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Oportunidade na área de óleo e gás

O Grupo Via Engenharia está apostando em obras ainda ao longo deste ano. Considera que o mercado de infraestrutura está mudando e pretende ingressar em novos segmentos, entre eles o da indústria de petróleo e gás. O plano de ação empresarial que o grupo estruturou leva em conta a estratégia para prospectar e desenvolver negócios com empresas privadas. É o que afirma ao O Empreiteiro o presidente da empresa, Jacques Simbalista.

 

Ele diz que o grupo conta com uma área dedicada aos contratos de concessões e parcerias público-privadas, e participa atualmente do primeiro modelo de PPP no Distrito Federal, no consórcio que está construindo o Centro Administrativo. Ele vem fazendo o acompanhamento de todas as propostas de interesse no Brasil para análise de oportunidades e, sobretudo, de garantias. “Posso afirmar que estamos presentes em todos os seminários voltados para o tema”, afirma ele, acrescentando: “Nas modalidades de concessões e parceria público-privadas são de fundamental importância a formalização de garantias e o cumprimento dos contratos para o sucesso dos projetos.”

 

Simbalista informa que o grupo vê o momento atual como uma grande oportunidade para ingressar em obras da indústria de óleo e gás. Acha que, por causa das atuais dificuldades, é natural que a Petrobras esteja buscando novos parceiros.

 

 “Além disso”, complementa o presidente da Via Engenharia, “estamos realizando parcerias estratégicas com empresas globais com o propósito de somar expertise e agregar tecnologias em obras de serviços específicos”.

Fonte: Redação OE

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Crescimento com responsabilidade

A Netherland Engenharia impermeabilizou, em 2014, cerca de 100.000 m² de estruturas de concreto armado, com o sistema Radcon Formula #7. Entre as obras, destacam-se a Estação de Tratamento de Efluentes Industriais (ETDI) e as torres de resfriamento da Rnest, em Pernambuco, com mais de 35 mil m² de reservatórios; e a plataforma de embarque do terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com 11 mil m² de lajes de tráfego intenso.

 

O sistema Radcon Formula #7 é aplicado ao concreto curado, por aspersão. O produto penetra profundamente no concreto e reage com os íons de cálcio resultantes da hidratação do cimento, e forma uma barreira flexível no interior do substrato, impedindo a passagem de água e elementos agressivos, mantendo o alto nível de pH, protegendo o concreto e as armaduras.

 

Por ser flexível, é indicado para utilização em estruturas acima da linha do solo, sujeitas a movimentações resultantes de carregamentos e variações térmicas intensas. Na obra da Estação de Tratamento de Efluentes Industriais na planta da Petrobras, o sistema Radcon Formula #7 possibilitou, além da grande rapidez e confiabilidade da aplicação, proteção das estruturas de concreto contra o ataque dos fluidos agressivos, com pHs variando de 3 a 14. O sistema também suporta a vibração constante das hélices das torres de resfriamento, sem prejuízo à estanqueidade. Na plataforma de embarque do terminal 3 em Guarulhos, o produto possibilitou grande agilidade na execução das obras e atividades paralelas.

Fonte: Redação OE

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Associação de Engenheiros defende mudanças na contratação pela modalidade EPC

Augusto Diniz

 

Em entrevista à revista O Empreiteiro, Felipe Coutinho, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), defende a “preservação da função social” das empresas investigadas. Felipe ressalta a importância do papel da engenharia em tempo de recursos escassos.

 

Felipe Coutinho: Preservar função social das empresas
 

O engenheiro químico do Cenpes sugere ainda mudanças no modelo contratual de EPC da estatal, defende o pré-sal nas mãos da Petrobras e destaca a excelência da empresa no mundo.

 

Veja a seguir a entrevista de Felipe Coutinho, presidente da Aepet:

 

Como ficam as empresas de engenharia com as investigações em curso na Petrobras?

Precisamos preservar a função social das empresas investigadas e eventualmente condenadas, garantindo a manutenção dos empregos, do conhecimento e a capacidade de realização das obras de infraestrutura que o País precisa.

 

Além disso, existem muitas empresas capacitadas que não foram atingidas e podem prestar os serviços e fornecer os bens demandados pela Petrobras. Acredito que a Petrobras precisa alterar o modelo contratual de EPC.

 

Este tipo de contrato restringe o número de empresas potencialmente fornecedoras, pelos elevados valores de capital de giro envolvidos, assim como pela diversidade de especialidades abrangidas, facilitando a cartelização entre poucos empreiteiros de capital concentrado. Além disso, pela amplitude do escopo, dificultam o detalhamento dos bens e serviços a ser adquiridos, permitindo a ação do corpo de técnicos e advogados dos contratados na demanda por pleitos de revisão contratual e aditivos.

 

A situação é historicamente demonstrada na elevação dos custos em relação aos valores contratuais originalmente licitados e firmados. A Petrobras havia abandonado esse modelo na década de 1960, pelos mesmos motivos agora novamente evidenciados.

 

Qual a eficiência hoje da estatal?

A Petrobras domina diversas tecnologias de classe mundial. Da notória e reconhecida capacidade na exploração e produção do petróleo em águas profundas às tecnologias de refino, do processamento do gás natural e da produção de biocombustíveis.

 

O domínio tecnológico confere vantagem competitiva singular e permite o acesso e a transformação dos nossos recursos naturais em mercadorias úteis, ao menor custo para a sociedade brasileira. A utilização das tecnologias próprias evita o licenciamento junto a terceiros de tecnologias que podem direcionar a aquisição dos principais equipamentos. As tecnologias da Petrobras podem ainda ampliar a concorrência no fornecimento de equipamentos e serviços críticos, e dificultar a formação de cartéis lesivos à companhia.

 

Como enxerga o potencial do pré-sal?

O pré-sal é a maior província petrolífera descoberta nas últimas três décadas. O petróleo é um recurso singular, e não existe nenhum recurso similar em termos de densidade energética e de diversidade de compostos orgânicos, dificilmente encontrados na natureza, que o constituem.

 

A propriedade do petróleo é estratégica e sua produção deve ser compatível com o desenvolvimento da economia nacional e submetida ao interesse social. Ao petróleo e ao gás natural devem ser agregados valor, com o refino para a produção de derivados e na conversão para a produção de petroquímicos e fertilizantes.

 

Com a renda petroleira devemos investir em infraestrutura para a produção de energias renováveis visando à sustentabilidade e a resiliência da sociedade, nos preparando para o futuro. Para evitar que interesses privados se imponham aos interesses da maioria da população brasileira, a Petrobras deve liderar a produção do pré-sal na condição de operadora única.

 

O que pensa sobre os desinvestimentos promovidos pela empresa?

Salvo casos excepcionais, como alguns investimentos no exterior, não concordo com a alienação dos ativos e a desintegração da cadeia produtiva. A capacidade de geração de caixa e de lidar com as flutuações de mercado é proporcional à integração produtiva da companhia. Não é razoável que por uma questão conjuntural a Petrobras venda ativos, se desintegre e se fragilize perante os riscos inerentes ao setor.

 

Existem alternativas de financiamento, no mercado interno e na China. Por exemplo, o fluxo de caixa pode ser assegurado por política de preços adequada e alguns investimentos podem ser postergados para lidar com questões financeiras conjunturais.

 

Os principais patrimônios da Petrobras são suas reservas de petróleo, seu mercado e seus ativos integrados. Com esse patrimônio a companhia é capaz de obter os recursos financeiros para produzir petróleo e derivados na medida do desenvolvimento do nosso mercado.

 

Qual o papel da engenharia neste momento do País?

A engenharia é ainda mais importante quando os recursos são escassos. O desenvolvimento tecnológico é sempre muito importante, mas quando os recursos naturais e financeiros são de mais difícil acesso ou escassos, o conhecimento científico aplicado faz ainda mais diferença.

 

Precisamos saber mobilizar a engenharia nacional para impulsionar o desenvolvimento brasileiro e, para isso, é necessário ter um projeto nacional de médio e longo prazos, e escapar da armadilha de submeter as políticas públicas ao calendário eleitoral.

 

Fonte: Redação OE

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União de todos no apoio à Petrobras

Antonio E. F. Müller*

 

A Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi), que em seus primórdios, há mais de 50 anos, foi criada como Associação Brasileira de Engenharia e Montagens Industriais, conserva a memória dos diversos desafios vencidos ao longo desse tempo, no trabalho em favor do desenvolvimento da engenharia industrial brasileira.

 

Esse trabalho está associado às amplas possibilidades que a Petrobras, desde a sua criação, em 1953, tem proporcionado, pioneiramente, a esse desenvolvimento. E o patrimônio que as empresas de nosso segmento têm acumulado, do ponto de vista de experiência com aquisição e aprimoramento de tecnologias e qualificação de mão de obra, tem de ser preservado.

 

Lançado recentemente, o novo Plano Estratégico da Petrobras para o período 2015/2019 apresentou valores para os seus diversos programas de obras que, embora realistas, não deixam de ser preocupantes. Elaborado pela atual diretoria, o plano merece cuidadosa reflexão. Considerando a produção de petróleo da ordem de 2.100.000 bpd e o pagamento de juros e impostos, observaremos que haverá, para investir, apenas US$ 15 bilhões. Como são previstos investimentos de R$ 85 bilhões/ano, cabe perguntar: De onde virão os recursos restantes?

 

A preocupação se justifica. Afinal, a empresa que pratica política industrial no Brasil é a Petrobras. É natural, portanto, que a previsão que ela faça para os seus investimentos provoque impacto imediato no segmento da engenharia industrial.

 

Alguns números respaldam a nossa preocupação. Estamos vivendo um momento crítico em que a engenharia industrial brasileira registra a perda de importante capital intelectual. Haja vista que a engenharia consultiva e de projeto perdeu 50% de seus profissionais a partir de 2013; as empresas de construção e montagem demitiram, nos últimos 12 meses, mais de 80 mil colaboradores e a indústria de bens de capital reduziu, só nos últimos seis meses, cerca de 20 mil colaboradores. Nessa escalada, onde vamos parar?

 

Diante desse quadro – e considerando a importância estratégica da Petrobras aqui e no mundo – se faz necessário que nos unamos em torno dela para apoiá-la, a fim de que ela retome o papel de alavancadora do desenvolvimento brasileiro e, em consequência, de nossa engenharia industrial.

 

*Antonio E. F. Müller é presidente da Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi)

Fonte: Redação OE

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Emissário transporta efluentes do Comperj

 

Em setembro de 2014, a Azevedo & Travassos firmou com a Petrobras um contrato para a construção e montagem do trecho submarino do emissário de efluentes do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj).

 

Para atender requisitos ambientais, o emissário transportará os efluentes gerados no complexo até o ponto de descarte situado no mar, a 4 km de distância da Praia de Itaipuaçu, em Maricá (RJ).

 

Por esta característica, esse contrato contemplou frentes de serviços distintas, em terra e em mar aberto. As atividades realizadas offshore trouxeram para a empresa novos desafios que enriqueceram seu acervo. Entre eles, destaca-se o fato de ser inédita no Brasil a realização de um furo direcional horizontal shore approach (aproximação de praia) com a utilização de uma plataforma autoelevatória (jack up), cujas pernas ficam cravadas no leito marinho, ao invés de uma balsa oceânica flutuante convencional.

 

A escolha pelo uso deste tipo de plataforma se deu por conta das condições adversas do mar na região, como: alturas elevadas de ondas, ventos fortes e intensas correntezas. E como não havia disponibilidade no Brasil de plataformas prontas, a Azevedo & Travassos optou por reformar e adaptar às necessidades da obra uma unidade que estava inativa havia mais de sete anos, o que demandou recursos de engenharia, projetos e montagens mecânicas.

 

Nesta obra, destacam-se as seguintes atividades, de acordo com a Azevedo & Travassos:

 

Perfuração direcional (shore approach) e puxamento da coluna (pull back) – furo direcional horizontal de 960 m de extensão com alargamento de até 40”. A coluna (tubulação) puxada possuía 1.100 m de extensão, pesando cerca de 270 t com água e tendo 26” de diâmetro. Nessa atividade foram utilizadas simultaneamente duas máquinas de perfuração (uma de 300 tf no canteiro de praia e outra de 100 tf embarcada na plataforma autoelevatória).

 

Tie-in submarino – interligação da coluna puxada pelo furo direcional com a coluna final do emissário, de 2.900 m de extensão. A atividade foi executada por uma equipe de mergulho, a 24 m de profundidade, com apoio de balsa dotada de guindastes e rebocadores, para lançamento ao mar das peças pré-fabricadas em canteiro pela empresa.

 

Enterramento – a obra irá terminar com o enterramento no leito marinho dos 2.900 m da coluna final do emissário. Essa atividade será realizada por um veículo submarino operado remotamente a partir de um barco específico de posicionamento dinâmico, além do apoio de uma equipe de mergulho.

Fonte: Redação OE

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