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O BIM cada vez mais integrado ao ciclo de vida do projeto

Augusto Diniz – Las Vegas (Estados Unidos)
O BIM (Building Information Modeling) no centro do projeto, onde as diversas equipes se conectam, dando acesso a qualquer informação. Ferramentas captam cada mudança, mostram as alterações e discrepâncias, sugerem soluções e apontam riscos ao longo de todo ciclo de vida do projeto. É assim que a metodologia
está avançando, de acordo com Sarah Hodges, diretora de negócios de BIM da Autodesk.
Ela e outros executivos da gigante de tecnologia falaram para um público de cerca de 10 mil pessoas em mais uma edição do Autodesk University (AU), realizada em Las Vegas, Estados Unidos, de 14 a 16 de novembro, sobre as tendências na área, incluindo nos segmentos de arquitetura, engenharia e construção
os quais a empresa oferece softwares sofisticados. Terry Bennett, especialista no setor de infraestrutura da companhia, explica que nos últimos cinco anos cresceu enormemente a adoção da metodologia entre as construtoras. “Há muita gente adotando a tecnologia, não mais apenas como uma ferramenta, mas uma estratégia de negócio”, diz. “Eles querem ter uma ideia melhor do projeto, o quanto vai gastar e os materiais necessários. Eles precisam saber melhor dos custos”, acrescenta.
O BIM é capaz de unificar essas informações e gerar dados precisos tanto do projeto em si como do orçamento, um item relevante em meio à queda dos valores de contrato e o aumento da concorrência.
Segundo Terry, nos Estados Unidos cerca de 50% dos contratos impõem hoje a utilização do BIM. Sobre a implantação da metodologia, ele destaca que existem dois pontos a serem discutidos, principalmente para o mercado de pequenas e médias empresas que relutam à sua adoção.
Terry lembra que a Autodesk passou a comercializar novaslicenças de produtos individuais (como o Autocad) e suítes de design e criação baseadas em assinatura em períodos variáveis, sem necessidade de aquisição permanente, para atender com custo menor e flexibilização o chamado middle market. A medida veio a calhar em meio à diminuição do fluxo de negócios no setor da construção e a necessidade, por outro lado, de se ter a tecnologia como aliada na otimização de processos. “Na segunda questão, queremos explicar que a ferramenta é mais do que uma experiência em 3D”, afirma.
O especialista considera a necessidade das empresas enxergarem muito mais do que algo a ser projetado, mas a vivência no ambiente no formato digital e suas possibilidades de melhoria dos projetos.
BUILD SPACE
Nessa linha de explicar como o que está sendo projetado pode ser usado e aperfeiçoado para o futuro, a empresa inaugurou em outubro o Build Space, em Boston, Estados Unidos. O local hospeda equipes acadêmicas e do mercado focadas na fabricação digital, robótica de design e construção industrializada.
Com isso, a empresa espera convergir os segmentos de arquitetura, engenharia e construção com a indústria de materiais e produtos. Jim Lynch, vice-presidente de soluções nessas áreas, reforça a necessidade de se pensar o BIM com opções diversas. A crescente e irreversível industrialização da construção é um fator que impõe essa convergência, avalia o executivo. Jim afirma, porém, que a adaptação do BIM passa, em primeiro lugar, pela opção do governo em demandar seu uso.
Na Inglaterra, desde abril deste ano, todas as licitações públicas de projetos e obras estão sendo exigidas em BIM. “A Cidade-Estado de Singapura também está bem avançada no BIM no governo”, lembra ele.
AMÉRICA LATINA
Cristina Randazzo, gerente de vendas na América Latina da Autodesk, explica que o Chile é o país mais adiantado no nível de governo na adoção do BIM no continente, e a previsão é que a partir de 2020, a metodologia seja exigida nas licitações públicas de obras e projetos.
O Brasil possui algumas ações pontuais nessa direção, como a da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (ver matéria sobre o assunto no Fórum da Engenharia desta edição) e o Metrô, ambos do governo do Estado de São Paulo.
No caso do Metrô, Ivo Mainardi, arquiteto e supervisor de BIM na estatal conta que o grupo de desenvolvimento da metodologia teve início em 2011. Quatro anos depois, fez a primeira contratação BIM de uma estação. A experiência, segundo ele, propiciou visualização do projeto, antecipou problemas, verificou compatibilização e apresentou detalhes que antes não eram visto nos projetos. “Foi um avanço e tanto dentro da empresa”, resume.
Ivo diz que o BIM se tornou uma das 15 ações estratégicas prioritárias definidas pela estatal. Isso permitirá direcionar mais planejamento e conhecimento da tecnologia. Hoje, faz-se um levantamento na empresa dos inúmeros departamentos, envolvendo 9.500 funcionários, com interface com o BIM.
Ele avalia que o problema de implantação da tecnologia na empresa está no fato dela ter funcionários pouco afeitos à mudança. “Esse é grande desafio do BIM”, exprime. Por certo, a questão cultural é um fator relevante de adoção da ferramenta.
Pablo Belmar Cubillos, responsável pelo desenvolvimento em BIM do projeto do novo terminal do aeroporto de Santiago, no valor de US$ 1 bilhão, explica que a grande lição neste projeto foi que o BIM “não é autônomo e ele não resolve relacionamento interpessoal”, demonstrando o quanto é necessário alinhar passos entre os profissionais envolvidos nas iniciativas propostas pela tecnologia.
O trabalho em que Pablo está desenvolvendo é para a concessionária Nuevo Pudahuel, composta pelos grupos ADP, Vinci e Astaldi, que detém a concessão do aeródromo da capital chilena. “O desafio do trabalho é integrar a metodologia BIM aos complexos sistemas existentes no aeroporto”, ressalta.
Serão cinco anos de execução das obras, que promete dobrar o número passageiros, de 15 milhões passageiros/ano para 30 milhões/ano, no aeroporto.
IMPRESSÃO 3D
A realidade virtual e a impressão 3D ganharam destaque no AU, com o desenvolvimento e fabricação de materiais complexos, tendo à frente a robótica como a tecnologia integradora da inovação, inclusive para moldar peças de metal – indo além, portanto, do uso anterior de objetos a base de polímeros.
A impressão 3D avançou de forma prática na Rio 2016, especificamente pelas pernas da alemã Denise Schindler, que foi ao evento expor sua experiência nesse campo. A para-atleta competiu com uma prótese, do joelho para baixo, impressa em 3D em fibra de carbono.
Depois de um período de testes, com envolvimento de 22 pessoas, ela chegou aos Jogos Paraolímpicos com um material acoplado ao corpo, mais leve e forte, feito em 48 horas, a um custo infinitamente menor do que o modelo convencional desenvolvido de policarbonato. Denise levou medalha de prata no ciclismo contrarrelógio.
WORKSTATION
No mundo das estações de trabalho, a HP apresentou a primeira miniestação do mundo projetada para usuários de CAD e outras indústrias de computação intensiva. Trata- se do workstation HP Z2 Mini, menos da metade do tamanho de uma torre tradicional de uso empresarial.
A nova workstation, em formato octogonal, tem a capacidade de suportar seis monitores. Segundo a marca, a HP Z2 Mini foi projetada para os locais de trabalho que estão com mais espaço limitado, incrivelmente compacto. O preço não chega a assustar: US$ 700.

 

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Empresa passa a oferecer solução completa

Com o lançamento do Trimble Connect, a empresa de tecnologia reforça sua atuação em todas as etapas de construção, incluindo topografia, terraplenagem, obras civis, montagem e acabamento.
A solução conecta todos os envolvidos de um projeto, por meio de plataforma colaborativa, permitindo verificar conflitos de projetos e quantitativos.
“O Connect possibilita ao usuário fazer conforme o planejado, com rapidez e precisão”, diz Fátima Gonçalves, diretora de Novos Negócios da empresa no Brasil. O software também possui interoperabilidade, integrando às diversas soluções existentes no mercado. Quando a norte-americana Trimble adquiriu a finlandesa Tekla em 2011, ela já tinha em mente em consolidar uma operação que atingisse todos os segmentos da construção – a empresa atuava basicamente em posicionamento e georeferenciamento.
No início deste ano, com o relançamento da marca ela deu recado ao mercado da conclusão dessa tarefa.
Além do Trimble Connect, a empresa possui um Scketchup, plataforma de modelagem em 3D para projetista adaptado à tecnologia Trimble; e o Tekla Structures, dedicado à operação na plataforma BIM, para integração de projetos de uma obra, para detalhamento de produção e montagem, planejamento e gerenciamento,
e coordenação de logística. Outros equipamentos completam o portfólio, como a estação robótica total de medição precisa de projeto em campo; um laser scanner de mão para reprodução de ambiente; e um aparelho chamado Hololens, desenvolvido em parceria com a Microsoft e ainda em fase de testes, para reproduzir projeto ainda não desenvolvido, mas já modelado, para observação em campo pelo usuário.
A Trimble é uma empresa com mais de 35 anos. A companhia se notabilizou no mercado com tecnologias de posicionamento, incluindo GPS, laser, óptica e inercial com softwares, comunicação sem fio e serviços e produtos na área. Seu mercado de atuação não só envolve o setor de construção, mas também agricultura, serviços públicos, transporte e logítica e aplicações industriais. O faturamento do grupo em 2015 chegou a US$ 2,3 bilhões, com mais de 8 mil empregados.

Fonte: Redação OE

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Gestão de documentos das obras do Linhão de Belo Monte

A Belo Monte Transmissora de Energia (BMTE), concessionária formada pelas empresas State Grid (51%), Furnas (24,5%) e Eletronorte (24,5%), implantou ferramenta de colaboração em nuvem do Construtivo para o controle do fluxo de documentos da construção, operação e manutenção do projeto, previsto para ser entregue no início de 2018.

Denominado Colaborativo, o uso do software foi decisivo para se cumprir o cronograma. Isso porque a ferramenta conecta e integra projetistas, engenheiros, empreiteiro e fornecedores, que, ao receberem um novo fluxo de informação, podem dar sequência ao estágio atual do projeto, tal como análise, revisão, aprovação e execução.

“A natureza do negócio de engenharia e construção requer métodos eficazes para controlar o grande número de documentos compartilhados para a realização de uma obra. Constantemente, esses documentos sofrem alterações nominadas, criando-se novas versões. E o Colaborativo fornece um repositório único e seguro para armazenar, consultar e organizar esses documentos completos ou em andamento com base na nuvem”, explica o presidente do Construtivo, Marcus Granadeiro.

Todos os stakeholders podem se conectar com a ferramenta de acordo com o nível de graduação de acesso estabelecido para cada usuário, que entra no sistema para obter informação, modificar ou aprovar documentos. O projetista, por exemplo, insere o projeto no sistema, o engenheiro analisa e faz comentários caso seja necessário retornar ao projetista. Se o documento estiver liberado, é aprovado para a execução da obra, e o empreiteiro é comunicado. Todo esse processo é feito na ferramenta, e os alertas são enviados via e-mail.

Ao tornar o ambiente do projeto colaborativo por meio do compartilhamento de workflows que automatizam e rastreiam o fluxo de todo o trabalho, o tempo que seria gasto com o gerenciamento de documentos é revertido no aumento da produtividade e, com isso, a entrega do projeto pode ser calculada dentro do prazo.

“É uma ferramenta indispensável para a agilidade de tramitação de documentos técnicos para avaliação, bem como para o controle das etapas de construção do empreendimento. Além de termos tido boa experiência com o Colaborativo em outros projetos, o nível de atendimento e treinamento do Construtivo são características que diferenciam a empresa no mercado”, analisa o diretor técnico da BMTE, Armando Araújo.

Quando pronta, a Linha de Transmissão entre UHE Belo Monte e Estreito (MG) terá 2.090 km de extensão e passará por 65 municípios dos Estados do Pará, Tocantins, Goiás e Minas Gerais.

Fonte: Redação OE

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Construtora ganha eficiência em auditorias com TI

A Construtora Baliza, que atua há mais de 30 anos no mercado de incorporação e construção de imóveis, tinha como desafio obter informações concretas sobre o andamento das atividades no canteiro de obras para melhor mensurar quais eram os setores que mais geravam demandas. Para apoiá-la nessa necessidade, optou pela implementação do Mobuss Construção, solução de mobilidade para o setor, desenvolvida pela Teclógica, empresa de gestão e processos de TI e negócios.

“Sentimos a necessidade de uma solução durante a realização das inspeções de serviços. Realizávamos todo o trabalho manualmente, e os dados eram anotados em formulários de papel e depois passados para o Excel. Este processo demandava muito tempo dos nossos colaboradores e não garantia exatidão dos números”, conta a responsável pela área de Qualidade da Baliza, Simone Mendes de Paula.

Após um ano do início da implementação do módulo Qualidade, a Baliza avalia que a ferramenta imprimiu rapidez e agilidade na tomada de decisão, aperfeiçoamento dos serviços prestados, confiabilidade nas informações e melhorias dos resultados alcançados nas auditorias internas e externas. “Qualidade não é só ter certificado, é o que entregamos para os clientes. Com a ferramenta conseguimos olhar a obra como um todo e enxergar a realidade do canteiro. Monitoramos tudo mais de perto, levamos os dados coletados para reuniões gerenciais e conseguimos visualizar de uma maneira simples e dinâmica”, conta Simone.

Foi necessário criar o hábito de analisar os números, porque eles estão disponíveis e devem ser explorados para que ofereçam os melhores resultados de acordo com o perfil de cada companhia. “Para gerenciar precisamos obter as informações de maneira rápida, e o Mobuss possibilita isso por meio do painel de indicadores”, explica. A executiva ressalta ainda que o retorno sobre o investimento, que foi cerca de 2% do custo fixo da obra, já foi atingido.

A Baliza faz toda a administração da obra por meio da solução e isso resultou em mudanças no dia a dia. “Colocamos prazos de acordo com a realidade, por exemplo. Antes havia um tempo padrão que geralmente não era cumprido. Nosso objetivo no longo prazo é apoiar a gestão por meio dos números. Além disso, antes alguns campos eram preenchidos e outros não, o que impactava nos indicadores. Com o uso contínuo da solução, aprimoramos cada vez mais o entendimento das aplicações em cada área e treinamos os colaboradores para fazerem o melhor uso em seu setor”, relata.

Fonte: Redação OE

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ERP torna-se fundamental para administração de obras públicas

Com mais de 27 anos de mercado, a JZ Engenharia soma grande número de serviços de qualidade em obras de construção leve e pesada; execução de edifícios industriais e institucionais; terminais de ônibus e metrô; terraplanagem e infraestruturas; estradas, viadutos e pistas de alto desempenho; e grandes projetos de recuperação ambiental e de restauro.

Um dos grandes desafios para lidar com obras públicas é o fato de serem licitadas com projeto básico, o que acarreta em muitas alterações e adequações. Além disso, há características atípicas que influenciam no escopo de serviços, exigindo dessa forma uma atenção redobrada dos gestores.

Daí, a necessidade de ter informações rápidas e precisas para tomadas de decisões mais seguras. “Precisávamos de um software de gestão integrada que melhorasse os processos de orçamento executivo, planejamento, controle, suprimentos e produção, além de obter informações em alto nível para as tomadas de decisão por parte da diretoria da empresa”, relata o engenheiro Jânio Mitsuyuki Sato, gerente de planejamento da JZ Engenharia.

A JZ Engenharia então buscou um ERP para atender de maneira ainda mais efetiva as necessidades do mercado. Dessa forma, a partir de 2007, a empresa passou a utilizar o Siecon, da Poliview. Trata-se de um sistema integrado e especializado em engenharia civil, construção e incorporação.

“Siecon, sem dúvida, permitiu à JZ Engenharia agilizar os trâmites dos processos entre os departamentos. Com essa ferramenta, também foi possível emitir relatórios comparativos mais detalhados entre custos e receitas”, conta o engenheiro.

O sistema atende os processos da empresa por meio dos módulos de custos, orçamentos, suprimentos, financeiros e contrato de serviços. Dessa forma, garante total segurança e controle de informações na gestão de grandes obras sob responsabilidade da empresa, proveniente das prefeituras municipais de São Paulo, Guarulhos, Barueri e Sertãozinho, CDHU, CPTM, Metrô e outras.

“Além de ser um sistema muito eficiente, o Siecon conta com setor de desenvolvimento que busca novas melhorias para manter a JZ Engenharia atualizada no mercado”, completa Jânio.

 

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Inspeção de obra avança com dispositivo móvel

A Astrein aposta na plataforma móvel de inspeção de obras SnagR para ampliar sua participação com as construtoras. A empresa de tecnologia distribui a ferramenta no Brasil.

 

A plataforma vem sendo utilizada pela construtora Eztec desde o ano passado. Com a solução, a construtora diz ter melhorado a produtividade, simplificado as execuções e obtido indicadores para vistorias de qualidade de obras.

 

 

Antes manual, a coleta de informações na Eztec acontece hoje por meio de tablets, gerando dados para indicadores de qualidade das obras em tempo bem próximo do real. Assim, diminuiu sobremaneira o período gasto com o processo. Outras empresas do setor que usam a tecnologia da Astrein são a Cury Construtora e a Albert Kahn Arquitetura.

 

O engenheiro Alexandre Siqueira, diretor da Astrein, acredita na melhoria real da qualidade das empresas com a adoção da solução. “Na construção civil, o que se chama de qualidade é muitas vezes preencher formulários para estar em conformidade com os programas ISO e PBQP-H”, diz. “Porém, a qualidade deve ser veloz a ponto de atuar na própria obra, evitando problemas nas fases seguintes, e em futuras obras similares”.

 

A Astrein começou trabalhando com treinamento industrial, em 1978. Cerca de 20 anos depois, passou a desenvolver internamente soluções tecnológicas. E, em 2005, começou a atuar no mercado de construção. (Augusto Diniz)

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Mega completa 30 anos e se expande

A Mega Sistemas Corporativos planeja expandir sua presença em todo o território nacional, a partir deste ano. De acordo com o diretor de marketing e alianças e sócio-fundador da Mega Sistemas Corporativos, Walmir Scaravelli, para os próximos três anos, o objetivo é fortalecer a operação no Nordeste e estar presente em todas as regiões do País. “No mesmo período, ampliaremos a nossa atuação no sul do País, não apenas para as capitais, como também para cidades do interior da região”, ressalta Scaravelli. Ele antecipa que a Mega Sistemas também está prestes a iniciar a primeira operação da empresa na Região Norte.

 

Scaravelli: Fortalecimento da operação no Nordeste
 

O empresário salienta que essa expansão será possível por meio do modelo de Canais Coligados, que a empresa implementou recentemente. “Isso permitirá que as praças já consolidadas possam desenvolver um trabalho cujo objetivo é ampliar a capilaridade nas suas respectivas regiões”, explica o sócio-fundador.

 

No ano passado, o faturamento da Mega Sistemas chegou a R$ 68,5 milhões. O resultado foi impulsionado pelo segmento de serviços, que apresentou um crescimento de 32%. Isso contribuiu para compensar o desempenho dos setores de manufatura e construção, que ficaram praticamente estáveis em 2014. “Serviços deverá ter a sua participação elevada, progressivamente, nos próximos cinco anos”, prevê Scaravelli. Ele também destaca o crescimento significativo na Consultoria de Processos. “Área criada em 2013, aumentou 25% no período.”

 

Fundada em Itu, interior de São Paulo, em 1985, a Mega Sistemas está presente em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Nesses 30 anos de trajetória, a companhia conta com 15 canais de atendimento, 700 funcionários e mais de 2 mil clientes em todo o Brasil.

 

A empresa consolidou-se como uma das mais importantes companhias de TI do Brasil. Oferece soluções de gestão empresarial (ERP) para os mercados de construção, manufatura, logística, combustíveis, agronegócios e serviços.

 

Para aperfeiçoar ainda mais seus processos de gestão, e atender à demanda, no ano passado, a empresa tornou-se uma Sociedade Anônima (S.A) de capital fechado.  Segundo a empresa, foi o início de um ciclo de mudanças, tanto dentro da corporação quanto nas relações com seus parceiros.

 

O processo foi viabilizado por intermédio de acordo de fusão entre a Mega Sistemas Corporativos e o canal Mega Curitiba, que já atuava como parceiro produtor do ERP Mega Construção para todo o Brasil. Paralelamente a esta fusão, ainda foram concluídas outras operações que complementam o processo de expansão da companhia.

 

A empresa unificou as operações nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e na Região Sul do País, criando uma única empresa com gestão direta de toda carteira de clientes. Também abriu uma nova frente focada, principalmente, nos segmentos de Manufatura e Serviços, com as operações de consultoria em TI da Informaction Empresarial. Também adquiriu participação societária no Canal Mega Minas.

 

Pioneirismo

A Mega Sistemas também é pioneira em seu segmento no desenvolvimento de um sistema de ERP customizado para o Google Glass. No ano passado, em parceria com a GeoMob, startup que desenvolve soluções de mobilidade digital e geolocalização, criou um aplicativo para colocar na tela do Google Glass as informações disponíveis no ERP Mega.

 

Segundo Scaravelli, o potencial do Google Glass, e novos wearables que estão por vir, extrapola os limites do entretenimento. “Tem alto potencial para chegar aos canteiros de obras, escritórios, fábricas e galpões de logística, entre outros ambientes corporativos”, frisa.

 

O empresário afirma que, depois de ter apresentado as primeiras possibilidades do projeto, a Mega começou a explorar novas possibilidades para o aplicativo. “Focamos no setor da construção civil. Estudamos como seria possível mudar a rotina de um engenheiro ou mestre de obras ao levar para a tela do Glass, por exemplo, todo o mapeamento da estrutura e alicerce de um prédio em construção”, salienta.

 

O aplicativo, de acordo com Scaravelli, mostra toda a composição da obra e até mesmo sua medição. Ele lembra que o protótipo criado foi apresentado durante II Workshop da revista O Empreiteiro, em maio do ano passado, em São Paulo.

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Modelagem combate perdas de água

Augusto Diniz

 

As redes de água têm ganhado importância suprema para as concessionárias de abastecimento. Os motivos principais são dois: preocupação maior com a perda de água em tempos de escassez e elevados gastos de energia com bombeamento de água, em um período em que a energia elétrica passou a ter um peso expressivo no custo de operação.

 

“Maior gestão de ativos na área é mais do que evidente”, diz Douglas Miranda de Almeida, engenheiro da equipe de mapeamento e utilities da Bentley Systems. De acordo com ele, gastos com energia elétrica respondem por 1/3 das despesas de uma empresa de saneamento. Além disso, até uma rede tem até 40% de perda de água

 

A empresa tem solução tecnológica de modelagem hidráulica, o Watergems, usado a partir de dados georreferenciados, e que vem sendo aplicado com sucesso na otimização de rede de água. O modelo identifica o melhor agendamento de horário para, por exemplo, acionamento de bombas de pressão de água, além de identificação de problemas na rede que provocam desperdícios.

 

Alfredo Castrejon, responsável pelas operações da Bentley no Brasil, acha que abastecimento de água chegou a um momento crítico no mundo e os países tendem a buscar soluções baseadas na tecnologia, principalmente relacionadas à perda.

 

Prolagos

Um dos maiores cases de sucesso da solução no Brasil nasceu na Prolagos, do grupo Aegea – o projeto, inclusive, é finalista em 2015 da premiação anual Be Inspired, aberta às companhias de engenharia e construção e operadoras em todo o mundo, em vários segmentos da infraestrutura, que se destacam usando tecnologia da Bentley.

 

Wagner Oliveira de Carvalho, gestor de Projetos da Prolagos, explica que a solução foi usada por um ano e meio na busca de alternativas do sistema, municiando o desenvolvimento do novo plano diretor da empresa, aprovado recentemente.

 

A modelagem hidráulica envolveu todo o sistema de adução, distribuição, bombeamento e reservação da Prolagos. A ação permitiu à concessionária ter uma visão mais clara do planejamento, e dos investimentos a serem feitos na rede de abastecimento de água, para atender uma região de forte expansão populacional, priorizando inclusive as ações de melhoria de eficiência e otimização hidráulica.

 

“É um desafio nosso atender a variação populacional”, conta Wagner. A Prolagos abastece cinco municípios (Cabo Frio, Armação de Búzios, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande) da Região dos Lagos, no Rio de Janeiro – conta-se hoje cerca de 400 mil residentes na região, mas no verão a população chega a 2 milhões de pessoas – a rede de abastecimento tem 2.290 km.

 

Com a solução da Bentley de modelagem hidráulica, será possível à concessionária investir na melhoria do sistema da rede de abastecimento e gestão melhor de seus ativos, atendendo as necessidades específicas e as demandas flutuantes.

 

Há também um custo excessivo de energia para atender a região. É que o manancial de água fica a mais de 50 km da área de abastecimento, na Lagoa de Juturnaíba, no município de Araruama, e bombas trabalham dia e noite para transportar a água à região de atendimento da Prolagos – e representam quase 80% dos gastos da empresa em energia.

 

Região dos Lagos é um dos principais polos turísticos do RJ. Expectativa é evitar desabastecimento no verão
com auxílio da tecnologia
 

Segundo Wagner, o consumo atual de energia é de 1,1 KWh/m³ na operação da rede de abastecimento da concessionária, mas, pela simulação feita com o software Watergems, o consumo pode cair a menos da metade, por meio de gerenciamento mais adequado, diminuindo os gastos anuais com energia elétrica em quase 1/3 do valor atual.

Fonte: Revista O Empreiteiro

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Gestão de obras precisa se integrar no dia a dia

 

ERP dá excelência

O ERP (sistema de gestão integrada) implementado na MBigucci, construtora e incorporadora, elevou a administração dos negócios da empresa a um novo patamar. “A busca por um sistema de gestão veio da necessidade de integrar os nossos processos, evitar controles manuais passíveis de erros e retrabalhos”, lembra o presidente da MBigucci, Milton Bigucci.

 

A solução da Mega Sistemas Corporativos, na primeira fase do projeto, consistia na locação de dez módulos. Porém, com o avanço da implantação vinha também o constante desenvolvimento da companhia e, como consequência, a necessidade de investir em novas ferramentas.

 

Este tempo foi fundamental para garantir que a solução ficasse totalmente alinhada com as estratégias da empresa. “Hoje utilizamos praticamente todos os módulos disponíveis no ERP Mega Construção e futuramente ainda pretendemos fazer novas aquisições, como o BI e o Mobuss”, afirma.

 

Os benefícios obtidos pela companhia foram muitos. No entanto, os relatórios financeiros e gerenciais trouxeram ganhos significativos à gestão. “Antes havia uma enorme dificuldade de consolidar as informações da companhia para que pudéssemos tomar nossas decisões estratégicas. Mas hoje conseguimos fazer o fechamento mensal de todos os departamentos até o 10º dia de cada mês”, compara.

 

Esta mudança não representa só mais agilidade nas operações, mas principalmente mais segurança na condução dos negócios. “A confiabilidade e a eficiência das informações proporcionadas pelo ERP Mega Construção também facilitaram as tomadas de decisão, nos permitindo, assim, ganhar mais competitividade no mercado nacional. Internamente as equipes da companhia passaram a trabalhar mais integradas, já que a inserção de dados corretos no sistema é fundamental para gerar resultados confiáveis”, analisa Milton, depois de dez anos de introdução do ERP na empresa.

 

Adesão de toda a equipe

A Cosatel Construções, Saneamento e Energia, empresa catarinense com atuação no mercado de obras de infraestrutura, saneamento, energia e construção civil, optou pela aquisição de um software ERP que fosse capaz de interligar todos os setores da empresa. Foi então que ocorreu a escolha dos softwares da 90t.i (Gestor 90 e Compor 90).

 

 O primeiro passo importante dado foi conseguir fazer com que toda a equipe da empresa aderisse à nova ferramenta de maneira produtiva. “Durante todo o processo de implantação obtivemos total atenção dos consultores e do suporte da 90t.i, o que facilitou a adesão”, afirma Joanita Jochem, controller da Cosatel.

 

Joanita Jochem destaca o módulo gestão de obras da solução como um dos essenciais ao projeto. “O módulo nos disponibiliza recursos, como controle de contratos das obras (valores, datas importantes, reajustes vinculados aos dados financeiros, saldos contratuais etc.), acompanhamento de contratos e fornecimentos a subempreiteiros vinculados aos suprimentos, controle de produções e medições, entre outros, que facilitam o acompanhamento da gerência técnica com os engenheiros das obras”, conta.

 

Já o módulo financeiro foi o primeiro a ser implantado. Ele é o centro das atividades entre gestão de obras, suprimentos, contábil e fiscal, sendo extremamente importante a assertividade na implantação e no funcionamento desta ferramenta. “A partir do financeiro bem implantado e operado corretamente, tivemos condições de fazer os fechamentos dos módulos contábeis e fiscais de 2014, todo pelo Gestor 90”, conta Joanita.

 

O módulo suprimentos é um dos mais utilizados nas obras da Cosatel. Por intermédio dele, a construtora começou a economizar tempo nos processos de compras da empresa.

 

Mobilidade na construção de túneis

A Toniolo, Busnello adotou a ferramenta desenvolvida pela Teclógica, o Mobuss Construção, para monitorar diariamente informações coletadas na obra, como consumo de materiais, equipamentos, serviços e distribuição da mão de obra, garantindo melhor desempenho de suas obras.

 

“Fizemos algumas pesquisas de mercado e até testamos um protótipo, mas o Mobuss Construção se destacou pela velocidade no processamento dos dados, pelos indicadores oferecidos e fácil usabilidade. O know-how e o comprometimento dos profissionais da Teclógica também foram diferenciais em nossa análise. Eles estão sempre nos auxiliando. Recentemente, durante uma obra em São Paulo, o atendimento da equipe de suporte da empresa de TI ficou quase 24 horas com nossa equipe acompanhando todo o procedimento”, destaca o responsável por custos de obras da Toniolo, Busnello, Fernando Busnello.

 

Segundo Busnello, a apropriação dos dados era realizada em formulários de papel. A construtora utilizava cerca de 4.500 folhas por dia e contava com uma equipe de mais de 40 pessoas para digitar e processar todas as informações, que depois eram editadas em relatórios. “Após a implantação do Mobuss, percebemos maior agilidade e confiabilidade dos dados. Antes este processo era realizado de forma manual, gastava-se muito tempo para processar os dados e dar feedback para o responsável” Fernando Busnello. Ao adotar o módulo Apontamento, do Mobuss, estes colaboradores foram realocados e começaram a ter mais tempo para analisar e gerenciar os processos da empresa.

 

A construtora conseguiu maximizar seus resultados, o processo de apropriação obteve cerca de 60% de redução dos custos com mão de obra e aumento de até 50% na produtividade, também reduziu as horas ociosas da equipe e melhorou os prazos. Hoje, os dados são coletados diretamente nos dispositivos móveis e atualizados em tempo real.

 

Com o Mobuss Construção a coleta dos dados também pode ser realizada de forma off-line sem perda de informações e mantendo a produtividade das equipes. “O funcionamento off-line nos ajuda muito no rendimento dos profissionais. Muitas vezes trabalhamos em locais com geradores e até mesmo sem energia, e os nossos colaboradores podem continuar usando os tablets mesmo nestas situações”, salienta Busnello.

 

O módulo Apontamento já está implantado em 80% das obras, e a previsão é estendê-lo para as demais obras, totalizando mais de 100 usuários utilizando a solução.

 

Fonte: Redação OE

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Modelagem na expansão do Canal do Panamá

A MWH Global, projetista líder do projeto de expansão do Canal do Panamá, aplicou largamente soluções de modelagem 3D da Autodesk, apoiada na metodologia BIM (Building Information Modeling), para desenvolver o trabalho.

 

Entre as ferramentas tecnológicas adotadas, inclui-se a realidade virtual, tecnologia de visualização de projetos múltiplos para apresentação à gestora do empreendimento, a Autoridade do Canal do Panamá, e ao consórcio construtor. A empresa também usou o modelo 3D integrado para desenvolvimento do projeto com mais precisão.

Com tantas empresas envolvidas em um megaprojeto, a adoção do BIM possibilitou colaboração e compartilhamento de informações de forma global.

Entre os softwares da Autodesk utilizados, estão  AutoCAD, Revit, Civil 3D, 3ds Max e Navisworks. O Autodesk Consulting auxiliou na adoção do BIM. A MWH Global é líder no setor de infraestrutura hídrica.

Fonte: Revista O Empreiteiro

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