Para acompanhar a valorização do mercado imobiliário, o Conselho Curador do FGTS aprovou na última terça, 24, em Brasília, uma mudança nos limites de renda e dos valores de imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida. Com foco em ampliar o acesso ao crédito devido à alta dos preços, as mudanças passam a valer de forma gradual ainda este ano.
A ideia proposta pelo Ministério das Cidades, visa alinhar o valor máximo dos imóveis ao salário mínimo. A mudança busca beneficiar 87,5 mil famílias a pagar juros menores e incluir 31,3 mil em moradias populares. Os novos tetos permitem financiamentos de até cerca de R$275 mil para quem recebe entre 1 e 2 salários mínimos, com variação conforme a cidade.
O orçamento do FGTS para habitação foi ampliado e deve superar R$140 bilhões em 2026, incluindo recursos para subsídios que reduzem o valor de entrada para famílias de baixa renda. O Minha Casa, Minha Vida segue como principal fonte de financiamento para o setor.
O ajuste incorpora cidades que registraram valorização recente e corrigem valores que estavam desatualizados. O governo estuda novos ajustes, como a ampliação do limite para atender a classe média. As alterações com custo de R$ 4,1 bilhões, aguardam autorização do Conselho Monetário Nacional para uso do Fundo Social.
Faixas de salários para participar do programa:
- 1 e 2: R$ 210 mil a R$ 275 mil
- 3: R$ 350 mil para R$ 400 mil (+14%)
- 4: R$ 500 mil para R$ 600 mil (+20%)
Sobre as obras do MCMV
Operado pela Caixa Econômica Federal, o programa atinge atualmente mais de 2,1 milhões de moradias contratadas entre 2023 e 2026. Este ano o governo autorizou novas propostas de empreendimento que contemplam 1.009 moradias em municípios de Piauí, Bahia, Maranhão, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Desde a sua criação, o programa já entregou mais de 10 milhões de habitações.






