A crise da água. E a busca por um estadista

Lançamento do Grupo Editorial Scortecci, o livro Um estadista urgente, do engenheiro Júlio Cerqueira Cesar Neto, ex-presidente da Fundação Agência Hidrográfica do Alto Tietê e estudioso das questões do abastecimento de água e do saneamento básico, lança luzes sobre as causas da crise hídrica que hoje assusta a população da região metropolitana de São Paulo.

 

Sem a mínima feição acadêmica, ou a preocupação de conferir ao trabalho um traço monotonamente pesado amparado em ampla bibliografia, o livro se debruça, com simplicidade, sobre a carência de gestão governamental de problemas que afetam a todos.

O engenheiro fala daquilo que sabe e assimilou em sua vivência como profissional e administrador. Para concluir que o esgotamento do sistema Cantareira não se deu por acaso. Ele é um processo e, como tal, poderia ter sido, senão evitado, ao menos colocado sob controle, para que não se chegasse ao que se chegou. Por isso, ele enfatiza: “A seca no Cantareira se deve à ausência de investimentos pelo governo do Estado (Sabesp) em novos mananciais para a região metropolitana, após conclusão das obras daquele sistema”.

O livro, não mais que 130 páginas, conta um pouco da história do saneamento básico contemporâneo e lembra algumas personalidades, como o professor Lucas Nogueira Garcez, que muito fez, ou fez o que pôde, para que houvesse avanços nesse segmento vital da infraestrutura.

Júlio Cerqueira Cesar Neto atribui os problemas atuais à omissão ou à falta de política de governo, considerando que os governos, “mesmo com a retomada da democracia e das eleições, deixaram de governar e passaram a se preocupar exclusivamente com a sua sobrevivência política”. Daí, o título do seu livro generoso e necessário: Um estadista, urgente.

 

Carta Geotécnica
O geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos está fazendo o lançamento, pela Editora Rudder, do Manual Básico para elaboração e uso da Carta Geotécnica. O autor explica que o trabalho tem em vista colaborar para a consolidação dos aspectos conceituais e metodológicos da elaboração e uso das cartas geotécnicas.

 

 

Estas precisam ser ferramentas, de caráter preventivo e de planejamento, nas mãos de administradores públicos, a fim de que eles conheçam o terreno em que estão pisando, para evitar ocupação de áreas de riscos e tomem ciência, em suas políticas públicas urbanas, de eventos geotécnicos e hidrológicos potencialmente destrutivos. (Nildo Carlos Oliveira)
 

Fonte: Revista O Empreiteiro

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *