John Deere amplia presença no Brasil com nova revenda em Barueri (SP)

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A John Deere anunciou, neste mês de agosto, a operação de sua sexta unidade de representação de vendas e serviços no Brasil, com a inauguração da filial da Mega Máquinas, empresa do Grupo Veneza, localizada em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo.

O Grupo Veneza iniciou sua atuação no segmento de máquinas em 2004 e, a partir de 2012, firmou parceria com a John Deere na área de construção, dando origem à Mega Máquinas, especializada na comercialização e no suporte técnico de equipamentos para infraestrutura, construção pesada e mineração.

Segundo Marcos Hacker Melo, CEO da Mega Máquinas e diretor-executivo do Grupo Veneza, a decisão de expandir a atuação da marca no Brasil está diretamente ligada ao volume de investimentos previstos em infraestrutura.

“O Brasil tem até 2020 uma grande quantidade de investimentos em portos, aeroportos, rodovias e ferrovias. A logística é um dos grandes gargalos do País e, diante desse cenário, a John Deere decidiu entrar no mercado brasileiro de construção. Nós acreditamos no alinhamento com a marca e aceitamos o convite para essa parceria”, afirma.

Expansão regional e investimentos

Com aporte inicial de R$ 20 milhões, a Mega Máquinas consolidou forte presença no Nordeste, com unidades em Recife e Petrolina (PE), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB) e Salvador (BA). Para os próximos quatro anos, estão previstos novos investimentos de R$ 35 milhões, totalizando R$ 55 milhões em cinco anos. A meta é que, até 2017, a Mega Máquinas e a John Deere estejam entre os três maiores distribuidores de máquinas de construção do País.

A chegada ao estado de São Paulo é considerada estratégica.

“Instalar-se em São Paulo significa entrar no maior mercado consumidor de equipamentos de construção. Pretendemos abrir outras filiais no estado, ampliando a proximidade com os clientes, a cobertura territorial e oferecendo um serviço diferenciado de peças e pós-venda”, ressalta Melo.

A unidade de Barueri é a primeira revenda exclusiva John Deere Construction no estado de São Paulo. Com 2.500 m² de área total, o espaço reúne comercialização de máquinas para construção e mineração, além de oferta completa de peças, acessórios e serviços técnicos.

O portfólio inclui motoniveladoras, tratores de esteiras, retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas e pás-carregadeiras. Apenas esses três últimos equipamentos representam mais de 70% do volume de vendas da Mega Máquinas no Brasil.

Os equipamentos são importados das unidades da John Deere na Carolina do Norte e em Iowa (EUA), chegando ao País pelo Porto de Santos (SP) para abastecer as operações nas regiões Sudeste e Nordeste.

Novas fábricas em Indaiatuba

Como parte da estratégia de fortalecimento no Sudeste, a John Deere está construindo duas novas unidades fabris em Indaiatuba, onde também transferiu sua sede administrativa no Brasil. As plantas ficam próximas ao escritório central da empresa e ao centro de distribuição de peças localizado em Campinas (SP).

A escolha do município levou em consideração a logística privilegiada, com acesso ao sistema Anhanguera–Bandeirantes e proximidade com o Aeroporto Internacional de Viracopos, principal hub de cargas do País.

“Temos uma logística muito bem preparada, tanto aérea quanto rodoviária”, destaca Marcelo Traldi, diretor de operações da Mega Máquinas.

A unidade que funcionará como matriz fabril encontra-se em fase de terraplenagem e tem previsão de iniciar operações em fevereiro do próximo ano. A segunda planta deverá ser concluída até o final de 2014.

As fábricas produzirão retroescavadeiras, pás-carregadeiras e escavadeiras hidráulicas, marcando oficialmente o ingresso da John Deere na produção de máquinas de construção no Brasil. O investimento total é de US$ 180 milhões, sendo US$ 46 milhões provenientes de uma parceria com a japonesa Hitachi.

De acordo com Sam Allen, CEO global da John Deere, o segmento de máquinas de construção poderá representar entre 20% e 25% do faturamento da empresa na América Latina. Atualmente, a região responde por cerca de 15% da receita global da companhia.


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