Conexpo 2020: Caterpillar apresenta avanços da linha amarela rumo ao modo autônomo

Pá-carregadeiras, retroescavadeiras, motoniveladoras, tratores de esteiras, compactadores, entre outros. A Caterpillar apresenta na Conexpo 2020, que acontece em Las Vegas, Estados Unidos, de 10 a 14 de março, novas versões e modelos de sua linha amarela.

O que tem chamado a atenção nas apresentações dessas máquinas feitas pela marca americana são como as tecnologias já foram devidamente incorporadas aos equipamentos e, agora, foca-se numa geração de soluções mais avançadas para otimizar a operação.

O pós-venda ganhou muita força por conta disso já que a adoção de soluções em máquinas, pelo menos por hora, exige interação do fabricante muito além da tradicional troca de peças.

Nessa direção, a Cat aposta no seu Costumer Value Agreements (CVA), que é um tipo de serviço de maior valor em relação à manutenção adotada pela empresa sob nome de Costumer Service Agreements (CSA).

No CVA, além dos avisos das manutenções rotineiras e preditivas, há um foco grande em melhorar a precisão de trabalho e a lucratividade do equipamento. A assistência da fábrica na adoção de máquinas operadas remotamente ganha força nesse pacote por conta da redução de inatividade de equipamentos e a capacidade de dar mais eficiência no canteiro de obras.

A tecnologia de serviços remotos, além do desempenho da máquina em tempo real, propõe ao usuário a construção de uma nova relação com o equipamento, longe de sua cabine.

Produtividade

No primeiro item, mais avançado, a multinacional desenvolveu nova versão do aplicativo Cat Productivity, com dados baseados na nuvem, e que fornece visão geral da produção da máquina. Trata-se de uma ferramenta de informações consolidadas de desempenho, melhoria de produtividade e redução de custos.

Novos recursos comunicam e consolidam métricas de desempenho em um único painel de fácil leitura e revela todo o potencial do ativo. Informações ​​são acessíveis onde quer que o usuário esteja, por meio de navegadores da web em desktops ou dispositivos móveis, e incluem métricas, como identidade do caminhão, tempo ocioso, gasto de combustível, localização, carga útil, contagens de carga, ciclos totais, entre outros dados.  

Além disso, o Cat Productivity agora pode ser configurado para capturar e analisar dados de frotas de equipamentos de diferentes tipos.

Comando

Da construção convencional a diminuição da intervenção do homem na máquina com a automação, o setor de equipamentos da linha amarela caminha agora para veículos semi-autônomos e autônomos.

Nesse item a Caterpillar expande as ofertas de controle remoto com novos recursos de comando.

A expansão do chamado Cat Command para uma gama maior de máquinas de construção envolvem uma linha de tecnologias de controle remoto e semi-autônoma.

Essa solução oferece tecnologias ​​criadas para atender às necessidades dos clientes de maneira flexível. O controle remoto, por exemplo, fornece capacidade de manobra total da máquina a uma distância segura ao trabalhar em ambientes potencialmente perigosos. Ao remover o usuário da cabine, ele também elimina a fadiga do operador.

Um único usuário pode controlar rápida e facilmente várias máquinas, uma de cada vez, ou alterar a localização do local de trabalho sem se deslocar do escritório, melhorando significativamente a eficiência operacional.

O Comando Cat ajuda ainda a reduzir interrupções no trabalho devido a condições climáticas ou problemas não relacionados à produção, para melhorar o tempo de atividade da máquina.

A estação de comando para operação pode ainda estar na linha de visão ou posicionada a quilômetros de distância da operação.

Compactação de solo

A tecnologia semi-autônoma Cat Command oferece ação específica de automatização a compactação do solo por rolo compactador, para ajudar os contratados a atender os padrões de projeto.  

O operador simplesmente usa a tela intuitiva na cabine com interface touchscreen para mapear rapidamente os limites da área a ser compactada. Ele insere os parâmetros de compactação e define a máquina para automático. O sistema controla automaticamente a sobreposição da propulsão, direção, vibração e compactação do compactador.

Um sistema integrado de detecção de objetos alerta o operador se um objeto estiver no caminho do equipamento. Se houver uma área que não possa ser compactada usando vibração, o operador poderá optar por desligar o sistema de vibração e devolver o controle ao sistema assim que a área for aprovada.

Carregamento

O Cat Command também já atende a linha de carregadeira de rodas. A solução fornece operação remota semi-autônoma de alguns modelos para aumentar a segurança operacional em ambientes operacionais potencialmente perigosos.

Ao permitir que o usuário controle a máquina a partir de um local seguro, a tecnologia mantém produtividade dos equipamentos em ambientes operacionais complexos e difícil presença de pessoas.

O sistema inclui câmeras traseiras e laterais, direção elétrica sobre a hidráulica e alavanca de ativação de comando montada convenientemente na máquina para acesso ao nível do solo. No teto da cabine estão instaladas câmeras, luzes indicadoras, microfone, receptor sem fio e antena.

Como os controles de comando são integrados aos componentes eletrônicos da máquina, os usuários experimentam a mesma resposta de controle que operariam dentro da cabine, permitindo que a produtividade seja mantida à distância.

Autônomo

A Caterpillar informa ter pelo menos oito canteiros no mundo já operando com caminhões autônomos envolvendo 275 veículos. Na linha amarela, os tratores de esteiras, segundo especialistas da empresa, são o que tem sido mais rapidamente adotado o controle do equipamento a distância.

A operação por controle remoto é apontada pela fabricante como um sistema já estabelecido. A grande questão está no back office dessas operações, onde é necessário avaliar as capacidades de trabalho no canteiro e o que pode ser feito, tomar as decisões e reportar o que será realizado à operação.

Cita-se que os comandos de máquinas propostos pela Caterpillar não são apenas por meio de estações remotas, mas também podem ser realizados por simples consoles na mão do operador fora da cabine.

(Augusto Diniz – Las Vegas/EUA)

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