A companhia argentina, Pampa Energía, quer aproveitar a disponibilidade de gás de xisto no megacampo de Vaca Muerta, na Patagônia, na Argentina, para construir uma fábrica de ureia para atender o mercado local e países vizinhos, como o Brasil.
Marcelo Mindlin, presidente da empresa, disse ao jornal Valor Econômico que o Brasil importa 8 milhões de toneladas de ureia por ano e que a vizinha Argentina tem potencial de atendê-lo.
Além de petróleo, a Pampa atua com geração e transmissão de energia e na indústria petroquímica.
No ano passado, o Grupo Emes, que tem a Pampa Energía no seu portfólio e seu fundador é o Marcelo Mindlin, assumiu parte da dívida da cimenteira InterCement, então da Camargo Correa.
O investimento na planta da uréia está estimado em US$ 2,5 bilhões e a decisão do aporte deve sair nas próximas semanas. A produção prevista é de 2,1 milhões de toneladas do produto.
Fertilizante nitrogenado, a ureia tem como matéria prima o gás natural. O megacampo de Vaca Muerta é considerado uma das grandes reservas de petróleo e gás em desenvolvimento no mundo hoje, e Argentina e Brasil trabalham para se integrarem energeticamente a partir da jazida.




