Completando 48 anos em 2025, a Samarco segue a retomada gradual das operações, com 60% da capacidade produtiva instalada e meta de atingir 100% até 2028. A companhia segue operando sem barragens de rejeito e com tecnologia voltada para uma mineração mais sustentável.
Em julho, a empresa divulgou ter alcançado, pelo segundo trimestre consecutivo, produção recorde ao atingir 3,9 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro, o maior volume desde a sua retomada operacional, em dezembro de 2020. A produção recorde no 2º trimestre representou um crescimento de 91% na comparação anual e de 22% frente ao 1º trimestre deste ano, que tinha sido de 3,2 milhões de toneladas. O resultado foi alcançado com a conclusão do ramp-up (alcance gradual) dos 60% da capacidade produtiva instalada.
“Esses resultados confirmam que o nosso ramp-up foi bem-sucedido. Alcançamos uma produção recorde de pelotas e finos de minério de ferro com práticas sustentáveis, mantendo nossa função social e cumprindo o que estava previsto no nosso plano de negócios”, afirmou o diretor de Estratégia, Financeiro e Suprimentos, Gustavo Selayzim.
Em maio, durante live com investidores, a Samarco divulgou os resultados do primeiro trimestre deste ano e os investimentos necessários para que a empresa alcance os 100% previstos da capacidade. A empresa atingiu, nos três primeiros meses deste ano, produção recorde desde a retomada operacional com 3,2 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro frente aos 2,9 milhões de toneladas produzidas no quarto trimestre de 2024. O aumento da produção deveu-se à entrada dos ativos, no final do ano passado, que resultaram no alcance de 60% da capacidade produtiva instalada. “Os números de produção confirmam o esforço da Samarco em antecipar em quatro meses o início de operação do projeto de alcance de 60% da capacidade produtiva instalada. Atingimos um recorde em um momento de ramp-up do concentrador que entrou em operação em dezembro de 2024”, destacou, na ocasião, o diretor financeiro, Gustavo Selayzim.
A live também abordou os passos necessários para que a empresa alcance os 100% da capacidade produtiva instalada em 2028, etapa conhecida como “Momento 3”. O projeto contempla a reativação da Usina de Beneficiamento 1 e a instalação do Sistema de Filtragem 3 no Complexo de Germano (MG), e reativação das Usinas de Pelotização 1 e 2, em Ubu (ES). Adicionalmente, são considerados investimentos em mais uma estrutura de disposição de estéril e rejeitos, reforçando nosso compromisso com a não utilização de barragem de rejeitos em nossa operação.
Com a evolução dos estudos de engenharia, escopo e preço, o projeto de retomada da capacidade total, ainda em revisão, pode atingir aproximadamente R$ 13 bilhões. A expectativa é que os estudos de engenharia sejam concluídos ao final do segundo trimestre de 2025. A previsão é que o montante de investimentos seja aprovado até o final deste ano pela Governança e pelo Conselho de Administração da Companhia.
Além de resultados operacionais e estimativas financeiras, a apresentação mostrou o andamento do processo de descaracterização da barragem de Germano com 88% de conclusão e expectativa de ser finalizado em 2026, antes do prazo acordado com os órgãos competentes para 2029.
O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015, marcou a história da empresa. Ano passado, um novo acordo homologado pela Justiça Federal reforçou esse compromisso: serão investidos R$ 170 bilhões na reparação definitiva da Bacia do Rio Doce. Os números relativos às obrigações com o processo de reparação da Bacia do Rio Doce também foram abordados com a apresentação dos valores destinados no primeiro trimestre deste ano. Dos US$ 265 milhões aplicados na reparação cerca de USS 13 milhões foram custeados pela Samarco e o restante pelas acionistas, Vale e BHP. É importante ressaltar que os pagamentos da Samarco permanecerão limitados a US$ 1 bilhão até 2031, reforçando o compromisso da empresa e das suas acionistas no acordo assinado no âmbito da Recuperação Judicial, em 2023.
Mesmo tendo obtido todas as licenças desde 2019, a Samarco decidiu aguardar a conclusão do sistema de filtragem para empilhamento a seco do rejeito, para então retomar as operações. Uma escolha estratégica de só voltar a produzir pelotas e finos de minério quando fosse possível fazer diferente, com mais segurança, inovação e respeito ao meio ambiente. O retorno das operações ocorreu em dezembro de 2020: sem barragens de rejeito, com 80% do material arenoso empilhado a seco e 20% destinado a uma cava confinada. Processo este complementado por um rígido sistema de gestão de riscos, monitoramento contínuo e eficiência operacional.
Com isso, a produção evoluiu de 26% para 60% da capacidade produtiva instalada em apenas quatro anos — marca atingida ainda em 2024, antes do previsto. Esse avanço foi possível graças a um investimento de R$ 1,6 bilhão e à criação de cerca de três mil postos de trabalho diretos e indiretos em Minas e no Espírito Santo. A expansão vem acompanhada da reativação de mais uma planta de beneficiamento e sistemas adicionais de filtragem, em Germano, e reativação de usinas de pelotização, em Ubu, Anchieta (ES).




