Manutenção preventiva na UHE Ponte de Pedra reduz tempo de parada em 40%

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A Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, pertencente à Tractebel Energia, passa por paradas programadas para manutenção preventiva a cada oito mil horas de operação. Localizada entre os municípios de Sonora (MS) e Itiquira (MT), na região Centro-Oeste, a hidrelétrica opera em regime a fio d’água, com reservatório na cota de 396 metros, área total de 14,5 km² e potência instalada de 176 MW.

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Em 2012, a Skanska, responsável pelo projeto de operação e manutenção da usina, enfrentou o desafio de reduzir o tempo de indisponibilidade das unidades geradoras durante as paradas programadas. Por meio da melhoria na gestão de processos, reorganização das equipes e adoção de novas tecnologias, a empresa, em conjunto com a Tractebel Energia, conseguiu reduzir em 40% o tempo inicialmente previsto, diminuindo a parada de dez para seis dias.

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Tecnologia aplicada à manutenção de turbinas hidrelétricas

Segundo Raimundo Maluf, gerente de Projeto de Operação e Manutenção da Skanska Brasil, a introdução de novas tecnologias de diagnóstico foi decisiva para o ganho de desempenho.

“Um dos fatores que contribuíram para esse resultado foi a adoção de equipamentos mais avançados para avaliação do mancal da turbina, permitindo medições mais precisas de vibração, além do monitoramento da temperatura da água e do óleo. Isso possibilitou postergar a desmontagem de componentes, reduzindo o tempo total de intervenção”, explica.

Essas ferramentas ampliaram a confiabilidade das análises técnicas e permitiram decisões mais assertivas durante a manutenção preventiva, minimizando riscos operacionais e otimizando recursos.

Gestão de pessoas e otimização de processos

Outro fator relevante para a redução do prazo foi o reforço da equipe técnica, com profissionais experientes em manutenção de usinas hidrelétricas. A integração desses especialistas com o time local da UHE Ponte de Pedra possibilitou ajustes nos turnos de trabalho, maior sinergia entre as frentes de serviço e o aperfeiçoamento dos processos operacionais.

A combinação entre gestão eficiente, capacitação técnica e uso de tecnologia resultou em maior produtividade, redução do tempo de parada e aumento da disponibilidade operacional da usina, contribuindo para a confiabilidade do sistema elétrico regional.


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