Parques eólicos atraem US$ 10 bi até 2017

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Nara Faria

Em 2011, o Brasil contava com 68 parques e com a capacidade instalada de 1,4 GW. Já no fechamento de 2012, foi registrado um aumento de 73% de potência e 40 parques, com o número saltando para 108 parques, atingindo capacidade instalada de 2,5 GW.

A perspectiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) é de que o País aumente esse número atual para 8,8 GW até o ano de 2017, impulsionada por uma expectativa de investimentos de US$ 10 bilhões entre os anos de 2013 e 2017.

O número ainda não é muito representativo frente aos da China (75,5 GW), Estados Unidos (60 MW) e Alemanha (31,3 GW), que estão entre os maiores produtores de energia eólica do mundo. Contudo, o Brasil aparece em oitavo lugar no ranking dos países que mais aumentaram a sua capacidade instalada no ano de 2012, divulgado pela Global Wind Energy Council’s, liderando o crescimento na América Latina e Caribe.

A fonte foi recordista em termos de contratação nos leilões regulados promovidos pelo governo. Desde 2009, quando ocorreu o primeiro leilão de energia eólica no País, o crescimento foi de 216%, impulsionado pela redução dos custos da geração. Se antes o custo era de R$ 300 o MWh, agora não passa de R$ 100.

“Os leilões até agora contrataram seis vezes mais energia do que havia contratado no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), que foi quando se iniciou o processo eólico na matriz”, explica o presidente do conselho de administração da ABEEólica e presidente da Galvão Energia, Otávio Oliveira.

As regiões com maiores potenciais de investimentos neste setor devem permanecer principalmente no Rio Grande do Norte e Bahia, seguido dos estados do Ceará e Rio Grande do Sul.

Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com 24 parques em funcionamento e potência instalada de 707,2 MW. Para o ano de 2013, estão previstas as instalações de outros 43 parques (1,2 GW) na região, que, somados aos já existentes, devem atingir até o final deste ano potência instalada de 1,9 GW.

A Bahia aparece em seguida entre as que mais possui novos projetos. É esperada a entrada em operação de 18 parques em 2013 (328,3 MW) e outros sete parques em 2014 (242,8 MW). Com isso, a região deve somar, no fim de 2014, capacidade instalada de 951,9 MW, quando somados aos 384,7 MW já em operação.

Logo após aparece o Ceará com 23 novos projetos (587,5 MW), computando 1,13 GW; Piauí com quatro novos parques (105,6 MW) – somando 123,6 MW até 2014, e Pernambuco com um novo parque (25,4 MW) – totalizando 53,5 MW até 2014. Os dados divulgados pela ABEEólica consideram os valores contratados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Esses projetos trazem características semelhantes de construção. As iniciativas se iniciam com obras civis das fundações no terreno, a criação dos acessos internos e a construção de plataformas para manuseio de guindastes, e de bases para a fixação dos aerogeradores; seguidas pelo posicionamento dos aerogeradores e pás, equipamentos que podem ser instalados a mais de 100 m de altura; até a montagem da rede de média tensão e de todas as suas interligações.

Fonte: Revista O Empreiteiro


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