Rumo vai aplicar R$ 2,7 bi na Norte-Sul

O trecho da Ferrovia Norte-Sul, entre Porto Nacional, no Tocantins, a Estrela d’Oeste, em São Paulo, de 1.537 km, licitado em março passado e ganho pela Rumo, deve receber investimentos de até
R$ 2,7 bilhões.

O prazo de contrato é de 30 anos. A Rumo tem dois anos para colocar a ferrovia em operação. A demanda esperada para ferrovia em 2020 é de 1,7 milhão de t/ano. Em 2055, deve chegar a 22,7
milhões t/ano.

Existem obras complementares a serem realizadas e trechos a serem recuperados, além de serviços em estações e finalização do próprio ramal, que estava com 95% pronto antes do leilão.

VLI

A Diretoria da Agência Nacional de transportes Terrestres (ANTT) aprovou, em reunião colegiada realizada em junho, os relatórios das audiências públicas e os documentos jurídicos para prorrogação dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Carajás e a Estrada de Ferro Vitória-Minas, operados pela Vale.

A prorrogação do contrato, que terminaria em 30 de junho de 2027, seria por mais 30 anos, com antecipação de investimentos em segurança e aumento de capacidade.

Ferrogão

Uma das prioridades do setor ferroviário, a ligação de Sinop (MT) a Miritituba (PA), o chamado Ferrogrão, tem investimento estimado em R$ 12,7 bilhões, e deve ficar pronta para licitação
em setembro. O projeto está em fase de ajustes e avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Prorrogação de contrato da MRS prevê investimentos de R$ 16 bi

O relatório final da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre a prorrogação da Malha Sudeste, concedido à concessionária MRS, projeta cerca de R$ 16 bilhões de investimentos na infraestrutura ferroviária.

No chamado investimento de capital, o valor alcança R$ 2,1 bilhões, o que inclui obras de implantação de pátios de cruzamento, oficinas de manutenção, sistemas de sinalização, aquisição de equipamentos de via e material rodante.

Já o investimento corrente no relatório é de R$ 14,5 bilhões, que se refere aos gastos ao longo de mais 30 anos de concessão da MRS. O item estima investimentos no chamado sustaining, que
são recursos voltados às máquinas, equipamentos e sistemas destinados a manter a operação.

A ANTT tem realizado este ano audiências públicas nas áreas de influência do sistema ferroviário a fim de recolher subsídios para aprimorar os estudos para a prorrogação do prazo de vigência contratual.

O trecho da MRS foi concedido em 1996, contando, atualmente, com 1.683 km de extensão de linhas principais e ramais, nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O prazo de concessão está previsto de encerrar em 2026, mas a prorrogação levaria a administração da MRS do sistema até 2056.

O volume de demanda total alocado na ferrovia é projetado em 180 milhões de toneladas em 2020, chegando a 218 milhões de toneladas em 2045 e, por fim, atingindo o patamar de aproximadamente 226 milhões de toneladas no ano de 2056, distribuídos em produtos siderúrgicos, industrializados, agrícolas, contêineres e heavy haul.

Para o ano de 2020, tem-se estimativa de cerca de 39 milhões de toneladas, atingindo aproximadamente 73 milhões em 2056 para os volumes provenientes também de direito de passagem de outras concessionárias na malha da MRS.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *