A produção industrial dos Estados Unidos recuou 0,6% em novembro, com quedas observadas em diversos setores da economia, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Federal Reserve (Fed).
Este foi o terceiro recuo da produção industrial americana desde junho, embora o resultado tenha sido menos negativo do que o previsto pelo mercado, após a forte alta de 1,5% registrada em outubro.
Na comparação anual, a produção industrial dos EUA apresentou uma queda de 5,5%, de acordo com as estatísticas do banco central.
Capacidade instalada das fábricas também recua
A taxa de utilização da capacidade instalada das fábricas norte-americanas caiu de 76% para 75,4% em novembro. O número ficou levemente acima das projeções de analistas consultados pela Bloomberg, que estimavam uma taxa de 75,6%.
Indústria manufatureira puxa queda da produção
Por segmento, a produção de bens manufaturados apresentou uma retração de 1,4% em novembro, mesmo com a retomada das atividades da Boeing após uma greve recente.
No acumulado de 12 meses — entre novembro de 2007 e novembro deste ano —, a produção manufatureira registra uma queda de 7,3%, evidenciando o impacto prolongado da desaceleração industrial.
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Mineração e energia avançam com recuperação no Golfo do México
Em contraste com o desempenho negativo da indústria de transformação, a produção de minérios e energia cresceu 2,5% em novembro e 1,6% na comparação anual.
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Segundo o Fed, o avanço foi impulsionado principalmente pela recuperação da produção de petróleo e gás no Golfo do México, que havia sido fortemente afetada pelos furacões Gustav e Ike.
A normalização dessas operações, somada ao fim da paralisação na Boeing, adicionou quase um ponto percentual à produção industrial total do mês, de acordo com o banco central americano.
Outros setores também registram retração
Entre os demais indicadores divulgados:
- A produção de bens finais recuou 0,1% em novembro
- A produção de bens de consumo caiu 0,7%
- Já a produção de bens destinados às empresas avançou 3,2%
As provisões não industriais apresentaram uma queda de 1,6% no período.
O setor da construção foi um dos mais impactados, com retração de 3,3%, refletindo a desaceleração brusca do mercado imobiliário norte-americano. A produção de materiais de construção também caiu 1% no mês.

