Nascentes das Gerais prossegue com duplicação em MG

Augusto Diniz – Divinópolis (MG)

A Nascentes das Gerais, desde que assumiu a administração do sistema MG-050/BR-265/BR-491 em 2007, já investiu R$ 835 milhões na concessão. Empresa da holding AB Concessões, do grupo italiano Atlantia (controlador) e do grupo brasileiro Bertin, a concessionária prossegue realizando uma série de intervenções ao longo das rodovias.

O segmento sob responsabilidade da Nascentes das Gerais envolve 344,4 km da MG-050, 22,3 km da BR-265/MG e 4,7 km da BR-491/ MG. O sistema faz a ligação entre Juatuba, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), e São Sebastião do Paraíso, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. Trata-se de um importante ramal rodoviário de conexão da capital do Estado com Ribeirão Preto (SP) e Triângulo Mineiro.

A concessão é na modalidade de Parceria Público-Privada (PPP) – na época da licitação, a Nascentes das Gerais ofereceu o mais alto desconto (77%) na contrapartida da PPP a ser paga mensalmente pelo governo de Minas Gerais.

Atualmente, de acordo com a concessionária, estão em obras 16 km de duplicações, sete dispositivos de retorno, seis viadutos, duas passagens inferiores de veículos, uma passagem inferior para pedestres, três passarelas, 4 km de correção de curva e 4 km de terceiras faixas.

Segundo a concessionária, para os próximos anos, estão previstos investimentos em torno de R$ 500 milhões em obras de melhorias e ampliação. Entre elas, serão construídas 19 km de duplicação, 22 km de terceiras faixas, 4,9 km de correções de curva e 22 dispositivos de retorno e acesso.

Os investimentos efetuados, que totalizam R$ 835 milhões, envolveram,

de acordo com a Nascentes das Gerais, a construção de 88 km de terceiras faixas, 32 km de correções de curva, 20 km de duplicações, 51 km de acostamentos, cinco passarelas, seis passagens inferiores de pedestre, seis passagens inferiores de veículos, quatro viadutos e 13 dispositivos de retorno.

Além da Nascentes das Gerais, a AB Concessões também é responsável pelas concessionárias paulistas Triângulo do Sol (100%), Rodovias das Colinas (100%) e Rodovias do Tietê (50%).

Intervenções na ligação da Região Metropolitana de Belo Horizonte a Divinópolis (MG)

No trecho inicial da MG-050, é possível identificar as intervenções atuais da concessionária Nascentes das Gerais no sistema sob sua administração. Há trechos de duplicações e construção de viadutos entre a região metropolitana de Belo Horizonte e Divinópolis (MG).

Divinópolis, a cerca de 120 km da capital mineira, é a principal cidade cortada pela MG-050 – a sede da concessionária fica no município. Na localidade, na altura do km 126, a Pavidez, de Muzambinho (MG), constrói para a concessionária um trevo com duas passagens inferiores em desnível.

João Luís Campos, engenheiro de obras da Nascentes das Gerais, explica que o local possuía uma rotatória em nível, com grande movimento de veículos. O trevo dá acesso à BR-494 além de bairros locais.

“O motivo da obra é melhorar o fluxo de veículos e dar mais fluidez ao tráfego”, diz João Luís. Ele explica que muitas vezes obras como essa de Divinópolis visam separar o trânsito local do de longa distância. Há 800 m de duplicação no trecho de 1,5 km de obra, além de construção de dois viadutos de concreto armado.

O novo trevo em Divinópolis tem um custo de R$ 21 milhões, com a presença de 150 trabalhadores no canteiro e de 30 máquinas pesadas, incluindo caminhões. O início da obra se deu em junho de 2015 e o fim está previsto para este mês (julho).

João já coordenou obras do lote 2 da rodovia, entre os km 244 e km 400. Hoje, cuida do lote 1, entre os km 58 e km 244, na MG-050 . “O contrato de concessão prevê duplicação de perímetros urbanos e revisão dos trevos. Porém, é um desafio trabalhar em área urbana”, ressalta o engenheiro civil.

Triunfo Concebra aplica R$ 4,2 bilhões nas estradas concessionadas

Estes recursos se destinam ao período de maior volume de obras,que devem começar este ano

Responsável por 1.176,5 km de rodovias, a Triunfo Concebra tem uma quantidade expressiva de obras e intervenções no sistema viário sob sua administração. A concessionária arrematou em dezembro de 2013 o lote composto pelas rodovias BR-060/153/262 (DF/GO/MG) – são 630,2 km da BR-060 e da BR-153, além de 546,3 km da BR-262.

Até o momento, segundo a Concebra, já foram investidos no sistema próximo de R$ 1,4 bilhão, com expectativa de investimento de mais R$ 4,2 bilhões a partir deste ano até 2021, período no qual se concentra o maior volume de obras, totalizando cerca de R$ 11,8 bilhões ao longo dos 30 anos de concessão.

De acordo com a diretoria de Engenharia da Triunfo Concebra, até o sexto mês da concessão, a prioridade foi assumir a operação da rodovia com a inspeção de tráfego rotineira, atendimento médico emergencial, o socorro mecânico e implantação dos 24 postos de atendimento ao usuário.

Em seguida, a meta foi cumprir os programas de obras considerados emergenciais estabelecidos no contrato para os trabalhos iniciais concluídos no 12° mês, com a execução de obras e serviços de recuperação, imprescindíveis à operação da rodovia, tanto no que se refere à condição do pavimento quanto à recomposição, implantação, substituição de elementos de drenagem, sinalização, proteção e segurança, pontes etc.

Concluída essa fase, segundo a concessionária, o foco foi voltado à conclusão da duplicação de aproximadamente 70 km de rodovia no segmento compreendido entre Uberaba (MG) e o entroncamento da BR-262/MG com a BR-153/MG, e da implantação das 11 praças de pedágio de modo a obter autorização da ANTT para permitir o início da cobrança, que passou a vigorar em junho de 2015.

Atualmente, as atenções estão voltadas para o cumprimento das demais metas de duplicação dos 647 km da rodovia no Estado de Minas Gerais e implantação do contorno de Goiânia, principalmente.

O contorno de Goiânia (GO), com 44 km de extensão, irá retirar o fluxo de longo curso de dentro das áreas já densamente urbanizadas dos municípios de Goiânia e Aparecida de Goiânia, e a implantação da terceira faixa de tráfego entre Goiânia e Anápolis (GO), trecho este que, segundo a Concebra, está entre aqueles com o maior volume diário médio do País. Sobre a duplicação de 647 km, destacam-se dois segmentos relevantes:

a conclusão da duplicação da BR-153/MG, desde o “trevão” no km 58 até a divisa com o Estado de São Paulo, no km 247; e a duplicação do segmento na BR-262/MG, entre os municípios de Luz e Campos Altos, com

relevo montanhoso, no qual a rodovia vence uma diferença de nível de 500 m e tem o seu traçado desenvolvido ao longo de um espigão.

Logística complica os trabalhos

Pelo fato de o trecho concessionado ser muito extenso, a diretoria de Engenharia da Triunfo Concebra aponta muita diversidade ao longo da rodovia, como relevo, características de solos, materiais de fundação, agregados minerais disponíveis, condições da pista existente etc., o que exigirá soluções especificas nos diversos trechos.

O segmento de rodovia da Serra da Saudade, em Minas Gerais, por exemplo, com relevo acidentado, exigirá na sua duplicação obras especiais de contenção, como muros de arrimo, cortinas atirantadas, solos grampeados, aterros armados e obras de arte especiais.

Já na região de Araxá (MG), a rodovia cruza com a ferrovia administrada pela FCA em quatro pontos, sendo que em três deles está prevista a construção de túneis em solo (com aplicação de enfilagem, cambota metálica, concreto projetado, chumbadores e tirantes, além das obras de emboque e desemboque) para permitir a transposição da via férrea sem interromper sua operação.

Também estão previstas obras de melhorias, mesmo em segmentos de rodovia já duplicada, principalmente nas passagens em áreas urbanas, onde há necessidade de obras para separar o fluxo de longo curso com o tráfego local.

De acordo com o programa de exploração rodoviária (PER) definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), os 1.176 km de extensão da concessão são subdivididos em 23 segmentos homogêneos, que são trechos da rodovia que possuem variáveis com características constantes ao longo da sua extensão. Estes 23 segmentos homogêneos foram reagrupados pela concessionária em seis lotes de aproximadamente 200 km cada, possibilitando uma gestão mais assertiva.

A concessionária avalia que é fundamental, além do gerenciamento da engenharia, o papel de sua integração com a operação, na inspeção rotineira através das VITs (veículos de inspeção de tráfego) com o registro e comunicação de eventuais problemas percebidos nestas vistorias, que permitem que ações preventivas sejam tomadas de forma imediata.

ViaLagos (RJ) completa 20 anos

Implantação de divisórias foi o principal projeto executado narodovia do interior do Rio de Janeiro

A concessionária que administra 57 km da rodovia RJ-124, entre Rio Bonito e São Pedro da Aldeia, completa 20 anos. O segmento faz a ligação da BR-101 com a Região dos Lagos, onde se localizam as cidades de Araruama, Cabo Frio, Búzios, dentre outras.

Os investimentos feitos pela ViaLagos, do grupo CCR, desde o início da concessão, em dezembro de 1996, foram de R$ 540 milhões em obras de melhoria, modernização, conservação e monitoramento.

Um dos trabalhos mais complexos da ViaLagos foi a implantação de divisória metálica entre as pistas, encerrado no ano passado. Foram dois anos e quatro meses de obras.

Para instalar a divisória foi preciso alargar as pistas em 3,20 m nos 53 km de rodovia que não tinham o dispositivo de separação de pistas, exigindo completa readequação do sistema de sinalização, das passarelas, retornos e também do sistema de drenagem da rodovia. “Pode parecer simples, mas trata-se de um projeto complexo, que exigiu uma logística rigorosa de execução numa rodovia em operação”, explica a engenheira responsável pela obra, Letícia Rezende.

A implantação da divisória aconteceu em três etapas, segundo Letícia: a primeira dedicada ao alargamento das pistas, construção de um novo sistema de drenagem e recapeamento do pavimento; implantação de nova sinalização vertical (placas) e horizontal (pintura de faixas); e implementação das divisórias.

Foram aplicados R$ 200 milhões no projeto, que contemplou ainda a construção de sete retornos, 14 travessias de pedestres em nível e implantação de duas passarelas.

A tecnologia adotada na divisória metálica atende norma europeia de impacto de diversos tipos de veículos. A divisória é composta por uma defensa dupla. “Esse tipo de dispositivo contém o veículo durante o choque, amortece a energia da colisão e o redireciona em ângulo seguro para a pista”, explica Letícia Rezende. Ele ainda possui uma tecnologia especial para proteção dos motociclistas nas curvas.

A divisória extinguiu os acidentes com colisões frontais e transversais, que apresentavam os maiores índices de mortalidade na rodovia.

Arteris tem R$ 11 bilhões previstos em investimentos

Concessionária de rodovias com 3.250 km sob sua administração, os investimentos da Arteris até 2033 somam R$ 11 bilhões – R$ 6 bilhões dentro dos contratos de concessão e cerca de R$ 5 bilhões em aditivos.

Nas cinco concessionárias federais da Arteris – Autopista Fernão Dias, Autopista Regis Bittencourt, Autopista Litoral Sul, Autopista Planalto Sul e Autopista Fluminense – e nas quatro concessionárias estaduais – Autovias, Centrovias, Intervias e Vianorte, todas no interior de São Paulo -, há projetos importantes a serem concluídos ou realizados.

Além das obras de duplicação da Serra do Cafezal (SP), na Autopista Regis Bittencourt; construção do Contorno de Florianópolis (SC), na Autopista Litoral Sul; e na ampliação da BR-101/Norte (RJ), na Autopista Fluminense, a partir do ano que vem, iniciam as execuções do Contorno de Campos dos Goytacazes (RJ), dentro do escopo de trabalho da última concessionária citada.

Nos trabalhos relacionados a aditivos de contrato ou extra-contrato, ainda em fase de análise na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), estão três projetos na BR-101/ Norte, no Estado do Rio de Janeiro. Essas iniciativas envolvem a construção de terceiras faixas entre Barreto, em Niterói, e Manilha, em Itaboraí; a execução de um novo contorno em Itaboraí e a duplicação de trecho de 45 km, logo após a cidade de Campos dos Goytacazes, até a divisa com o Espírito Santo, que curiosamente não está incluso no contrato de concessão.

Há também projeto de construção de terceiras faixas ao longo da Autopista Fernão Dias, na ligação São Paulo (SP) – Belo Horizonte (MG), e na autopista Litoral Sul, que envolve as BRs 376 e 101, nos Estados do Paraná e Santa Catarina. Na Autopista Planalto Sul, na BR-116, no trecho entre Curitiba (PR) e a divisa com Santa Catarina e Rio Grande do Sul, há intenção de duplicar a rodovia.

Em 2015, a Arteris fez investimentos nas rodovias sob sua concessão de R$ 1,8 bilhão, sendo 83% destinados às concessionárias federais.

Rota das Bandeiras constrói marginais em Campinas (SP)

O investimento total no projeto é de R$ 150,4 milhões

A concessionária Rota das Bandeiras, empresa da Odebrecht TransPort, em operação desde 2009, envolve administração do chamado corredor Dom Pedro, incluindo segmentos rodoviários na região metropolitana de Campinas, no interior de São Paulo, e a sua ligação com o Vale do Paraíba paulista.

Atualmente, a concessionária realiza a construção das marginais da rodovia D. Pedro I, em seu trecho urbano de Campinas. De acordo com a Rota das Bandeiras, a ampliação se procede no local de maior movimento de todo o Corredor Dom Pedro, com fluxo diário médio de 125 mil veículos. O investimento total na implantação das marginais é de R$ 150,4 milhões.

A construção das marginais visa à separação entre o tráfego urbano (via pistas marginais) e o intermunicipal, pelas pistas expressas. As novas pistas ampliarão em 66% a capacidade de tráfego, segundo a concessionária.

Os desafios da obra acontecem na área de desapropriação e na etapa de interligação com alças de entrada e saída entre as pistas expressas e marginais. Ao considerar a construção destas alças, o projeto completo das marginais tem um total de 36,2 km.

Até o momento, segundo a Rota das Bandeiras, já foi concluída a implantação das marginais entre o km 129 e o km 140 na pista Norte (sentido Anhanguera), e do km 134 ao km 140 da pista Sul (sentido Jacareí), além da remodelação do trevo de Barão Geraldo.

Em 2016, está prevista ainda a conclusão do trecho I sul, entre o km 132 e o km 129. O cronograma de investimentos da concessionária prevê para 2017 a conclusão dos demais trechos.

O investimento total no projeto é de R$ 150,4 milhões funda do pavimento, em trechos das rodovias Prof. Zeferino Vaz e da D. Pedro I. Na rodovia D. Pedro I, já foram recuperados 70 km de pistas. Até setembro, a concessionária pretende entregar outros 90 km.

A recuperação profunda do pavimento é uma “reconstrução” das rodovias. Os trechos têm interdições periódicas e as escavações chegam até 1 m de profundidade, com diferentes patologias encontradas. Em alguns pontos, onde há maior deterioração do pavimento, as camadas de base e sub-base sofrem intervenção.

A recuperação inclui a implantação de drenos na estrutura do pavimento, visando ampliar sua capacidade de absorção da água das chuvas. Os investimentos da concessionária nos trabalhos de recuperação profunda alcançam R$ 85 milhões.

A Rota das Bandeiras também executa as obras de duplicação da rodovia Romildo Prado (SP-063), em Louveira, no trecho entre o km 0 e o km 2,3. O investimento nessa obra, que contempla a construção de um trevo em desnível e a implantação de uma passarela, é de R$ 20,3 milhões.

Durante a concessão, a concessionária investirá no total R$ 3,5 bilhões em obras de manutenção, recuperação e modernização nos 297 km da malha viária que compõe o Corredor Dom Pedro, sendo que metade deste valor (R$ 1,7 bilhão) já foram aplicados.

Entre as obras realizadas até aqui, destaque para o prolongamento do anel viário Magalhães Teixeira (SP-083) em mais 5,8 km; a duplicação da rodovia Engenheiro Constâncio Cintra (SP-360), em Jundiaí; e a remodelação dos trevos de Barão Geraldo, em Campinas, e de Valinhos.

Fonte: Redação OE

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