BID conclui empréstimo sindicalizado para projeto da Embraport

WestLB, HSBC, Caixa Geral e Santander participam do programa de Empréstimos A/B do BID que financia projeto crítico para descongetionar o Porto de Santos

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) concluiu um empréstimo sindicalizado de US$ 430 milhões com quatro bancos comerciais internacionais para financiar a construção, operação e manutenção de um novo terminal privado de uso misto para contêineres e líquidos no Porto de Santos, no Brasil. Esse é o maior complexo portuário da região.

O empréstimo foi concedido para a Empresa Brasileira de Terminais Portuários S.A. (Embraport), responsável pelo projeto, crítico para aliviar a sobrecarga e reduzir os custos em Santos. A transação envolve um empréstimo A de 15 anos, de US$100 milhões do BID, e um empréstimo B, de 12 anos, de US$330 milhões do WestLB, Caixa Geral de Depósitos, HSBC e Banco Santander.

Paralelamente, a Caixa Econômica Federal aprovou um outro financiamento de R$633 milhões, financiado pelo BNDES, para o projeto que, junto com o empréstimo do BID, completará o pacote de dívida global sênior no total de US$786 milhões.

“Essa operação constitui um marco importante para o BID e o Brasil porque consideramos um avanço substancial ao apoio para o investimento privado no setor portuário. Nesse cenário creditício difícil, o BID planeja realizar mais operações para apoiar projetos de infraestrutura brasileiros, tanto através do nosso próprio balanço ou atraindo co-financiadores”, disse John Graham, chefe da equipe de projeto do Departamento de Financimento Estruturado e Corporativo do BID.

Os empréstimos do BID e da CAIXA/BNDES financiarão a primeira fase do novo terminal, que terá uma capacidade esperada acima de 1 milhão de TEUs (uma medida que se refere ao número de contêineres de 20 pés que a instalação pode movimentar por ano) e será capaz de lidar com granéis líquidos. O projeto melhorará a capacidade do porto para receber uma nova geração de navios porta-contêineres de maior calado, que já se tornaram comuns no mercado de cargas global, ajudando a reduzir as filas de espera fora do porto.

O novo terminal também contribuirá para melhorar as condições de trânsito na cidade, uma vez que terá acessos adequados por estrada e trilhos e será localizado longe da movimentada área urbana da cidade de Santos. O novo terminal criará cerca de 1.500 empregos diretos durante a construção, bem como 550 posições no início das operações e 1.500 quando estiver operando a plena capacidade.

Fonte: Estadão

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