OGX lidera investimentos na 9ª Rodada de Licitações da ANP e supera Petrobras em valor gasto

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A OGX foi a grande vencedora da 9ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ao assumir a liderança no valor total investido para arrematar blocos exploratórios, superando a Petrobras, tradicional protagonista do certame.

Controlada pelo empresário Eike Batista, a OGX desembolsou R$ 1,479 bilhão para garantir 21 blocos exploratórios, sendo:

  • cinco blocos em parceria com a franco-britânica Petrenco;
  • dois blocos em parceria com a dinamarquesa Maersk.

Blocos em águas profundas e rasas

A companhia arrematou blocos em águas profundas na Bacia do Espírito Santo e blocos em águas rasas nas bacias de:

  • Bacia de Santos;
  • Bacia do Pará-Maranhão;
  • Bacia de Campos.

Um dos destaques da rodada foi o maior bônus já pago na história das licitações da ANP. A OGX desembolsou, sozinha, R$ 344,090 milhões pelo bloco S-M-270, localizado em águas rasas na Bacia de Santos, próximo ao campo de gás de Mexilhão.

Petrobras mantém liderança em número de blocos

Apesar de ter sido superada em valor investido, a Petrobras manteve a liderança em quantidade de blocos arrematados, com 27 áreas, sozinha ou em parceria, ao custo de R$ 195,5 milhões.

Outro destaque foi a Companhia Vale do Rio Doce, que arrematou nove blocos exploratórios nas bacias do Parnaíba, Santos e Pará-Maranhão, com desembolso total de R$ 88,426 milhões, incluindo a participação de sócios.

Arrecadação supera recordes anteriores

O diretor-geral da ANP à época, Haroldo Lima, avaliou positivamente o resultado da rodada, que arrecadou R$ 2,109 bilhões. Embora abaixo da expectativa inicial de até R$ 4 bilhões, o valor mais do que dobrou o recorde anterior, registrado na 7ª Rodada de Licitações.

“Chegamos a R$ 2 bilhões, um resultado expressivo, pois mais do que dobramos o recorde anterior”, afirmou Lima.

Segundo o executivo, a retirada de 41 blocos exploratórios, decidida no início do mês pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), impactou a participação de grandes empresas internacionais, que haviam se preparado especificamente para essas áreas.

Leia também: 13 empresas arrematam 59 blocos nos leilões da ANP

Participação nacional e novas fronteiras exploratórias

Para o diretor da ANP Vítor Martins, a rodada teve como pontos positivos:

  • a forte participação de empresas nacionais;
  • o sucesso da nova fronteira exploratória da Bacia do Rio do Peixe, na Paraíba;
  • a manutenção da Petrobras como a empresa com maior número de blocos.

“Em essência, a rodada fortaleceu o modelo existente”, afirmou Martins.

Já o diretor Nelson Narciso ressaltou que 34 empresas arremataram blocos, individualmente ou em parcerias, e que o investimento mínimo previsto em exploração superou R$ 6 bilhões.

“Ao contrário do que se pensava, o processo não ficou prejudicado, embora pudesse ter sido melhor se tivesse seguido como foi originalmente desenhado”, concluiu.


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