Relatório previa aumento de cerca de 800 mil barris por dia entre 2015 e 2021, impulsionado pela entrada de novas instalações de produção.
A Agência Internacional de Energia (AIE) projetava que o Brasil teria o segundo maior aumento da produção de petróleo entre os países que não integravam a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no horizonte até 2021.
Segundo as projeções divulgadas pela agência naquele período, a produção brasileira poderia aumentar aproximadamente 800 mil barris por dia, passando de cerca de 2,5 milhões de barris diários em 2015 para aproximadamente 3,36 milhões de barris por dia em 2021.
A expectativa refletia principalmente a entrada de novas instalações de produção no país, em um período marcado pelo avanço dos projetos offshore e pela expansão da exploração das reservas brasileiras.
Brasil poderia alcançar 3,36 milhões de barris por dia
No relatório sobre o mercado de petróleo, a AIE avaliava que, apesar dos desafios logísticos e institucionais enfrentados pelo Brasil, a entrada de novas unidades poderia compensar o declínio natural da produção de campos mais maduros.
A projeção indicava a passagem de aproximadamente 2,5 milhões de barris diários em 2015 para cerca de 3,4 milhões de barris por dia em 2021.
Para aquele horizonte, a estimativa mais específica apresentada pela agência era de 3,36 milhões de barris por dia.
Esses valores representam projeções realizadas naquele período e não devem ser interpretados como os volumes efetivamente produzidos pelo Brasil posteriormente.
AIE reduziu projeção para 2020
Embora mantivesse uma perspectiva de crescimento para a produção brasileira, a Agência Internacional de Energia havia revisado parte de suas estimativas.
No relatório anterior, a instituição projetava produção de aproximadamente 3,21 milhões de barris por dia em 2020.
A nova estimativa reduziu esse volume para 3,16 milhões de barris diários.
A revisão mostrava que, mesmo diante da perspectiva de expansão da produção nacional, permaneciam incertezas sobre o ritmo de crescimento.
Investimentos da Petrobras estavam entre as incertezas
A situação da Petrobras era um dos fatores considerados nas projeções da agência.
Naquele período, a estatal atravessava um processo de revisão de investimentos em meio a dificuldades financeiras e aos desdobramentos das investigações que atingiam a companhia.
Segundo a AIE, a redução dos investimentos e as incertezas enfrentadas pela Petrobras poderiam interferir na trajetória futura da produção brasileira.
Ainda assim, a agência avaliava que a entrada de novas instalações de produção poderia superar a redução observada em determinados campos.
Novas unidades sustentariam expansão da produção
A expectativa de crescimento estava relacionada à ampliação da capacidade produtiva brasileira.
Novas instalações offshore eram fundamentais para colocar em produção reservas descobertas nos anos anteriores e elevar gradualmente a oferta nacional.
Nesse cenário, o desafio da indústria não estava restrito à disponibilidade das reservas.
O aumento da produção exigia uma cadeia de infraestrutura envolvendo plataformas de produção, sistemas submarinos, embarcações de apoio, dutos, terminais e instalações para processamento e escoamento do petróleo.
Por isso, a expansão projetada pela AIE também representava um importante ciclo de demanda para engenharia, construção, equipamentos e serviços especializados ligados à indústria de óleo e gás.
Projeção registrava expectativa sobre o avanço do petróleo brasileiro
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Mesmo diante das dificuldades financeiras e institucionais enfrentadas pelo setor, o país continuava sendo considerado uma das principais fontes de crescimento da oferta de petróleo fora da Opep.
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A projeção de aproximadamente 800 mil barris adicionais por dia entre 2015 e 2021 dimensionava a importância atribuída à expansão da capacidade produtiva brasileira e aos novos projetos de exploração e produção.
Fonte histórica: Redação OE, com informações da Agência Internacional de Energia (AIE).



