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24 de fevereiro de 2021

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Hidrovias voltam a ser discutidas

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Hidrovias voltam a ser discutidas

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, senadora Kátia Abreu, afirmou, durante sua visita a Uberlândia por ocasião do lançamento do programa CNA em Campo, que a redução do custo do transporte é primordial para tornar competitivo o setor agropecuário brasileiro. Segundo ela, é inadmissível que o escoamento da produção se dê quase exclusivamente pelo transporte rodoviário e se invista tão pouco nos outros modais. “Os investimentos em ferrovias não chegam a 3% do PIB e, em hidrovias, é menos de 1%. Temos vários rios mississipis e precisamos aproveitar esta condição”, disse a senadora, fazendo referência ao rio norte-americano, de grande importância para e economia dos Estados Unidos.

Esta declaração da presidente da CNA acontece em um momento em que uma série de discussões acontece no sentido de ampliar a capacidade de transporte hidroviário brasileiro, cujo custo final é 60% inferior ao transporte rodoviário.

O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) tem uma audiência marcada para o dia 30 de abril, quando apresentará aos ministros dos Transportes, Alfredo Nascimento, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, uma espécie de “PAC das hidrovias”. A expectativa é que este projeto seja incluído no Plano Plurianual (PPA) e na Lei Orçamentária Anual (LOA). Os investimentos previstos serão de até R$ 18 bilhões no setor.

O diretor-geral do órgão, Luiz Antonio Pagot defendeu o direcionamento de mais recursos para o setor hidroviário. “Este investimento reduzirá o custo do transporte de cargas no País, tornando o Brasil muito mais competitivo”, disse.

O Dnit está fazendo estudos para ampliação e instalação de três grandes hidrovias. A principal delas, avaliada entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões, é a ampliação da hidrovia Tietê-Paraná. A ideia é ampliar o trecho navegável dos atuais 800 quilômetros para 2 mil quilômetros em um prazo de quatro anos. Para isso, seriam construídas 12 eclusas, o que aumentaria a capacidade de transporte de carga de 5 milhões para 30 milhões de toneladas por ano. Além disso, a obra deixaria a hidrovia a uma distância de 150 quilômetros do Porto de Santos.

Outra obra que está sob análise é a ampliação da hidrovia do Tocantins. Atualmente, o Dnit está construindo nessa hidrovia a eclusa de Tucuruí, que dará ao rio 700 quilômetros navegáveis. O projeto prevê a construção de mais três eclusas, elevando a distância navegável para 2,2 mil quilômetros. O investimento para essas três novas eclusas é estimado em R$ 2,1 bilhões. Com isso, a capacidade de transporte na hidrovia subiria de 300 mil toneladas por ano para algo entre 3 milhões e 5 milhões de toneladas anuais.

Existe, ainda, um projeto que trata da implantação da hidrovia Teles Pires-Tapajós, que demandaria investimentos de R$ 5 bilhões para ampliar a navegabilidade do rio de 300 quilômetros para 1,5 mil quilômetros. Essa hidrovia ajudaria a escoar a produção do norte do Mato Grosso até os portos do Pará.

Fonte: Estadão

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