Matriz energética brasileira: Capacidade instalada ultrapassa 117 GW

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De acordo com o relatório anual de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o parque gerador do Brasil encerrou o ciclo de 2011 com uma capacidade instalada total de 117.134,72 Megawatts (MW). Esse montante é proveniente de um complexo sistema de 2.608 usinas que integram diferentes fontes de geração.

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Perfil da Matriz Brasileira em 2011

A predominância da fonte hídrica reafirma o perfil renovável do país, embora as termelétricas ainda ocupem um papel estratégico de base e segurança do sistema.

Distribuição da Potência Instalada:

  • Hidrelétricas (UHE): 66,91% (Liderança isolada do setor).
  • Termelétricas (UTE): 26,67% (Base de apoio e segurança energética).
  • Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH): 3,30%.
  • Nucleares: 1,71% (Geração de base via Angra I e II).
  • Eólicas: 1,22% (Fonte em fase inicial de expansão).
  • Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH): 0,18%.

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Novos Empreendimentos: O Incremento de 2011

Ao longo do ano, o Brasil adicionou 4.199,3 MW de potência comercial ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O destaque foi o equilíbrio entre a expansão hídrica e térmica, além do surgimento relevante da biomassa.

Composição da Nova Potência Adicionada:

  1. Termelétricas (UTEs): 2.125,5 MW (Sendo 1.206,45 MW fóssil e 919,05 MW biomassa).
  2. Hidrelétricas (UHEs): 1.142,8 MW.
  3. Eólicas: 498,3 MW.
  4. Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs): 432,7 MW.

Tendências de Expansão

Os dados de 2011 revelam o esforço do país em aumentar a oferta de energia para sustentar o crescimento econômico. Na época, a energia eólica ainda representava uma fração pequena da matriz (pouco mais de 1%), contrastando fortemente com o cenário de 2026, onde as fontes renováveis variáveis (eólica e solar) já ocupam papel de destaque na geração centralizada e distribuída.


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