Posts Tagged 'Pioneiros da Engenharia Brasileira II'

Pioneirismo nas fundações do Porto do Rio Grande

No começo dos anos 1980, a execução de seis provas de carga, em estacas cravadas no Porto do Rio Grande, levou o engenheiro Luiz Augusto de Barros e equipe a conquistarem um prêmio no concurso Criatividade da Engenharia, lançado por esta revista

 

 

*Luiz Augusto de Barros e Luiz Guilherme de Mello, que venceram o concurso Criatividade na Engenharia da revista O Empreiteiro

 

O mineiro Luiz Augusto de Barros e seus ex-colegas Luiz Guilherme de Mello e Paulo Dantas da Rin são os três personagens principais dessa história. Sob orientação do professor Victor de Mello, já falecido, e que à época era consultor da Portobras, eles desenvolveram um trabalho técnico nas obras do terminal de trigo e soja do Porto do Rio Grande.
Os três foram signatários do texto explicativo do trabalho encaminhado ao concurso. Na prática, o serviço consistiu na execução de seis provas de carga, em estacas de grande diâmetro (1,60 m), cravadas a 60 m de profundidade, moldadas in situ, em concreto armado submerso, escavadas com estabilização realizada em lama betonítica.
Hoje, 30 anos depois, Luiz Augusto lembra que as provas de carga foram acompanhadas e monitoradas pelo filho de Victor de Mello, o Luiz Guilherme, também consultor da Portobras. Eles contaram com o apoio de Paulo Dantas da Rin, diretor de engenharia e construção daquela estatal, criada em 1975 para responder pela política portuária nacional e que foi extinta em 1990, por uma medida provisória assinada pelo então presidente Collor.
Foram cravadas no porto 646 estacas, distribuídas de modo a suportarem as estruturas dos silos verticais, o edifício de transferências dos grãos de soja e trigo e as moegas rodoferroviárias. Das seis unidades submetidas às provas de carga, quatro foram encamisadas e instrumentadas com células Strain Gauges e Tell Tales posicionadas em diversas profundidades. O objetivo era pesquisar e monitorar as transmissões de tensões e deformações em todo o comprimento das estacas. As outras duas unidades foram objeto de provas de carga normais.

Luiz Augusto diz que o cliente foi motivado a providenciar aqueles estudos e a realizar investimentos nas pesquisas, por conta da dimensão e da importância da obra, que utilizou tecnologia das estações, até então pouco difundida no Brasil. “Parece-me, salvo melhor juízo, que aquela era a segunda obra do gênero realizada no Brasil. A primeira fora o estaqueamento dos silos do Porto de Paranaguá”, diz o engenheiro.

As estacas tinham sido dimensionadas para 1000 t de carga. Segundo as normas então vigentes, as provas deveriam chegar a 1600 t de carga. Nas provas instrumentadas, os engenheiros levaram a carga até 2000 t, limite de capacidade dos macacos hidráulicos. Todos os dados ali obtidos foram plotados em gráficos, analisados e interpretados pelo professor Victor de Mello e seu filho, Luiz Guilherme. As conclusões constam do trabalho premiado.

 

Trajetória
Depois da participação brilhante nas obras do Porto do Rio Grande, Luiz Augusto de Barros continuou em uma trajetória enriquecedora na engenharia. Gerenciou a execução dos túneis do projeto Sanegran, do governo paulista; construiu dois terminais marítimos em Cubatão, para a Cosipa; retornou a Minas Gerais, seus Estado de origem e, da sede da Andrade Gutierrez, foi transferido, em fins de 1988, para Portugal, onde dirigiu a empresa Zagope, adquirida pela construtora mineira, que desenvolveu várias obras naquele país, inclusive trecho do metrô de Lisboa, obra que Joseph Young e Nildo Carlos Oliveira, desta revista, visitaram.
O engenheiro ficou na Andrade Gutierrez até maio de 1997. Posteriormente ele e um grupo de colegas adquiriram a Empa, empresa de médio porte do segmento de obras rodoviárias. Mais tarde, ele foi dirigir a Camter Engenharia, onde ficou até abril deste ano.
Luiz foi presidente do Sindicato da Construção Pesada de Minas Gerais (Sincepot-MG, período de 2003 a 2006); hoje é conselheiro do sindicato, diretor da Federação das Indústrias de Minas Gerais e vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Da 1ª edição de os Pioneiros para cá a Engenharia Brasileira registrou a perda de algumas das personalidades ali assinaladas. São as seguintes:  Milton Vargas, Maria Noronha, Pelerson Soares Penido, Antônio Alves Ferreira Guedes, Bernardino Pimentel Mendes, Cecílio do Rego Almeida e José Portela Nunes.
 

Fonte: Padrão

0

Um pioneiro na confecção e emprego de pré-moldados

No início dos anos 1980, o engenheiro Luiz Morales Davila conquistou dois prêmios no concurso Criatividade na Engenharia, lançado pela revista O Empreiteiro. Os trabalhos com os quais concorreu acenavam para o avanço
dos pré-moldados

 

 

Luiz Davila – presidente da Construmolde Pré- Moldados Estruturais

Luiz Davila, hoje presidente da Construmolde Pré-Moldados Estruturais, com sede em Osasco (SP), conquistou a Menção Especial do Júri, composto, àquela época, pelos engenheiros Emílio Siniscalchi (Apeop), Simão Priszkulnik (Ibracon) e Cyro Camargo Penteado (consultor de revista), com o trabalho Novo processo para confecção de pré-moldados e pré-tensados no canteiro de obra.

Ele destacava que no sistema de fios aderentes, a reação dos cabos pré-tensados previamente à concretagem, é absorvida por blocos de ancoragem localizados nas extremidades opostas de um ou de diversos moldes que, enfileirados, fornecem, com uma só operação de pré-tensão, múltiplos pré-moldados. Bastaria, para isso, seccionar o concreto e cortar as cordoalhas. Assim, os blocos de ancoragem seriam melhor aproveitados.

A técnica, que o autor batizara de “Sistema Morales”, passara efetivamente a empregar moldes de concreto, produzidos industrialmente em segmentos acopláveis que, justapostos e fixos sobre bases de concreto ancoradas ao solo, reconstituíam, em seção e comprimento, o molde fixo previsto.

O outro trabalho do autor, com o qual ele conquistou o Prêmio Casa (3º lugar) em concurso seguinte, enfocava os Módulos estruturados de argamassa protendida para construções habitacionais e industriais. Salientava que na tecnologia convencional uma parede é executada com o assentamento de blocos de concreto de tamanho médio, com manuseio condizente com o peso e com a resistência mecânicas das respectivas espessuras finas.

O novo módulo que ele propunha poderia ser considerado um avanço, um produto ainda maior, mas considerando o mesmo princípio dos blocos de concreto. Poderia ser definido, no entanto, como bloco gigante, uma vez que, também de concreto, possui paredes finas, é oco, funciona como isolante térmico e acústico e pode ter altura total de um ambiente ou de uma fachada.

Os trabalhos de Luiz Morales evoluíram para várias aplicações e concepção de peças tais como paredes–diafragma pré-moldadas usadas em canalização; pré-moldados para fachadas decorativas, bises-soleis, estruturas para piscinas e muros de arrimo. O engenheiro também concebeu fôrmas metálicas específicas e peças pré-moldadas em canteiro, além de lajes e paredes para conjuntos habitacionais em escala industrial. Morales tornou-se, a exemplo de outros pioneiros nessa tecnologia, um exemplo de persistência no trabalho que lhe conferiu reconhecimento nesse segmento de engenharia.

 

*Novo processo para confecção de pré-moldados

Fonte: Padrão

0

Conhecendo os segredos do subsolo

Após quase um quarto de século de seu surgimento, a Fundsolo tem orgulho das histórias que construiu, sempre marcadas por pioneirismo e tecnologia. Em sua trajetória, ela esteve envolvida nas mais diversas regiões do País, como obras de infraestrutura, industriais, aeroportos, hidrelétricas, barragens, rodovias, pontes, ferrovias e metrôs.

“E não para por aí”, segundo seu diretor-presidente e fundador, Márcio dos Santos. “A Fundsolo, nos últimos dois anos, além de participar de importantes empreendimentos no território brasileiro, como a Usina Hidrelétrica de Jirau, a Transposição do Rio São Francisco e a expansão do Metrô de São Paulo, também internacionalizou seu trabalho, com atuação no projeto de recuperação da represa El Guapo, na Venezuela, em parceria com a Camargo Côrrea”.

 

*Márcio dos Santos – presidente da Fundsolo

 

Márcio dos Santos destaca ainda que a busca por novas tecnologias é contínua e, como exemplo atual, cita que Fundsolo está introduzindo no País o método de perfilagem ótica ou televisamento de furos. “A perfilagem ótica é feita através de perfuratrizes hidráulicas e garante maior precisão e rapidez na coleta de informações e antecipação de análises de seus resultados”, destaca.

Trata-se de uma técnica de investigação de solo em que se obtém imagem contínua e colorida de paredes de furos de sondagem convencional ou perfurações com métodos destrutivos (sem recuperação de amostras). A ferramenta utilizada é constituída, principalmente, por uma câmera com espelho convexo, ligada a um cabo de aço especial, que envia informações a uma central acoplada ao computador. Esse sistema fornece imagens de “fatias” em 360º, que são “empilhadas” formando a imagem complete da parede do furo.

O aparelho, trazido de Manchester, Inglaterra, é equipado com um sistema de três magnetômetros e três gravímetros, além de um contador de profundidades, o que garante o fornecimento de dados complementares de direção e inclinação de perfuração.

Esse método pode ser aplicado em investigações geológico-geotécnicas em furos de sondagem; verificação de integridade de colunas; verificação de vazamentos ou danos em revestimento de poços; análises estruturais para geotécnica e mineração; e observação de vazios em estruturas geológicas; entre outros.
A introdução da perfilagem ótica, no País, a que se refere o diretor da Fundsolo, aconteceu na Usina Hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Porto Velho (RO), onde foram executados cerca de 1.500 m de perfurações para análises.

 

 

*Perfilagem ótica na Usina Hidrelétrica de Jirau, rio Madeira, Porto Velho (RO)

 

Familiar, com perfil profissional

A Fundsolo, que tem um perfil familiar, por ser comandada por Márcio, sua mulher Beatriz Hellmeister Santos e sua irmã Mércia dos Santos Silva, se preocupa muito com a qualificação profissional e técnica de seus colaboradores.
A empresa foi fundada em 1987, na data de nascimento da mãe dos irmãos Márcio e Mércia, com quem eles conviveram poucos anos. “Ela morreu muito jovem, com apenas 33 anos, e por isso, a nossa criação coube ao meu pai. Geraldo Augusto dos Santos”, explica Márcio.

Tecnólogo e engenheiro civil, ele começou sua vida profissional em 1977, no Metrô de São Paulo. Trabalhou em duas grandes empresas de engenharia, adquiriu conhecimentos práticos e teve acesso a tecnologias avançadas. Aos 35 anos de idade, valendo-se dessa rica experiência, resolveu montar sua própria empresa.

Em 1989, dois anos depois do início de suas atividades, a Fundsolo foi contratada pela construtora Camargo Corrêa para executar obras de atirantamento da Usina Hidrelétrica e Eclusa de Porto Primavera. “Foi aí, efetivamente, que a empresa nasceu para o mercado”, conta ele.

Na década de 1990, diversos projetos mobilizaram a empresa: a Usina Hidrelétrica de Machadinho, em Santa Catarina (SC), junto com a Camargo Corrêa; a restauração da Estação da Luz, ao lado da construtora Andrade Gutierrez, e o Rodoanel Metropolitano Mário Covas, ao lado das construtoras Serveng Civilsan e Galvão Engenharia, em São Paulo.

Em 2000, começou os trabalhos de contenção e perfilagem no metrô de Salvador, com o consórcio formado por Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Siemens; em 2005, atuou na rodovia BR 101, ao lado da Queiroz Galvão; e no final do ano passado, no Metrô de Fortaleza (CE). As PCHs de São Domingos, Piedade, Santa Luzia e UHE Retiro Baixo-Felixlândia (MG), junto a Construtora Gomes Lourenço, figuram entre suas atuações mais recentes.

Como salienta seu diretor-presidente, “a Fundsolo foi destaque como a única empresa genuinamente brasileira, do setor de serviços geotécnicos, a patrocinar o Congresso Brasileiro de Mecânica de Solos e Engenharia Geotécnica – Cobramseg 2010, em Gramado (RS). O evento foi considerado um marco, especialmente por celebrar os 60 anos da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS)”.
 

Fonte: Padrão

0

Pioneirismo na tecnologia de protensão

O sistema Rudloff de protensão de estruturas é considerado o primeiro genuinamente brasileiro e foi desenvolvido pelo engenheiro José Ernesto Rudloff Manns, numa época em que o protendido começava a ser usado no Brasil, valendo-se de tecnologia estrangeira.

 

*Manfred Theodor Schmid consultor técnico da Rudloff

Engenheiro civil e mecânico, Rudloff formou-se em 1943, no Chile, onde também iniciou sua carreira profissional. No Brasil, executou em caráter experimental sua primeira viga protendida, em dezembro de 1954, nas instalações da empresa Situbos, subsidiária da Brasilit, que vendia vigas pré-moldadas para pontilhão. Essa viga era armada com um cabo de 18Ø5 mm, protendida com um só macaco para dois fios, cujo ensaio oficial foi aprovado pelo engenheiro Péricles Fusco, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Universidade de São Paulo (USP).

Muitos anos depois, em 2009, com a morte de José Ernesto Rudloff Manns, o engenheiro Manfred Theodor Schmid foi o profissional que se destacou, ao lado de outros, ao dar continuidade ao trabalho de pioneiro. Schmid foi diretor da VSL no Brasil – uma empresa suíça, especializada em concreto protendido, que já atuava no País desde 1968 e que, em dezembro de 1981, passou a ser parceira da Rudloff.

 

 

Aeroporto de Curitiba

 

*Páteo de aeronaves do Aeroporto Afonso Pena em Curitiba (PR)

 

Entre os projetos de destaque histórico da Rudloff está a pista do Aeroporto Afonso Pena, de Curitiba (PR), realizada em concreto protendido, em 1995. O pátio tinha aproximadamente 22 mil m² e, segundo a empresa, foi executado com a solução mais apropriada para e este tipo de obra. No projeto inicial, em concreto simples, previa-se o emprego de placas de 3,0 m x 6,0 m e espessura de 35 cm. O projeto adotado, em concreto protendido, abriu a possibilidade de utilizar com apenas de 20 cm de espessura o tamanho de 64,0 m x 116,50 m.
Nessa solução, a resistência à tração do pátio de aeronaves foi aumentada graças à compressão aplicada ao concreto, mesmo sendo a espessura das placas consideravelmente menor do que outras soluções em concreto. Além disso, as placas puderam ser muito maiores e, teoricamente, impermeáveis à passagem de água, o que resguarda a sub-base e o subleito de influências metereológicas.
As placas são separadas entre si por juntas metálicas de dilatação. Com ótima relação custo-benefício, essa solução traz, entre outras vantagens, reduzida necessidade de manutenção ao longo da vida útil da estrutura. O pátio de aeronaves em questão, em 15 anos de uso, só teve um tipo de manutenção que é muito simples: limpeza de juntas de dilatação.

 

Prédio especial

Outra obra de destaque é o Edifício Premier, de Florianópolis (SC). Em construção pela Construtora Koprime, com projeto estrutural da firma Stabile de Florianópolis (concreto armado) e M. Schmid Engenharia Estrutural (concreto protendido).
O projeto arquitetônico foi desenvolvido com a necessidade de mais de 50 vigas de transição no edifício todo, de 20 pavimentos. A solução estrutural possível para esse tipo de estrutura veio da utilização do concreto protendido. Até mesmo o uso de estruturas metálicas foi considerado inevitável. As cargas de esforço nestas vigas são excessivamente altas, dando origem a momentos máximos (positivo e negativo) muito próximos e resultando em mais de 1.000 tf de protensão em algumas vigas.
O projeto está sendo desenvolvido manualmente, de forma criteriosa e personalizada, pois não existe software que considere todas as condições de contorno de cada viga, suas geometrias variadas e restrições. Trata-se de projeto arrojado e bastante diferenciado das estruturas convencionais, até mesmo das que usam o concreto protendido.

 

 

Outros destaques

A empresa também destaca outras obras como:
– Pátio de aeronaves do Aeroporto de Brasília (DF), Satélite Sul;
– Projeto de ampliação do pátio de aeronaves do Aeroporto Afonso Pena, de Curitiba (27.000 m²) com lajes protendidas;
-Shopping Beiramar, de Florianópolis (SC) – somente o cálculo dos elementos protendidos, em participação de projeto estrutural das empresas Herron Engenharia e Stabile Consultoria;
– Lajes protendidas do Royal Plaza Shopping, em Londrina (PR) – somente o cálculo dos elementos protendidos, em participação de projeto estrutural de Estrutural Projetos e Consultoria de Estruturas;
– Participação nos projetos de pista de taxiamento da base militar de Canoas (RS);
– Viga protendida principal do Santuário Madre Paulina, no Paraná – somente o cálculo dos elementos protendidos, em participação de projeto estrutural de AO Engenharia Especial;
– 60 m de vão livre, com vigas protendidas, do Edifício Flextronics, em Sorocaba (SP) – somente o cálculo dos elementos protendidos, em participação de projeto estrutural de AO Engenharia Especial;
– Estruturas diversas em concreto pré-fabricado protendido, silos e reservatórios em concreto protendido, pisos industriais em concreto armado e protendido.

 

Manfred Theodor Schmid

O engenheiro nasceu em Lins (SP), em 18 de outubro de 1933. Formou-se em Engenharia Civil, na Universidade Federal do Paraná, em 1957. Fez curso de especialização na Technishe Hochschule Stuttgart, Alemanha (1958/59), em concreto protendido, com o respeitado professor Fritz Leonhardt.
Por 30 anos, foi professor titular do Departamento de Construção Civil da Universidade Federal do Paraná, nas disciplinas Resistência dos Materiais e Estrutura de Madeira; e do Departamento de Engenharia Civil da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, disciplina Concreto Protendido. Hoje está aposentado dessa atividade.
Empresas em que atuou profissionalmente:
– Wayss und Freytag, Stuttgart, Alemanha, como estagiário no escritório de projetos estruturais (1960 – 1961);
– Empresa de projetos estruturais do engenheiro Paulo Augusto Wendler, como calculista de estruturas (1962 – 1969);
– Engenharia Brasileira de Protensão, como diretor e calculista de estruturas. A empresa foi fundada pelos engenheiros Paulo Augusto Wendler e Manfred Schmid e funcionou até ser incorporada pela detentora de patentes VSL de estruturas protendidas, a firma Losinger, de Berna, Suíça (1969 – 1973);
– Sistemas VSL Engenharia S.A., como diretor e calculista de estruturas. Manfred foi o responsável pela vinda da VSL para o Brasil, em 1973, e pela sua atuação marcante na utilização do concreto protendido no Brasil. Em 1981, a empresa fundiu-se à Rudloff Protendidos Ltda. e o engenheiro Manfred passou a ser representante comercial e consultor técnico.
– De 1987 até os dias atuais, o engenheiro também atua na M. Schmid Engenharia Estrutural S/C Ltda., Curitiba (PR), como sócio majoritário e calculistas de estruturas. A empresa é especialista em cálculos de estruturas em concreto protendido e em concreto armado.

Fonte: Padrão

0

Foco em soluções completas

A EPC Engenharia, ao longo dos 38 anos de atividades, vem procurando reforçar sua presença no mercado por meio da oferta de valores que vão além da engenharia básica e detalhada dos empreendimentos. Ao buscar melhorias contínuas no desenvolvimento de projetos através da capacitação de seus profissionais e utilização de softwares de última geração, a empresa vem focando em formas de fornecimento que viabilizam soluções de produção completa para seus clientes.

A companhia oferece ao mercado o que existe de mais avançado em engenharia consultiva, projetos conceituais, básicos e detalhados, gestão de suprimentos, gerenciamento de empreendimentos para empresas de grande porte e fornecimentos em regime EPC, EPCM, Turn Key e Aliança.

Utiliza, para esse tipo de ação, estudos de viabilidade de projetos conceituais até o fornecimento de projetos de engenharia, como unidade de beneficiamento mineral, infraestrutura para plantas metalúrgicas e siderúrgicas, estaleiros para a produção de navios, unidades de complexo petroquímico. Parcerias com multinacionais, líderes em seus ramos e detentoras de tecnologias de processo, também têm contribuído para o sucesso de projetos.

Fundada em setembro de 1972, em Belo Horizonte (MG), a EPC chega aos 38 anos com aproximadamente 1.100 colaboradores que atuam em todo o território nacional. Além da sede administrativa na capital mineira, a empresa tem escritórios no Rio de Janeiro, em Macaé (RJ) e em Vitória (ES).

 

 

Bons resultados

A evolução e os esforços apresentados ao longo desses anos, de acordo com a empresa, renderam bons frutos. Com vários megaprojetos já em andamento, a EPC Engenharia teve um crescimento médio de 25% nos últimos seis anos e espera dobrar seu faturamento até 2012, chegando a R$ 220 milhões. Para 2010, a expectativa é de um crescimento em vendas de 60% em comparação a 2008, o que representa uma meta de R$ 170 milhões.
 

 

*Usina tubular da VSB em Jeceaba (MG)

Fonte: Padrão

0

A continuação de um legado

Os projetos das estruturas da Cosipa, do Museu de Arte de São Paulo (Masp), de obras metroviárias da Rodovia dos Imigrantes (trecho da Serra do Mar) e da Ponte Internacional “Tancredo Neves” são parte de um legado que o professor Figueiredo Ferraz deixou para o País.

 

 

*Museu de Arte de São Paulo, visto a partir da avenida Nove de Julho, na fase da construção

 

O engenheiro João Antônio del Nero assumiu, em 1982, a presidência executiva do escritório de projetos de estruturas fundado em 1941 pelo professor José Carlos de Figueiredo Ferraz, matriz da atual empresa Figueiredo Ferraz – Consultoria e Engenharia de Projetos S.A. Com a morte do fundador, em 1994, del Nero e equipe mantiveram e ampliaram o legado, que teve e continua a ter importante significado para o desenvolvimento da engenharia brasileira.
A história da engenharia é composta de múltiplas histórias. E a do professor Figueiredo Ferraz, que se confunde com diversas fases da engenharia e da vida política brasileira, começou na década de 1930, quando decidiu abraçar a mesma carreira do pai e do avô, ambos também engenheiros. Desde aquela época, ainda estudante, impressionava-o a ponte sobre o rio do Peixe, em Herval, Santa Catarina (destruída nos anos 1970 pelas inundações), projetada pelo engenheiro Emílio Baumgart. Executada pela Construtora Dourados e Baldassini, ela possuía o maior vão livre em concreto armado do mundo, na época.

 

**Fundador – prof. José Carlos de Figueiredo Ferraz

Formado engenheiro em 1940, Figueiredo Ferraz se tornou um dos maiores projetistas de estruturas do País. Ganhou notoriedade na década de 1950 com os projetos de viadutos para a via Anchieta (a segunda pista foi inaugurada naquele ano); os projetos das estruturas e das fundações da Cosipa; das fábricas da Ford na região do ABC, em São Paulo, e da General Motors, em São dos Campos; de trechos do metrô paulistano, cuja construção foi iniciada na administração Faria Lima, e de um dos marcos da arquitetura brasileira moderna: o prédio do Museu de Arte de São Paulo, na avenida Paulista, concebido pela arquiteta Lina Bo Ardi. Ele havia projetado também as torres da Catedral da Sé.

Outras obras de sua autoria foram o trecho Belo Horizonte-Volta Redonda, da Ferrovia do Aço e a Ponte Internacional “Tancredo Neves”, ligando o Brasil à Argentina. Ele ficaria internacionalmente conhecido por conta da pista ascendente da Rodovia dos Imigrantes. Até hoje, essa obra é considerada um exemplo de desenvolvimento da engenharia rodoviária brasileira.

 

*João Antônio Del Nero – presidente da Figueiredo Ferraz

Mas, o professor não se tornaria apenas projetista e empresário. Levado pelas circunstâncias da época, ele assumiu a prefeitura de São Paulo, em 1971, depois de acumular experiências como secretário municipal de Obras (1957) e de Transportes (1968). Na vida pública, deixou uma marca de integridade e coerência.

Em razão de crises econômicas que foram se sucedendo no País e que refletiam na escassez de obras para o escritório, o professor Figueiredo Ferraz resolveu transformar os seus colaboradores, João Antônio del Nero e José Lourenço Braga de Almeida Castanho em sócios. A sociedade foi ampliada, mais tarde, com a participação de Mosze Gitelman e de Aluízio Fontana Margarido. Em 1982, del Nero seria indicado, pelo professor e pelos demais sócios, para assumir a presidência executiva da empresa.

Por conta, ainda da falta de obras no Brasil, del Nero e sócios resolveram prospectar serviços de engenharia em outros países. A empresa acabou elaborando projetos para obras no Chile e, mais tarde, em Portugal, projetou trechos do metrô de Lisboa.

Em 1994, o escritório receberia um duro golpe em suas atividades: o falecimento do professor Figueiredo Ferraz. O empenho, a partir de então, de del Nero e dos demais integrantes da equipe da empresa, era no sentido de manter o grande legado do professor, com um diferencial: o legado deveria constituir um fator de estímulo para o desenvolvimento da inteligência da engenharia de projetos.

O empenho, nesse sentido ficou evidenciado no projeto da 2ª pista da Rodovia dos Imigrantes, obra premiada em eventos internacionais por conta dos cuidados em especial na questão da sustentabilidade ambiental em obra rodoviária.

A empresa projetaria também duas pontes estaiadas marcantes no exterior: a segunda ponte sobre o rio Orinoco, na Venezuela, inaugurada em 2006, com 3.156 m de extensão, e que proporcionou ao engenheiro Roberto de Oliveira Alves, da Figueiredo Ferraz, o Prêmio Talento Engenharia Estrutural, e a terceira ponte, também rodoferroviária, atualmente em construção, com 11 km de extensão e 360 m de vão livre, a ser concluída possivelmente em 2013.
A empresa, diz del Nero, preserva o pensamento do fundador, segundo o qual, “não há desenvolvimento social sem desenvolvimento econômico e não há desenvolvimento econômico sem a participação da inteligência da engenharia”. Esta é, também, a convicção do continuador.
 

Fonte: Padrão

0

Inovação em sistema de escoramento

A Estub foi fundada em 1969, quando seu idealizador, o engenheiro e programador João Ricardo Mendes, após três anos de vivência e experiência profissional, concluiu o curso em pontes e grandes estruturas na Universidade de Paris, na França. No Brasil, ele começou a atuar, profissionalmente, em um escritório de projetos e cálculo estrutural instalado na Pracinha dos Diários, no Recife (PE). O período vivido na França permitiu-lhe o estreitamento das relações com a maior empresa francesa de estruturas tubulares, a Entrepose, com a qual fez uma parceria no estilo joint-venture e trouxe para o Brasil as últimas inovações na área tecnológica de estrutura desmontáveis.

 

*João Ricardo Mendes, fundador da Estub

Após a sociedade com a Entrepose, a sede da Estub foi estrategicamente transferida para o Rio de Janeiro, onde foi possível construir uma fábrica própria e ampliar o atendimento em todo o território nacional.

 

 

Torre Palestub

 

*Ponte sobre o Canal de Moxotó, Rio São francisco, em 1970, primeira grande obra da Estub

Com esse cenário de mudanças e investimentos, a empresa introduziu no mercado nacional a torre Palestub, um sistema pioneiro de escoramento que previa a utilização da primeira torre de encaixe fabricada no Brasil – “uma revolução para o segmento da construção”, segundo o engenheiro Mendes.
Em função da facilidade de montagem e desmontagem, a Torre Palestub conferia maior versatilidade, agilidade e economia nas disposições construtivas, propiciando ganhos de produtividade e redução do risco de acidentes nas obras.

Em meados de 1976, o sistema de escoramento Estub possibilitou o credenciamento da empresa para participar de importantes obras no Brasil, como os metrôs no Rio de Janeiro e de São Paulo.
A torre Palestub significou também uma ousada solução de engenharia para o projeto de escoramento para a construção do prédio Banco Centro do Brasil, em Brasília (DF), que se transformou numa obra histórica, em que foi possível reduzir consideravelmente o seu tempo de execução.
“Essas e outras realizações deram início a uma nova era para a Estub, caracterizada por um longo período de crescimento, reconhecimento e respeito no mercado”, conclui o fundador da empresa.
 

Fonte: Padrão

0

Da fundação ao modelo de “engenharia do proprietário”

Empresa fundada por um engenheiro que ajudou a implantar, dentre outras, as usinas de Paulo Afonso III e Moxotó, adota o conceito de gestão de projetos denominado “a engenharia do proprietário”

 

 

João Canellas Pires de Mello foi sócio-fundador, em 1993, da Andrade & Canellas, que vem realizando consultoria de engenharia nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e consumo final de energia elétrica. Desde 2006, a empresa é presidida pelo filho do fundador, João Carlos de Oliveira Mello, que tem dado ênfase à atuação do segmento de engenharia do proprietário, também nos projetos de petróleo e gás natural.

 

*Fundador – prof. José Carlos de Figueiredo Ferraz

João Canellas formou-se em engenharia elétrica pela Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro, atual Escola de Engenharia da UFRJ. Ao longo de 50 anos tem acumulado experiência em projetos e supervisão de obras de geração, transmissão, distribuição e utilização de energia. Trabalhou em empresas como a Light, onde respondia pelo planejamento de projetos de redes de distribuição da Região-Rio e chefiou o Departamento de Engenharia de Projetos da Companhia Hidrelétrica de São Francisco, quando ajudou na implementação das usinas de Paulo Afonso II (960 MW), Moxotó (4440 MW) e dos sistemas de transmissão associados.

Mais tarde respondeu pela implementação de outros empreendimentos energéticos, dentre eles, as usinas hidrelétricas de Machadinho (1140 MW) e Barra Grande (690 MW), e coordenou as equipes que acompanharam as obras das hidrelétricas Dona Francisca (125 MW), complexo Capim Branco I e II (450 MW), Serra do Falcão (210 MW), Santa Isabel (1086 MW) e Campos Novos (880 MW).

Além de realizar diversas outras atividades nessa área, ele gerenciou projetos como vice-presidente da Monasa Consultoria e Projetos. Trabalhou também na Alcoa e foi diretor da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). Em 1993, fundou a Andrade & Canellas, empresa que, segundo ele, tornou-se referência em sua área de atividades.

 

O filho, no mesmo caminho

O filho, João Carlos de Oliveira Mello, seguiu, passo a passo, a carreira do pai. Formou-se engenheiro na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e, de 1982 a 1989, trabalhou, como o pai, na Monasa. Depois, foi trabalhar na Themag, desenvolveu serviços de transmissão na Amazônia, em modelagem e definição de esquemas de controle de emergência par a Eletrobrás, no sistema Itaipu.

Integrou a equipe de técnicos do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepe) e gerenciou, ainda, o plano diretor da Light. A partir dos anos 2000, tornou-se sócio da empresa cria da pelo pai, a Andrade & Canellas Consultoria e Engenharia, passando a desenvolver atividades ligadas à reestruturação do setor elétrico brasileiro.

Na Andrade & Canellas ele tem trabalhado na análise do uso de energia; na elaboração de perfis de consumo e nos estudos para a aquisição de energia, fornecendo apoio para a compra de fontes diversificadas, gerenciamento de energia, no suporte regulatório etc.

Em 2006, ele foi finalmente nomeado presidente daquela empresa. Continua a responder por consultorias especiais para algumas entidades do segmento de energia, tais como a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) e a Associação Brasileira de Geradores de Termelétricas (Abraget), entre outras.

João Carlos diz que o modelo de gestão adotado pela Andrade & Canellas soma o conhecimento da equipe à experiência que ele tem obtido no gerenciamento de obras de infraestrutura nesse campo. Atualmente, vem dando suporte também a investidores interessados no desenvolvimento de projetos de pequenas centrais hidrelétricas e parques eólicos.

Fonte: Padrão

0

3ª geração continua tradição que detém recordes

Moema Pará Noronha segue a tradição herdada da avó e do pai e mantém a empresa à frente de empreendimentos arrojados

Com presença forte, atuando em frentes de trabalho mais amplas que aquelas do período do avô, Antônio Alves de Noronha, e do pai, Antônio Alves de Noronha Filho, a engenheira comanda o escritório que projetou a primeira ponte estaida do Brasil e concebeu o projeto do túnel  de metrô para ligar as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, sob a Baía de Guanabara.

A história da empresa remete ao ano de 1932, quando foi fundado, no Rio de Janeiro, o Escritório d Cálculo Antônio Alves de Noronha. O professor e engenheiro Antônio Alves de Noronha começava, ali, uma trajetória de ascensão e de valorização da engenharia calculista no País.

As obras que ele calculou fizeram época. Participou, por exemplo, do projeto para a construção do Estádio “Mario Filho”, o Maracanã, onde se realizou a célebre Copa de 1950, até hoje (2010) é considerado o maior estádio de futebol do mundo. O engenheiro desenvolveu também o projeto da ponte Ernesto Dornelles, no rio das Antas. Com vão livre de 186 m, 287,7 m de extensão e 46 m de altura, foi a maior obra de arte do gênero na América Latina. Situa-se entre os municípios de Bento Gonçalves e Veranópolis, no Rio Grande do Sul. É considerada, ainda, obra indutora do progresso na região e um ícone da engenharia brasileira.

 

*Projeto Prosamim em Manaus (AM)

 

Mas o tempo passou e, com a morte do fundador, seu herdeiro, Antônio Alves de Noronha Filho, assumiu, em meados da década de 1960, o escritório de cálculo. Provou que não herdara apenas o escritório, mas o talento e a criatividade paternos. Além de elaborar projetos para a Companhia Siderúrgica de Tubarão, Açominas, Porto do Recife, Companhia Siderúrgica nacional e plataformas offshores, ele deixaria o nome vinculado a uma das maiores obras engenharia do mundo: a Ponte Rio-Niterói, com 14,32 km de extensão. A partir de então, o escritório de cálculo adquiriu o status de grande consultora de engenharia, com o nome Antônio A. Noronha – Serviços de Engenharia.

 

 

A 3ª geração

Quando a engenharia Moema Pará Noronha começou a presidir a empresa, que ampliou o leque de serviços oferecidos, passando a atuar também nos segmentos de hidrologia, irrigação, saneamento, energia, plantas industriais e metrôs, então já sob o nome de Noronha Engenharia S.A.

 

*Moema Pará Noronha – presidenteda Noronha Engenharia S.A

Uma das obras marcantes desse novo período foi o projeto da ponta rodoviária construída sobre o rio Paranaíba, construída na BR-497, entre os estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Com 662,7 m de extensão, 16 m de largura e vão central com 350 m, ela foi a 1ª ponte estaiada construída no Brasil.

Sob comando da engenharia Moema, outros projetos honram a memorai do avô e do pai: o túnel metroviário sob a Baía de Guanabara, que será escavado com o uso de máquina shield; o projeto da Linha Amarela (lote 2), no qual se encontra o túnel da Covanca, apontado como um dos maiores túneis urbanos do mundo; a estação metroviária e Passarela Cidade Nova no metrô carioca e projetos também na Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, em Pernambuco.
 

Fonte: Padrão

0

Esta história começou num laboratório de ensaios

Pai e filho. O primeiro abriu caminho na engenharia com um laboratório de ensaios de materiais.
Nos anos 1980, o filho herdou a empresa consolidada e ajudou a transformá-la em uma das maiores consultoras de engenharia do País

 

*Mauro Viegas Filho – presidente da Concremat

 

A história da Concremat começa pelo seu fundador, Mauro Ribeiro Viegas. Formado em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1945, ele trilhou carreira fascinantemente promissora.
Viegas deu os primeiros passos no magistério a partir de 1946, quando assumiu as funções de assistente do professor Édson Passos, na cadeira Materiais de Construção e Estudos do Solo, que hoje se chama Solos e Edificações. Sete anos após terminar a graduação, inaugurou, no centro da cidade, no prédio de número 90 da rua México, o Escritório Técnico Sociedade Civil de Controle de Concreto e Ensaios de Materiais, que analisava a qualidade de materiais de construção e estruturas de concreto, aço, etc. Foi ali que nasceu a Concremat.

Entre os anos de 1950 e 1971, dividido com as demandas de seu empreendimento e a atuação nos governos de João Carlos Vital, então prefeito do Distrito Federal, e Francisco Negrão de Lima, governador do extinto Estado da Guanabara, Mauro Viegas impulsionou a Concremat para uma trajetória vitoriosa. Na década de 60, a empresa abriu um laboratório em Brasília para atender às obras de construção da nova capital.

 

Nos anos seguintes, as atividades da empresa foram ampliadas. Viegas e seus profissionais passaram a elaborar estudos e projetos, supervisionar obras e recuperar estruturas. Ainda na década de 70, foi criada a Concrejato, dedicada às obras civis especiais, recuperação e reforço estrutural, entre outros serviços. Nesse período, ela apostou numa série de inovações tecnológicas e começou a garantir seu espaço entre as maiores empresas de consultoria do País.
Mauro Viegas Filho, o atual presidente, que herdou o posto do pai em 1984, lembra que inovações, como a utilização de cabos externos para reforço de pontos, fizeram a diferença no desenvolvimento e no reconhecimento do trabalho da Concremat. Os cabos foram utilizados, pela primeira vez no Brasil, pela empresa, em 1976, na obra da ponte sobre o canal da Bertioga (SP).

“Naquele cenário da década de 70 podemos destacar também os processos de sondagens sônicas em estacas profundas com ultra-sonografia ou a própria aplicação de ultra-som em auscultações de estruturas. Em um passado recente, é possível citar o monitoramento a distância de zonas de riscos geotécnicos em dutovias, com acompanhamento em tempo real”, lista Viegas Filho.

Atualmente, a Concremat atua também nas áreas de energia, transportes, petróleo e meio ambiente, empregando cerca de 6 mil colaboradores em todo o País, grande parte engenheiros. A conquista da liderança de mercado e solidez permitiram reunir em sua estrutura outros quatro negócios: Concremat Tecnologia, Saybolt Concremat, Concrejtao e Contemat, que operam nos serviços de inspeção, laboratórios, obras e geotecnia, participando da fase de estudos de viabilidade até o término do projeto e da execução da obra.

 

Obras representativas

São várias as obras representativas do desenvolvimento, em fases diversas, da engenharia da empresa. Contudo, ela cita dois projetos recentes:
Projeto Nova Luz em SP: revitalização e reintegração urbana. O consórcio formado pela Concremat, Fundação Getúlio Vargas (FGV), Companhia City e Aecom Technology Corporation é responsável hoje por um dos maiores projetos de requalificação urbana do Brasil, o Nova Luz. Essa área, na cidade de São Paulo, é considerada um referencial histórico e simbólico da metrópole. Contudo, está degradada e abriga a chamada “Cracolândia”, ponto de tráfico e uso de entorpecentes. O projeto em execução pretende criar uma região exemplar, nova e arrojada que, ao mesmo tempo em que ofereça opções de moradia e novos equipamentos públicos, preserve o patrimônio arquitetônico existente, respeite e estimule à vocação econômica local e abra horizontes para novos segmentos.

 

 

Prosamin, qualidade de vida em Manaus

Outra participação que a Concremat considera significativa, em seu portfólio de empreendimentos, é o Prosamim – Programa Socioambiental dos Igarapés de Manaus (AM), que objetiva remover as palafitas dos igarapés da cidade, construindo obras de saneamento, executando o desassoreamento, a urbanização, criando a infraestrutura de lazer e a utilização racional do uso do solo. A participação da empresa, segundo Mauro Viegas Filho, é multidisciplinar. Ela elaborou os estudos de viabilidade técnica e econômica e os projetos básicos que permitiram as licitações das obras. Também realizou os projetos executivos e o acompanhamento técnico dos serviços nas especialidades de arquitetura e urbanismo, infraestrutura, estudos ambientais e sociais.
 

Fonte: Padrão

0
Page 1 of 5 12345
Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE