Durante a Fenasan 2026, a Andritz apresentou soluções da empresa para o setor de saneamento. Entre os temas abordados estão o fornecimento de equipamentos para a expansão da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Parque Novo Mundo, da Sabesp, na capital paulista, e as tecnologias voltadas à eficiência operacional e gerenciamento de lodo.
Em entrevista à revista O Empreiteiro, Alexandre Godoy, vice-presidente da Divisão de Bombas da Andritz para a América Latina, detalhou o escopo fornecido para a unidade da Sabesp, que inclui misturadores, agitadores e bombas submersíveis e horizontais. “Nós fornecemos recentemente bombas para a estação de tratamento Parque Novo Mundo da Sabesp. Lá nós temos bombas engenheiradas, que fazem parte da elevatória de entrada, e bombas standard espalhadas ao longo da estação”, afirmou.
O executivo destacou que os equipamentos atendem a diferentes etapas do processo de tratamento. Entre eles estão as bombas submersíveis, utilizadas na coleta e no transporte de esgoto, e os sistemas de agitação empregados nas estações. Segundo o vice-presidente, o controle preciso do nível é importante para assegurar o funcionamento adequado de determinadas etapas do tratamento.
Na divisão da ANDRITZ Separation, especializada em tecnologias de separação mecânica e térmica sólido-líquido, automação e serviços de ciclo de vida, uma das soluções apresentadas na feira foi uma tecnologia de reconhecimento de imagens para ajustar a dosagem de polímeros durante a desidratação do lodo. O sistema avalia a qualidade do filtrado para otimizar o uso do insumo.
“A gente tem uma tecnologia que identifica, através de reconhecimento por imagem, a qualidade do filtrado de uma centrífuga ou de uma prensa para controlar a dosagem de polímero. Com isso, a gente consegue obter reduções de até 25% no consumo”, explica o gerente de vendas, Rafael Evaristo.
Outra solução apresentada por Evaristo são as unidades móveis para processamento de lodo, que reúnem equipamentos de diferentes etapas em uma estrutura transportável. A proposta é reduzir o tempo de instalação e comissionamento, além de permitir que os sistemas sejam deslocados para outras plantas conforme a necessidade operacional.



