Uma das maiores empresas de auditoria e consultoria do mundo, a PWC, projeta US$ 11,4 bilhões em investimentos em data centers no Brasil em 2026. O valor é 49,3% maior em relação a 2025, que foi de US$ 7,6 bilhões. A informação foi publicada no jornal ‘Folha de S. Paulo’.
No entanto, o mercado ainda aguarda a regulamentação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenters (Redata), sancionado pelo governo no dia 15 de setembro. Há indefinições com relação a impostos estaduais na implantação de projetos de centro de dados.
O cálculo é que o Redata abra caminho inicialmente para planos de investimento de R$ 20 bilhões no Brasil. Entre as empresas que devem fazer esse aporte incluem as americanas Ascenty e Scala, a britânica Terranova e a brasileira Takota.
O Brasil é o quinto maior destino de recursos em datacenters no mundo em 2026. Os investimentos são liderados pelos Estados Unidos (US$ 448,4 bi), seguidos da China (US$ 48,9 bi), Índia (US$ 28,2 bi) e Alemanha (US$ 16,7 bi). No mundo, os investimentos devem chegar a US$ 828,4 bilhões só este ano.
Um estudo recém-divulgado da FGV Projetos estima que a implantação de um único datacenter, incluindo a infraestrutura de inteligência artificial, mobiliza cerca de R$ 25 bilhões em investimentos totais.
A instituição calcula que aproximadamente 12.560 empregos diretos e indiretos são gerados durante a fase de construção e implantação. Desse total, cerca de 1.860 postos são permanentes, incluindo equipes de operação, manutenção e serviços de apoio ao empreendimento.
O setor calcula investimentos de R$ 500 bilhões até 2030 em centro de dados. A capacidade atual dos datacenters no Brasil gira em torno de 730 MW, mas a previsão é de saltar para 3,2 GW em quatro anos, com foco em atender o processamento de inteligência artificial.



