Doris engenharia se prepara para crescer visando atender o aumento da demanda do setor de óleo e gás

Crescimento. Esta é a palavra de ordem dentro da Doris Engenharia, de acordo com o presidente da companhia, Nelson Romano. O executivo explica que a empresa está acompanhando as licitações que estão na rua e, com as perspectivas de novos negócios, a ideia é se preparar para este novo momento no mercado. “Uma companhia de engenharia precisa ter dimensão para ser cada vez mais sólida. Com a crise, as empresas de engenharia no Brasil, de modo geral, encolheram muito”, afirmou. “Nós atuamos em quase todas as empresas importantes do setor [de óleo e gás]. Uma vez que essas companhias tenham projetos, nós cresceremos”, completou. Hoje, a Doris está atuando em FPSOs, com destaque para os replicantes da Petrobrás, onde faz a assistência técnica para desenvolvimento de topsides. Além do segmento de navios-plataformas, Romano tem boas esperanças em relação à abertura do setor de gás natural. “Com o aumento da disponibilidade de gás no mercado, serão necessários projetos de UPGNs, gasodutos e térmicas. Enfim, há um mercado que se expande”, vislumbrou.

Pode começar nos atualizando sobre os projetos onde a Doris Engenharia tem atuado?

Temos atuado em diversos projetos em FPSOs e subsea. Basicamente, da cabeça do poço ao flare. Estamos hoje trabalhando nos FPSOs replicantes, no subsea do campo de Libra, entre outros. Além de alguns pequenos projetos onshore também.

Gostaria que falasse um pouco mais sobre a atuação em FPSOs.

O principal projetos nesse segmento é o dos replicantes, que começou com a P-66 e ainda continua. A expectativa é terminar em 2022. Continuamos trabalhando com os replicantes. Fazemos uma assistência técnica para a Petrobrás no desenvolvimento dos topsides.

E em relação a possíveis novos negócios? O que pode comentar a respeito?

Estamos acompanhando os bids que estão no mercado. Vamos acompanhar para ver como será o desenrolar. Como ainda está na fase de concorrência, existe uma confidencialidade entre os grupos que estão se preparando. Nós também estamos nos preparando para essas concorrências.

Em uma entrevista ao Petronotícias, no ano passado, ainda como presidente da Abemi, o senhor disse que enxergava um fundo de poço no setor de engenharia. Hoje, qual sua avaliação do segmento?

Eu transferi a presidência da Abemi em março, mas continuo acompanhando a situação do mercado. O que se observa é uma melhora no mercado de óleo e gás, que existe em outros segmentos também. Ainda não é nada explosivo, mas o que se vê é que o fundo do poço ficou para trás.

Quais são os planos futuros da empresa?

Os planos se resumem a uma palavra muito simples: crescimento. Agora, é passar por uma fase de aumentar a base de atuação da empresa. Uma companhia de engenharia precisa ter dimensão para ser cada vez mais sólida. Com a crise, as empresas de engenharia no Brasil, de modo geral, encolheram muito. Nós também reduzimos, mas estamos voltando a crescer. A palavra de ordem agora, portanto, é crescimento para acompanhar o Brasil nessa nova etapa.

Como vão buscar esse crescimento?

O crescimento depende, fundamentalmente, do mercado. Temos uma posição muito forte no mercado por conta da qualidade, do conhecimento e do campo de atuação da empresa. À medida que os projetos começam a deslanchar, as oportunidades virão naturalmente. Nós atuamos em quase todas as empresas importantes do setor [de óleo e gás]. Uma vez que essas companhias tenham projetos, nós cresceremos. 

O Brasil deve receber um grande número de FPSOs ao longo dos próximos anos. Como avalia isso em termos de negócios?

Eu vejo com bastante otimismo. É uma oportunidade bastante grande para uma empresa como a nossa, cuja a atividade-fim é óleo e gás, com uma capacitação em FPSOs reconhecida mundialmente. Eu vejo o mercado brasileiro de óleo e gás de forma bem positiva. Basicamente, por duas razões.

A primeira é que os leilões foram destravados. Com isso, essa imensa riqueza que temos voltará a ser explorada. Em segundo, com a mudança que está acontecendo na regulamentação do gás, esse mercado terá uma expansão enorme. Esses serão dois fatores relevantes para a economia e o setor.

A abertura do mercado de gás abre novas perspectivas para a empresa? De que forma?

Sem dúvida. Porque com o aumento da disponibilidade de gás no mercado, serão necessários projetos de UPGNs, gasodutos e térmicas. Enfim, há um mercado que se expande.

FONTE; Petronotícias

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