Eduardo Makimoto, executivo da AESA Empilhadeiras – companhia paulistana com sete décadas de tradição no aluguel de equipamentos industriais e tratores – estrutura sua entrada no mercado americano no segundo semestre de 2026.
O executivo pretende ingressar nos Estados Unidos com a família com visto EB-5. O Brasil já ocupa a 6ª posição mundial entre os países que mais obtiveram residência americana por meio do programa EB-5 nos últimos 10 anos.
Apenas entre 2023 e 2024, o volume de crescimento desses aportes superou 85%. Os dados são da LCR Capital Partners, empresa que já auxiliou mais de 1,2 mil clientes a se mudarem para os EUA por meio do EB-5.
Makimoto, que está à espera da entrevista consular (a última fase para aquisição do Green Card via programa EB-5), conta que já tem alguns negócios em Orlando e que, a princípio, pretende começar o seu projeto de expansão na cidade localizada na região central da Flórida.
Além da locação de empilhadeiras e plataformas, o executivo foca na fronteira tecnológica do setor: a robotização com IA por meio de robôs autônomos para movimentação de materiais, conhecidos pela sigla AMR.
O executivo destaca ainda que o acesso ao mercado consumidor americano pode ser até 15 vezes maior que o brasileiro. Para ele, a previsibilidade econômica e a proteção ao patrimônio são apontadas como diferenciais cruciais, independentemente do cenário político.
Marcelo Gorenstein, diretor da LCR, explica que o programa de imigração para os EUA por meio do visto EB-5 exige um aporte mínimo atual de US$ 800 mil em projetos que gerem ao menos dez empregos para trabalhadores americanos.
Somente em 2025, os aportes globais atingiram US$ 4,07 bilhões, valor 5,2% superior ao registrado em 2024, de acordo com a LCR. “Desde sua criação em 1990, o EB-5 já injetou US$ 59,3 bilhões na economia norte-americana”, finaliza Gorenstein.







