Contratos assinados com o governo estadual integravam pacote de R$ 345 milhões para saúde, rodovias e modernização da gestão pública.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou R$ 232 milhões em financiamentos para projetos públicos no Espírito Santo, dentro de um pacote de investimentos de aproximadamente R$ 345 milhões.
Os contratos contemplavam projetos nas áreas de infraestrutura rodoviária, saúde e modernização da administração pública. O Governo do Espírito Santo entraria com uma contrapartida de R$ 113 milhões.
Durante a assinatura dos contratos, o então presidente do BNDES, Luciano Coutinho, também destacou o potencial do Espírito Santo para receber novos investimentos privados em setores como mineração, siderurgia, celulose, petróleo, infraestrutura e agronegócio.
BNDES previa retomada de investimentos no Espírito Santo
Na avaliação apresentada por Coutinho naquele período, a retomada dos investimentos públicos e privados seria importante para estimular a atividade econômica após os efeitos da crise financeira internacional.
“O Espírito Santo vinha num ritmo muito forte de investimentos e tenho certeza que será retomado e intensificado nos próximos anos”, afirmou.
O então presidente do BNDES indicou que a instituição estava aberta a apoiar novos projetos e parcerias.
Entre os segmentos considerados estratégicos estavam mineração, siderurgia, celulose, infraestrutura, petróleo e agronegócio, setores com participação relevante na economia capixaba.
Espírito Santo poderia receber centro de serviços para petróleo
O setor de petróleo também aparecia entre as oportunidades identificadas naquele momento.
Coutinho avaliava que o Espírito Santo reunia condições para receber um centro de serviços destinado à indústria petrolífera.
“Há muitas oportunidades no Estado e elas precisam ser apoiadas. O BNDES estará à disposição para apoiar”, afirmou na ocasião.
A avaliação estava relacionada às expectativas de expansão dos investimentos ligados à cadeia de petróleo e gás no estado.
Siderúrgica de Ubu estava entre os grandes projetos previstos
Outro investimento citado durante o encontro foi o projeto da Companhia Siderúrgica de Ubu, previsto para Anchieta, no litoral sul do Espírito Santo.
Naquele estágio, o empreendimento ainda dependia da estruturação de uma parceria.
Luciano Coutinho informou que o BNDES atuava junto à Vale na busca de um parceiro para o projeto siderúrgico.
O então governador Paulo Hartung avaliava que a implantação da siderúrgica e de outros projetos privados poderia estimular diferentes elos da cadeia produtiva capixaba e contribuir para geração de emprego e renda.
A Companhia Siderúrgica de Ubu, entretanto, deve ser entendida como um projeto em planejamento naquele período, e não como um empreendimento efetivamente implantado a partir das informações disponíveis nesta matéria.
Contratos somavam R$ 345 milhões
Os três contratos assinados entre o Governo do Espírito Santo e o BNDES representavam R$ 345 milhões em recursos.
Desse montante:
- R$ 232 milhões seriam financiados pelo BNDES;
- R$ 113 milhões corresponderiam à contrapartida estadual.
Os investimentos estavam distribuídos entre três grandes frentes.
Uma delas envolvia a modernização da rede hospitalar, incluindo projetos relacionados ao Hospital Dório Silva e ao Hospital Central, além da ampliação do Hospital São Lucas.
Outra frente previa a construção e pavimentação de trechos rodoviários no interior do Espírito Santo.
O terceiro projeto estava relacionado à modernização da administração das receitas e da gestão fiscal, financeira e patrimonial do governo estadual.
Região Metropolitana também planejava universalização do tratamento de esgoto
Na área de saneamento, o governo estadual anunciou ainda um acordo envolvendo as prefeituras de Vila Velha, Serra, Cariacica, Viana e Vitória.
A iniciativa previa a contratação de estudos para estruturar uma Parceria Público-Privada (PPP) destinada à universalização do tratamento de esgoto na Região Metropolitana.
O projeto acrescentava o saneamento à carteira de investimentos em infraestrutura discutida naquele período.
Infraestrutura acompanhava ciclo de investimentos capixabas
Os anúncios registram um momento em que o Espírito Santo buscava combinar investimentos públicos em infraestrutura com grandes projetos privados ligados às suas principais cadeias econômicas.
Rodovias, hospitais, saneamento, mineração, siderurgia, celulose e petróleo apareciam como frentes capazes de ampliar a infraestrutura e sustentar novos investimentos no estado.
A participação do BNDES, tanto por meio dos R$ 232 milhões em financiamentos públicos quanto pela possibilidade de apoio a projetos privados, colocava o banco como um dos agentes de financiamento desse ciclo de expansão.



