ViaSul libera tráfego na BR-386 após obras de recuperação em Pouso Novo (RS)

ViaSul libera tráfego na BR-386 após obras de recuperação em Pouso Novo (RS)

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A ViaSul, empresa da Motiva, liberou totalmente o tráfego de veículos no km 297 da BR-386, no município de Pouso Novo, em ambos os sentidos. O trecho havia sido severamente afetado pela catástrofe climática que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024.

As equipes atuavam no local desde maio do ano passado, realizando serviços de recuperação da rodovia e do talude. Durante cerca de oito meses de obras, o tráfego operou em sistema de pare-e-siga, garantindo a segurança de motoristas e trabalhadores.


Obras emergenciais e investimentos em infraestrutura rodoviária

Ao longo do período de reconstrução, aproximadamente 100 operários e mais de 50 máquinas atuaram de forma ininterrupta nos trechos afetados. Entre os principais serviços executados estão:

  • Escavação e remoção de taludes rompidos;
  • Recomposição do terrapleno;
  • Execução de enrocamento em pedra;
  • Implantação de chavetas de contenção para estabilização estrutural;
  • Recomposição da pista e do revestimento asfáltico;
  • Nova sinalização viária e instalação de dispositivos de segurança.

As intervenções consumiram cerca de 30 mil m³ de pedra e mais de 1 mil toneladas de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente). Segundo a concessionária, os trabalhos finais de acabamento seguem em andamento. No total, a empresa investiu aproximadamente R$ 300 milhões em ações emergenciais nas rodovias sob sua administração.


Mobilidade urbana e obras estruturantes

No âmbito da mobilidade urbana, já foram entregues três viadutos:

  • BR-316 x PA-485 (Alça Viária);
  • BR-316 x Independência;
  • Mário Covas x 3 Corações.

O viaduto Mário Covas x Independência apresenta 75% das obras concluídas, enquanto o BRT Metropolitano alcançou 85% de execução. O sistema contará com ônibus a diesel Euro 6, que emitem até 15 vezes menos carbono que os modelos convencionais, além de veículos elétricos com zero emissão de gases e baixo nível de ruído.

As obras estão sendo executadas pela Marquise Infraestrutura, em parceria com a Comsa S.A.


Porto Futuro II avança com restauração de galpões históricos

No Porto Futuro II, projeto de revitalização urbana e cultural, 93% das obras já foram concluídas. O empreendimento envolve a restauração e reconstrução de cinco armazéns históricos, em uma área de 50 mil m². A conclusão está prevista para setembro de 2025.

O complexo abrigará:

  • Museu das Amazônias, voltado à valorização do patrimônio imaterial da região;
  • Parque de Bioeconomia e Inovação, com foco no desenvolvimento sustentável;
  • Caixa Cultural, com programação artística de alcance nacional.

A liderança dos projetos de engenharia é da Arcadis, responsável também pelo monitoramento arqueológico e pelo acompanhamento das obras de revitalização e restauro das estruturas metálicas, além das áreas adjacentes, como a Praça Mauá e Pedro Teixeira.


Infraestrutura e hospedagem para a COP30

A preparação de Belém (PA) para a COP30 trouxe à tona o desafio da hospedagem para cerca de 50 mil participantes. O Governo do Pará informou que, em parceria com os governos Federal e Municipal e com a iniciativa privada, está ampliando a oferta de leitos por meio da reforma de hotéis, construção de novos empreendimentos e soluções temporárias.

Entre as medidas adotadas estão:

  • Reforma de 17 escolas públicas, das quais seis já foram entregues, para funcionamento como hostels durante o evento;
  • Investimento de R$ 68 milhões nessas adaptações, com capacidade para hospedar 5 mil pessoas;
  • Contratação, pelo governo federal, de dois navios-hotel;
  • Construção da Vila COP30 (Vila Líderes), complexo modular com 405 quartos, com 67% das obras concluídas e investimento estimado em R$ 194 milhões. Após o evento, o espaço será convertido em centro administrativo do governo estadual.

Parque da Cidade e soluções ambientais inovadoras

O Parque da Cidade está com 97% das obras da Etapa COP concluídas. A primeira fase foi inaugurada em julho, com área total de 500 mil m², incluindo ciclotrilhas, lago, equipamentos esportivos e prédios como o Centro de Economia Criativa e o Centro Gastronômico.

Para o tratamento de esgoto do parque, a Arcadis, em parceria com a Vale, implementou a tecnologia de wetlands construídos. O sistema é capaz de tratar até 118 m³ de esgoto por dia, equivalente ao volume gerado por cerca de 2.800 visitantes, utilizando 10 espécies de plantas nativas, sem emissão de gases de efeito estufa, odores ou proliferação de mosquitos.

Leia também: Cimento certificado por baixa emissão de gases efeito estufa


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