Os investimentos da Sabesp na universalização somam mais de R$ 70 bilhões em investimentos até 2029. Guilherme Paixão, diretor de empreendimentos de esgoto da Sabesp, palestrou no 9º Fórum Infra, promovido pela revista O Empreiteiro, em São Paulo (SP), e disse que o programa é “robusto, com uma meta desafiadora, mas estamos empenhando todos os esforços para fazer a universalização”.
Em entrevista à revista O Empreiteiro, o executivo comentou que, especificamente dentro da Região Metropolitana de São Paulo, área que atua, os desafios envolvem o alto adensamento populacional.
“Até o final desse ano, nós vamos totalizar mais de 2,121 milhões de imóveis que não tinham o esgoto levado para tratamento e agora tem”, afirma.
“Com uma engenharia muito forte e uma cadeia de fornecedores robusta, estamos fazendo acontecer os projetos. Vários contratos ocorrem concomitantemente. Estamos falando de quase 100”, diz.
Mara Ramos, executivo leader da Sabesp, que também palestrou no 9º Fórum Infra, comentou que a principal obra que vai trazer maior segurança hídrica a São Paulo é a Interligação do Sistema Billings com a represa de Taiaçupeba, no sistema Alto-Tietê.
“Além dela, temos outros investimentos de renovação e retrofit de estações de tratamento de água, que vão recuperar a capacidade de produção”, complementa.
“A gente tem investido na diversificação da matriz hídrica. Só assim a gente vai ter a resiliência hídrica que a gente precisa para uma área com tantas incertezas climáticas como é a Região Metropolitana de São Paulo”, afirmou em entrevista à revista O Empreiteiro.
Ela citou que a companhia também tem investido em reuso de água. “Nós temos um projeto importante de construir uma estação de água reciclada na ETE Suzano, para que a gente abasteça o reservatório de Taiaçupeba. Faríamos um reuso planejado indireto potável para recarga de manancial”, explica.
Na Baixada Santista, Mara informa que a Sabesp tem feito investimento no sistema produtor Itatinga, que está em fase de projeto e que vai produzir água tanto para o Guarujá quanto para Bertioga.
Em 2025 e 2026, Sabesp investiu quase R$ 4 bilhões em segurança hídrica. “A gente tem que ampliar nossa base operada, mas com segurança, com novas fontes de água, sistemas redundantes e resilientes para que a gente não fique à mercê da condição climática. A gente precisa de infraestrutura robusta para abastecer as cidades”, afirma.
A Sabesp incorporou às mudanças climáticas como variável central em seus planos diretores, adotando ferramentas de planejamento para lidar com incertezas e antecipar cenários críticos. Dentre eles estão Índice de Segurança Hídrica (ISH) para monitorar risco de escassez, simuladores com modelagem hidrológica para antecipação de cenários, estão Integrada de mananciais e ampliação de reservação.
Os investimentos em resiliência e segurança hídrica da Sabesp alcançaram R$ 3,5 bilhões em 2025 e 2026.



