Petrobras inicia operação em papa-terra: complexidade e inovação na bacia de campos

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A Petrobras oficializou o início da produção no campo de Papa-Terra, situado ao sul da Bacia de Campos, com o primeiro óleo extraído através da plataforma P-63. O projeto é um marco no Plano de Negócios e Gestão da companhia, enfrentando a complexidade de reservatórios de petróleo pesado em lâmina d’água de 1.200 metros.

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Unidade FPSO P-63: Capacidade e Conversão

A P-63 é uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) com dimensões e capacidades robustas para o pré-sal e pós-sal:

  • Capacidade de Processamento: 140 mil barris de petróleo/dia e 1 milhão de m³ de gás/dia.
  • Injeção de Água: 340 mil barris/dia para manutenção da pressão do reservatório.
  • Histórico de Construção: Convertida a partir do navio-tanque BW Nisa na China e finalizada no canteiro da QUIP, em Rio Grande (RS), fortalecendo a indústria naval brasileira.

Inovação Tecnológica: A Chegada da P-61 (TLWP)

Papa-Terra destaca-se pela introdução da P-61, a primeira plataforma do tipo TLWP (Tension Leg Wellhead Platform) a operar em águas brasileiras.

  • Diferencial Técnico: A TLWP é uma unidade flutuante ancorada verticalmente por tendões tensionados, o que minimiza movimentos verticais e permite o uso de árvores de natal secas (no deck da plataforma), facilitando intervenções nos poços.
  • Conectividade: Enquanto a P-63 recebe 16 poços (5 produtores e 11 injetores), a P-61 será o hub para outros 13 poços produtores.

O Desafio do Petróleo Pesado

O desenvolvimento de Papa-Terra é considerado um dos projetos mais complexos da Petrobras devido às características do óleo:

  • Grau API: Variando entre 14 e 17, o que caracteriza um petróleo pesado e de maior viscosidade.
  • Soluções Inovadoras: Para viabilizar o fluxo, o projeto exigiu sistemas de bombeamento submarino de alta potência e tecnologias avançadas de completação de poços.

Consórcio e Parcerias

A execução do projeto P-63 envolveu uma colaboração estratégica entre players globais e nacionais:

  • Consórcio Quip: Formado pelas empresas Queiroz Galvão, UTC, Iesa e Camargo Correa.
  • Parceria Estratégica: Atuação conjunta com a BW Offshore para a gestão técnica e conversão da unidade.

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