído em Carajás menos suscetível aos efeitos de recessões econômicas.

Porto Ponta da Madeira está sendo ampliado para atender ao projeto S11D
English Version
Vale invests R$ 19.5 billion in PA

Vale’s biggest iron ore extraction project, called S11D, will consume investments of US$ 19.7 billion. The whole program comprises a mine, processing plants and increasing the railroad and port capacity. With the operation in Canaã dos Carajás scheduled to start in the second semester of 2016, it will increase ore extraction by 90 million t/year. According to the company, this is the biggest project in Vale and global iron ore industry’s history.

Only in logistics, the investment will consume US$ 11.6 billion of the total, destined to the project to implement the so-called Canal Logístico Norte (CLN) and expand the Estrada de Ferro Carajás (Carajás Railroad) (EFC). In the meantime, the mine and processing plant development will consume over US$ 8 billion of the investment’s total.

In the beginning of June, the company organized a special logistics action to comply with the S11D project, which lasted about 65 hours and involved the company itself, Canaã dos Carajás (PA) municipal agencies and the community to carry the first module that will form its processing mill. Travelling a distance of 43 km through the city’s highways, coming from the Vale’s job yards of Southeastern Pará, where its structures were pre-assembled, the equipment to be installed in the unit weighs a total of 570.2 t and is six-story high.

For such a big operation it was used a self-propelled modular carrier with wheels, a high-tech system with hydraulic suspension to ensure the lateral and longitudinal leveling in uneven grounds, and which may also correct the big side slopes of the routes.

Such operation served as a test to the company, since this was only the first of the 109 modules that will form the mill.

The construction of the Southeastern Pará Railroad extension and the ECF expansion will increase Vale’s current logistic capacity, which is of 130 million t/year, to 230 million t/year. This investment comprises building a railroad extension, duplicating portions of the EFC, a railroad terminal and investment in port terminals.

The ore to be extracted is the one with the best quality and lowest operational cost and has a growing demand in the world. According to Vale, the gradual impoverishment of the quality of the iron ore in the world makes the need to blend higher, which makes the material to be extracted in Carajás less susceptible to economic recessions.

Fonte: Revista O Empreiteiro

0
Page 1 of 4 1234
Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE